O sonho é livre... é deixar voar o pensamento... é acreditar no inacreditável... é atingir o inatingível... Amar... Sofrer... Beijar... Doer...
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Perdido Na Lua
Olhei-te
na distância de um adeus
O vento levou-te
na penumbra desse olhar
E aquele beijo
o nosso beijo,
ficou perdido ao luar.
Maria Antonieta Oliveira
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Procuro Nas Nuvens
Procuro nas nuvens
o lugar onde te perdi
Mas não te encontro.
A nuvem foge-me entre os dedos
Tento segurá-la
Cingi-la a mim
como se do teu corpo se tratasse
Ela esguia
Entrelaça o sol e a lua
E parte.
Outra, mais negra ainda
Surge ao meu olhar ausente
Quero senti-la
percorrer o meu corpo sequioso
húmida macia suave
Cada gota sua
saciará minha sede de prazer
Sua viscosidade
penetrará cada poro de mim
Encontrar-me-ei contigo
Nessa nuvem negra
Como negro está o meu coração.
Maria Antonieta Oliveira
segunda-feira, 29 de julho de 2013
As Velhas Escadas
(Imagem do Google)
Aquelas escadas carcomidas
já sem vida
Guardam na lembrança
muitos passos passados
calcados e recalcados
de raiva e sentimento
de loucura e ódio
de volúpia e paixão
de amor e sedução.
Passos de outras vidas
Outros tempos
De recordações e lamentos
De vidas empobrecidas.
Cada degrau tem na memória
uns passos, uma vida, uma história.
No cimo,
uma porta velha, carcomida,
já sem vida!
Maria Antonieta Oliveira
Aquelas escadas carcomidas
já sem vida
Guardam na lembrança
muitos passos passados
calcados e recalcados
de raiva e sentimento
de loucura e ódio
de volúpia e paixão
de amor e sedução.
Passos de outras vidas
Outros tempos
De recordações e lamentos
De vidas empobrecidas.
Cada degrau tem na memória
uns passos, uma vida, uma história.
No cimo,
uma porta velha, carcomida,
já sem vida!
Maria Antonieta Oliveira
sexta-feira, 26 de julho de 2013
O Velho Baú
(Imagem do Google)
Num velho baú empoeirado
pelo pó da vida
Encontrei velhas cartas de amor
Atadas com o laço do tempo.
Religiosamente guardadas e compactadas
para que as palavras não se perdessem,
não saíssem nem voassem
levadas no vento.
Continham segredos bem guardados
arquivados na memória do passado.
Amarelecidas, manchadas, abandonadas
ali se mantinham,
na quietude de um lugar sombrio
frio, sem vida e sem alma
Perdidas, esquecidas
continuavam aferrolhadas
naquele velho baú empoeirado.
Cartas de tempos idos
De amores vividos
De risos e lágrimas
De alegrias e mágoas.
Cartas de um tempo sem volta
Arquivadas, ordenadas
No velho baú empoeirado
Do sótão esquecido da casa.
Maria Antonieta Oliveira
Num velho baú empoeirado
pelo pó da vida
Encontrei velhas cartas de amor
Atadas com o laço do tempo.
Religiosamente guardadas e compactadas
para que as palavras não se perdessem,
não saíssem nem voassem
levadas no vento.
Continham segredos bem guardados
arquivados na memória do passado.
Amarelecidas, manchadas, abandonadas
ali se mantinham,
na quietude de um lugar sombrio
frio, sem vida e sem alma
Perdidas, esquecidas
continuavam aferrolhadas
naquele velho baú empoeirado.
Cartas de tempos idos
De amores vividos
De risos e lágrimas
De alegrias e mágoas.
Cartas de um tempo sem volta
Arquivadas, ordenadas
No velho baú empoeirado
Do sótão esquecido da casa.
Maria Antonieta Oliveira
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Tatuei Teu Nome
Tatuei teu nome
nas linhas das veias.
O sangue percorre-me,
Aquece-me
Infiltra-se nos poros
Ácidos do meu corpo
Num vai e vem ritmado.
