segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Sorrisos Disfarçados





Sorrisos disfarçados
De lágrimas perdidas nos corações sofridos

Sorrisos disfarçados
Na angústia dos dias que passam sem pressa
Na pressa de querer soluções, resoluções
Na pressa de te querer de novo um guerreiro
Sem garras, sem pressas, sem desvios

Sorrisos disfarçados
Entre tantos disfarces da vida

Vida que não superamos
Vida que não é nossa
Nunca foi nossa
Nunca será nossa
Vida que nos trai
Quando menos esperamos

Sorrisos disfarçados
De lágrimas perdidas nos corações sofridos!


Maria Antonieta Oliveira
22-02-2015



terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Contradições




Este sol que me aperta o coração
É aquele que me liberta a mente
Este rio que em tormenta busca o mar
É aquele que corre tranquilo junto à foz
Esta areia revolta, remexida
É aquela serena que meus pés pisam.

Esta revolta incontida em mim
É a paz que preciso para viver
É a revolta de quem se sente impotente
É a revolta da luta sem sucesso
É a revolta de querer ser, sem ser gente.

E a paz
É a paz que te quero dar
É a paz que te quero transmitir
É a paz dos meus pés desnudos
caminhando na areia serena
na margem do rio tranquilo
rumo ao mar!


Maria Antonieta Oliveira
25-01-2015



Nossa Senhora



Confio em ti!

Esse teu olhar sereno
Serena a minha alma

Confio em ti!

Confio na paz que emanas
No teu carinho materno
No teu coração de Santa.

Confio!

Olho esse Teu rosto abençoado
E rogo-te perdão
Egoisticamente, rogo-te muito mais
Saúde, paz, pão
Amor, alegria, felicidade
Rogo-te minha Santa Mãe
Que toda a humanidade
Seja una na Paz do Senhor!

Confio!

Maria Antonieta Oliveira
25-01-2015






















terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

O Sol Sorrirá





Amanhã, vamos renascer.

O sol vai sorrir
mesmo que teimosamente
as nuvens queiram chorar.
A lua cheia brilhará no céu nocturno
As estrelas formaram vias lácteas
onde Caminharemos lado a lado,
mão na mão
em busca da felicidade.

Unidos como sempre estivemos
Com o ontem esquecido
E, o amanhã por vir.

Amanhã, vamos renascer!

Maria Antonieta Oliveira
22-01-2015





O Nosso Café




Ouço-te
No sabor deste café

Dizes-me o que não dizes
Apenas pensas

Leio o teu olhar fixo no meu
Sinto o teu sentir
Sofro o teu sofrimento
E nada digo
Apenas penso.

Quero encontrar-te em mim
Quero encontrar-me me ti
E sem nada dizermos
Apaziguarmos nossas mágoas
Darmos as mãos em amizade
E saborearmos o calor deste café.

Maria Antonieta Oliveira
22-01-2015












A Tua Almofada




Naquela almofada
Onde a andorinha se deitava
E a papoila pousava,
Reina agora a alegria
Da primavera a chegar.
É o cheirinho da alfazema
Entrando pela janela daquele quarto
É o cheiro da rosa a florir
Do cravo e do jasmim
É o cheiro da erva miúda
Da grama, da rama, da hortelã do jardim.

E,
Naquela almofada
Voltou a andorinha
E a papoila pousou

Naquela almofada
Tua cabecinha voltou
E a alegria reinou.


Maria Antonieta Oliveira
22-01-2015

Quero Ver o Mar





Quero ir ver o mar
Preciso do seu marulhar
Da espuma espraiando-se na areia
Do batuque ondulado no rochedo
Doa pés descalços na areia molhada
Das conchas esquecidas pela onda que foi.

Quero ir ver o mar
Ver o reluzir do sol na escuridão do luar
As sombras das gaivotas esvoaçantes na dança da vida
Do vai e vem
Do som que parte
Do sorriso que se afasta
Do mundo que se perde

Quero ir ver o mar
Quero-me libertar!

Maria Antonieta Oliveira
22-01-2015



Fora de Rotina




Numa rotina rotineira
Dilacerante e brusca
Onde tudo muda
E o mundo se desmorona
Me sinto perdida sem rumo.

