O sonho é livre... é deixar voar o pensamento... é acreditar no inacreditável... é atingir o inatingível... Amar... Sofrer... Beijar... Doer...
sábado, 25 de agosto de 2012
Visionária do Destino
Será que estou sonhando
ou és tu que vens andando
na minha direcção?!
Não é sonho, não
É apenas uma visão!
De ti,
nem corpo, nem mente
nem teu olhar persistente
que enlouquece meu desejo,
nem teu corpo musculado
que perdi em algum lado
na lonjura do teu beijo.
Visionária do destino
procurei-te com carinho
e nada de ti encontrei
À lâmpada de Aladino
roguei e até chorei
suplicando teu regresso
Em troca ela me deu
um amor jamais vivido
nunca por mim sentido
no meu coração sofrido.
Acordei
Nem sonho, nem visão
Na minha, a tua mão
adormecia aquecida
Agradeci à vida
por te ter sempre a meu lado
meu doce e querido amado.
Quero-te A Ti
Quero beber o teu sabor
para aliviar minha sede
Quero o sabor dos teus beijos
para saciar meus desejos
Quero em teu corpo me enroscar
Quero a ti, sempre amar!
Quando For Grande
Quando for grande
Quero ser
Menina traquina
Irrequieta e ladina
Quero brincar
Às escondidas
Vestir saias garridas
E usar chinelas nos pés
Quero saltar ao eixo
Jogar e saltar à corda
Com a minha saia de roda
Vestir sem qualquer pretexto
Calções de chita riscados
Blusas de folhos dobrados
Laçarotes no cabelo
E outros apetrechos
Sem ter muito que pensar.
Quero ser andorinha
Fugida do seu beiral
Quero
Voar livremente
Quero ser
Menina traquina
Irrequieta e ladina!
Qual Vulcão
(I
(Imagem google)
No solstício do meu coração
Entraste e saíste
Qual vulcão desnorteado
Sem rumo ou caminho
Incerto no destino.
Assim, tu,
Entraste e saíste
Deixando
Um rasto de cinzas negras
escurecendo todo o meu ser.
Tornando-o
Árido e seco
Frio e triste
Enegrecido
Como a noite de breu.
Entraste e saíste!...
(Imagem google)
No solstício do meu coração
Entraste e saíste
Qual vulcão desnorteado
Sem rumo ou caminho
Incerto no destino.
Assim, tu,
Entraste e saíste
Deixando
Um rasto de cinzas negras
escurecendo todo o meu ser.
Tornando-o
Árido e seco
Frio e triste
Enegrecido
Como a noite de breu.
Entraste e saíste!...
Piu... Piu...
(Imagem google)
Vi um dia um passarinho
à beira do meu telhado
Tinha caído do ninho
onde foi alimentado.
Voa, voa passarinho
Canta, pia chilreia
Voa mais devagarinho
Deixa a nuvem que t’enleia.
Piu…piu…, piu… piu…
Volta e meia bates asas
Piu…piu, piu…piu
Por entre o sol esvoaças.
Piu…piu…
Piu…piu…
Continua passarinho
Piu…piu…
Piu-…piu…
Voa, voa passarinho
Piu…piu …
Piu… piu…
Para Lá do Rio
Parti de ti
com a mágoa no olhar
Ao longe, fui-te vendo
num tranquilo caminhar
Queria a teus braços voltar
Sentir no meu corpo o teu afago
Nem sempre quente
Algo ausente
Mas queria!
Queria ter-te mais perto
sempre e só para mim
Queria contigo viajar
para lá do braço do mar
Em tuas águas me embalar
E de noite
À lua gritar o teu nome
Às estrelas suplicar desejos
E,
Ser livre!
Outro Mundo
Naveguei num barco à vela
nesse mar calmo e profundo
procurando um outro mundo.
Mundo de paz e amor
sem sofrimento e dor
sem fome e sem guerra,
onde esqueletos oscilantes
não fizessem parte dele.
