terça-feira, 19 de março de 2013

Ainda Há Pouco Falámos






Com aquele teu olhar
de olhos verdes, magia
disseste-me, sem qualquer palavra
o que ficou por dizer, um dia.
Falámos do ontem perdido
dos momentos sem sentido
das saudades da mãe
do vosso reencontro
das alegrias partilhadas
de passeios e caminhadas
de perdas superadas.

Falámos de tudo
De ontem, de hoje,
do amanhã, que voltará a ser nosso.

Olhei de novo
esses teus olhos verdes saudosos
uma lágrima caia
em meu coração pousou
Retive-a
essa lágrima tua, era minha
aquela que sempre cai
desde o dia em que partiste.

Os meus olhos
quase verdes como os teus
choram de saudade
de ti, meu pai.

Maria Antonieta Oliveira

sexta-feira, 15 de março de 2013

E De Ti Que Eu Gosto






Que importa o que dizem
se é de ti que eu gosto?
Que me importa os olhares curiosos
se é de ti que eu gosto?
Que me importam as bocas falantes
se é de ti que eu gosto?
Que me importam as criticas errantes
se é de ti que eu gosto?
Que me importa o outro mundo
se foi neste mundo que te encontrei.

Que me importa?!
Que me importa
se é de ti que eu gosto?!


Maria Antonieta Oliveira

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

E Eu, Chorei






O sol floriu
A manhã acordou

E eu, chorei.

Uma lágrima deslizou
Pela face fria
De ti, que partiste.

E eu, chorei.

Uma estrela brilhou
Na noite tardia
Quando no céu entraste

E eu, chorei.

Chorei por ti e por mim
Chorei de saudade
Chorei, chorei sem fim.


Maria Antonieta Oliveira




quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Beijo-te




Beijo-te,
nesse olhar ofegante
de luxuria e prazer

Beijo-te,
na sombra dos corpos perdidos
espalhados pelo chão

Beijo-te,
na loucura de orgasmos esquecidos
parados no tempo

Beijo-te,
na ânsia
de te reencontrar.


Maria Antonieta Oliveira

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

O Amor Existe








Soltam-se os beijos
nas palavras por dizer
Falam os olhos
os sentires do coração
Unem-se os corpos
num suave entardecer

E,
O amor existe!


Maria Antonieta Oliveira

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

No Meu Canto





Triste e sozinha, no meu canto
deixo que a lua amanheça
e aqueça o meu pranto.

Olho a parede vazia
e a tela sem tinta
Miro de soslaio
o outro lado do espelho
onde tu não estás
e nem a mim eu vejo.

O pêndulo do relógio de pé
silenciou os meus sonhos
acordou as lágrimas esquecidas
adormecidas
nas pálpebras descaídas e já sem vida.

Gotas cristalinas
rolaram pela face fria
Cada uma trazia consigo
Um sonho desfeito
Um caminho não feito
Um rumo perdido
Um amor não vivido.

Continuo triste e sozinha
Aqui, no meu canto.


Maria Antonieta Oliveira

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Possuo-te





Possuo-te
Cada vez que te olho.

Não sentes
a minha saliva gulosa
percorrendo o teu corpo?

Não sentes
a minha língua atrevida
oscilando inquieta?

Não sentes
o meu olhar
penetrando cada poro de ti?

É isso, amor
Possuo-te
Cada vez que te olho.


Maria Antonieta Oliveira

Dança de Palavras






As palavras dançaram
Soltas, ao vento
Rodopiaram, rodopiaram
Bailando ao som
Do seu contentamento.



Maria Antonieta Oliveira


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Cogitam os Dedos





Solta-se o verbo
As palavras
Cogitam os dedos
Nos sentires
Do sol
Da lua
Do mar
Do teu amar.


Maria Antonieta Oliveira

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Estado de Alma






O sol escondeu-se
e deu lugar à chuva
que cai miudinha
Deixando nos passos
rastos de sofrimento e dor
acalentados na saudade
daquele outro amor.
Rastos de dias sombrios
e frios, sem o teu agasalho.

Olho por entre os vidros embaciados
e nem a rua vislumbro
tal o véu cinza interposto entre nós.
Não sei se é noite ou dia
tudo ao redor enegreceu.
Não vejo sol nem lua
Nem passos na minha rua.

A chuva,
embaciou o meu olhar
tornando-o triste e sombrio
Meu coração deixou de amar.
E eu,
Sozinha… e com frio…


Maria Antonieta Oliveira


Ser Mulher




Ser mulher
É beijar o sol e a lua

Abraçar o mar
e nele navegar

É trilhar caminhos
aparando espinhos

É sulcar vales e montes
Galgar todas as pontes

É sofrer, rir e chorar.