O tecto desabou
O chão ruiu
Meu ser nublou
Meu coração parou
E eu,
Me sinto perdida sem rumo.

De um momento
Num momento apenas
E a vida se perde no caminho
Nesse caminho faço a minha prece
Suplico soluções, resoluções
Ajoelho perdões e pecados
Nesse momento a Fé é redobrada
Minha prece é ouvida
E o meu rumo é de novo encontrado

Vou voltar à minha rotina rotineira
Sem dor
Com muito mais amor
Com muito mais Fé e esperança!


Maria Antonieta Oliveira
22-01-2015

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Ajudai




Incompetência!
Incoerência!
Revolta!

Saúde acima de tudo!
Paz!

Nada sabem afinal.
Incompetência!
Revolta!

O tempo passa rápido na dor de quem sofre.
Será que o tempo ainda tem tempo?!

Meu Deus, dai tempo, muito tempo.
Dai competência e coerência para quem sabe, saber.
Dai de volta a saúde perdida algures no caminho da vida
Dai de novo um sorriso, um olhar de felicidade.

Meu Deus, ajudai o grande amor da minha vida!

Obrigada, meu Deus!

Maria Antonieta Oliveira
09-01-2015





sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Primeiro Dia de 2015





Um beijo, um olhar, um sorriso
Passas de uva nas mãos
Desejos trocados
nos beijos, nos olhares, nos sorrisos

Viagem

Corridas, olhares
Beijos, abraços, sorrisos
Avó vem ver
Avó vem ver
Aqui no meu quarto
No meuuuuuuuuu

Sorrisos rasgados, felizes

Almoço recheado, bem regado
Doces apetitosos, saborosos
Conversa animada
Família bem comportada
Finaliza com um café

Eu vou ver um filme
Eu não, vou jogar com a avó
Todos se arrumam
O tempo passa

Beijos, abraços, sorrisos
Miminhos felizes

Maria Antonieta Oliveira
01-01-2015







quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Um Novo Caminho





Quero começar um novo caminho
Rasgar trapos velhos
Partir copos de cristal
Destruir sonhos quebrados
Esventrar corações destroçados
Trilhar caminhos rasgados

Quero começar um novo caminho
Criar raízes noutros mundos
Folhear livros esquecidos
Ler romances proibidos
Aprender com a lua e o sol
Com o mar e areia, desenlear minha teia

Quero começar um novo caminho
Quero paz, saúde a carinho
Quero amor e tranquilidade
Quero palavras sábias
Quero saber dar e receber
Quero caminhar e viver.

Quero começar um novo caminho
Num mundo de paz e amor!
Quero continuar a ter Fé e esperança
Em Deus nosso Senhor!

Maria Antonieta Oliveira
31-12-2014




domingo, 28 de dezembro de 2014

Choro

CHORO


No meu coração chovem lágrimas de dor
Lá fora, chovem as nuvens no céu levadas

Choro!
Nem sei porque choro, mas choro
O meu coração partido, dorido, sofrido
Pela dor e sofrimento que me rodeia
As dores do amor, do corpo e da alma
As dores do tempo que se esvai
As dores daqueles que partem e não voltam mais
As dores de querer, de ter, de viver e sentir
As dores que meus olhos choram.

Choro!
Sem querer, quase não penso em Ti
Penso, sim penso!
Mas é tão vago o meu pensamento
Rogo-Te sem rezar
Peço-Te sem antes Te agradecer
Quero, quase exijo, e nada Te dou em troca

Creio!
Creio em Ti Senhor!
Creio!
Creio em ti minha Santa Mãe!
Creio!
Nada abala a minha Fé!

Amanhã, não chorarei!
Amanhã meu coração estará radioso
E lá fora, as nuvens passaram deixando no ar um aroma feliz.

Amanhã não quero sentir deslizar no meu rosto
Lágrimas do sofrimento sentido

Não quero!
Não quero!
Mas choro!

Maria Antonieta Oliveira
28-12-2014






quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Vida Fugaz





Ontem, eras um jovem petiz
Enamorado

Enamorado pelo amor que sentias
Pela vida que querias
Por tudo o que fazias
Sem pensares que o tempo passa
A vida esvoaça
A dor afugenta a felicidade
A saúde, a alegria

E, num momento
Tudo parece um tormento
A vida é sofrimento
O tempo é fugaz
Voa dilacerando os ventos
Corações destroçados
Caminhos aniquilados
E tudo se perde.

