quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Cansei

(Imagem google)


Cansada!
Estou cansada,
de viver aglotinada
neste mundo imposto,
ingrato, traiçoeiro,
sem rosto...
Cansada!
De ser, sem ser,
sem alcançar
o sonho d'outrora,
tão presente agora.
Cansada!
De viver a insanidade
Não de ontem, de hoje,
mas de qualquer idade.
Cansada!
De caminhar a par,
sem par.
Desordenada, em ordem.
Com sol, chuva,
Noite e luar...
Cansei,
De estar cansada!

Busco-te



Procuro-te para além do que vejo
Quero-te na carícia de um beijo
Teu corpo no meu quero sentir
No desejo ardente do sorrir
Tua boca na minha quero estar
Teus olhos nos meus quero olhar
Tua nudez quero ter
No sonho do abraço adormecer
Ter-te de novo para mim
Sentir o teu sentir em mim
Procuro-te para além do que vejo
E nada mais para além, revejo.

Correio Mor




No bico de uma pomba
depositei minha carta,
confiei-lhe o meu segredo
da vida um enredo…
Dela fiz
o meu correio mor,
com ela enviei
todo o meu amor.
Aguardei repousando
a resposta certa…
Continuo pensando,
a porta estar aberta…
O tempo passa veloz,
da pomba nada sei…
não recebi
o que tanto desejei…
Minha carta perdeu-se,
O correio mor falhou
Meu eu está sofrendo
O sonho desmoronou.

(Imagens google)

Passos

(Imagem google)


Passas com teu passo apressado
sem saberes onde ir…
Irás tu a algum lado,
ou vais apenas por ir?!

Não tens noção do caminho
Não sabes o que fazer
Procuras amor e carinho
Queres apenas viver.

Caminhando sem destino,
teus passos vão passando
pelo tempo, e no caminho

Do tempo que vai passando,
nem sempre devagarinho,
teu destino vai marcando.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Ser Feliz

(Imagem google)


Se a felicidade existisse,
até seria feliz.
Mas a felicidade,
são apenas momentos!
Momentos de loucura e paixão…
Momentos de alegria nas vivências
dos amigos, filhos e netos.
Nos sentires dos momentos do marido.
No vislumbrar do nascer do sol
aquecendo os corpos desnudos,
na traição da vida.
No dia renascido
após a noite dormida.
No contemplar o céu e o mar
e neles ver a liberdade da união.
No esvoaçar do passarinho, chilreando
a alegria de poder livre voar.
No rebentar de nova flor
dando colorido, espalhando seu olor.
No choro de um rebento
acabado de nascer.
No prato, no copo, no pão,
alimento para o corpo viver.
Nas imagens da cristandade
para alimentar o espírito.
Na água que corre da fonte.
Na nuvem por detrás do monte.
No estar vivo e poder agradecer.
E em todos estes momentos dizer:
Sou feliz!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Destino

(Imagem google)




Borboleta aventureira
que rumaste outro caminho,
noutras flores pousaste,
recebendo e dando carinho.

Soltaste as asas ao vento,
deixaste-as nele partir…
libertaste o pensamento,
esvoaçando o teu sentir.

Tuas cores de brilho intenso,
iguaizinhas, lado a lado.
Teu perfume de incenso

Das flores foi tirado.
E neste esvoaçar imenso,
teu destino foi traçado.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Liberdade


(Imagem Bruno Ramos)


Soltei-te as rédeas
galopaste pelo campo,
furando, desbravando,
arvoredos, montes e vales.
Saltaste riachos.
Relinchaste ao medo…
Quantas travessuras
e tudo em segredo…
Paraste na fonte,
mataste a sede.
De novo no monte
ergueste teu corpo
ao céu agradeceste:
a água que bebeste,
o galope libertino…
Tudo o que tiveste
e venceste no caminho.
Soltei-te as rédeas
Venceste o medo.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Na Noite

(Imagem google)


Na noite pardacenta
em que a lua se instalou
e as nuvens se beijaram,
choveu granizo no meu coração!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Coração Partido

(Imagem google)

Revolta sentida,
incontida,
neste desespero
de viver...
de sentir...
de amar...
Nesta solidão
repetida,
monótona,
vazia...
Coração sofrido,
pensamento traído...
Revolta de ser,
de sentir...
de viver...
de amar...

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Memória de ti

(Imagem google)


Partiste,
levada pelo nevoeiro
do tempo em que não sorriste.
Tua alma se elevou.
Teu ser se desintegrou.
E tu,
partiste!
Lágrimas derramadas no tempo,
do tempo em que viveste.
Lágrimas deixadas
ao tempo em que partiste.
Levado no nevoeiro
Teu ser,
partiu inteiro.

A Saudade Aflora

(Imagem Google)




Olho o mar,
perdido no infinito de mim…
azul,
qual céu em dia de verão…
Perco-me,
na linha longínqua do horizonte.
Meu olhar aí permanece,
parado, abstracto,
esquecido de viver…
A saudade aflora…
Meu coração chora…
Lágrimas,
confundem-se entre o céu e o mar,
caídas, sofridas, sentidas,
saudosas do teu doce olhar.
Para lá desse infinito
onde os azuis se cruzam,
estará teu ser bendito,
sorrindo à lágrima que desliza
pela face daqueles que te amam.

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Renasci !





Renasci!
Sim,
ao perder-te
renasci.
Não és meu,
nem sou tua.
Meu corpo é meu,
meu sentir não é teu.
Sou eu
e só eu.
Num renascer
para a vida,
para o amor,
para novos sentires,
para novos viveres.
Tu és tu…
Eu sou eu…
Ao perder-te
renasci!

