O sonho é livre... é deixar voar o pensamento... é acreditar no inacreditável... é atingir o inatingível... Amar... Sofrer... Beijar... Doer...
terça-feira, 7 de janeiro de 2014
Amor Na Areia
No mar, me afogo em ti
No azul sombra do teu olhar
O sol unge-nos de amor
A areia enrola nossos corpos
Num afago da onda
Que molha, que galga
E salpica o coração
Humedecidos
Pela transpiração do momento
Corpos colados enlaçados
Tu e eu
No areal sonhamos.
Maria Antonieta Oliveira
Aguardo O Teu Recado
O meu pensamento partiu
no voo da gaivota junto ao mar
no bico levou
tudo o que era teu
Sentada na areia
aguardo o seu regresso
Quem sabe o mar me traga
a tua mensagem
no bico da gaivota
no tentáculo de um polvo
ou na guelra de um pargo.
Maria Antonieta Oliveira
A Vida Se Esvai
A noite,
estupidamente
acontece todos os dias.
E os dias,
surgem sempre, após as noites.
num caminhar compulsivo.
Semanas, após semanas,
meses, após meses
anos, após anos
e eu, perco-me na vida.
Fogem-me as horas e os minutos
para continuar contigo
e te amar
amar mais e ainda mais
dar-te os beijos que já não gostas
o carinho que já não queres
os abraços que afastas
e os mimos que renegas.
Neste desencontro de sentimentos
a vida esvai-se
e eu, agarro-a
Agarro-a, com quantas forças tenho
E vivo!
Vivo cada minuto, cada hora
com o brilho do meu olhar
que cativa, que atrai, que seduz
Olhar que já não chora
que sorri, que ama, que confia.
Vivo a vida, dia após dia!
Maria Antonieta Oliveira
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
Folhas Secas
Piso as folhas molhadas
pela chuva intensa caída do céu
Salpico-me a cada passo que dou.
Água cristalina densa e gelada
perdida, espalhada na calçada.
No negrume do alcatrão
espelham-se verdes de vários tons
acastanhados, esverdeados, amarelados
Folhas mortas pelo tempo
caídas, cortadas pelo vento.
Caminho na vida
como a folha seca
esquecida, por entre
as pisadas de quem passa.
Num misto de beleza
entre a folha caída e a vida
Sou flor no meu jardim
Rainha do meu lar
Gota reluzente
no verde do meu olhar.
A paisagem é linda!
O frio é agreste!
Maria Antonieta Oliveira
terça-feira, 10 de dezembro de 2013
O Sol Espreitava
Voltei à praia
Algo tinha ficado para trás.
Como de costume
caminhei descalça ao longo do rio
na procura
do que ali, além
tinha ficado perdido
Na suavidade da areia molhada
meus pés caminhavam
caminhavam
pelo areal imenso
Sem tempo
Sem medo
nas pisadas por outros deixadas…
O sol espreitava
e eu, caminhava
Sem me dar conta
caminhei ao teu encontro
e tu, permanecias intacta
tal como outrora
No tempo em que aí me perdi
de amores por alguém
No tempo em que aí vivi
o nosso romance de amor
A cabana já velha e vazia
cheirava a mofo
As aranhas eram agora as suas habitantes
As teias cruzavam-se embaraçando o caminho
Não entrei!
Tive medo!
Já nada me dizia aquela cabana escondida
entre o rochedo
daquela praia com vida
Voltei para trás correndo
Queria sair dali
Fugir
Esquecer
Voltar a viver
Ser feliz como outrora!
O sol espreitava
e eu,
de novo caminhava.
Maria Antonieta Oliveira
10-12-2013
Mataste-me
Derramei as minhas lágrimas
nos olhos teus
Criei um rio imaginário
onde nadei nos teus braços
Uma a uma
as gotas salgadas
caiam na tua face rosada
Dos teus lábios fiz um túnel
onde traguei o teu sabor
a amor
Sorvi a saliva
doce e quente
do amargo da tua boca.
Pensei ser, mas não fui
a tua velha bengala
amparando teu corpo
morto.
Morri, antes!
Mataste-me!