Vive o hoje que é hoje
Vive o presente que é presente
Vive a felicidade do momento!

Maria Antonieta Oliveira
24-12-2014

domingo, 21 de dezembro de 2014

Inocência de Menino





Pezinhos descalços
caminham pela casa adormecida
Um sorriso matreiro
ilumina a carinha risonha do menino
Caminha devagar na pressa de encontrar
o pai Natal distraído, de sacola às costas.
Inocência de menino feliz.

O homem das barbas brancas
trará o carro vermelho do Nody
e a gasolineira amarela
Vai trazer também aquele Lego
que estava na montra e o menino pediu
O homem de vermelho sabe os desejos
E vai realizá-los.

Os pezinhos caminham já frios
na esperança do sonho imaginado
Mas o homem da sacola já partiu
ou será que ainda não chegou?!
A árvore de Natal continua sozinha
até as luzes estão apagadas
O menino triste chora
Os passinhos de regresso ao quarto
são lentos.
Inocência de menino infeliz.

Maria Antonieta Oliveira
15-10-2014






Mesa de Natal




A toalha vermelha, bordada com folhas de azevinho
cai sobriamente na mesa da sala
Os pratos debruados a dourado
estão postos a rigor, defronte das cadeiras forradas a cetim
Os talheres harmonizam-se nos devidos lugares
Também os copos se alinham um a um
Tudo está pronto

Na mesa de apoio, os olhares rejubilam
As azevias, o arroz doce, as filhoses, a trouxa-de-ovos
O bolo-rei também não pode faltar
E os bombons e os bonecos de chocolate lá estão.
Muitos doces e gelatinas, para adoçar as bocas.

Ao lado, a mesa dos vinhos
Os tintos e os brancos do Alentejo
O champanhe e os licores
Os sumos naturais, para a criançada
Até o jarro de água está presente
Nada falta, tudo a rigor.

A travessa com o peru é posta no centro da mesa
Outra, tem o arroz dourado no forno
E mais uma com batata assada, em cubos
A taça de vidro, está colorida com uma salada de legumes
O pão partido em fatias, num cesto de linho bordado.

Cada um se senta no lugar do costume
já o sabem de cor, é sempre o mesmo
Todos os natais são iguais,
a família se reúne em cada ano
é mais um dia de Natal.

Maria Antonieta Oliveira
15-10-2014






O Calor da Amizade






Há olhares que se cruzam
Nos dizeres do sentimento
Há abraços que se dão
Nos sentires da amizade
Há palavras sem dizeres
Na magia de um sorriso

Há momentos
Tão só momentos
Em que os corações se abrem
Dizem do sofrimento
Soltam o triste lamento
De palavras magoadas
Sofridas dilatadas
Nas artérias percorridas
Do sangue, da lágrima
Da vida louca vivida

Nos olhares
Nos abraços
No calor da amizade
Encontro rumo para continuar

Vós, amizades
Sois a minha força
A força que me dá fé
Esperança e vontade
Vós sois
O carinho da amizade.

Maria Antonieta Oliveira
21-12-2014

Um Santo e feliz Natal

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Amizade





Amizade não se procura, encontra-se

Caminhando na areia escondida
Entre passadas no tempo
Surgem miragens na vida
Imagens de gentes
Caminhando ao nosso lado
Lado a lado
Passo a passo
O mesmo caminho

O tempo percorre apressado
Levando o nosso tempo
O tempo da vida correndo
E nós correndo no tempo
O tempo… esvai-se

Embora a caminhada se perca da gente
E a gente se perca no caminho percorrido
O caminho nos cruza na esquina da vida
Um sorriso, um olá, um bom dia
E, voltamos a caminhar no mesmo trilho
Lado a lado
Passo a passo
O mesmo destino

Porque,
A amizade não se procura, encontra-se!


Maria Antonieta Oliveira
07-11-2014


quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Língua Sinuosa




Língua sinuosa entre corpos sedentos
Húmidos de cansaço
Na languidez de um sonho
Vencido no momento apetecido

Na nudez de um quarto de hotel
Dois corpos desnudos se amam
Na cama fria
Aquecida no amor desfrutado
Rebolam amantes sequiosos

Dedos carentes penetram poros suados
Deslizam, acarinham, suavizam
Amam-se uns aos outros
Nos mimos partilhados doados
Eternizados nos minutos de paixão

E,
Entre corpos sedentos
A língua sinuosa se entrelaça
Na languidez de um sonho.

