O sonho é livre... é deixar voar o pensamento... é acreditar no inacreditável... é atingir o inatingível... Amar... Sofrer... Beijar... Doer...
sexta-feira, 20 de maio de 2011
Em tudo te encontro
(Imagem google)
Ouço-te
no chilrear de uma ave
Vejo-te
no rebentar de uma flor
Encontro-te
no caminho verdejante onde não estás
Sinto
teu palpitar
no riacho que passa a meus pés
teu perfume
no jardim florido que me cerca
teu calor
no sol que aquece meu ser
teu corpo
aquele abraço que rodeia meu corpo
no entrelaçar dos ramos das árvores.
Ouço-te
Vejo-te
Sinto-te
Na natureza que cerca meus dias.
sábado, 14 de maio de 2011
Ainda?!
Busco-te dentro de mim
na esperança de já teres partido
mas sempre te encontro.
E meu coração ressentido
chora lágrimas de sangue.
Vermelho escarlate
rubras, quentes, sentidas.
Quero-te longe!
Sai de mim!
Deixa meu coração livre
Livre para de novo amar
Para de novo sorrir
e poder livre respirar
livre caminhar e ter outro sentir.
Mas tu não partes!
E contigo continuarei a viver.
Até quando?!
Não sei!
quarta-feira, 11 de maio de 2011
Sou Feliz
(Imagem google)
No âmago da paixão
me deleito.
No teu colo
na tua cama
me deito.
Em ti
tudo sou
tudo quero
tudo sinto.
Em ti e contigo
Sou feliz!
segunda-feira, 9 de maio de 2011
Roseira do Amor
Na raiz de uma roseira
escrevi teu nome
para que crescesse e fecundasse
o nosso amor.
Reguei com o sabor dos beijos
dei-lhe o carinho dos desejos
estrumei com o meu sentir.
Ela despontou e floresceu
e uma bela rosa logo nasceu
cheirosa e com pétalas de todas as cores
cada uma trazia um dos nossos segredos
aqueles que contávamos baixinho
nos abraços e desejos
no carinho e nos beijos
nos silêncios e nos solfejos
no cântico das nossas almas em sintonia
nas loucuras do dia a dia
em que nos amávamos
em que nos tocávamos
em que ambos sonhávamos
em ritmos acelerados de alegria.
E outra rosa
e outra foram nascendo
e o nosso dia a dia
foi-se desvanecendo.
E aquilo que poderia ser
um enorme roseiral
foi apenas uma flor
que nasceu, viveu
e morreu, afinal.
quinta-feira, 21 de abril de 2011
Atirei uma pedra
(Imagem google)
Atirei uma pedra
no charco lamacento,
no fundo ficou.
Com ela transportou
tudo o que era lixo
e no lixo ficou.
Pus-me a Escutar
(Imagem Google)
Pus-me a escutar
escutei-te a ti
falavas, falavas,
falavas de mim.
Dizias que me amavas
que eras feliz
que teu coração saltava
que te sentias um petiz.
Tentei acreditar
no que estava a ouvir,
mas pus-me a pensar,
como ele sabe mentir!
A tua conversa
para me iludir
era só uma treta
p’ra me ver sorrir.
Amar nunca amaste
apenas fingiste
depois te fartaste
e logo partiste.
Pus-me a escutar
escutei-te a ti
falavas, falavas,
falavas de mim.
Dizias que me amavas
que eras feliz
que teu coração saltava
que te sentias um petiz.
Tentei acreditar
no que estava a ouvir,
mas pus-me a pensar,
como ele sabe mentir!
A tua conversa
para me iludir
era só uma treta
p’ra me ver sorrir.
Amar nunca amaste
apenas fingiste
depois te fartaste
e logo partiste.
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Como te Amo
(Imagem google)
Ah!
Como eu gostava de te amar.
Mas não te amo!
Ah!
Como eu gostava de te beijar.
Mas não te beijo!
Ah!