Um mundo de flores viçosas
onde as crianças fossem rosas
vivendo no paraíso
onde o sol transformasse
a seara em doce pão
e a lua dissesse não
aos abutres dos senhores.
Um mundo colorido
radiando felicidade
onde cada ser nascido
encontrasse uma realidade
jamais vivida
encontrasse uma outra vida
e pudesse orar então:
- Obrigada, meu Senhor
por me dares este chão!
O Sabor do Amor
No silêncio onde me deito
acordo em ti, amor
No corpo onde descanso
mitigo a minha dor.
No céu que piso sem ver
encontro em mim outro ser
Nas ondas que passam voando
descubro meu viver recuando
Nesse teu mar em mim
que procura um amor passageiro
Um dia,
sim, um dia, terá fim
E o vento chegará ligeiro
deixando no ar
o sabor do nosso amor.
O Que Me Diz O teu Olhar
Olho-te
e nada vejo
Um olhar parado
como se nada existisse ao teu redor
Um coração magoado
sofrido e desesperado
Lábios cerrados
onde nem um sorriso
consegue entrar
Ou um beijo de amor
almeja penetrar
Face rígida
Límpida e fria
Tez sombria
Olhar sofrido!
Olho-te de novo
Vejo um olhar de menino
Traquina e brincalhão
De sorriso fácil
De coração na mão
De tez sorridente
Em tudo diferente.
Nestes dois olhares
Te encontro.
És tu!
Tuas vidas já vividas
Teus amores e desamores
Tuas paixões e ilusões
Teus segredos e enredos
Vida intensamente vivida
Na procura da felicidade.
Vida sempre vivida
Em esperança!
Com esperança!
Na Miragem do Caminho
Na miragem do caminho
Persigo os teus passos
Arvoredo intenso
Tolhe-me os movimentos
Tropeço e caio
Em raízes envelhecidas no tempo
Tapetes de folhas ressequidas
Dão guarida aos meus pés cansados.
Aqui e ali
Cruzo-me com ramos partidos
Perdidos da árvore mãe
Também eu me perdi
nas veredas do pensamento
Também eu me esqueci
de viver sem um lamento.
Mas continuo
Perseguindo os teus passos
Na miragem do caminho.
Linhas Mal Traçadas
Escrevo-te
Nestas linhas em branco
Mal traçadas
Nestes sentires desnivelados
Tento dizer-te
Tudo o que sinto
Escondido em meu peito
Quero
Em palavras já gastas
Jamais escritas
Transmitir
Meus desejos obscuros
Meus sonhos omissos
Meus segredos secretos
descobertos por ti
ao abrires meu coração.
Passar em palavras
riscadas
Nesta página em branco
O que o meu coração sofrido
grita e clama
O que minhas lágrimas escarlate
saídas de meus olhos doridos
Choro sufocante
em silêncios calados
magoados.
Escrevo-te,
nestas linhas mal traçadas
O quanto te amo!
Cama Nua
(Imagem google)
Estou sozinha na cama
sem alento…
Queria não estar contigo
tirar-te do pensamento
Assim despida,
me sinto nua de afagos
Fria, de acasos vividos
E outros,
apenas sentidos, sonhados
Sem um véu que me cubra
meus sentimentos desnudos
afogam-se no sal
das marés vivas
que saem dos meus olhos.
O sol fraqueja
A lua se encobre
Sinto-me perdida
Nesta cama nua
Onde tu não estás.
A Culpa da Pomba
(Imagem google)
Uma linda pomba pousou
Na ponta do meu beiral
Trazia algo no bico…
Levantei-me de mansinho
Afastei o cortinado
O que ela tinha no bico
Estava todo enrolado
Acariciei as suas penas
Retirei-lhe o canudo
Nele tinha o teu recado
Num papel demais usado
Dizias sentir amor
- Oh meu Deus, que horror!
No meu nome te enganaste
Maria, lá não puseste
Tudo o resto estava errado!
Chorei desenganada.
