O sonho é livre... é deixar voar o pensamento... é acreditar no inacreditável... é atingir o inatingível... Amar... Sofrer... Beijar... Doer...
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Navego
Nesse mar navego
que me leva…
Meu corpo desliza nas ondas
Meu ser perdido na terra
O coração, esse,
perdi-o ontem,
quando ao monte subi.
Perdi-o, perdi-me, esqueci.
Ouvi teu corpo gemendo
Vi teus braços erguidos ao Céu
suplicando baixinho a Deus.
Tentei erguer-te
e lavar tua alma negra
Tentei dar-te carinho
e limpar o teu caminho
Tentei tudo o que podia
Tu,
nada quiseste ou fizeste
E eu,
que nada sou, nada sabia
Orei por ti.
Meu corpo deslizando nas ondas
Desse mar que me leva
Navego…
Maria Antonieta Oliveira
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
No Sonho Da Lua
Deitei a almofada no sonho da lua
Queria dormir tranquila
Em paz comigo e com Deus.
O sono
instalou-se na brancura alva
da nuvem passante
Movimentando-se no ontem,
no hoje, no amanhã
No amanhã? Talvez!
Tanto se remexeu
que a nuvem passante, passou
e o sono acordou.
Esvoaçando nos pensamentos
perdida no céu
elevei-me a Deus e rezei
Confessei os meus erros
e pedi-Lhe perdão
Contei os meus segredos
mas, Ele já os sabia
E os meus anseios e desejos?!
sabia-os todos, um a um
Desabafei minhas angústias e tristezas
Ele ouviu-me em silêncio
Pousou Sua mão na minha face gelada
e, suavemente acariciou-a dizendo:
“Confia em Mim,
e seguirás na terra o caminho que para ti tracei”
Ergui a cabeça procurando o seu olhar
Tinha partido
no Seu lugar uma estrela brilhava.
Emocionada, agradeci.
A lua deu lugar ao sol
O dia amanheceu
E a almofada acordou
do sonho da lua.
Maria Antonieta Oliveira
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Há Momentos
Há momentos inesquecíveis, impensáveis, sem palavras que os definam
Há momentos em que a garganta seca e a saliva se ausenta
Há momentos derrotados, vencedores de uma batalha
Há momentos em que só Tu, eu e Deus, sabemos o sentir
Há momentos em que a Fé suplanta qualquer duvida que exista
Há momentos que ficarão para sempre gravados na memória
de quem sente, de quem sofre, de quem ama.
Amo-te, minha filha adorada.
Maria Antonieta Oliveira
terça-feira, 17 de setembro de 2013
Sonhei Contigo
Sonhei contigo esta noite
Passeávamos de mão dada
no jardim proibido.
Eram três da madrugada
Os lírios e as açucenas
segredavam entre si
As camélias
beijaram os jasmins
salpicados de orvalho.
Eu e tu,
lentamente, caminhávamos
As mãos deslizando
Os passos desviando
E a lua,
eterna apaixonada
fugia de nós repudiando-nos.
Perdemo-nos na vida
da vida que vivemos
Caminhos e destinos destroçados
E nós, seguindo separados.
Eram três da madrugada
E eu,
continuava acordada.
Maria Antonieta Oliveira
sábado, 14 de setembro de 2013
Obrigada, Senhora
Nossa Senhora de Fátima
Hoje,
acordei com um sorriso no olhar.
O sol ousado
penetrava no meu quarto
tentando acordar o meu sono
para que vivesse um novo dia.
Olhei em frente, sorri e agradeci
A Senhora de Fátima, olhava-me
confortando-me.
Seu olhar terno dizia-me:
- vês, acedi ao teu pedido
afinal, nem tudo estava perdido.
A Fé, essa,
não a perderás jamais
e Eu,
zelarei e calarei teus ais.
Compreendi!
Agradeci-lhe de novo.
Sorri!
E olhando seus olhos de calma pureza
Voltei a rezar, a suplicar
Dai-nos Senhora
Vossa eterna luz
Vosso carinho de mãe
A Paz de Jesus!
Maria Antonieta Oliveira
Hoje,
acordei com um sorriso no olhar.
O sol ousado
penetrava no meu quarto
tentando acordar o meu sono
para que vivesse um novo dia.
Olhei em frente, sorri e agradeci
A Senhora de Fátima, olhava-me
confortando-me.
Seu olhar terno dizia-me:
- vês, acedi ao teu pedido
afinal, nem tudo estava perdido.