Como eu gostava de te sentir.
Mas não te sinto!
Ah!
Como eu gostava de te possuir.
Mas não te possuo!
Ah!
Como eu gostava de te desprezar.
Mas não te desprezo!
Amo-te, sim!
Quero-te
beijar,
sentir e
possuir.
Ah!
Como eu te amo!
Ah!
Como eu gostava de te amar.
Mas não te amo!
Ah!
Como eu gostava de te beijar.
Mas não te beijo!
Ah!
Como eu gostava de te sentir.
Mas não te sinto!
Ah!
Como eu gostava de te possuir.
Mas não te possuo!
Ah!
Como eu gostava de te desprezar.
Mas não te desprezo!
Amo-te, sim!
Quero-te
beijar,
sentir e
possuir.
Ah!
Como eu te amo!
terça-feira, 19 de abril de 2011
Gruta
(Imagem google)
Quero estar contigo
num lugar oculto,
no desconhecido…
quiçá numa gruta,
encontrar-te despido.
Hum!
Teu corpo,
no meu encontrado.
Ter-te a meu lado,
no desconhecido…
Quero estar contigo.
Quero estar contigo
num lugar oculto,
no desconhecido…
quiçá numa gruta,
encontrar-te despido.
Hum!
Teu corpo,
no meu encontrado.
Ter-te a meu lado,
no desconhecido…
Quero estar contigo.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Quero-te Meu
(Imagem google)
Queria entrelaçar nossos dedos
e chamar-te meu.
Queria sentir os teus beijos
e dizer és meu.
Queria o doce afago dos teus olhos
e ter-te meu.
Queria saborear a tua boca
e saber-te meu.
Queria o teu corpo desnudo
e seres meu.
Queria-te num todo.
Todo e só meu.
Queria entrelaçar nossos dedos
e chamar-te meu.
Queria sentir os teus beijos
e dizer és meu.
Queria o doce afago dos teus olhos
e ter-te meu.
Queria saborear a tua boca
e saber-te meu.
Queria o teu corpo desnudo
e seres meu.
Queria-te num todo.
Todo e só meu.
Olhei o céu
(Imagem google)
Hoje,
não comi, nem bebi
jejuei!
Olhei o céu
e rezei!
Subi o monte
e sentei!
Esvaí o pensamento
meditei!
Horas a fio, mas,
não cansei!
Sentada na terra
descansei!
Aliviei minha alma
purifiquei!
Olhei o céu
e rezei!
Hoje,
não comi, nem bebi
jejuei!
Olhei o céu
e rezei!
Subi o monte
e sentei!
Esvaí o pensamento
meditei!
Horas a fio, mas,
não cansei!
Sentada na terra
descansei!
Aliviei minha alma
purifiquei!
Olhei o céu
e rezei!
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Talêga
(Imagem google)
Numa talêga
aconchegada ao meu peito,
retenho as saudades
dos que passaram no tempo.
Cada retalho,
um amor.
Cada ponto cruzado
um degrau escalado.
Cada risca, flor ou quadrado,
um sentir de viver cansado.
O baraço.
um laço no entrelaçar da vida,
um atilho apertado
nos nós do caminho
percorrido no tempo.
Numa talêga
encontro a vida!
Numa talêga
aconchegada ao meu peito,
retenho as saudades
dos que passaram no tempo.
Cada retalho,
um amor.
Cada ponto cruzado
um degrau escalado.
Cada risca, flor ou quadrado,
um sentir de viver cansado.
O baraço.
um laço no entrelaçar da vida,
um atilho apertado
nos nós do caminho
percorrido no tempo.
Numa talêga
encontro a vida!
terça-feira, 12 de abril de 2011
Menina Sereia
Neste belo e azul mar
envolto em calmaria,
três pequenas sereias
brincam à luz do dia.
Estrelas, buzios, lagostins
sereias singelas e puras,
espraiando-se na areia
brincando sem diabruras.
