O sonho é livre... é deixar voar o pensamento... é acreditar no inacreditável... é atingir o inatingível... Amar... Sofrer... Beijar... Doer...
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
Um Novo Caminho
Quero começar um novo caminho
Rasgar trapos velhos
Partir copos de cristal
Destruir sonhos quebrados
Esventrar corações destroçados
Trilhar caminhos rasgados
Quero começar um novo caminho
Criar raízes noutros mundos
Folhear livros esquecidos
Ler romances proibidos
Aprender com a lua e o sol
Com o mar e areia, desenlear minha teia
Quero começar um novo caminho
Quero paz, saúde a carinho
Quero amor e tranquilidade
Quero palavras sábias
Quero saber dar e receber
Quero caminhar e viver.
Quero começar um novo caminho
Num mundo de paz e amor!
Quero continuar a ter Fé e esperança
Em Deus nosso Senhor!
Maria Antonieta Oliveira
31-12-2014
domingo, 28 de dezembro de 2014
Choro
CHORO
No meu coração chovem lágrimas de dor
Lá fora, chovem as nuvens no céu levadas
Choro!
Nem sei porque choro, mas choro
O meu coração partido, dorido, sofrido
Pela dor e sofrimento que me rodeia
As dores do amor, do corpo e da alma
As dores do tempo que se esvai
As dores daqueles que partem e não voltam mais
As dores de querer, de ter, de viver e sentir
As dores que meus olhos choram.
Choro!
Sem querer, quase não penso em Ti
Penso, sim penso!
Mas é tão vago o meu pensamento
Rogo-Te sem rezar
Peço-Te sem antes Te agradecer
Quero, quase exijo, e nada Te dou em troca
Creio!
Creio em Ti Senhor!
Creio!
Creio em ti minha Santa Mãe!
Creio!
Nada abala a minha Fé!
Amanhã, não chorarei!
Amanhã meu coração estará radioso
E lá fora, as nuvens passaram deixando no ar um aroma feliz.
Amanhã não quero sentir deslizar no meu rosto
Lágrimas do sofrimento sentido
Não quero!
Não quero!
Mas choro!
Maria Antonieta Oliveira
28-12-2014
No meu coração chovem lágrimas de dor
Lá fora, chovem as nuvens no céu levadas
Choro!
Nem sei porque choro, mas choro
O meu coração partido, dorido, sofrido
Pela dor e sofrimento que me rodeia
As dores do amor, do corpo e da alma
As dores do tempo que se esvai
As dores daqueles que partem e não voltam mais
As dores de querer, de ter, de viver e sentir
As dores que meus olhos choram.
Choro!
Sem querer, quase não penso em Ti
Penso, sim penso!
Mas é tão vago o meu pensamento
Rogo-Te sem rezar
Peço-Te sem antes Te agradecer
Quero, quase exijo, e nada Te dou em troca
Creio!
Creio em Ti Senhor!
Creio!
Creio em ti minha Santa Mãe!
Creio!
Nada abala a minha Fé!
Amanhã, não chorarei!
Amanhã meu coração estará radioso
E lá fora, as nuvens passaram deixando no ar um aroma feliz.
Amanhã não quero sentir deslizar no meu rosto
Lágrimas do sofrimento sentido
Não quero!
Não quero!
Mas choro!
Maria Antonieta Oliveira
28-12-2014
quarta-feira, 24 de dezembro de 2014
Vida Fugaz
Ontem, eras um jovem petiz
Enamorado
Enamorado pelo amor que sentias
Pela vida que querias
Por tudo o que fazias
Sem pensares que o tempo passa
A vida esvoaça
A dor afugenta a felicidade
A saúde, a alegria
E, num momento
Tudo parece um tormento
A vida é sofrimento
O tempo é fugaz
Voa dilacerando os ventos
Corações destroçados
Caminhos aniquilados
E tudo se perde.
Vive o hoje que é hoje
Vive o presente que é presente
Vive a felicidade do momento!
Maria Antonieta Oliveira
24-12-2014
domingo, 21 de dezembro de 2014
Inocência de Menino
Pezinhos descalços
caminham pela casa adormecida
Um sorriso matreiro
ilumina a carinha risonha do menino
Caminha devagar na pressa de encontrar
o pai Natal distraído, de sacola às costas.
Inocência de menino feliz.