A Fé, essa,
não a perderás jamais
e Eu,
zelarei e calarei teus ais.
Compreendi!
Agradeci-lhe de novo.
Sorri!
E olhando seus olhos de calma pureza
Voltei a rezar, a suplicar
Dai-nos Senhora
Vossa eterna luz
Vosso carinho de mãe
A Paz de Jesus!
Maria Antonieta Oliveira
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Obrigada, Senhor
Quero subir à mais alta montanha
e gritar!
Soltar meus gemidos sentidos
Minha revolta incontida
Minha angustia desmedida.
Gritar!
Gritar bem alto
o meu viver em sobressalto.
E amanhã?
Nem sequer sei se haverá amanhã!
Mas,
e amanhã?
Quero gritar, berrar, suplicar
aos ventos do Céu Divino
que levem minha prece
e que Deus na sua serenidade
acalme a minha ansiedade.
E gritarei de novo
de joelhos no chão
obrigada, Senhor
pela Vossa bênção!
Maria Antonieta Oliveira
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Confio Em Vós, Senhor
•
A vida é um turbilhão de sentimentos e de sentires.
A água bate na rocha desventrando-a, revoltando-a, tornando-a rija para encarar novas ondas batidas na revolta das revoltas da vida.
Cruzam-se os mares, os dias, os anos, as vidas e os desenganos.
O coração sofre, sorri e sufoca. Vive e morre a cada momento.
A vida é ingrata! Ou serei eu que neste momento não a consigo compreender.
Os porquês surgem-me em catadupa, e as respostas escondem-se para lá do fundo mais fundo, do mais fundo deste mar profundo.
Porquê? Porquê? Sim, porquê?
Cruzo as mãos em prece
Confio em Vós Senhor!
Maria Antonieta Oliveira
Se Eu Fosse Uma Estrela•
Se eu fosse estrela,
encaminharia minha luz para ti,
para que alumiasse o teu ser
e te devolvesse o teu viver.
Mas, não sou estrela,
não sou luz,
não tenho esse dom,
Então,
suplico a Jesus
que te devolva a luz,
a vida, o brilho, o sorriso
que tinhas ao nascer.
Maria Antonieta Oliveira
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Ao Longo Do Rio
Perdida,
caminho descalça ao longo do rio
Já cansada
resvalo meu corpo vazio
na areia molhada
Abraço a lua
conto-lhe os meus segredos
até aqueles que nem eu sei
Ouço-a em silêncio
tentando compreender os seus conselhos
Penso nos meus devaneios
Nos dias em que,
caminho descalça ao longo do rio.
Maria Antonieta Oliveira
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Quedei-me
Quedei-me por um dia
uma noite
Tantos dias
tantas noites.
Quedei-me para pensar:
em ti
em mim
em nós
No amanhã
no ontem
no nunca mais
no sempre…
Quedei-me na lembrança
dos beijos
dos carinhos
dos mimos
dos entre laços
dos abraços
do amor!
Quedei-me perdida,
esquecida
que um dia fui feliz!
Maria Antonieta Oliveira
Ouve-me
Ouves-me?
Consegues ouvir-me até ao fim?
Sim,
Preciso que me saibas ouvir.
Não fales tu, não digas nada
Ouve-me apenas.
Como é complicado arranjar alguém que me ouça.
Falas, falas, falas
só de ti,
mas não me ouves.
Eu ouço-te
E quem me ouve?
Ouve-me por favor
Quero dizer tudo o que sinto
tudo o que penso e não penso
tudo o que anseio e não anseio
tudo o que fiz e desejei…
Cala-te!
Não digas nada
Ouve-me, sim?!
Maria Antonieta Oliveira
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Perdido Na Lua
Olhei-te
na distância de um adeus
O vento levou-te
na penumbra desse olhar
E aquele beijo
o nosso beijo,
ficou perdido ao luar.
Maria Antonieta Oliveira
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Procuro Nas Nuvens
Procuro nas nuvens
o lugar onde te perdi
Mas não te encontro.
A nuvem foge-me entre os dedos
Tento segurá-la
Cingi-la a mim
como se do teu corpo se tratasse
Ela esguia
Entrelaça o sol e a lua
E parte.
Outra, mais negra ainda
Surge ao meu olhar ausente
Quero senti-la
percorrer o meu corpo sequioso
húmida macia suave
Cada gota sua
saciará minha sede de prazer
Sua viscosidade
penetrará cada poro de mim
Encontrar-me-ei contigo
Nessa nuvem negra
Como negro está o meu coração.