Maria Antonieta Oliveira
Foi Ontem
Corre-me nas veias
O sangue exaltado
Pelo calor do teu corpo
Corre-ma na face
Pétalas de cristal
Dos olhos sofridos
Corre-me no corpo
Gotículas de suor
Transpirado no amor
Daquele dia longínquo
Em que fui tua
E foste meu.
Maria Antonieta Oliveira
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Uma Noite de Natal
Vi estrelinhas a brilhar
na clareira do jardim
ouvi sinos a tocar
ouvi chamarem por mim.
O céu negro
de uma noite triste de inverno,
de onde caiam
farripas de algodão,
era o tecto de abrigo
de muitas bocam sem pão.
Noutro local,
o sol resplandecia
os jardins floriam
e as casas recheadas
de peru e rabanadas.
O sono dormido
numa cama de penas
ansiava o dia
pelos presentes da família
da paz e alegria
de mais um outro Natal.
Respondi ao chamamento
levantei-me e num repente
peguei em tudo que vi
bolo-rei, filhoses, frutos secos
pãezinhos com fiambre
até o peru
que esperava ser trinchado
num almoço avantajado,
no momento foi levado.
E tudo transportei
muito bem acondicionado
num cestinho acolchoado
com pétalas de amizade.
Corri ruas e ruelas
em todo o lado fui dando
um pouco do que levava
Também por lá fui deixando
os cobertores quentinhos
que às costas transportava.
Aqueci os corações
Vi sorrisos aos milhões
E quão feliz me senti!
De repente
as doze badaladas ouvi
corri, corri, corri
e mesmo no ultimo instante
entrei em casa ofegante
mas com um sorriso na alma
meu dever tinha cumprido
a todos tinha aquecido
e ninguém ficara esquecido
nessa noite de Natal!
Maria Antonieta Oliveira
sábado, 9 de novembro de 2013
Minha Alma Partiu
O olhar veste-se de negro
A roupa,
esfarrapei-a toda
para que precisava dela
se já nada eu era?!
Meu corpo dorido
sofrido e sujo
pairava por aí.
De esquina em esquina
de porta em porta
entrando e saindo
na casa errada.
Minha alma partiu
no silêncio da noite
Caminhou nos céus
procurando a paz.
Calma e tranquila
entre as nuvens brancas
foi-se encontrando
com familiares e amigos
com os anjos protectores
com Jesus e com Deus.
Maria Antonieta Oliveira
sexta-feira, 25 de outubro de 2013
Abraço-te
Queria dar-te um abraço
com muito amor e carinho
sincero, verdadeiro
um abraço apertadinho.
Nesse abraço sentirias
o quão importante me és.
O valor do meu amor
O que por ti eu faria
se tu me deixasses.
Mas não o faço!
Tenho medo da tua reacção
por vezes até de um beijo
me afastas com a mão.
Como seria bom
sentir teu corpo no meu
num abraço profundo
Aquele, que também não dei
a quem já partiu deste mundo.
Mas eu não quero partir
sem te dar esse abraço
Sinto que o desejas também.
Vamos quebrar o gelo
As barreiras que nos oprimem
e nos impedem desse abraço.
Vamos ser aquilo que somos
desde o dia em que te gerei
Mãe e filha ternurentas
manifestando os sentimentos
dando o amor e o carinho
que nos liga desde sempre.
Abraço-te!
Maria Antonieta Oliveira
Hoje Estou Triste
Sabes?!
Hoje sinto-me triste
cansada, desiludida
Sinto-me presa, oprimida
Sinto-me qual adolescente
perdida na vida, carente
Sem rumo ou destino
na encruzilhada do caminho.
O sol partiu de mim
há muito
As trevas acompanham-me
O céu enegreceu
pelo sofrimento meu
Até as estrelas
fugiram do meu olhar
com medo de as machucar.
Ao meu redor
nada nem ninguém me assiste
Estou só!
Completamente só e desolada
Todos partiram, ficando
Presentes, ausentes…
E eu,
neste deserto sem fim
esperando
que alguém se lembre de mim.
Sabes?!
Hoje estou triste!