É dar luz à vida
E ao amor dar guarida

É dar e receber.

É o carinho prometido
O ombro amigo

É estar sempre por perto
Ter a palavra no momento certo

É o afago, o mimo
O sussurro baixinho

É o colo sempre disposto
a consolar um desgosto

É ser mãe, filha, amiga
É ser avó, criança atrevida.

É ser velhinha enrugada
Rumo a outra morada.

Ser mulher
É ser AMOR!


Maria Antonieta Oliveira

Não te Vi





Ontem pensei que te via
Vesti o meu vestido de chita
Aquele com que me achas bonita
Calcei sapatos de salto
E pus batom,
Vermelho, como tu gostas.

Mas não,
De ti, nem assombração.

Escovei o cabelo
E pus-lhe um laço amarelo
Ah! Como ficou belo!
Mas tu não viste
E eu, fiquei triste.

Mas não
De ti, nem assombração!


Maria Antonieta Oliveira

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Mar - Mulher




Entre ondas de espuma
Num vai e vem constante
Sulcas areias
Lutas contra rochas, rochedos
Sem temores, nem medos.
Levas e trazes saudades
Auguras novidades
Dás paz e alento
Caminhas ao longo do tempo.
És bravio, intimador
Doce e tranquilo
Suave e calmo
Em ti há brilho e cor

Há amor!

Abraças o vento, o sol e a lua.
És mar (lágrimas) salgado
És vida
Dás vida
Vives
E deixas que vivam em ti
Tal como a mulher
Que é filha, mãe e avó
Que vive lutando,
Sofrendo e amando
À luz do céu que a acolhe
Com força, coragem e Fé
Em Jesus Salvador.


Maria Antonieta Oliveira

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

A Noite




A noite estremece,
nos dias sombrios
em que tu não estás.

O dia amanhece,
na solidão do ontem
ancorado em ti.

O sol não floresce,
esgueira-se na sombra
da nuvem que passa.

A lágrima desfalece,
e cai entristecida
na viagem para o mar.


A lua adormece,
nos sonhos por viver
nos sonhos por sonhar.


Maria Antonieta Oliveira

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Porta da Sacristia




Que segredos escondem
Os quadrados talhados
Na madeira velha
Da antiga sacristia?

Quantas betas a transpuseram?
Quantas meninas a passaram
Na procura das bênçãos de Jesus
Na aprendizagem das boas maneiras
Na busca da verdade?

Quantas certezas e incertezas
Quantas verdades e mentiras
Quantas alegrias e tristezas
Tantas desilusões!

Através dessa porta antiga
Já gasta pelo tempo
Muitas histórias foram vividas
Muitas vidas construídas
E outras tantas destruídas.

A sombra da cruz de Cristo
Te protege
Te ampara
Te abençoa

Que jamais
Meninos crentes
Sofram com os homens descrentes!

Maria Antonieta Oliveira

Lutarei





Deixei de ver
Deixei de falar
Não quero mais sofrer
Não sei já amar.

Já não sei o que é saudade
Nem sequer o que é beleza
Saberei o que é amizade?!
De nada tenho a certeza.

Quem sou eu, afinal?
O que quero eu saber?
Sou alguém especial?
Eu só quero viver!

Quero sentir a liberdade
De ser aquilo que sou
Saber o que é felicidade
Receber tal como dou.

Criar o meu espaço
Libertar-me de ti
Daquele embaraço
Que sempre senti.

Arranjei um caminho
Numa estrada perdida
Esqueci teu carinho
Mas, senti-me traída.

O que ei-de fazer?
Como vou continuar?
Quero outro viver
Vou ter que lutar.

Lutarei sim
Enquanto puder
Lutarei por mim
Para o que der e vier.


Maria Antonieta Oliveira

Já Não Corre Água da Fonte




Já não corre água da fonte
Nem o cântaro
Mata a sede
Do homem que vem do monte.

Teu poial
É a marca
Do tempo que passa
Tuas pedras moídas
Denunciam
O sofrimento das gentes de outrora
Onde a água
Que é vida
À cabeça era trazida
No cansaço
Do trabalho árduo
Na procura do pão
Para a boca dos filhos
No trilhar
Do sofrimento
De pobre ter nascido.

Já não corre água na fonte!


Maria Antonieta Oliveira

Já Fui Culpada




Estou cansada
De ser considerada
Sempre culpada.

Se…. A culpa é tua!

Já fui má
sim, já fui
Já fui embirrante
sim, já fui
Já fui teimosa
sim, já fui
Já fui mandona
sim já fui
Já fui refilona
sim, já fui
Confesso que já fui tudo isso,
e quem sabe até mais.