Maria Antonieta Oliveira
segunda-feira, 29 de julho de 2013
As Velhas Escadas
(Imagem do Google)
Aquelas escadas carcomidas
já sem vida
Guardam na lembrança
muitos passos passados
calcados e recalcados
de raiva e sentimento
de loucura e ódio
de volúpia e paixão
de amor e sedução.
Passos de outras vidas
Outros tempos
De recordações e lamentos
De vidas empobrecidas.
Cada degrau tem na memória
uns passos, uma vida, uma história.
No cimo,
uma porta velha, carcomida,
já sem vida!
Maria Antonieta Oliveira
Aquelas escadas carcomidas
já sem vida
Guardam na lembrança
muitos passos passados
calcados e recalcados
de raiva e sentimento
de loucura e ódio
de volúpia e paixão
de amor e sedução.
Passos de outras vidas
Outros tempos
De recordações e lamentos
De vidas empobrecidas.
Cada degrau tem na memória
uns passos, uma vida, uma história.
No cimo,
uma porta velha, carcomida,
já sem vida!
Maria Antonieta Oliveira
sexta-feira, 26 de julho de 2013
O Velho Baú
(Imagem do Google)
Num velho baú empoeirado
pelo pó da vida
Encontrei velhas cartas de amor
Atadas com o laço do tempo.
Religiosamente guardadas e compactadas
para que as palavras não se perdessem,
não saíssem nem voassem
levadas no vento.
Continham segredos bem guardados
arquivados na memória do passado.
Amarelecidas, manchadas, abandonadas
ali se mantinham,
na quietude de um lugar sombrio
frio, sem vida e sem alma
Perdidas, esquecidas
continuavam aferrolhadas
naquele velho baú empoeirado.
Cartas de tempos idos
De amores vividos
De risos e lágrimas
De alegrias e mágoas.
Cartas de um tempo sem volta
Arquivadas, ordenadas
No velho baú empoeirado
Do sótão esquecido da casa.
Maria Antonieta Oliveira
Num velho baú empoeirado
pelo pó da vida
Encontrei velhas cartas de amor
Atadas com o laço do tempo.
Religiosamente guardadas e compactadas
para que as palavras não se perdessem,
não saíssem nem voassem
levadas no vento.
Continham segredos bem guardados
arquivados na memória do passado.
Amarelecidas, manchadas, abandonadas
ali se mantinham,
na quietude de um lugar sombrio
frio, sem vida e sem alma
Perdidas, esquecidas
continuavam aferrolhadas
naquele velho baú empoeirado.
Cartas de tempos idos
De amores vividos
De risos e lágrimas
De alegrias e mágoas.
Cartas de um tempo sem volta
Arquivadas, ordenadas
No velho baú empoeirado
Do sótão esquecido da casa.
Maria Antonieta Oliveira
quarta-feira, 24 de julho de 2013
Tatuei Teu Nome
Tatuei teu nome
nas linhas das veias.
O sangue percorre-me,
Aquece-me
Infiltra-se nos poros
Ácidos do meu corpo
Num vai e vem ritmado.
Fervilha em mim
O prazer de te sentir
O vermelho ocre
Tinge-me o corpo
Por dentro, bem dentro
Na avidez de viver
De te ter
De te ouvir.
É teu nome
Que circula
e circunda no meu ser.
És tu, amor!
Maria Antonieta Oliveira
Deixem-me Partir
Quero fugir daqui!
Deixem-me partir
Para um lugar solitário
Onde não haja quem me ame
Quem não me queira só por querer
Só para o meu corpo e o meu ser possuir.
Quero fugir daqui!
Porque me dizem amar
Se apenas me querem desejar?!
Querem minha boca, meus beijos
Querem saciar seus desejos.
E onde fica o coração?!
Aonde fica a dignidade?!
O respeito, e até a amizade?!
Aonde fica a paixão
Se tudo não passa de ilusão?!
Não!
Não quero ficar aqui!
Deixem-me partir!
Maria Antonieta Oliveira
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Já Nada Me Liga A Ti
Queria amar-te,
tal como ontem,
mas não consigo.
O meu coração
já não te reclama
O meu corpo
já não te anseia
O meu pensamento
já não te pertence
Assim como o meu ser
já não vibra pelo teu.
Já nada em mim
grita teu nome
Já nada em mim
me liga a ti.
Maria Antonieta Oliveira
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Porque Partiste, Ficando?!