Fervilha em mim
O prazer de te sentir
O vermelho ocre
Tinge-me o corpo
Por dentro, bem dentro
Na avidez de viver
De te ter
De te ouvir.
É teu nome
Que circula
e circunda no meu ser.
És tu, amor!
Maria Antonieta Oliveira
Deixem-me Partir
Quero fugir daqui!
Deixem-me partir
Para um lugar solitário
Onde não haja quem me ame
Quem não me queira só por querer
Só para o meu corpo e o meu ser possuir.
Quero fugir daqui!
Porque me dizem amar
Se apenas me querem desejar?!
Querem minha boca, meus beijos
Querem saciar seus desejos.
E onde fica o coração?!
Aonde fica a dignidade?!
O respeito, e até a amizade?!
Aonde fica a paixão
Se tudo não passa de ilusão?!
Não!
Não quero ficar aqui!
Deixem-me partir!
Maria Antonieta Oliveira
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Já Nada Me Liga A Ti
Queria amar-te,
tal como ontem,
mas não consigo.
O meu coração
já não te reclama
O meu corpo
já não te anseia
O meu pensamento
já não te pertence
Assim como o meu ser
já não vibra pelo teu.
Já nada em mim
grita teu nome
Já nada em mim
me liga a ti.
Maria Antonieta Oliveira
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Porque Partiste, Ficando?!
Ouço-te,
No telefone que não toca
Nas palavras que não dizes.
Sinto-te,
Nos sentires que já não sentes
Nos beijos que já não me dás.
Vejo-te,
Naquele olhar perdido ao longe
Onde não te encontro.
Partiste, sem partires
Partiste, ficando
No telefone que não toca
mas, vibra.
No sentir que já não sentes
mas, eu sinto.
No olhar perdido
Onde ao longe
Eu procuro o teu olhar.
Aonde andas?
O que fazes?
A quem amas?
Porque partiste, ficando?!
Maria Antonieta Oliveira
sábado, 22 de junho de 2013
Destemida
Avanço destemida
Contra o tempo que me sobra
Quero recuperar a vida
Do tempo que já foi obra.
Cruzo-me com as árvores despidas
E as rosas já floridas
Nos caminhos da verdade.
Encontro aves feridas
Muitas folhas esquecidas
Nos trilhos da saudade,
Reduzo a cinza os meus passos
Recalcados na calçada
Naquela, que pisam os ventos
Quando sopram os meus tormentos
Sofridos no coração.
Mas eu,
Avanço destemida
Contra o tempo que me sobra.
Maria Antonieta Oliveira
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Quadras Soltas ao Amor
Trago um coração ao peito
Aquele que tu me deste
Sinto-o bater ao jeito
Do jeito que me beijaste.
Beijei-te à meia-noite
Tu nem sequer acordaste
De manhã e com afoite
Disseste que comigo sonhaste.
Olhei teus olhos nervosos
Ouvi um gemido teu
Senti teus lábios saudosos
Deslizando no corpo meu.
Acordei, vi o teu olhar
Sorrindo para mim
Como é bom ter teu amar
Hoje e sempre, até ao fim.
Segreda-me amor, ao ouvido
Aquilo que me queres dizer
Olha meus olhos, querido
Sempre felizes, vamos ser.
Se a felicidade existisse
Eu feliz, queria ser
Nem que a ti, eu pedisse
Para comigo viver.
Olho teus olhos amor
E neles vejo tristeza
Vejo sofrimento e dor
Saudades da minha beleza.
Sorriram meus olhos ao te ver
Gotejaram de saudade
Fiquei triste e a sofrer
Pois só quero a felicidade.
Vi-te ontem, sem te ver
Beijei-te, sem te beijar
Tive-te, sem te ter
Amei-te, sem te amar.
Maria Antonieta Oliveira
(Escritas entre os dias 11-05-2013 e 01-06-2013 – numa viagem pela Europa)
Ser Livre
Não me prendas por favor
Deixa-me livre voar
Por mais voltas que dê
É em ti que vou pousar.
Se eu pudesse ser livre
Nem que fosse só por um dia
Fazia tudo o que quero
E no fim, me arrependeria.