Pedras




Pedras deslizam
nos meus pés…
Meus pés deslizam
nas pedras calcadas
da vida passada…
Calçadas de ilusões,
calcadas de paixões,
na vida sentidas,
nos sentires perdidas…
Caminhos de pedras soltas.
Pedras soltas nos caminhos,
calcados, pisados…
recalcados, traçados
no caminho de pedras
calcadas no tempo!

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Raiar do sol


(Imagem google)


Raiou o sol
ainda era madrugada.
Abri os olhos,
espreguicei-me,
e resolvi
dar uma olhada...
O céu,
de um azul límpido,
lembrou-me o mar,
em dia de calmaria.
O palmilhar areia
à beira mar,
os salpicos salgados
refrescando ideias,
calores persistentes
de outros amores...
Apeteceu-me avançar,
mergulhar
e assim,
de novo acordar,
espreguiçar-me,
e ver o sol raiar
ainda era madrugada!...

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Levado no vento





O vento que passa
no tempo que repassa,
meu ser esvoaça…
Não lhe sobra tempo
falta-lhe o tempo,
levado no vento…

Despertar tristonho
dum sonho risonho
num mau acordar…
Nesse longo sonho,
agora tristonho
lágrima a deslizar…

E o vento que passa
meu ser trespassa
deixando-o frio…
Nesse tempo que passa
meu sonho esvoaça,
ficando o vazio…

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Quimeras Perdidas

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Povoaste meus sonhos e quimeras,
talvez vivências d’outras eras…
Éramos um só ser…
Tínhamos um só viver…
Unidos sempre.
Caminhámos juntos,
passámos de mão dada
no tempo…
Tempo que passou
e só recordações deixou…
Para trás ficaram
esses sonhos e quimeras,
as vivências d’outras eras…
E nós,
perdidos no tempo!...

Desnuda de ti

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Desnuda de ti, estou!
Partiste sem nada dizer.
Deixaste-me as lembranças
do sentir…
dos beijos e abraços
dados, suados, molhados…
Delícias de momentos vividos…
Meu coração partiu…
Meu ser destruiu…
Minha alma caiu…
Sinto-me nua,
neste viver
de vida crua…
Partiste sem nada dizer…
Esqueceste o nosso viver…

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Coça da Vida




COÇA DA VIDA


Teu casaco coçado
atirado p'la janela,
caído no chão molhado,
tristemente por ti desprezado.
Quantas vezes aqueceu teu corpo,
no desespero do frio da alma.
Coçado pelo tempo
No tempo que corre
Do tempo da vida.
Raiva sentida,
derramada nesse casaco coçado.
Triste seu fado
Triste teu estado
Na resignação da revolta,
lembrança da coça levada,
correste na ânsia
de ainda encontrares
o casaco coçado,
e nele agasalhares
teu corpo gelado,
da coça da vida!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Olha-me





O brilho dos teus olhos
labaredas crepitam
no fogo do amor,
lareira ardente,
da lenha a dor...
Olha-me!
Com esses olhos quentes
aquece o meu coração,
gélido de calor.
Agasalha meus sonhos,
na lareira que feneceu.
Não me deixes ficar
em hipotermia permanente...
Com o brilho do teu olhar,
aquece meu ser carente.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Noite de Paz

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Na integridade do ser
me vou desintegrando,
No sentir da mente,
tudo vai fluir
levado p'lo vento
nas ondas do mar revolto.
Na escuridão da noite,
me vou sentindo.
Quero a luz.
A luz do dia que fugiu
quando tu de mim, foste partindo.
Quero dormir sem dor
Esquecer tudo
Parar o pensamento e o tempo
Adormecer tranquila
Na calmaria da noite de paz.

domingo, 7 de novembro de 2010

Querer

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Ouço-te no cantar da primavera
no chilrear de uma ave.
Vejo-te no entardecer oculto
da nuvem que passa.
Sinto-te na cacimba matinal
da frieza da noite.
Quero-te no sol resplandecente
do amanhecer estival.
Neste
ouvir, ver, sentir e querer
Quero-te para além do amanhã.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Triste Flor

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Triste flor
nascida num pobre jardim,
sem flores,
sem amores,
Com terra estrumada
com o estrume da vida,
na estrumadeira derramada.
Triste flor
nascida para além Tejo,
sem água,
com mágoa,
com enfusas à cabeça,
sempre levadas na pressa,
na pressa da vida que passa.
Triste flor
gerada com amor,
na tristeza e na dor,
com sofrimento, mas amada,
no amor da vida criada,
para a vida da vida postada.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Afasta-te....

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Sai de mim,
afasta-te para bem longe,
do caminho que percorro.
Deixa fluir meu pensamento...
Permite-me voar nas asas do vento...
Deixa minhas pernas livres,
p'ra caminharem no sonho da lua...
Que o brilho do meu olhar,
permaneça no brilho das estrelas,
na penumbra do luar...
Que a minha mão direita,
jamais deixe de escrever,
para nela depositar,
o meu triste padecer...
Vai-te embora!
Quero minha mente liberta.
Quero minha escrita certa.
Não quero mais o desespero,
De viver e sentir o que não quero.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

No Ser

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No sentimento perdido...
No abraço esquecido...
No beijo não dado...
No olhar perdido...
No corpo querido...
No ser desejado...
Na ideia confusa...
No coração sentido...
No amor traído...
Na mente, difusa..
No ser destruido...
No amor partido...
No fim da vida.