O céu lá longe, além
onde cruza o horizonte
espreita as lindas sereias
bebendo da sua fonte.
E as ondas no seu vai vem
leva-as e trá-las à praia.
Na nossa retina permanece
a beleza da sereia catraia.
(Imagem e poema inseridos na Antologia da Imagem
do Grupo Encontro de poetas e amigos)
quarta-feira, 6 de abril de 2011
A Nossa Atracção
(Imagem google)
Qual Princípio de Arquimedes
Teu corpo mergulhado no meu
sofre uma impulsão vertical de baixo para cima
igual ao calor do amor
por nós partilhado.
A física e a química
que nos atrai,
Os pólos positivo e negativo
que somos.
Interligados, ou não…
Tocando-se,
faiscando,
explodindo de paixão…
Átomos de emoção.
Qual Princípio de Arquimedes
Teu corpo mergulhado no meu
sofre uma impulsão vertical de baixo para cima
igual ao calor do amor
por nós partilhado.
A física e a química
que nos atrai,
Os pólos positivo e negativo
que somos.
Interligados, ou não…
Tocando-se,
faiscando,
explodindo de paixão…
Átomos de emoção.
A Matemática do Presente
(Imagem google)
Mais por mais, dá mais.
Mais por menos, dá mais.
Menos por menos, dá mais.
Menos por mais, dará mais?
Não! Não pode!
Estou errada!
Tantos mais.
Nada de menos.
Tanta baralhação
nesta mente atraiçoada.
Muitos mais, sim!
Mas muitos menos,
cada vez mais.
Os que já eram mais,
são muitos mais.
Os outros, os menos
estão abaixo de menos.
E neste desnível
entre mais e menos
vivemos,
debatemos,
sofremos,
e assim morremos.
Mais por mais, dá mais.
Mais por menos, dá mais.
Menos por menos, dá mais.
Menos por mais, dará mais?
Não! Não pode!
Estou errada!
Tantos mais.
Nada de menos.
Tanta baralhação
nesta mente atraiçoada.
Muitos mais, sim!
Mas muitos menos,
cada vez mais.
Os que já eram mais,
são muitos mais.
Os outros, os menos
estão abaixo de menos.
E neste desnível
entre mais e menos
vivemos,
debatemos,
sofremos,
e assim morremos.
sábado, 2 de abril de 2011
Quem és Tu, Amor ?
(Imagem google)
Amo-te
sem sequer saber quem és.
Mas amo-te!
O que seria de mim,
sem ti.
Sem esse olhar semicerrado
que mexe comigo,
que aquece meu ser
no calor do teu,
nesse entrelaçar de corpos
sob lençóis resgatados ao amor.
Sem o calor dos teus beijos
na saliva quente dos meus.
Doces, suaves e meigos
Delírios nos resquícios do céu.
Ah!
O que seria de mim,
sem ti.
Amo-te!
Amo-te,
sem sequer saber quem és.
Amo-te
sem sequer saber quem és.
Mas amo-te!
O que seria de mim,
sem ti.
Sem esse olhar semicerrado
que mexe comigo,
que aquece meu ser
no calor do teu,
nesse entrelaçar de corpos
sob lençóis resgatados ao amor.
Sem o calor dos teus beijos
na saliva quente dos meus.
Doces, suaves e meigos
Delírios nos resquícios do céu.
Ah!
O que seria de mim,
sem ti.
Amo-te!
Amo-te,
sem sequer saber quem és.
quinta-feira, 31 de março de 2011
Fazes-me Falta
(Imagem google)
O sol brilha
no calor dos meus sonhos.
A relva viçosa
torna mais verde o meu olhar.
O colorido das flores
dá outro brilho aos meus dias.
O aroma das rosas
dá outro sentido à minha vida.
Porque tudo muda
apenas porque o sol brilha?
Porque o meu coração está escuro,
negro como o breu da noite.