O homem das barbas brancas
trará o carro vermelho do Nody
e a gasolineira amarela
Vai trazer também aquele Lego
que estava na montra e o menino pediu
O homem de vermelho sabe os desejos
E vai realizá-los.
Os pezinhos caminham já frios
na esperança do sonho imaginado
Mas o homem da sacola já partiu
ou será que ainda não chegou?!
A árvore de Natal continua sozinha
até as luzes estão apagadas
O menino triste chora
Os passinhos de regresso ao quarto
são lentos.
Inocência de menino infeliz.
Maria Antonieta Oliveira
15-10-2014
Mesa de Natal
A toalha vermelha, bordada com folhas de azevinho
cai sobriamente na mesa da sala
Os pratos debruados a dourado
estão postos a rigor, defronte das cadeiras forradas a cetim
Os talheres harmonizam-se nos devidos lugares
Também os copos se alinham um a um
Tudo está pronto
Na mesa de apoio, os olhares rejubilam
As azevias, o arroz doce, as filhoses, a trouxa-de-ovos
O bolo-rei também não pode faltar
E os bombons e os bonecos de chocolate lá estão.
Muitos doces e gelatinas, para adoçar as bocas.
Ao lado, a mesa dos vinhos
Os tintos e os brancos do Alentejo
O champanhe e os licores
Os sumos naturais, para a criançada
Até o jarro de água está presente
Nada falta, tudo a rigor.
A travessa com o peru é posta no centro da mesa
Outra, tem o arroz dourado no forno
E mais uma com batata assada, em cubos
A taça de vidro, está colorida com uma salada de legumes
O pão partido em fatias, num cesto de linho bordado.
Cada um se senta no lugar do costume
já o sabem de cor, é sempre o mesmo
Todos os natais são iguais,
a família se reúne em cada ano
é mais um dia de Natal.
Maria Antonieta Oliveira
15-10-2014
O Calor da Amizade
Há olhares que se cruzam
Nos dizeres do sentimento
Há abraços que se dão
Nos sentires da amizade
Há palavras sem dizeres
Na magia de um sorriso
Há momentos
Tão só momentos
Em que os corações se abrem
Dizem do sofrimento
Soltam o triste lamento
De palavras magoadas
Sofridas dilatadas
Nas artérias percorridas
Do sangue, da lágrima
Da vida louca vivida
Nos olhares
Nos abraços
No calor da amizade
Encontro rumo para continuar
Vós, amizades
Sois a minha força
A força que me dá fé
Esperança e vontade
Vós sois
O carinho da amizade.
Maria Antonieta Oliveira
21-12-2014
Um Santo e feliz Natal
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
Amizade
Amizade não se procura, encontra-se
Caminhando na areia escondida
Entre passadas no tempo
Surgem miragens na vida
Imagens de gentes
Caminhando ao nosso lado
Lado a lado
Passo a passo
O mesmo caminho
O tempo percorre apressado
Levando o nosso tempo
O tempo da vida correndo
E nós correndo no tempo
O tempo… esvai-se
Embora a caminhada se perca da gente
E a gente se perca no caminho percorrido
O caminho nos cruza na esquina da vida
Um sorriso, um olá, um bom dia
E, voltamos a caminhar no mesmo trilho
Lado a lado
Passo a passo
O mesmo destino
Porque,
A amizade não se procura, encontra-se!
Maria Antonieta Oliveira
07-11-2014
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
Língua Sinuosa
Língua sinuosa entre corpos sedentos
Húmidos de cansaço
Na languidez de um sonho
Vencido no momento apetecido
Na nudez de um quarto de hotel
Dois corpos desnudos se amam
Na cama fria
Aquecida no amor desfrutado
Rebolam amantes sequiosos
Dedos carentes penetram poros suados
Deslizam, acarinham, suavizam
Amam-se uns aos outros
Nos mimos partilhados doados
Eternizados nos minutos de paixão
E,
Entre corpos sedentos
A língua sinuosa se entrelaça
Na languidez de um sonho.
Maria Antonieta Oliveira
23-10-2014
domingo, 12 de outubro de 2014
Hino Ao Amor
Veste meu corpo com o teu
e, chama-me tua
Sussurra-me ao ouvido
o meu nome de mulher
Ama-me nua
Deixa-me ser eu
nos momentos em que nada passa entre nós
em que nossos corpos unidos
gemem os mesmos gemidos
Geme comigo, amor
Gritos e ais lascivos
Suco adocicando os lábios
escorrega nas bocas sedentas
nos corpos suados de prazer
De amar e amar e amar
Nus deslizamos entre lençóis
Envergonhados e tímidos soltam-se
e nós, soltamos o nosso amor
naquele quarto, naquele leito
onde nos fundimos num só ser
o ser que ama demais.