Maria Antonieta Oliveira
(Escrito a 24-05-2013 – numa viagem pela Europa)
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Perdoa-me Mãe
PERDOA-ME MÃE
Tens passeado comigo
Todos estes dias
Como se eu não soubesse
Que de mim já partiste.
Partiste!
Já faz tempo que partiste
Tempo que não perdoa
O tempo que passa
Aumentando a saudade.
Recordo com tristeza
Aquele teu olhar parado
Que nada dizia
Do tanto que ficou por dizer.
Recordo o teu sorriso feliz
Nos escassos momentos em que o foste.
Recordo os beijos
Que me deste em pequenina
E eu, não tos soube retribuir
Quando deles precisaste.
Recordo-te, com tanta saudade,
Minha mãe.
Queria poder abraçar-te, beijar-te,
E de novo te pedir perdão
Da filha que não fui.
Perdoa-me mãe!
Maria Antonieta Oliveira
(Poema escrito a 31-05-2013 – dia em que faziam 11 anos do falecimento da minha mãe) – (Numa viagem pela Europa)
Tenho Saudades
Tenho saudades
da tua pele nua,
suada, de encontro à minha.
Tenho saudades
dos nossos corpos transpirados
molhados, no sabor do amor.
Tenho saudades
de sentir o teu coração
palpitando no meu.
Tenho saudades
das tuas pernas peludas
entrelaçadas nas minhas.
Tenho saudades
dos teus pés frios
aquecendo os meus.
Tenho saudades
da tua boca
ávida dos meus beijos.
Tenho saudades
de sentir a tua língua
deslizando no meu corpo
e a minha, no teu.
Tenho saudades
dos nossos corpos se fundirem
num só amor consumado.
Tenho saudades, amor.
Tenho saudades de ti.
Maria Antonieta Oliveira
(Poema escrito a 31-05-2013 – numa viagem pela Europa)
Tudo Me Soa a Falso
Tudo me soa a falso
O que me dizes
O que não me dizes
O teu olhar
quando nem sequer me olhas
O que escreves
E o que não escreves
Até o teu pensamento
É para mim um tormento.
Tudo me soa a falso
Quando falo contigo
Quando falas comigo
Quando sonhamos juntos
Até quando fazemos amor
Tudo é falso em meu redor.
Tudo me soa a falso
Quando me dizes amar
E comigo quereres estar
Quando me olhas nos olhos
E vejo nos teus outros sonhos.
Até agora,
sim, agora
neste preciso momento,
tudo me soa a falso.
Maria Antonieta Oliveira
(Poema escrito a 31-05-2013 – numa viagem pela Europa)
Preciso Soltar as Palavras

Preciso soltar as palavras
e abrir o coração
Dizer os dizeres
do sentir e da razão.
Mas não tenho coragem
Falta-me a roupagem do palhaço
ora rico, ora pobre
que mente brincando
e brinca mentindo
sobre a realidade da sua vida.
Tenho medo!
Medo de trair chorando
Medo da vergonha de um olhar
Medo de deixar de me amar.
Quero soltar as palavras!
Tenho que soltar as palavras!
Quero gritá-las!
Gritá-las bem alto!
Soltar os gemidos sentidos
pelas palavras caladas,
retidas na mente
do coração que sofre e sente.
Maria Antonieta Oliveira
(Poema escrito a 28-05-2013 – numa viagem pela Europa)
A Água Que Me Chove
Entre a verdura da natureza
E a água que me chove
Dei comigo a meditar
E no futuro a pensar.
Foi então,
que tomei uma decisão:
Não!
Não te quero mais, amor
Não quero a tua prisão
na guarida do meu ser
Nem tão pouco me quero sentir
prisioneira de ti.
Não quero mais os teus beijos
de outras bocas já beijadas
Nem teus abraços e carinhos
noutros corpos já doados
Não quero mais esse olhar
que se prende ao meu
Quero meus olhos libertos
para nos teus ver o céu
Liberta-me do pesadelo
de te ver em todo o lado
Deixa-me ver o riacho que corre
A nuvem que passa além
A neve no pico da montanha
As flores que nascem viçosas
E os patos que nadam no rio.
