sábado, 4 de maio de 2013

Momento Apetecido



(Imagem do Google)


Sigo com o olhar
cada milímetro do teu corpo
que estremece
De cada poro
saem lágrimas de felicidade

Apetece-me morder os teus mamilos
saboreá-los, senti-los.
Teu umbigo apetecido
parece um sorriso aberto
E eu, tão perto.

Continuo seguindo-te com o olhar

Atrevido,
explodindo de paixão
teu sexo olha-me, suplica
minha boca ardente
meu corpo quente
minha entrega total.

Quedo o meu olhar
Sigo meu instinto e abraço-te,
Sem fôlego
aperto-te contra o meu corpo desnudado
até te sentir em mim
bem junto, bem dentro
num afago sem fim.


Maria Antonieta Oliveira

Fosso







Abriu-se um fosso abismal
As terras agitaram o mar
E, as águas inundaram as terras.
Tudo o que era flor, o mar levou

Nada já faz sentido
Tudo é inóspito e está perdido.

Neste turbilhão
De ondas em convulsão
O mundo se agitou e se perdeu.

Tal, como tu e eu.


Maria Antonieta Oliveira

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Vem






Vem
Afaga meu pranto
com o calor dos teus beijos
Abraça-me forte
Deixa-me sentir segura nos teus braços
Acarinha o meu corpo
Aninha-me em ti
Dá-me o teu fulgor
no amor que preciso sentir.
Aquece o meu coração
apenas com o bater do teu
Diz-me uma palavra
Apenas uma,
aquela que eu preciso ouvir
aquela que me faça sentir gente
aquela que molde a minha alma
e, me torne de novo
solitária presente.

Vem
Acaricia os meus cabelos
e beija-me a fonte
Chama-me menina e dá-me colo
Ouve os meus queixumes
e, aconselha-me sem azedumes
Olha os meus olhos
e seca-me as lágrimas
Dá-me a tua mão
e essa, a outra também
Segura-me pela ponta dos dedos
e dá-me vida de novo.
Solta-me as amarras
e deixa-me viver!

Vem
Preciso de ti!


Maria Antonieta Oliveira

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Queria Encontrar o Amor





Queria encontrar o amor
Quiçá perdido numa esquina qualquer
0nde uma adolescente convencida
O deixou, esquecida.
Ou quem sabe,
Na estátua da avenida
Dar à Ninfa nova vida
E nela encontrar o amor?!
Ou naquele lago azul
Onde os ganços trocam olhares
Pavoneando as penas?!
Ou na noite do luar além
Quando surgem as sereias
Beijando os pescadores?!

Nesses mares infindos
Quem sabe surjam sorrindo
Eros e Afrodite
E, num longo e profundo abraço
Transformem esse laço
Num eterno viver de amor?!

E então,
Afrodite, eu seria
E tu,
Eros, o meu amor.


Maria Antonieta Oliveira




quarta-feira, 17 de abril de 2013

Lado a Lado







Entrelaço os meus dedos
na tua mão carnuda
Caminho a teu lado.
Na calma do tempo que passa
subimos os degraus já gastos
de outras vidas, outras subidas.
Olhamo-nos num sorriso cansado
Continuamos caminhando lado a lado
nos degraus desgastados do tempo que passa.
Esse tempo
que nos leva o sol, o mar, o ar
trazendo-nos para mais perto
a lua num céu estrelado.

Iremos,
sempre unidos
Lado a lado!


Maria Antonieta Oliveira

Rafito



RAFITO
6º ANIVERSÁRIO



O dia amanheceu solarengo
Abriste o teu olhar ao mundo
Num choro frenético, sentido
O jardim ficou mais colorido
A flor que tu és, tinha nascido.

Seis anos volvidos
E,
O dia amanheceu solarengo.

Parabéns meu querido
Amo-te, meu lindo Rafito.


Maria Antonieta Oliveira

terça-feira, 16 de abril de 2013

Tirei os Óculos






Tirei os óculos,
queria ver-te.

Ver o teu olhar de menino travesso
Ver o teu corpo de menino crescido

Ver e sentir
o teu carinho abafado, no afago do amor
Ver e sentir
o teu corpo desnudado procurando o meu
Ver e sentir
a tua boca carente em beijos doces e quentes
Ver e sentir
a tua língua sequiosa, percorrendo o meu corpo vadio

Sim,
Queria ver-te
Queria sentir-te
Todo e só para mim.


Maria Antonieta Oliveira




.



sábado, 13 de abril de 2013

À Minha Mãe Querida






Dei-te um beijo e uma orquídea
Sorriste para mim
com o teu olhar doce e débil
Falaste, inquiriste
e,
pouco depois esqueceste o carinho da flor.
Naquele dia de primavera
em que o sol aquecia os corações
espreitando pela janela
daquela sala fria de adornos
onde o teu corpo começava a descansar
e, a tua alma teimava em partir
querendo ficar.

De novo um beijo te fez recordar
a orquídea esquecida
que te tinha sido oferecida
para te felicitar
Era o teu aniversário
Setenta e sete anos (13 de abril de 2002)
numa cama de hospital
paredes nuas e frias

Um beijo de amor
E uma orquídea perdida
num tampo gélido
de uma mesa de ferro
pintada de branco.