Maria Antonieta Oliveira
12-10-2014
terça-feira, 7 de outubro de 2014
Quando Eu For Homem
Ah!
Quando eu for homem
Levar-te-ei a todos os lugares
Realizarei todos os teus sonhos
Mesmo aqueles que não sonhares
Que eu sonharei por ti
Ah!
Quando eu for homem
Levar-te-ei a todos os bares
Às tertúlias dos poetas
Onde lerás os teus poemas
E serás a rainha da noite
Ah!
Quando eu for homem
Serás por mim adornada
Com flores enriquecidas
Por todos os bens da vida
Ah!
Quando eu for homem
Serás a mulher mais amada
De todas as mulheres do mundo
Ah!
Quando eu for homem
Serás poeta, qual Florbela
De rua, de praça ou lugar
Gritarás tuas palavras
Ao sol, ao céu, à lua
Todos te ouvirão
E contigo cantarão
Lindas melodias de amor
Ah!
Quando eu for homem
Serás a mulher mais feliz
Que os dias de noivar
Serei teu homem-amante
E tu,
Minha noiva no altar
Ah!
Quando eu for homem
Tu serás minha mulher
E num berço de liberdade
Desfrutarás a tua realidade.
Maria Antonieta Oliveira
07-10-2014
São Loucos os Dias
São loucos os dias em que estás comigo
na nossa alcova de amor
Lençóis de linho bordados
perfumados ao sabor de uma rosa
O som disfarçado de pudor
entra pela fresta da janela
O sol brilha no olhar escondido da lua
Uns laivos de ternura
encaminham as mãos sequiosas
na pele sedosa dos corpos famintos
Sorrisos esboçados nos lábios
debruados de desejos proibidos
O calor embriaga a nudez do sonho
Peças de roupa caídas no chão
Corpos desnudados embriagados de prazer
adormecidos no afago de um sonho
cingidos no abraço de Morfeu
repousam na alcova do amor.
São loucos os dias em que estás comigo!
Maria Antonieta Oliveira
07-10-2014
segunda-feira, 29 de setembro de 2014
Preciso de Silêncio
Preciso de silêncio
O silêncio dos nossos beijos sussurrados
Nos orgasmos do momento em amor
Preciso de silêncio
O silêncio dos teus olhos parados nos meus
Na cama do amor deitados
Preciso de silêncio
O silêncio dos nossos dedos entrelaçados
Dedilhando as vertebras do meu corpo
Preciso de silêncio
O silêncio do teu corpo percorrendo o meu
Na volúpia de um amor consentido
Preciso de silêncio
O silêncio do nosso amor
Na vontade do sentir perpetuado
Maria Antonieta Oliveira
29-09-2014
Caem as Folhas
Caem as folhas
Na revolta dos pássaros voltando
Lá longe
Onde as margens do céu se unem
Onde a terra acaba num mundo sem fim
Juntam-se flautas cantando um hino
A natureza perversa se esconde envergonhada
Os rios soltam as amarras voando
As aves retêm o canto no cimo das nuvens
Trovejam e chispam relâmpagos
Apagados por entre espinhaços
Lagos secam no meio do nada
Onde surge um místico luar
E a chuva goteja lágrimas de felicidade
Além
O tempo perde-se do tempo
O ontem é cada vez mais ontem
O amanhã cada vez mais amanhã
E o hoje
O hoje, perde-se no tempo
Caem as folhas
Na revolta dos pássaros voltando.
Maria Antonieta Oliveira
19-09-2014
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Espasmos de Outono
De novo só
no beiral da vida
Onde as gotas
se despem da folhagem de outono
e a beleza se perde
nos campos verdejantes
As andorinhas perdidas
entre vendavais da vida
fluem no ar agitado do tempo
pedindo guarida ao vento
Os pingos da chuva pesada
caem no solo endurecido
e, a calçada escorrega
na curva do caminho
As pétalas soltas ao luar
esvoaçam vencidas pela dor
e angustia saudosa da partida
da roseira ferida em flor
Pesam os ramos das árvores
no colo suave da noite
adormecida, vencida
pela tormenta da tempestade
Onde as gotas
se despem da folhagem de outono
E eu,
de novo só
no beiral da vida!