Precisa,
de luz que o ilumine,
da alegria do nascer da flor,
de um perfume que lhe dê aroma,
de um renascer
que faça seu sangue correr,
na veia dilatada do amor…
Preciso de ti!
O sol brilha
no calor dos meus sonhos.
A relva viçosa
torna mais verde o meu olhar.
O colorido das flores
dá outro brilho aos meus dias.
O aroma das rosas
dá outro sentido à minha vida.
Porque tudo muda
apenas porque o sol brilha?
Porque o meu coração está escuro,
negro como o breu da noite.
Precisa,
de luz que o ilumine,
da alegria do nascer da flor,
de um perfume que lhe dê aroma,
de um renascer
que faça seu sangue correr,
na veia dilatada do amor…
Preciso de ti!
domingo, 27 de março de 2011
No Fundo do Mar
(Imagem google)
Nas profundezas do mar sem fim,
mergulhei bem fundo,
no fundo de mim.
Nessa imensidão infinita
de ti me perdi.
Tentei esquecer o que não quero
Tentei lembrar o que queria
Quis desviar as teias
que emparedavam meu olhar
Purificar minha alma
na loucura de te amar.
Desanuviar sentires
Aliviar sensações
Libertar tentações
Desvendar mistérios
nesse mar retidos.
Limpar a mente
de momentos vividos.
Caminhar nesse caminho
de águas cristalinas
Desfolhar cada pétala,
das plantas sem pétalas
Caminhar
Limpar
Mergulhar
Mergulhar bem fundo
No fundo de mim!
Nas profundezas do mar sem fim,
mergulhei bem fundo,
no fundo de mim.
Nessa imensidão infinita
de ti me perdi.
Tentei esquecer o que não quero
Tentei lembrar o que queria
Quis desviar as teias
que emparedavam meu olhar
Purificar minha alma
na loucura de te amar.
Desanuviar sentires
Aliviar sensações
Libertar tentações
Desvendar mistérios
nesse mar retidos.
Limpar a mente
de momentos vividos.
Caminhar nesse caminho
de águas cristalinas
Desfolhar cada pétala,
das plantas sem pétalas
Caminhar
Limpar
Mergulhar
Mergulhar bem fundo
No fundo de mim!
terça-feira, 22 de março de 2011
Queria Crescer Contigo
QUERIA CRESCER CONTIGO
Queria crescer contigo
Ter-te aqui ao meu lado
E nesse abraço apertado
Sentir-te em mim, comigo.
Queria teu ombro amigo
A ouvir meus desabafos
Queria crescer contigo
Trocando nossos afagos.
Queria beijar tua boca
Nela de novo me sentir
Queria nessa mente louca
Em teu ser voltar a sorrir.
Queria crescer contigo
Nessa arte de amar
Queria segredar-te ao ouvido
A ternura de um olhar.
Queria crescer contigo
Caminharmos lado a lado
E nesse viver amigo
Irmos juntos num afago.
segunda-feira, 21 de março de 2011
Poema
(Imagem google)
Soltei as palavras
nas linhas dos dedos,
deixei-as seguir…
Nos cantos da tela
de linha em linha
foram saltando…
Meus dedos, minhas mãos
foram explorando…
A tela em branco
em tons mate ficou,
palavras escritas
que a mente ditou…
Soltei as palavras
deixei-as pousar,
nos cantos da tela
letras a voar…
Voaram, pousaram
palavras escritas,
agudas ou graves
sempre benditas.
Ternas, suaves,
na tela um poema.
Soltei as palavras
nas linhas dos dedos,
deixei-as seguir…
Nos cantos da tela
de linha em linha
foram saltando…
Meus dedos, minhas mãos
foram explorando…
A tela em branco
em tons mate ficou,
palavras escritas
que a mente ditou…
Soltei as palavras
deixei-as pousar,
nos cantos da tela
letras a voar…
Voaram, pousaram
palavras escritas,
agudas ou graves
sempre benditas.
Ternas, suaves,
na tela um poema.
Viver
(Imagem google)
Olho para trás...