Maria Antonieta Oliveira
Hoje sinto-me triste
cansada, desiludida
Sinto-me presa, oprimida
Sinto-me qual adolescente
perdida na vida, carente
Sem rumo ou destino
na encruzilhada do caminho.
O sol partiu de mim
há muito
As trevas acompanham-me
O céu enegreceu
pelo sofrimento meu
Até as estrelas
fugiram do meu olhar
com medo de as machucar.
Ao meu redor
nada nem ninguém me assiste
Estou só!
Completamente só e desolada
Todos partiram, ficando
Presentes, ausentes…
E eu,
neste deserto sem fim
esperando
que alguém se lembre de mim.
Sabes?!
Hoje estou triste!
Maria Antonieta Oliveira
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
O Teu Funeral
Passei ontem à tua porta
vi a roseira florida
que plantámos um dia.
As rosas alaranjadas
tal como o sol que nos aquecia,
estavam tristes abandonadas
tal como nós, amarguradas.
Da janela,
pendia a gaiola do canário
aquele que nos acordava
com o seu chilrear
quando ainda abraçados
no carinho aninhados
com desejos de amar.
Cá fora,
o teu carro jazia
coberto de folhas secas
e rodeado de ervas daninhas
Metia dó!
Quantas histórias ele contaria
se pudesse falar um dia.
Olhei ao redor
e uma lágrima caiu, sentida
A vida ali vivida
estava morta, perdida
Sem rumo
finada, acabada.
Os sinos tocam!
Vai sair o funeral!
Maria Antonieta Oliveira
terça-feira, 22 de outubro de 2013
Banho de Espuma
Envolta em espuma
procuro o teu corpo sedoso
que me atraiu um dia.
Na banheira
calma e tranquila
penso em ti.
Quero de novo sentir
os teus lábios doces
descendo e subindo
os poros do meu corpo sedento.
Quero sentir
tuas mãos e carícias
teu corpo sequioso
entrelaçado no meu.
Quero-te só para mim
num encantamento sem fim.
Maria Antonieta Oliveira
A Nossa Primeira Vez
Escorre-me pelos dedos
O suor do teu corpo
Pareces louco!
Qual miúdo adolescente
carente
Os teus olhos brilham, piscam
como um farol no meio do mar
avisando os navegantes.
E eu,
a te olhar.
Afinal eras um desconhecido
que eu encontrei perdido
quando perdida andava.
Nem sequer te amava!
Beijo, cada gotícula do teu corpo
peludo, sensual atrevido.
Chamas-me MULHER!
E tu,
és o HOMEM que eu desejava!
Maria Antonieta Oliveira
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Menino Jesus
Ontem,
pus o sapatinho na chaminé.
A noite foi longa
o dia custou a amanhecer
e eu, queria acordar
dessa noite em que não dormi.
Ainda era madrugada
e eu, pé ante pé
no silêncio
dos meus pezitos de lã
de miúda pequena
fui à cozinha.
Oh meu Deus!
Que surpresa!
O Menino Jesus
tinha-me trazido,
tudo o que eu lhe tinha pedido.
Saltei de contente
e com o barulho
acordei toda a gente.
Hoje o Menino Jesus
foi esquecido
Em seu lugar
um velho de barbas brancas
e de sacola às costas
é o sonho das crianças.
Para mim,
hoje tal como ontem
é o Menino Jesus
que me presenteia e diz:
Faz muitos anos que nasci
por isso hoje há festejos
porque é dia de Natal!
Maria Antonieta Oliveira
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
Aurita
AURITA
MARIA AURORA DA SILVA MENINO
Vi-te ontem
no caminho que nos uniu
e nos separou.
Éramos meninas
de mocassins
e soquetes nos pés.
Lembras-te?
Confidentes e amigas
sem invejas nem intrigas
Sonhávamos!
Não eram sonhos de meninas,
não!
Sonhos de adolescentes
de namoricos e paixonetas.
Mas éramos inteligentes
alunas de boas notas e maneiras
em francês éramos as maiores
e,
em nenhuma outra, fomos as piores.
E os nossos almoços trocados,
Lembras-te?
Como tu gostavas dos pastéis de bacalhau
que a minha mãe fazia!