Maria Antonieta Oliveira
22-09-2014
Grito Incontido
Grito!
Grito mais alto que o próprio grito!
É o grito ensurdecido
No meu corpo parido
No meu corpo saudoso
É o grito que vem de ti
Do teu amor por mim
Daquele amor que perdi
Grito!
Grito e ninguém me ouve!
Meu grito sussurrado, no meu peito magoado
É apenas sentido no coração sofrido, torturado
Louco varrido, de um amor incontido
Grito!
Grito mais alto que o próprio grito!
Maria Antonieta Oliveira
22-09-2014
sexta-feira, 19 de setembro de 2014
Esqueço-me De Mim
Esqueço-me de mim!
Escondo-me num baú esquecido no sótão da avó
Não quero que me encontrem
E, numa redoma de vidro opaco
Perco-me do mundo
Perco-me no espaço
Perco-me de mim
Adormeço num sono profundo
Esquecida do mundo
Esquecida de mim
Sonho!
Sonho ser borboleta esvoaçando
De pétala em pétala pousando
Sonho ser cavalo alado
Cavalgando ao longo do prado
Sonho ser amada
Numa gruta em teus braços devorada
Sonho com a liberdade
Ser livre libertando a mente
Sonho com a felicidade!
Escondida no baú do sótão da avó
Não quero que me encontrem!
Maria Antonieta Oliveira
19-09-2014
Ser Feliz
Tua pele macia suaviza meu corpo
Olho no espaço e procuro teu rosto
Além, onde o mar se perde
busco a miragem do teu olhar
No céu rebusco o som do teu silêncio
Na nuvem que passa quero ver o teu sorriso
No luar quero desnudar-te
Abraçar teu corpo em mim
E ser feliz.
E ser feliz!
Maria Antonieta Oliveira
19-09-2014
quinta-feira, 18 de setembro de 2014
Prece À Lua
A lua insiste em aparecer além
por detrás do olhar do poeta
persiste na curva do céu
Porque me atormentas amor?
Vejo estrelas saltitantes
cadentes mirabolantes
nos olhos da lua
Quisera eu ser tua!
Ateimas em me fazer sonhar
no ondular da nuvem passante
no brilho de um véu
Amei-te sem saber!
Lua além perdida
esquecida na vida dos amantes
de olhar penetrante.
Sonhei viver num castelo!
Parte lua
deixa-me esquecer-te
lua mentirosa
Pétala de rosa!
E a lua partida
no céu se ofendeu
o luar esmoreceu.
O amor feneceu!
Maria Antonieta Oliveira
18-09-2014
terça-feira, 16 de setembro de 2014
Chove Lá Fora
Chove lá fora
Sinto as lágrimas salgadas
corridas no meu rosto
sentidas no meu coração
Chove lá fora
Ouço o som da tua voz
sussurrando ao meu ouvido
que me amas e adoras
Chove lá fora
Sorrio ao saborear minha dor
no desânimo de te ver partir
De novo, vais partir
Chove lá fora
Também meu coração chora
por ti, pela tua ausência de mim
pelo teu amor que perdi
Chove lá fora
E eu,
choro por ti.
Maria Antonieta Oliveira
16-09-2014
sábado, 13 de setembro de 2014
Palavras Paridas
Cortaram-me as palavras
no momento em que me despi de ti
Saí de um corpo nefasto
farto de sofrer
de sentir e de viver
Sem palavras, continuei caminhando
Despida de sentires e viveres
mas, continuei
Continuei parindo outras palavras
Onde mágicas luas se encontram
num céu desconhecido
Onde estrelas jogam rumores
E vivem flores de cristal
Onde as nuvens de algodão
dão as mãos às fadas benfazejas
E as gotas de orvalho se cruzam
nas esquinas perdidas da vida
nas calçadas esquecidas dos trilhos
Cortaram-me as palavras
Mas eu,
Pari palavras de amor!
Maria Antonieta Oliveira
12-09-2014
Férias Com Os Meus Avós
Ir de férias com os meus avós
É coisa que muito gosto
E se tudo vos contar
Vão-se rir, aposto.