Ouço-te,
No telefone que não toca
Nas palavras que não dizes.
Sinto-te,
Nos sentires que já não sentes
Nos beijos que já não me dás.
Vejo-te,
Naquele olhar perdido ao longe
Onde não te encontro.
Partiste, sem partires
Partiste, ficando
No telefone que não toca
mas, vibra.
No sentir que já não sentes
mas, eu sinto.
No olhar perdido
Onde ao longe
Eu procuro o teu olhar.
Aonde andas?
O que fazes?
A quem amas?
Porque partiste, ficando?!
Maria Antonieta Oliveira
sábado, 22 de junho de 2013
Destemida
Avanço destemida
Contra o tempo que me sobra
Quero recuperar a vida
Do tempo que já foi obra.
Cruzo-me com as árvores despidas
E as rosas já floridas
Nos caminhos da verdade.
Encontro aves feridas
Muitas folhas esquecidas
Nos trilhos da saudade,
Reduzo a cinza os meus passos
Recalcados na calçada
Naquela, que pisam os ventos
Quando sopram os meus tormentos
Sofridos no coração.
Mas eu,
Avanço destemida
Contra o tempo que me sobra.
Maria Antonieta Oliveira
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Quadras Soltas ao Amor
Trago um coração ao peito
Aquele que tu me deste
Sinto-o bater ao jeito
Do jeito que me beijaste.
Beijei-te à meia-noite
Tu nem sequer acordaste
De manhã e com afoite
Disseste que comigo sonhaste.
Olhei teus olhos nervosos
Ouvi um gemido teu
Senti teus lábios saudosos
Deslizando no corpo meu.
Acordei, vi o teu olhar
Sorrindo para mim
Como é bom ter teu amar
Hoje e sempre, até ao fim.
Segreda-me amor, ao ouvido
Aquilo que me queres dizer
Olha meus olhos, querido
Sempre felizes, vamos ser.
Se a felicidade existisse
Eu feliz, queria ser
Nem que a ti, eu pedisse
Para comigo viver.
Olho teus olhos amor
E neles vejo tristeza
Vejo sofrimento e dor
Saudades da minha beleza.
Sorriram meus olhos ao te ver
Gotejaram de saudade
Fiquei triste e a sofrer
Pois só quero a felicidade.
Vi-te ontem, sem te ver
Beijei-te, sem te beijar
Tive-te, sem te ter
Amei-te, sem te amar.
Maria Antonieta Oliveira
(Escritas entre os dias 11-05-2013 e 01-06-2013 – numa viagem pela Europa)
Ser Livre
Não me prendas por favor
Deixa-me livre voar
Por mais voltas que dê
É em ti que vou pousar.
Se eu pudesse ser livre
Nem que fosse só por um dia
Fazia tudo o que quero
E no fim, me arrependeria.
Maria Antonieta Oliveira
(Escrito a 24-05-2013 – numa viagem pela Europa)
sexta-feira, 7 de junho de 2013
Perdoa-me Mãe
PERDOA-ME MÃE
Tens passeado comigo
Todos estes dias
Como se eu não soubesse
Que de mim já partiste.
Partiste!
Já faz tempo que partiste
Tempo que não perdoa
O tempo que passa
Aumentando a saudade.
Recordo com tristeza
Aquele teu olhar parado
Que nada dizia
Do tanto que ficou por dizer.
Recordo o teu sorriso feliz
Nos escassos momentos em que o foste.
Recordo os beijos
Que me deste em pequenina
E eu, não tos soube retribuir
Quando deles precisaste.
Recordo-te, com tanta saudade,
Minha mãe.
Queria poder abraçar-te, beijar-te,
E de novo te pedir perdão
Da filha que não fui.
Perdoa-me mãe!
Maria Antonieta Oliveira
(Poema escrito a 31-05-2013 – dia em que faziam 11 anos do falecimento da minha mãe) – (Numa viagem pela Europa)
Tenho Saudades
Tenho saudades
da tua pele nua,
suada, de encontro à minha.
Tenho saudades
dos nossos corpos transpirados
molhados, no sabor do amor.
Tenho saudades
de sentir o teu coração
palpitando no meu.
Tenho saudades
das tuas pernas peludas
entrelaçadas nas minhas.
Tenho saudades
dos teus pés frios
aquecendo os meus.
Tenho saudades
da tua boca
ávida dos meus beijos.
Tenho saudades
de sentir a tua língua
deslizando no meu corpo
e a minha, no teu.