A pomba estremeceu e voou
Triste alma já cansada
Sabia ser a culpada!
segunda-feira, 30 de julho de 2012
No Cimo do Monte
(Imagem google)
Espero por ti
Lá no cimo do monte
Calcorreei por caminhos trilhados
Ultrapassei
Todos os obstáculos
O sol e a lua
foram meus guias.
Pedras soltas
Ramos partidos, perdidos
Caminhos esquecidos
Saltei barreiras
Abri fronteiras
Trepei
A tudo o que encontrei
Procurei o caminho
ao encontro do destino
Vi o céu a florir
A noite a cair
Já no cimo
Olhei em redor
Já cansada
Encontrei-me deitada
E,
Esperei por ti, amor.
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Sê egoista
Quem te disse?
Sim,
quem te disse
que amor e meiguice
eram felicidade?
Ah mulher!
Esqueceste a tua idade?!
Quem te disse
que com palavras conseguias
transformar todos os dias
duma vida já vivida?
Sim,
quem te disse?
Quem te disse
que com beijos e carinhos
mudavas todos os trilhos
nessa vida já calcados?
Sim
quem te disse?
Esquece mulher!
Sê egoísta
nem que seja só por um dia.
Deixa de ser altruísta
Procura a tua felicidade.
Tem juízo!
Já tens idade!
Deixei de Sorrir
Não me peças para sorrir
Já não o sei fazer.
Trocaste os meus sorrisos
por lágrimas escorrendo na face triste
Não me peças para sorrir
Quando os meus sentimentos
puros e sinceros
passaram a tormentos
ardidos na fogueira do amor.
Não me peças para sorrir
Quando tudo em mim mudou
Já fui o que já não sou
Já nem sequer sei,
quem hoje sou.
Não!
Não me peças para sorrir!
Deixei de saber
Deixei de sentir
Não quero mais viver!
terça-feira, 24 de julho de 2012
Pecadores
Na penumbra do meu quarto
Revejo os nossos momentos
Nossos beijos e afagos
Nossos carinhos partilhados
Vejo, a erecção do desejo
A pupila semicerrada
A boca sendo beijada
O mamilo intumescido
A ânsia do desconhecido
Sinto a carícia do amor
percorrendo meu corpo desnudo
Sinto a tua língua
devorando os meus sabores.
Sinto-te
Sinto-me
Pegajosos
Pecaminosos!
Assim Nasce Um Poema
No sangue
entranha-se um poema
Percorre as veias do sentimento
Solta plaquetas de amor
partilhadas no coração sofredor
Pequenas moléculas elevam-se
no cérebro já esquecido
no tempo perdido
da vida que passou
Mas,
nesse sangue que corre
e percorre
o corpo já findo
As palavras já fracas
fluem
soltam-se
E,
nasce um poema!
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Além
Além,
Espraiam-se palavras
Por entre a espuma das ondas
Que adormecem na areia
Batidas nas rochas
Perdidas nos mares
Além,
Tudo fica retido
Parado no tempo
Palavras não ditas
Caladas no pensamento
Além,
Se agiganta o mar
Se grita o tempo
Se perde o olhar
Além.
Espraiam-se palavras!...
segunda-feira, 2 de julho de 2012
Analfabeta
(Imagem google)
Já esqueci as letras
com que escrevia amor
Até as de saudade, esqueci
Também não lembro
as dos beijos que me davas
quando dizias que me amavas
Nem sequer sei
como se escreve paixão
carinho, ternura, emoção
Já esqueci o alfabeto
aquele que te era directo
e me fazia feliz
Esqueci o teu nome, amor
Mas não me esqueci de ti.
terça-feira, 26 de junho de 2012
O Mundo Gira
terça-feira, 12 de junho de 2012
Há Muito Que Não Chorava

(Imagem google)
Sento-me
na varanda desse mar infindo
Pressinto a lua
no entardecer do sol
Olho ao longe o horizonte
perdido numa linha imaginária
Uma gaivota sobrevoa
a minha mente cansada
salpicos de água salgada
Recosto-me
na onda perdida no tempo
na agrura do seu lamento
As nuvens
para lá das linhas brancas
do jacto que passou,
tentam não chorar
Oscilam, deslizam, unem-se
Beijam-se
num beijo amargo
em que as lágrimas gritam
E eu
permaneço sentada
na varanda desse mar infindo.
segunda-feira, 4 de junho de 2012
terça-feira, 29 de maio de 2012
Escrevo Silêncios
(Imagem google)
Escrevo silêncios
no teu olhar
que de mim partiu.