Maria Antonieta Oliveira
23-10-2014

domingo, 12 de outubro de 2014

Hino Ao Amor





Veste meu corpo com o teu
e, chama-me tua
Sussurra-me ao ouvido
o meu nome de mulher
Ama-me nua

Deixa-me ser eu
nos momentos em que nada passa entre nós
em que nossos corpos unidos
gemem os mesmos gemidos
Geme comigo, amor

Gritos e ais lascivos
Suco adocicando os lábios
escorrega nas bocas sedentas
nos corpos suados de prazer
De amar e amar e amar

Nus deslizamos entre lençóis
Envergonhados e tímidos soltam-se
e nós, soltamos o nosso amor
naquele quarto, naquele leito
onde nos fundimos num só ser
o ser que ama demais.

Maria Antonieta Oliveira
12-10-2014





terça-feira, 7 de outubro de 2014

Quando Eu For Homem



Ah!
Quando eu for homem
Levar-te-ei a todos os lugares
Realizarei todos os teus sonhos
Mesmo aqueles que não sonhares
Que eu sonharei por ti

Ah!
Quando eu for homem
Levar-te-ei a todos os bares
Às tertúlias dos poetas
Onde lerás os teus poemas
E serás a rainha da noite

Ah!
Quando eu for homem
Serás por mim adornada
Com flores enriquecidas
Por todos os bens da vida

Ah!
Quando eu for homem
Serás a mulher mais amada
De todas as mulheres do mundo

Ah!
Quando eu for homem
Serás poeta, qual Florbela
De rua, de praça ou lugar
Gritarás tuas palavras
Ao sol, ao céu, à lua
Todos te ouvirão
E contigo cantarão
Lindas melodias de amor

Ah!
Quando eu for homem
Serás a mulher mais feliz
Que os dias de noivar
Serei teu homem-amante
E tu,
Minha noiva no altar

Ah!
Quando eu for homem
Tu serás minha mulher
E num berço de liberdade
Desfrutarás a tua realidade.

Maria Antonieta Oliveira
07-10-2014

São Loucos os Dias




São loucos os dias em que estás comigo
na nossa alcova de amor
Lençóis de linho bordados
perfumados ao sabor de uma rosa
O som disfarçado de pudor
entra pela fresta da janela

O sol brilha no olhar escondido da lua

Uns laivos de ternura
encaminham as mãos sequiosas
na pele sedosa dos corpos famintos
Sorrisos esboçados nos lábios
debruados de desejos proibidos

O calor embriaga a nudez do sonho

Peças de roupa caídas no chão
Corpos desnudados embriagados de prazer
adormecidos no afago de um sonho
cingidos no abraço de Morfeu
repousam na alcova do amor.

São loucos os dias em que estás comigo!

Maria Antonieta Oliveira
07-10-2014





segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Preciso de Silêncio




Preciso de silêncio

O silêncio dos nossos beijos sussurrados
Nos orgasmos do momento em amor

Preciso de silêncio

O silêncio dos teus olhos parados nos meus
Na cama do amor deitados

Preciso de silêncio

O silêncio dos nossos dedos entrelaçados
Dedilhando as vertebras do meu corpo

Preciso de silêncio

O silêncio do teu corpo percorrendo o meu
Na volúpia de um amor consentido

Preciso de silêncio

O silêncio do nosso amor
Na vontade do sentir perpetuado


Maria Antonieta Oliveira
29-09-2014


Caem as Folhas




Caem as folhas
Na revolta dos pássaros voltando

Lá longe
Onde as margens do céu se unem
Onde a terra acaba num mundo sem fim
Juntam-se flautas cantando um hino

A natureza perversa se esconde envergonhada
Os rios soltam as amarras voando
As aves retêm o canto no cimo das nuvens

Trovejam e chispam relâmpagos
Apagados por entre espinhaços
Lagos secam no meio do nada
Onde surge um místico luar
E a chuva goteja lágrimas de felicidade

Além
O tempo perde-se do tempo
O ontem é cada vez mais ontem
O amanhã cada vez mais amanhã
E o hoje
O hoje, perde-se no tempo

Caem as folhas
Na revolta dos pássaros voltando.