Deixa-me nadar
Nos lagos que correm, comigo.
Liberta-me, amor
E ficarei sempre contigo.
Maria Antonieta Oliveira
(Poema escrito a 28-05-2013 – numa viagem pela Europa)
Flores do Amor
Hoje lembrei-me de ti
E das flores que um dia me deste
Eram da cor do amor
Tinham cheiro a felicidade
Pétalas de carinho
E folhas de liberdade.
Reguei-as com lágrimas sentidas
Cuidei-as com mãos sofridas
E elas,
Deram-me vida
A vida que andava perdida
Nos jardins da eternidade.
Maria Antonieta Oliveira
(Poema escrito a 24-05-2013 – numa viagem pela Europa)
Tanto Verde
Vejo o verde
No verde do meu olhar
Tanto verde me rodeia
Tanto verde me incendeia
Tanto verde a passar
Quanta beleza existe
No verde da natureza
O meu olhar se perde
Nos tons de verde que passam
Ah! Quantos verdes, quantos!
Vejo o verde
No verde do meu olhar.
Maria Antonieta Oliveira
(Poema escrito a 24-05-2013 – pela europa)
Não Partas de Mim, Amor
Não partas de mim, amor
Nunca me deixes só
Sabes amor, tenho medo
Do escuro, da noite, da vida
De tudo em que tu não estás.
Não partas de mim, amor
Somos dois num só destino
Unidos num só caminho.
Dá-me a mão, amor
Leva-me sempre contigo
Nunca me deixes para trás.
Quero ir sempre a teu lado
Quero teu abraço apertado
Tua doce carícia
Tua palavra meiga
Teu olhar de menino
Teus beijos carinhosos.
Quero-te sempre comigo
Não partas de mim, amor.
Se partires sem mim
Guarda um lugar a teu lado
Para quando eu for daqui
Ficar nesse lugar guardado.
Maria Antonieta Oliveira
(Escrito a 24-05-2013, durante a viagem à Europa)
sábado, 4 de maio de 2013
Momento Apetecido

(Imagem do Google)
Sigo com o olhar
cada milímetro do teu corpo
que estremece
De cada poro
saem lágrimas de felicidade
Apetece-me morder os teus mamilos
saboreá-los, senti-los.
Teu umbigo apetecido
parece um sorriso aberto
E eu, tão perto.
Continuo seguindo-te com o olhar
Atrevido,
explodindo de paixão
teu sexo olha-me, suplica
minha boca ardente
meu corpo quente
minha entrega total.
Quedo o meu olhar
Sigo meu instinto e abraço-te,
Sem fôlego
aperto-te contra o meu corpo desnudado
até te sentir em mim
bem junto, bem dentro
num afago sem fim.
Maria Antonieta Oliveira
Fosso
segunda-feira, 29 de abril de 2013
Vem
Vem
Afaga meu pranto
com o calor dos teus beijos
Abraça-me forte
Deixa-me sentir segura nos teus braços
Acarinha o meu corpo
Aninha-me em ti
Dá-me o teu fulgor
no amor que preciso sentir.
Aquece o meu coração
apenas com o bater do teu
Diz-me uma palavra
Apenas uma,
aquela que eu preciso ouvir
aquela que me faça sentir gente
aquela que molde a minha alma
e, me torne de novo
solitária presente.
Vem
Acaricia os meus cabelos
e beija-me a fonte
Chama-me menina e dá-me colo
Ouve os meus queixumes
e, aconselha-me sem azedumes
Olha os meus olhos
e seca-me as lágrimas
Dá-me a tua mão
e essa, a outra também
Segura-me pela ponta dos dedos
e dá-me vida de novo.
Solta-me as amarras
e deixa-me viver!
Vem
Preciso de ti!
Maria Antonieta Oliveira
segunda-feira, 22 de abril de 2013
Queria Encontrar o Amor
Queria encontrar o amor
Quiçá perdido numa esquina qualquer
0nde uma adolescente convencida
O deixou, esquecida.
Ou quem sabe,
Na estátua da avenida
Dar à Ninfa nova vida
E nela encontrar o amor?!