Tudo era uma alegria!
E o olhar atraente
dos olhos verdes esmeralda
que tanto te fascinava.
Lembras-te?
Éramos amigas de verdade
Havia em nós cumplicidade!
O tempo passou
e ingrato, nos afastou.
Nós crescemos
somos mulheres, mãe e avós.
Nossos sonhos
uns ficaram pelo caminho
outros, realizámo-los com carinho.
Este reencontro
é um sonho meu realizado.
olho-te, abraço-te, beijo-te
tenho-te aqui a meu lado.
Quero que o amanhã
não seja como o ontem
que nos uniu e nos afastou
no caminho da vida percorrida.
Quero que a nossa amizade perdure
para além do hoje, do amanhã, do sempre!
Maria Antonieta Bastos Alentado
Maria Antonieta Oliveira
10 de Outubro de 2013
MARIA AURORA DA SILVA MENINO
Vi-te ontem
no caminho que nos uniu
e nos separou.
Éramos meninas
de mocassins
e soquetes nos pés.
Lembras-te?
Confidentes e amigas
sem invejas nem intrigas
Sonhávamos!
Não eram sonhos de meninas,
não!
Sonhos de adolescentes
de namoricos e paixonetas.
Mas éramos inteligentes
alunas de boas notas e maneiras
em francês éramos as maiores
e,
em nenhuma outra, fomos as piores.
E os nossos almoços trocados,
Lembras-te?
Como tu gostavas dos pastéis de bacalhau
que a minha mãe fazia!
Tudo era uma alegria!
E o olhar atraente
dos olhos verdes esmeralda
que tanto te fascinava.
Lembras-te?
Éramos amigas de verdade
Havia em nós cumplicidade!
O tempo passou
e ingrato, nos afastou.
Nós crescemos
somos mulheres, mãe e avós.
Nossos sonhos
uns ficaram pelo caminho
outros, realizámo-los com carinho.
Este reencontro
é um sonho meu realizado.
olho-te, abraço-te, beijo-te
tenho-te aqui a meu lado.
Quero que o amanhã
não seja como o ontem
que nos uniu e nos afastou
no caminho da vida percorrida.
Quero que a nossa amizade perdure
para além do hoje, do amanhã, do sempre!
Maria Antonieta Bastos Alentado
Maria Antonieta Oliveira
10 de Outubro de 2013
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
Os Sons do Silêncio
Que saudades eu tenho
do silêncio das ruas.
do chiar do eléctrico
do sonoro tilintar
Da calma e tranquilidade
de passear na cidade
E o silêncio
do autocarro que parou
Da porta que se abriu
Da menina que sorriu
E o silêncio
da fava- rica que passa
da boa castanha assada
e do toc-toc da chinela da varina
com os restos na canastra.
Que silêncio!
Que saudades!
Do dlim-dlam do sino da igreja
Do gri-gri dos grilos, nas noites de verão
E do pipilar das aves
O silêncio das vidas em segredo
nem as ruas os sabiam
O silêncio da bota grossa da tropa
dos magalas que passavam
E do apito do policia sinaleiro.
Que saudades
destes sons que eu ouvia
no silêncio que existia.
Que saudades!
Maria Antonieta Oliveira
terça-feira, 1 de outubro de 2013
Navego
Nesse mar navego
que me leva…
Meu corpo desliza nas ondas
Meu ser perdido na terra
O coração, esse,
perdi-o ontem,
quando ao monte subi.
Perdi-o, perdi-me, esqueci.
Ouvi teu corpo gemendo
Vi teus braços erguidos ao Céu
suplicando baixinho a Deus.
Tentei erguer-te
e lavar tua alma negra
Tentei dar-te carinho
e limpar o teu caminho
Tentei tudo o que podia
Tu,
nada quiseste ou fizeste
E eu,
que nada sou, nada sabia
Orei por ti.
Meu corpo deslizando nas ondas
Desse mar que me leva
Navego…
Maria Antonieta Oliveira
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
No Sonho Da Lua
Deitei a almofada no sonho da lua
Queria dormir tranquila
Em paz comigo e com Deus.