Acordo de madrugada
Estão eles a ressonar
Dou eu a alvorada
Toca já a acordar
Vira-se um
O outro também
E sorrindo para mim:
- Bom dia, meu bem
A avó que é beijoqueira
Dá-me logo mil beijinhos
O avô meu amigo também
Dá-me muitos abracinhos
Por cima de ambos me deito
Eles fazem-me festinhas
E assim vão acordando
Abrindo as pestaninhas
Já depois de levantados
E o xixizinho feito
Os banhinhos são tomados
Tudo feito a preceito
O avô põe a mesa
E o pequeno-almoço prepara
Eu ando de bicicleta
E a avó em tudo repara
Depois de beberem o café
Vamos de comboio p’ra praia
A avó na brincadeira
Mais parece uma catraia
- A água está fria, avó
Não quero praia, quero piscina
Está quita não me salpiques….
E faço a minha cara traquina
Mas com a brincadeira
Da minha avó Tieta
Dou comigo já molhado
E o frio era só treta
Nado, corro e mergulho
Salpico os meus avós
Parecemos todos miúdos
Sem distância entre nós
Regresso à casa andante
E agora toca a comer
Que eu quero ir à piscina
E a digestão tenho que fazer
De minuto a minuto
Eu pergunto à minha avó
Quanto tempo ainda falta
Quero ir já, tenham dó
Sempre alegre e brincalhona
Ela me vai respondendo
Até que chega a hora
E lá vou eu saltando e correndo
Coitado do meu avô
Que vai comigo sempre
Já cansado do trabalho
E quem sabe, até doente.
Sou miúdo, não penso nisso
Quero é ir mergulhar
Mas lá vem o nadador
De novo, comigo ralhar
Faço piruetas, cambalhotas
Dou braçadas, sei boiar
Pareço filho de peixe
Só na água gosto de estar
Começo a ficar com frio
E o avô diz: – vamos embora
Faço cara de zangado
Mas saio logo fora
A seguir vem o bem bom
Com o avô vou tomar banho
Rimo-nos muito os dois
Parecemos do mesmo tamanho
O avô é divertido
De paródia lhe chamo eu
Brincamos os dois na água
É um grande amigo meu
Mais umas voltinhas
Lá vou eu de bicicleta
O avô trata do jantar
E a avó estica a perneta
Pois é, a avó coitada
Nunca mais anda bem
Sempre, sempre a coxear
Com a grande dor que tem
Vontade tem ela de andar
E por isso se revolta
Às vezes depois do jantar
Ainda vamos dar uma volta
Regressamos ao hotel
De novo vamos dormir
Muitas estrelas no céu
Outro dia a sorrir.
Maria Antonieta Oliveira
07-09-2014
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
Depresssão
Não me peças para sorrir
Porque hoje o dia esmoreceu
E eu,
Caminho na vida a vaguear
Sem rumo ou destino
Não sei o que quero
Ou o que sinto
Nem sei o que pressinto
Sei
Que caminho sem prazer de viver
Sorrio quando te vejo
Quando estás comigo e te beijo
Sorrio ao olhar de uma criança
Ao acordar com o som da tua voz
- bom dia avó
- bom dia avó
Repete-se no eco da menina
Sorrio!
Choro, imploro, quero
Quero que não voltes
Quero que me deixes
Para sempre!
Para sempre!
Quero ser feliz
Com tudo o que me rodeia
Quero ser eu de novo
Aquela que ri e é feliz.
Quero voltar a mim.
Quero sim!
Quero!
Odeio-me
Por ser como sou!
Queria amar-me de novo
Quero voltar a sorrir
Quero e vou conseguir!
Vou conseguir!
Preciso de sol, areia e mar
Preciso de meu corpo repousar
Minha mente libertar
Meu grito soltar
E de novo
Regressar a mim.
Maria Antonieta Oliveira
27-08-2014
segunda-feira, 18 de agosto de 2014
Carlita
Sorria o sol numa bela manhã de Agosto
Verão quente, esse de um ano além
Era sábado, um dia maravilhoso
Noite sofrida mal dormida
Amanheceu nos sentires de outra vida
Na alegria dorida de parir
Um choro sentido
Um olhar indefinido
Uma lágrima caia no rosto feliz
De uma jovem mãe
Agradecida a Deus pela graça recebida
Uma menina gerada em si
No amor e pelo amor abençoada.
Maria Antonieta Oliveira
18-08-2014
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
Viciada Em Ti
Tantos homens me amaram
Tantos!
Tantos homens me desejaram
Tantos!
Tantos homens quiseram sonhar em meu corpo
Tantos!
Tantos homens saborearam meus beijos
Tantos!