Ou naquele lago azul
Onde os ganços trocam olhares
Pavoneando as penas?!
Ou na noite do luar além
Quando surgem as sereias
Beijando os pescadores?!
Nesses mares infindos
Quem sabe surjam sorrindo
Eros e Afrodite
E, num longo e profundo abraço
Transformem esse laço
Num eterno viver de amor?!
E então,
Afrodite, eu seria
E tu,
Eros, o meu amor.
Maria Antonieta Oliveira
quarta-feira, 17 de abril de 2013
Lado a Lado

Entrelaço os meus dedos
na tua mão carnuda
Caminho a teu lado.
Na calma do tempo que passa
subimos os degraus já gastos
de outras vidas, outras subidas.
Olhamo-nos num sorriso cansado
Continuamos caminhando lado a lado
nos degraus desgastados do tempo que passa.
Esse tempo
que nos leva o sol, o mar, o ar
trazendo-nos para mais perto
a lua num céu estrelado.
Iremos,
sempre unidos
Lado a lado!
Maria Antonieta Oliveira
Rafito
terça-feira, 16 de abril de 2013
Tirei os Óculos
Tirei os óculos,
queria ver-te.
Ver o teu olhar de menino travesso
Ver o teu corpo de menino crescido
Ver e sentir
o teu carinho abafado, no afago do amor
Ver e sentir
o teu corpo desnudado procurando o meu
Ver e sentir
a tua boca carente em beijos doces e quentes
Ver e sentir
a tua língua sequiosa, percorrendo o meu corpo vadio
Sim,
Queria ver-te
Queria sentir-te
Todo e só para mim.
Maria Antonieta Oliveira
.
sábado, 13 de abril de 2013
À Minha Mãe Querida

Dei-te um beijo e uma orquídea
Sorriste para mim
com o teu olhar doce e débil
Falaste, inquiriste
e,
pouco depois esqueceste o carinho da flor.
Naquele dia de primavera
em que o sol aquecia os corações
espreitando pela janela
daquela sala fria de adornos
onde o teu corpo começava a descansar
e, a tua alma teimava em partir
querendo ficar.
De novo um beijo te fez recordar
a orquídea esquecida
que te tinha sido oferecida
para te felicitar
Era o teu aniversário
Setenta e sete anos (13 de abril de 2002)
numa cama de hospital
paredes nuas e frias
Um beijo de amor
E uma orquídea perdida
num tampo gélido
de uma mesa de ferro
pintada de branco.
Dei-te um beijo
E uma orquídea.
Maria Antonieta Oliveira
quarta-feira, 10 de abril de 2013
Cristal de Sal
Sem querer
sinto o sabor a sal
na minha boca carente
Pela minha face fria
rolam gotas de tristeza,
de saudade, de angústia.
Cristais perdidos
na felicidade de um dia.
Queria adocicar os meus lábios
Sentir o sabor do teu beijo
No ensejo de um amor puro
Doce e cristalino
Deslizando, saciando
A minha sede de felicidade.
Maria Antonieta Oliveira
terça-feira, 9 de abril de 2013
Almejei Um Dia
Almejei um dia dizer:
“sou feliz”
Sou feliz
a cada momento que passa
e sinto o teu corpo no meu.
Sou feliz
a cada olhar de criança
quando me olhas com ternura.
Sou feliz
a cada abraço beijado
quando nos amamos
Sou feliz
com o carinho partilhado
quando estás a meu lado.
Sou feliz
quando o meu olhar brilha
num sorriso franco e aberto.
Sou feliz
naquele segundo
do momento que passou.
Maria Antonieta Oliveira
Sorrisos de Lágrimas Escondidas

Com sorrisos de lágrimas escondidas
tento passar os meus dias.
Aqueles,
em que te conheço
e me descubro.
Aqueles,
em que te descubro
e me conheço.
Encontros e desencontros
nas dádivas de amor,
nos sentimentos doados,
nos sentires partilhados,
nos olhares trocados,
nos beijos saboreados,
nos silêncios e nas palavras,
nos momentos de ausência
em que estamos juntos,
nos sorrisos de lágrimas escondidas.
Maria Antonieta Oliveira
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