O tempo que vivi, sem viver...
Infância perdida no tempo
Entre adultos rígidos a me criar...
Entre brinquedos intemporais,
Minúsculos... dádivas sem pais...
Sem crianças onde me encontrar...
Nessa infância perdida no tempo...
Adolescência que passou...
Entre tabus e crenças d'outra era...
Sem gente da minha idade,
P'ra viver livre a mocidade...
Entre adultos criados noutra esfera...
Adolescência que passou...
Olho para trás...
O tempo que vivi, sem viver!...
Olho para trás...
O tempo que vivi, sem viver...
Infância perdida no tempo
Entre adultos rígidos a me criar...
Entre brinquedos intemporais,
Minúsculos... dádivas sem pais...
Sem crianças onde me encontrar...
Nessa infância perdida no tempo...
Adolescência que passou...
Entre tabus e crenças d'outra era...
Sem gente da minha idade,
P'ra viver livre a mocidade...
Entre adultos criados noutra esfera...
Adolescência que passou...
Olho para trás...
O tempo que vivi, sem viver!...
quarta-feira, 16 de março de 2011
Amo-te ou Renego-te
(Imagem google)
Num misto de confusão
te amo e te renego.
Anos de amor e paixão.
Anos de entrega total
Anos perdidos, vividos
nas carícias e beijos,
nas ternuras e solfejos
de um amor proibido.
Anos de ilusão
em que te amei.
Um amor carnal
sentido no coração
que descomanda a mente
de quem na ilusão sente.
Num misto de confusão
te amo e te renego.
Num misto de confusão
te amo e te renego.
Anos de amor e paixão.
Anos de entrega total
Anos perdidos, vividos
nas carícias e beijos,
nas ternuras e solfejos
de um amor proibido.
Anos de ilusão
em que te amei.
Um amor carnal
sentido no coração
que descomanda a mente
de quem na ilusão sente.
Num misto de confusão
te amo e te renego.
Porque me odeias?
(Imagem google)
Porque me odeias
depois de tanto me amares?
Será que me amaste?
Porque me odeias
depois de tanto me dares?
Será que me deste?
Porque me odeias
depois de tanta entrega?
Será que te entregaste?
Porque me odeias
depois do carinho que me deste?
Será que deste?
Porque me odeias
depois dos beijos trocados?
Será que trocámos?
Porque me odeias, amor?
Será amor?
Porque me odeias
depois de tanto me amares?
Será que me amaste?
Porque me odeias
depois de tanto me dares?
Será que me deste?
Porque me odeias
depois de tanta entrega?
Será que te entregaste?
Porque me odeias
depois do carinho que me deste?
Será que deste?
Porque me odeias
depois dos beijos trocados?
Será que trocámos?
Porque me odeias, amor?
Será amor?
O Sono do Sonho
(Imagem google)
Depois de uma noite tranquila
em que o sono transpôs o sonho,
acordaste serena.
Uma paz interior sentida em ti,
fez-te sorrir.
Agradeceste
mais este acordar,
mais este dia,
mais este viver,
em que o sono
transpôs o sonho!
Depois de uma noite tranquila
em que o sono transpôs o sonho,
acordaste serena.
Uma paz interior sentida em ti,
fez-te sorrir.
Agradeceste
mais este acordar,
mais este dia,
mais este viver,
em que o sono
transpôs o sonho!
sexta-feira, 11 de março de 2011
Descanso
(Imagem google)
Descanso
neste cansaço que me consome.
Descanso
no dormir de quem não dorme.
Descanso
neste dia que já é noite.
Descanso
no limiar de um açoite.
Descanso
neste cansaço descansado.
Descanso
no ter-te, sem ti a meu lado.
Descanso!
Aqui, agora e sempre!
Descanso
neste cansaço que me consome.
Descanso
no dormir de quem não dorme.
Descanso
neste dia que já é noite.
Descanso
no limiar de um açoite.