Eu,
Escolhi teu ser
Teu corpo
Teus beijos
Dei-te meus sonhos e desejos
Dei-te meu ser demente
Meu corpo, minha mente
Minha alma carente
E tu, o que fizeste de mim?!
Uma outra mulher viciada no amor
Viciada em ti!
Maria Antonieta Oliveira
11-08-2014
segunda-feira, 4 de agosto de 2014
Quero Adormecer
Quero adormecer e não consigo
Tudo se solta
Tudo grita
Tudo é revolta
Tudo é saudade
Tudo é solidão
Tudo é desânimo
Tudo é desconsolo
Quero adormecer e não consigo
Falta-me o carinho
Falta-me a ternura
Falta-me a meiguice
Falta-me as palavras que não dizes
Falta-me as festas que não fazes
Falta-me sentir amada
Falta-me sentir mulher
Quero adormecer e não consigo
A nascente, o sol já espreita
Do outro lado, a lua se esconde
Os sonhos ficaram perdidos
Na noite adormecida ao luar
E eu,
Quero adormecer e não consigo.
Maria Antonieta Oliveira
04-08-2013
Palavras Tristes
As palavras brilham quais estrelas no firmamento
Os enamorados soltam-se
As conversas fluem
- O que sou para ti neste momento?
- O que sempre foste!
- Se nada sou, nada fui!
No emaranhado do arvoredo
As letras escondem-se
Os sorrisos calam-se
As palavras esquecem sentimentos
A lua enaltece a vida
Na noite adormecida em ti.
Maria Antonieta Oliveira
04-08-2014
quarta-feira, 23 de julho de 2014
O Tejo
O Tejo caminha a teus pés
No silêncio da bruma que passa
Espuma-se além entre rochedos
Medos
As gaivotas esvoaçam o céu azul
Os negros corvos inertes
Olham ao longe a outra margem
Miragem
Degraus que sobem e descem em águas
Lágrimas salgadas, cacilheiros, pessoas
Gentes, mundos, passantes
Amantes
Aqui e além
Debicam, saltitam, mergulham
Salpicos salgados molhados
Arrasados
No silêncio da bruma que passa
O Tejo caminha a teus pés.
Maria Antonieta Oliveira
23-07-2014
A Outra
Hoje não sou eu,
Sou a outra que habita em mim
Não sinto a tristeza do passado
Nem a alegria do presente
Não tenho saudades tuas
Nem me lembro que existes
Esqueci os meus tormentos
Nem lembro os meus lamentos
Esqueci os dias de felicidade
Nem sequer sei minha idade
Sou a outra
A que não tem coração
A que vive sem ilusão
A que ama sem amar
A outra!
A outra que habita em mim!
Maria Antonieta Oliveira
23-07-2014
quarta-feira, 16 de julho de 2014
Recordação De Uma Trade
Recordo com saudade aquela tarde
Tu e eu, o mar e a magia
De mãos dadas, saboreávamos o dia
O mar, ondulava na areia crispada
O sol queimava, o amor pairava
Nosso olhar encontrava-se
Nas palavras por dizer
Nossa boca sussurrava
Os beijos sufocados no desejo
As mãos trémulas de prazer
Permaneciam unidas
No entrelaço do sangue a ferver
Nossos corpos esgotados no tempo
Rejubilam de volúpia e felicidade
A tarde passa no desvanecer do sol
Os beijos não dados e as palavras por dizer
Ficam na memória por esquecer
Tu e eu, afastamos-nos
Num abraço apertado
O amor foi partilhado
Hoje,
Recordo com saudade aquela tarde.
Maria Antonieta Oliveira
15-07-2014
No Silêncio Das Pedras
No silêncio das pedras caladas
Ouço os teus passos
O som da tua bengala
Caminhas para mim
Teus braços abertos
Teu sorriso de menino
Teu carinho incompreendido
Corro ao teu encontro
Abraço teu corpo sem vida
Beijo tua face trigueira
E sorrio.
Sorrio feliz poe te ter comigo
Olho os teus olhos verdes
Olhamo-nos de frente
E compreendemo-nos
Perco-me no silêncio das pedras caladas
Quero ouvir de novo os teus passos
O som da tua bengala
Beijar tua face trigueira
Olhar teus olhos verdes
E nada encontro.
Fico!
Fico sozinha
No silêncio das pedras caladas.
Maria Antonieta Oliveira
14-07-2014
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