Dei-te um beijo
E uma orquídea.

Maria Antonieta Oliveira





quarta-feira, 10 de abril de 2013

Cristal de Sal





Sem querer
sinto o sabor a sal
na minha boca carente
Pela minha face fria
rolam gotas de tristeza,
de saudade, de angústia.
Cristais perdidos
na felicidade de um dia.
Queria adocicar os meus lábios
Sentir o sabor do teu beijo
No ensejo de um amor puro
Doce e cristalino
Deslizando, saciando
A minha sede de felicidade.


Maria Antonieta Oliveira



terça-feira, 9 de abril de 2013

Almejei Um Dia






Almejei um dia dizer:
“sou feliz”

Sou feliz
a cada momento que passa
e sinto o teu corpo no meu.

Sou feliz
a cada olhar de criança
quando me olhas com ternura.

Sou feliz
a cada abraço beijado
quando nos amamos

Sou feliz
com o carinho partilhado
quando estás a meu lado.

Sou feliz
quando o meu olhar brilha
num sorriso franco e aberto.

Sou feliz
naquele segundo
do momento que passou.


Maria Antonieta Oliveira

Sorrisos de Lágrimas Escondidas






Com sorrisos de lágrimas escondidas
tento passar os meus dias.

Aqueles,
em que te conheço
e me descubro.
Aqueles,
em que te descubro
e me conheço.

Encontros e desencontros
nas dádivas de amor,
nos sentimentos doados,
nos sentires partilhados,
nos olhares trocados,
nos beijos saboreados,
nos silêncios e nas palavras,
nos momentos de ausência
em que estamos juntos,
nos sorrisos de lágrimas escondidas.


Maria Antonieta Oliveira

domingo, 31 de março de 2013

Carícia chuva









A chuva procura-me
em lençóis alinhados
debruados de jasmim
Encontra-me
caída, desfalecida
perdida nesta noite sem fim.


Maria Antonieta Oliveira

Ser LIvre








A liberdade
ensaiou uma dança
em meu redor
Estendeu-me a mão
tentei agarrá-la,
mas não consegui
De novo fiquei perdida
traída
caída no chão.


Maria Antonieta Oliveira

Cantar à Primavera







Quero cantar à primavera
Olhar as flores em botão
Saciar meu ser
Com a luz do sol a brilhar.
Mas a chuva persiste e insiste
Em fazer-se presente
O sol envergonhado
Permanece ausente

Meu corpo frio quase fenece
Sem calor, sem brilho
Sem o odor das flores
Sem o sol que me aqueça.

A chuva persiste e insiste
Meu corpo padece
Minha mente traída
Sente-se perdida
Meu ser enlouquece.

Quero cantar à primavera!
Quero ver o sol a brilhar!
Quero ao mundo voltar!


Maria Antonieta Oliveira

segunda-feira, 25 de março de 2013

Virar As Costas





Virei-te as costas
como se não te conhecesse
Queria esquecer-te
como se isso fosse possível.

Queria olhar-te
e não te conhecer
Mas conheço-te,
e lembro-te.

Queria voltar as costas ao passado
e nele,
tu não seres encontrado

Queria um presente
em que não existisses

Queria ser feliz
sem que tu partisses

Queria encontrar-me
e perdi-me,
no dia em que te conheci.


Maria Antonieta Oliveira

terça-feira, 19 de março de 2013

Ainda Há Pouco Falámos






Com aquele teu olhar
de olhos verdes, magia
disseste-me, sem qualquer palavra
o que ficou por dizer, um dia.
Falámos do ontem perdido
dos momentos sem sentido
das saudades da mãe
do vosso reencontro
das alegrias partilhadas
de passeios e caminhadas
de perdas superadas.

Falámos de tudo
De ontem, de hoje,
do amanhã, que voltará a ser nosso.

Olhei de novo
esses teus olhos verdes saudosos
uma lágrima caia
em meu coração pousou
Retive-a
essa lágrima tua, era minha
aquela que sempre cai
desde o dia em que partiste.

Os meus olhos
quase verdes como os teus
choram de saudade
de ti, meu pai.

Maria Antonieta Oliveira

sexta-feira, 15 de março de 2013

E De Ti Que Eu Gosto






Que importa o que dizem
se é de ti que eu gosto?
Que me importa os olhares curiosos
se é de ti que eu gosto?
Que me importam as bocas falantes
se é de ti que eu gosto?
Que me importam as criticas errantes
se é de ti que eu gosto?
Que me importa o outro mundo
se foi neste mundo que te encontrei.

Que me importa?!
Que me importa
se é de ti que eu gosto?!


Maria Antonieta Oliveira

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

E Eu, Chorei






O sol floriu
A manhã acordou

E eu, chorei.

Uma lágrima deslizou
Pela face fria
De ti, que partiste.

E eu, chorei.

Uma estrela brilhou
Na noite tardia
Quando no céu entraste

E eu, chorei.

Chorei por ti e por mim
Chorei de saudade
Chorei, chorei sem fim.