Quero escrever palavras
gritantes
que te façam acordar
e para mim voltar.
Escrevo silêncios
na margem do rio onde me deito
e tu não estás.
Quero escrever palavras
chocantes
que te façam lembrar
que já fomos amantes.
Escrevo silêncios
retidos na garganta
que grita e chora
que esquece e lembra
aquela hora
em que tu entraste em nós.
Escrevo silêncios
Na falta de palavras.
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Nos Braços do Mar
Abraçaste meus ossos doridos
Levaste-me contigo
Dancei ao sabor de ti
Adormeci
Na tua calmaria
Caminhei
Deitada serena em paz
Continuei
No teu leito azul
Olho o céu da mesma cor
E vejo-te nele, amor
O doce carinho do sol
Afaga meu corpo dorido
Beija cada poro do meu ser
Entranha-se no meu coração
Magoado e sofrido
Dá-lhe alento e calor
Faz-me voltar à vida
Quero acordar deste impasse
De novo sorrir e ter voz
Não quero mais ser nós
Quero ser eu, só eu
Os raios solares
Abraçam-me
Dão-me o calor do amor
Sorrio ao céu
Agradeço a Deus
Repouso tranquila
Nas ondas do mar.
terça-feira, 15 de maio de 2012
Sonho-te
(Imagem google)
Sonho-te
no desejo incontido
do afago proibido
Sonho-te
para além do mundo
num afago profundo
Sonho-te
como quimera ausente
como quimera presente
Sonho-te
no tudo e no nada
da minha alma destroçada
Sonho-te
num sonho belo
tu e eu num castelo
Sonho-te
para além de mim
nosso amor, um jardim
Sonho-te
em imagens cantantes
nossos corpos de amantes
Sonho-te!
Sonho-te amor!
Algures no Tempo
Numa manhã de Maio
Em que o sol esquentava
O meu coração batia forte
Minha pulsação acelerava
Eras tu o motivo
De tão grande alvoroço
Ia estar contigo
Olhar na profundeza do teu olhar
Ver teu sorriso a brilhar
Sentir tua boca ardente
Ter teu afago doce e quente
Possuir teu corpo
Encontrar-te no meu
Ser a guerreira
Na paz do amor
Lutar sem armas
Com as armas da vida
Estar contigo
Ser por ti acolhida
E neste turbilhão
De pensamentos imagens
Me quedo
Me pasmo
São apenas miragens.
sábado, 5 de maio de 2012
Quero-te mãe
Queria dar-te uma flor
Ou uma foto minha
Como em tempos fiz
Queria dar-te um beijo
Ou um abraço apertado
Como em tempos dei
Queria olhar-te e sorrir
Ou ficar apenas a ver-te
Como em tempos vi
Queria dizer que te amo
Ou também que te adoro
Como nunca te disse
Queria mãe, ter-te comigo
Ver teu olhar amigo
Dar-te um abraço apertado
De novo ter-te a meu lado.
sexta-feira, 27 de abril de 2012
Pecado
No jardim de Éden
onde foste Adão
e eu fui Eva
E
comemos a maçã
que a maliciosa serpente
nos indicou
Aí
nos perdemos
no pecado do amor.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Embaraços de Prazer
(Imagem google)
Entre embaraços de prazer
Pintei o teu corpo
Com a língua dos desejos
Colori-te
Com o sabor do amor
Nas papilas
Ficou a doçura do meu sentir
Suguei
Cada poro de ti
Gravei na memória
Esse beijo apaixonado
Que pintei em teu corpo
Entre embaraços de prazer.
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