O sono
instalou-se na brancura alva
da nuvem passante
Movimentando-se no ontem,
no hoje, no amanhã
No amanhã? Talvez!
Tanto se remexeu
que a nuvem passante, passou
e o sono acordou.
Esvoaçando nos pensamentos
perdida no céu
elevei-me a Deus e rezei
Confessei os meus erros
e pedi-Lhe perdão
Contei os meus segredos
mas, Ele já os sabia
E os meus anseios e desejos?!
sabia-os todos, um a um
Desabafei minhas angústias e tristezas
Ele ouviu-me em silêncio
Pousou Sua mão na minha face gelada
e, suavemente acariciou-a dizendo:
“Confia em Mim,
e seguirás na terra o caminho que para ti tracei”
Ergui a cabeça procurando o seu olhar
Tinha partido
no Seu lugar uma estrela brilhava.
Emocionada, agradeci.
A lua deu lugar ao sol
O dia amanheceu
E a almofada acordou
do sonho da lua.
Maria Antonieta Oliveira
segunda-feira, 23 de setembro de 2013
Há Momentos
Há momentos inesquecíveis, impensáveis, sem palavras que os definam
Há momentos em que a garganta seca e a saliva se ausenta
Há momentos derrotados, vencedores de uma batalha
Há momentos em que só Tu, eu e Deus, sabemos o sentir
Há momentos em que a Fé suplanta qualquer duvida que exista
Há momentos que ficarão para sempre gravados na memória
de quem sente, de quem sofre, de quem ama.
Amo-te, minha filha adorada.
Maria Antonieta Oliveira
terça-feira, 17 de setembro de 2013
Sonhei Contigo
Sonhei contigo esta noite
Passeávamos de mão dada
no jardim proibido.
Eram três da madrugada
Os lírios e as açucenas
segredavam entre si
As camélias
beijaram os jasmins
salpicados de orvalho.
Eu e tu,
lentamente, caminhávamos
As mãos deslizando
Os passos desviando
E a lua,
eterna apaixonada
fugia de nós repudiando-nos.
Perdemo-nos na vida
da vida que vivemos
Caminhos e destinos destroçados
E nós, seguindo separados.
Eram três da madrugada
E eu,
continuava acordada.
Maria Antonieta Oliveira
sábado, 14 de setembro de 2013
Obrigada, Senhora
Nossa Senhora de Fátima
Hoje,
acordei com um sorriso no olhar.
O sol ousado
penetrava no meu quarto
tentando acordar o meu sono
para que vivesse um novo dia.
Olhei em frente, sorri e agradeci
A Senhora de Fátima, olhava-me
confortando-me.
Seu olhar terno dizia-me:
- vês, acedi ao teu pedido
afinal, nem tudo estava perdido.
A Fé, essa,
não a perderás jamais
e Eu,
zelarei e calarei teus ais.
Compreendi!
Agradeci-lhe de novo.
Sorri!
E olhando seus olhos de calma pureza
Voltei a rezar, a suplicar
Dai-nos Senhora
Vossa eterna luz
Vosso carinho de mãe
A Paz de Jesus!
Maria Antonieta Oliveira
Hoje,
acordei com um sorriso no olhar.
O sol ousado
penetrava no meu quarto
tentando acordar o meu sono
para que vivesse um novo dia.
Olhei em frente, sorri e agradeci
A Senhora de Fátima, olhava-me
confortando-me.
Seu olhar terno dizia-me:
- vês, acedi ao teu pedido
afinal, nem tudo estava perdido.
A Fé, essa,
não a perderás jamais
e Eu,
zelarei e calarei teus ais.
Compreendi!
Agradeci-lhe de novo.
Sorri!
E olhando seus olhos de calma pureza
Voltei a rezar, a suplicar
Dai-nos Senhora
Vossa eterna luz
Vosso carinho de mãe
A Paz de Jesus!
Maria Antonieta Oliveira
quinta-feira, 12 de setembro de 2013
Obrigada, Senhor
Quero subir à mais alta montanha
e gritar!
Soltar meus gemidos sentidos
Minha revolta incontida
Minha angustia desmedida.
Gritar!
Gritar bem alto
o meu viver em sobressalto.