Maria Antonieta Oliveira




quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Beijo-te




Beijo-te,
nesse olhar ofegante
de luxuria e prazer

Beijo-te,
na sombra dos corpos perdidos
espalhados pelo chão

Beijo-te,
na loucura de orgasmos esquecidos
parados no tempo

Beijo-te,
na ânsia
de te reencontrar.


Maria Antonieta Oliveira

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

O Amor Existe








Soltam-se os beijos
nas palavras por dizer
Falam os olhos
os sentires do coração
Unem-se os corpos
num suave entardecer

E,
O amor existe!


Maria Antonieta Oliveira

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

No Meu Canto





Triste e sozinha, no meu canto
deixo que a lua amanheça
e aqueça o meu pranto.

Olho a parede vazia
e a tela sem tinta
Miro de soslaio
o outro lado do espelho
onde tu não estás
e nem a mim eu vejo.

O pêndulo do relógio de pé
silenciou os meus sonhos
acordou as lágrimas esquecidas
adormecidas
nas pálpebras descaídas e já sem vida.

Gotas cristalinas
rolaram pela face fria
Cada uma trazia consigo
Um sonho desfeito
Um caminho não feito
Um rumo perdido
Um amor não vivido.

Continuo triste e sozinha
Aqui, no meu canto.


Maria Antonieta Oliveira

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Possuo-te





Possuo-te
Cada vez que te olho.

Não sentes
a minha saliva gulosa
percorrendo o teu corpo?

Não sentes
a minha língua atrevida
oscilando inquieta?

Não sentes
o meu olhar
penetrando cada poro de ti?

É isso, amor
Possuo-te
Cada vez que te olho.


Maria Antonieta Oliveira

Dança de Palavras






As palavras dançaram
Soltas, ao vento
Rodopiaram, rodopiaram
Bailando ao som
Do seu contentamento.



Maria Antonieta Oliveira


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Cogitam os Dedos





Solta-se o verbo
As palavras
Cogitam os dedos
Nos sentires
Do sol
Da lua
Do mar
Do teu amar.


Maria Antonieta Oliveira

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Estado de Alma






O sol escondeu-se
e deu lugar à chuva
que cai miudinha
Deixando nos passos
rastos de sofrimento e dor
acalentados na saudade
daquele outro amor.
Rastos de dias sombrios
e frios, sem o teu agasalho.

Olho por entre os vidros embaciados
e nem a rua vislumbro
tal o véu cinza interposto entre nós.
Não sei se é noite ou dia
tudo ao redor enegreceu.
Não vejo sol nem lua
Nem passos na minha rua.

A chuva,
embaciou o meu olhar
tornando-o triste e sombrio
Meu coração deixou de amar.
E eu,
Sozinha… e com frio…


Maria Antonieta Oliveira


Ser Mulher




Ser mulher
É beijar o sol e a lua

Abraçar o mar
e nele navegar

É trilhar caminhos
aparando espinhos

É sulcar vales e montes
Galgar todas as pontes

É sofrer, rir e chorar.

É dar luz à vida
E ao amor dar guarida

É dar e receber.

É o carinho prometido
O ombro amigo

É estar sempre por perto
Ter a palavra no momento certo

É o afago, o mimo
O sussurro baixinho

É o colo sempre disposto
a consolar um desgosto

É ser mãe, filha, amiga
É ser avó, criança atrevida.

É ser velhinha enrugada
Rumo a outra morada.

Ser mulher
É ser AMOR!


Maria Antonieta Oliveira

Não te Vi





Ontem pensei que te via
Vesti o meu vestido de chita
Aquele com que me achas bonita
Calcei sapatos de salto
E pus batom,
Vermelho, como tu gostas.

Mas não,
De ti, nem assombração.

Escovei o cabelo
E pus-lhe um laço amarelo
Ah! Como ficou belo!
Mas tu não viste
E eu, fiquei triste.

Mas não
De ti, nem assombração!


Maria Antonieta Oliveira

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Mar - Mulher




Entre ondas de espuma
Num vai e vem constante
Sulcas areias
Lutas contra rochas, rochedos
Sem temores, nem medos.
Levas e trazes saudades
Auguras novidades
Dás paz e alento
Caminhas ao longo do tempo.
És bravio, intimador
Doce e tranquilo
Suave e calmo
Em ti há brilho e cor

Há amor!

Abraças o vento, o sol e a lua.
És mar (lágrimas) salgado
És vida
Dás vida
Vives
E deixas que vivam em ti
Tal como a mulher
Que é filha, mãe e avó
Que vive lutando,
Sofrendo e amando
À luz do céu que a acolhe
Com força, coragem e Fé
Em Jesus Salvador.


Maria Antonieta Oliveira

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

A Noite




A noite estremece,
nos dias sombrios
em que tu não estás.

O dia amanhece,
na solidão do ontem
ancorado em ti.

O sol não floresce,
esgueira-se na sombra
da nuvem que passa.

A lágrima desfalece,
e cai entristecida
na viagem para o mar.


A lua adormece,
nos sonhos por viver
nos sonhos por sonhar.


Maria Antonieta Oliveira