Tenho saudades
dos nossos corpos se fundirem
num só amor consumado.
Tenho saudades, amor.
Tenho saudades de ti.
Maria Antonieta Oliveira
(Poema escrito a 31-05-2013 – numa viagem pela Europa)
Tudo Me Soa a Falso
Tudo me soa a falso
O que me dizes
O que não me dizes
O teu olhar
quando nem sequer me olhas
O que escreves
E o que não escreves
Até o teu pensamento
É para mim um tormento.
Tudo me soa a falso
Quando falo contigo
Quando falas comigo
Quando sonhamos juntos
Até quando fazemos amor
Tudo é falso em meu redor.
Tudo me soa a falso
Quando me dizes amar
E comigo quereres estar
Quando me olhas nos olhos
E vejo nos teus outros sonhos.
Até agora,
sim, agora
neste preciso momento,
tudo me soa a falso.
Maria Antonieta Oliveira
(Poema escrito a 31-05-2013 – numa viagem pela Europa)
Preciso Soltar as Palavras

Preciso soltar as palavras
e abrir o coração
Dizer os dizeres
do sentir e da razão.
Mas não tenho coragem
Falta-me a roupagem do palhaço
ora rico, ora pobre
que mente brincando
e brinca mentindo
sobre a realidade da sua vida.
Tenho medo!
Medo de trair chorando
Medo da vergonha de um olhar
Medo de deixar de me amar.
Quero soltar as palavras!
Tenho que soltar as palavras!
Quero gritá-las!
Gritá-las bem alto!
Soltar os gemidos sentidos
pelas palavras caladas,
retidas na mente
do coração que sofre e sente.
Maria Antonieta Oliveira
(Poema escrito a 28-05-2013 – numa viagem pela Europa)
A Água Que Me Chove
Entre a verdura da natureza
E a água que me chove
Dei comigo a meditar
E no futuro a pensar.
Foi então,
que tomei uma decisão:
Não!
Não te quero mais, amor
Não quero a tua prisão
na guarida do meu ser
Nem tão pouco me quero sentir
prisioneira de ti.
Não quero mais os teus beijos
de outras bocas já beijadas
Nem teus abraços e carinhos
noutros corpos já doados
Não quero mais esse olhar
que se prende ao meu
Quero meus olhos libertos
para nos teus ver o céu
Liberta-me do pesadelo
de te ver em todo o lado
Deixa-me ver o riacho que corre
A nuvem que passa além
A neve no pico da montanha
As flores que nascem viçosas
E os patos que nadam no rio.
Deixa-me nadar
Nos lagos que correm, comigo.
Liberta-me, amor
E ficarei sempre contigo.
Maria Antonieta Oliveira
(Poema escrito a 28-05-2013 – numa viagem pela Europa)
Flores do Amor
Hoje lembrei-me de ti
E das flores que um dia me deste
Eram da cor do amor
Tinham cheiro a felicidade
Pétalas de carinho
E folhas de liberdade.
Reguei-as com lágrimas sentidas
Cuidei-as com mãos sofridas
E elas,
Deram-me vida
A vida que andava perdida
Nos jardins da eternidade.
Maria Antonieta Oliveira
(Poema escrito a 24-05-2013 – numa viagem pela Europa)
Tanto Verde
Vejo o verde
No verde do meu olhar
Tanto verde me rodeia
Tanto verde me incendeia
Tanto verde a passar
Quanta beleza existe
No verde da natureza
O meu olhar se perde
Nos tons de verde que passam
Ah! Quantos verdes, quantos!
Vejo o verde
No verde do meu olhar.
Maria Antonieta Oliveira
(Poema escrito a 24-05-2013 – pela europa)
Não Partas de Mim, Amor
Não partas de mim, amor
Nunca me deixes só
Sabes amor, tenho medo
Do escuro, da noite, da vida
De tudo em que tu não estás.
Não partas de mim, amor
Somos dois num só destino
Unidos num só caminho.
Dá-me a mão, amor
Leva-me sempre contigo
Nunca me deixes para trás.
Quero ir sempre a teu lado
Quero teu abraço apertado
Tua doce carícia
Tua palavra meiga
Teu olhar de menino
Teus beijos carinhosos.
Quero-te sempre comigo
Não partas de mim, amor.
Se partires sem mim
Guarda um lugar a teu lado
Para quando eu for daqui
Ficar nesse lugar guardado.
Maria Antonieta Oliveira
(Escrito a 24-05-2013, durante a viagem à Europa)
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