E amanhã?
Nem sequer sei se haverá amanhã!
Mas,
e amanhã?
Quero gritar, berrar, suplicar
aos ventos do Céu Divino
que levem minha prece
e que Deus na sua serenidade
acalme a minha ansiedade.
E gritarei de novo
de joelhos no chão
obrigada, Senhor
pela Vossa bênção!
Maria Antonieta Oliveira
quarta-feira, 11 de setembro de 2013
Confio Em Vós, Senhor
•
A vida é um turbilhão de sentimentos e de sentires.
A água bate na rocha desventrando-a, revoltando-a, tornando-a rija para encarar novas ondas batidas na revolta das revoltas da vida.
Cruzam-se os mares, os dias, os anos, as vidas e os desenganos.
O coração sofre, sorri e sufoca. Vive e morre a cada momento.
A vida é ingrata! Ou serei eu que neste momento não a consigo compreender.
Os porquês surgem-me em catadupa, e as respostas escondem-se para lá do fundo mais fundo, do mais fundo deste mar profundo.
Porquê? Porquê? Sim, porquê?
Cruzo as mãos em prece
Confio em Vós Senhor!
Maria Antonieta Oliveira
Se Eu Fosse Uma Estrela•
Se eu fosse estrela,
encaminharia minha luz para ti,
para que alumiasse o teu ser
e te devolvesse o teu viver.
Mas, não sou estrela,
não sou luz,
não tenho esse dom,
Então,
suplico a Jesus
que te devolva a luz,
a vida, o brilho, o sorriso
que tinhas ao nascer.
Maria Antonieta Oliveira
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
Ao Longo Do Rio
Perdida,
caminho descalça ao longo do rio
Já cansada
resvalo meu corpo vazio
na areia molhada
Abraço a lua
conto-lhe os meus segredos
até aqueles que nem eu sei
Ouço-a em silêncio
tentando compreender os seus conselhos
Penso nos meus devaneios
Nos dias em que,
caminho descalça ao longo do rio.
Maria Antonieta Oliveira
segunda-feira, 26 de agosto de 2013
Quedei-me
Quedei-me por um dia
uma noite
Tantos dias
tantas noites.
Quedei-me para pensar:
em ti
em mim
em nós
No amanhã
no ontem
no nunca mais
no sempre…
Quedei-me na lembrança
dos beijos
dos carinhos
dos mimos
dos entre laços
dos abraços
do amor!
Quedei-me perdida,
esquecida
que um dia fui feliz!
Maria Antonieta Oliveira
Ouve-me
Ouves-me?
Consegues ouvir-me até ao fim?
Sim,
Preciso que me saibas ouvir.
Não fales tu, não digas nada
Ouve-me apenas.
Como é complicado arranjar alguém que me ouça.
Falas, falas, falas
só de ti,
mas não me ouves.
Eu ouço-te
E quem me ouve?
Ouve-me por favor
Quero dizer tudo o que sinto
tudo o que penso e não penso
tudo o que anseio e não anseio
tudo o que fiz e desejei…
Cala-te!
Não digas nada
Ouve-me, sim?!
Maria Antonieta Oliveira
quinta-feira, 22 de agosto de 2013
Perdido Na Lua
Olhei-te
na distância de um adeus
O vento levou-te
na penumbra desse olhar
E aquele beijo
o nosso beijo,
ficou perdido ao luar.
Maria Antonieta Oliveira
segunda-feira, 12 de agosto de 2013
Procuro Nas Nuvens
Procuro nas nuvens
o lugar onde te perdi
Mas não te encontro.
A nuvem foge-me entre os dedos
Tento segurá-la
Cingi-la a mim
como se do teu corpo se tratasse
Ela esguia
Entrelaça o sol e a lua
E parte.
Outra, mais negra ainda
Surge ao meu olhar ausente
Quero senti-la
percorrer o meu corpo sequioso
húmida macia suave
Cada gota sua
saciará minha sede de prazer
Sua viscosidade
penetrará cada poro de mim
Encontrar-me-ei contigo
Nessa nuvem negra
Como negro está o meu coração.
Maria Antonieta Oliveira
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