Descanso
neste cansaço descansado.
Descanso
no ter-te, sem ti a meu lado.
Descanso!
Aqui, agora e sempre!
quinta-feira, 10 de março de 2011
Lixo
(Imagem google)
Ah!
Se eu pudesse
Vasculhar no lixo,
o que foi lixo,
e encontrar-te de novo…
Ter-te meu somente.
Despoluir teu corpo,
tua mente
e tornar-te perfeito.
Mas o lixo é lixo
e nele tu foste…
Deitado ao lixo,
do lixo que eras.
Vasculhar para quê?
Despoluir porquê?
Jamais serás gente,
lixo tu és…
Lixo serás sempre!
Ah!
Se eu pudesse
Vasculhar no lixo,
o que foi lixo,
e encontrar-te de novo…
Ter-te meu somente.
Despoluir teu corpo,
tua mente
e tornar-te perfeito.
Mas o lixo é lixo
e nele tu foste…
Deitado ao lixo,
do lixo que eras.
Vasculhar para quê?
Despoluir porquê?
Jamais serás gente,
lixo tu és…
Lixo serás sempre!
Também Minto
(Imagem google)
Não sei em que dia nasceste,
a que horas,
em que lugar…
Sei apenas que trouxeste,
outro modo
de te amar…
Não sei sequer onde vives,
onde estás
neste momento.
Sei sim, que em mim resides,
dando-me carinho
e muito alento.
Serás tu aquele outro,
que ocupou meu coração?!
Ou serás aquele que
hoje mora com paixão?!
Nada sei!
Nada sinto!
Apenas sei,
que também minto!
Não sei em que dia nasceste,
a que horas,
em que lugar…
Sei apenas que trouxeste,
outro modo
de te amar…
Não sei sequer onde vives,
onde estás
neste momento.
Sei sim, que em mim resides,
dando-me carinho
e muito alento.
Serás tu aquele outro,
que ocupou meu coração?!
Ou serás aquele que
hoje mora com paixão?!
Nada sei!
Nada sinto!
Apenas sei,
que também minto!
terça-feira, 8 de março de 2011
terça-feira, 1 de março de 2011
Partiste
(Imagem google)
Teu olhar insípido
na claridade que parte
de ti
O sol esconde-se envergonhado
As estrelas tentam brilhar
ainda no dia em que partiste…
A noite não surge!
Surgiu para ti
e teus olhos insípidos
ficaram na claridade do dia.
Teu olhar insípido
na claridade que parte
de ti
O sol esconde-se envergonhado
As estrelas tentam brilhar
ainda no dia em que partiste…
A noite não surge!
Surgiu para ti
e teus olhos insípidos
ficaram na claridade do dia.
Tejo
Na janela gradeada onde me encontro
deleito-me ao ver-te, Tejo.
Tuas águas correm tranquilas para o mar.
Gaivotas esvoaçam no céu
Cacilheiros, navios, veleiros
percorrem teu leito…
Nas margens sedentas de ti
acolhem-te nos braços
dos teus braços
Faróis iluminam-te a noite
de estrelas e luares acompanhada.
O odor a maresia vais deixando
no trajecto que vais percorrendo.
E eu,
na janela gradeada
deleito-me.
Embelezei-me para ti
(Imagem google)
Embelezei-me
como se te fosse encontrar.
Escovei o cabelo,
Pintei as unhas e os lábios
aqueles que irias beijar.
Vesti-me a rigor e a teu gosto
Pus meus sapatos de salto
Olhei o espelho
e gostei do que vi.
A imagem da felicidade
numa mentira inventada
no desejo da realidade.
Embelezei-me
como se te fosse encontrar.
Escovei o cabelo,
Pintei as unhas e os lábios
aqueles que irias beijar.
Vesti-me a rigor e a teu gosto
Pus meus sapatos de salto
Olhei o espelho
e gostei do que vi.
A imagem da felicidade
numa mentira inventada
no desejo da realidade.
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