Mas já não sou!

Sou dócil, meiga, carente
Já não grito
nem berro como antes.
Sou afável e delicada.
Sou simpática e amável.

Encontrem-me por favor
Descubram o outro lado de mim
Deixem-me viver como sou
Não me sufoquem com o passado
Vejam o meu outro lado.

Assim não dá!
Quero morrer já!


Maria Antonieta Oliveira

Ano Novo





Além
O sino tocou
O nascer do menino
Tocou
O morrer do velhinho
Tocou
À bênção do Senhor
Tocou
À chegada do Salvador.

Dlim dlão
Toca o sino de novo
Dlim dlão
Vem aí um ano novo
Dlim dlão.

Que dê pão
A quem tem fome
Que se unam e abracem
Os povos em guerra
Que haja bom senso
Nos homens da terra.

Que a luz ilumine
Os corações carentes
E haja paz e amor
Entre as gentes.


Maria Antonieta Oliveira


segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Gosto de Ti




Senti o teu afago
Há muito esquecido
Tua mão, tua boca
Teu corpo atrevido.

Naquele momento
Quase esqueci
Apenas lembrei
Que gosto de ti.


Maria Antonieta Oliveira

sábado, 15 de dezembro de 2012

Perdido Além




Vi-te partir
Contigo levaste
Todo o meu sentir.

Para lá do que avisto
Para lá deste rio
Que te levou de mim
Há um mar sem fim.

Ao cimo da vela
Na crista da onda
Teu sonho naufragou

Perdeste o controle
A bussola te enganou.

E tu,
Olhaste o céu
E em oração a Deus
Pediste, rogaste
De rastos rezaste
Implorando uma luz
Que indicasse o caminho
E te levasse ao destino.

Essa luz surgiu
A mim te conduziu!


Maria Antonieta Oliveira

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Perdida




Perdida no meio do nada
Te encontrei
Na estrada
Que contigo partilhei.


Maria Antonieta Oliveira


Ogivas





Entre ogivas
A natureza espreita

O céu
Esconde-se por detrás

E eu
Contemplo-te!


Maria Antonieta Oliveira


Loucos Apaixonados




Nem sol
Nem lua
A praia nua

O sol adormeceu
A lua se esqueceu
Tua água partiu
Para longe fugiu

Rochas e pedras
Perdidas na areia
Entre conchas e búzios

Aqui e ali
Salpicos de passos perdidos
Espreitam
Esperam
Devaneios de sentidos
Amantes enamorados
Loucos apaixonados
Que a lua amanheça.


Maria Antonieta Oliveira

A Chuva Caía



Molhaste os meus passos
Salpicaste o meu caminho
Marcaste o meu destino.

Encharquei meu corpo
Na procura do teu
Caminhei descalça na noite de breu.

Coração sofrido
Gélido sem sentido
Morto de frio.

E a chuva caía
E eu me perdia
Na vida sem vida!


Maria Antonieta Oliveira

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

sábado, 8 de dezembro de 2012

Bodas de Prata


BODAS DE PRATA

25 DE DEZEMBRO DE 1994


25 anos!
De amor e felicidade
Carinho e amizade
De ternura e fantasia
De paz e alegria!

25 anos!
De intranquilidade e incerteza
De nostalgia e tristeza
De desespero e desilusão
De doença e confusão!

Mas, o mau se ultrapassou
E o bem sempre vingou.
Com fé e esperança
Nele tendo confiança.

E assim,
25 anos de amor
Eu, tu, nossa filha, nosso lar
E a presença do Senhor
Que nos está a abençoar!


Maria Antonieta Oliveira
(escrito em 1994)

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

Um Presenre de Natal





Para lá do tempo
recordo aquele outro acordar
em que
na velhinha chaminé
um embrulho vi brilhar.
Meus olhos se alegraram
no boneco de papelão
Era lindo perfeitinho
tratei-o com muito carinho
ele deu-me seu coração.

Era manhã de Natal
desse inverno friorento
Eu fui deusa e princesa
naquele doce momento.

Quero que todos os meninos de hoje
sintam tamanha alegria
com a nova tecnologia
como aquela que eu senti.

Quero paz amor pão
E felicidade no coração!


Maria Antonieta Oliveira

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Cama Por Fazer



Hoje não fiz a cama
Deixei que o sol entrasse
e aquecesse a cama fria
vazia e ávida de nós.

Hoje, tal como ontem
nossos corpos não se amaram
nossas bocas não se beijaram
e, nem sequer nos falámos.

Hoje, e enquanto vida houver
meu coração vai bater
ao ritmo do teu
E nós, sempre nós
viveremos esta paixão
até o sol anoitecer.


Maria Antonieta Oliveira