Maria Antonieta Oliveira
19-09-2014



segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Espasmos de Outono




De novo só
no beiral da vida

Onde as gotas
se despem da folhagem de outono
e a beleza se perde
nos campos verdejantes

As andorinhas perdidas
entre vendavais da vida
fluem no ar agitado do tempo
pedindo guarida ao vento

Os pingos da chuva pesada
caem no solo endurecido
e, a calçada escorrega
na curva do caminho

As pétalas soltas ao luar
esvoaçam vencidas pela dor
e angustia saudosa da partida
da roseira ferida em flor

Pesam os ramos das árvores
no colo suave da noite
adormecida, vencida
pela tormenta da tempestade

Onde as gotas
se despem da folhagem de outono

E eu,
de novo só
no beiral da vida!

Maria Antonieta Oliveira
22-09-2014




Grito Incontido





Grito!
Grito mais alto que o próprio grito!

É o grito ensurdecido
No meu corpo parido
No meu corpo saudoso

É o grito que vem de ti
Do teu amor por mim
Daquele amor que perdi

Grito!
Grito e ninguém me ouve!

Meu grito sussurrado, no meu peito magoado
É apenas sentido no coração sofrido, torturado
Louco varrido, de um amor incontido

Grito!
Grito mais alto que o próprio grito!

Maria Antonieta Oliveira
22-09-2014



sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Esqueço-me De Mim





Esqueço-me de mim!

Escondo-me num baú esquecido no sótão da avó
Não quero que me encontrem
E, numa redoma de vidro opaco
Perco-me do mundo
Perco-me no espaço
Perco-me de mim

Adormeço num sono profundo
Esquecida do mundo
Esquecida de mim

Sonho!

Sonho ser borboleta esvoaçando
De pétala em pétala pousando

Sonho ser cavalo alado
Cavalgando ao longo do prado

Sonho ser amada
Numa gruta em teus braços devorada

Sonho com a liberdade
Ser livre libertando a mente

Sonho com a felicidade!

Escondida no baú do sótão da avó
Não quero que me encontrem!


Maria Antonieta Oliveira
19-09-2014




Ser Feliz




Tua pele macia suaviza meu corpo

Olho no espaço e procuro teu rosto
Além, onde o mar se perde
busco a miragem do teu olhar
No céu rebusco o som do teu silêncio
Na nuvem que passa quero ver o teu sorriso
No luar quero desnudar-te
Abraçar teu corpo em mim
E ser feliz.

E ser feliz!

Maria Antonieta Oliveira
19-09-2014

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Prece À Lua




A lua insiste em aparecer além
por detrás do olhar do poeta
persiste na curva do céu

Porque me atormentas amor?

Vejo estrelas saltitantes
cadentes mirabolantes
nos olhos da lua

Quisera eu ser tua!

Ateimas em me fazer sonhar
no ondular da nuvem passante
no brilho de um véu

Amei-te sem saber!

Lua além perdida
esquecida na vida dos amantes
de olhar penetrante.

Sonhei viver num castelo!

Parte lua
deixa-me esquecer-te
lua mentirosa

Pétala de rosa!

E a lua partida
no céu se ofendeu
o luar esmoreceu.

O amor feneceu!

Maria Antonieta Oliveira
18-09-2014

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Chove Lá Fora




Chove lá fora
Sinto as lágrimas salgadas
corridas no meu rosto
sentidas no meu coração

Chove lá fora
Ouço o som da tua voz
sussurrando ao meu ouvido
que me amas e adoras

Chove lá fora
Sorrio ao saborear minha dor
no desânimo de te ver partir
De novo, vais partir

Chove lá fora
Também meu coração chora
por ti, pela tua ausência de mim
pelo teu amor que perdi

Chove lá fora
E eu,
choro por ti.

Maria Antonieta Oliveira
16-09-2014

sábado, 13 de setembro de 2014

Palavras Paridas





Cortaram-me as palavras
no momento em que me despi de ti

Saí de um corpo nefasto
farto de sofrer
de sentir e de viver

Sem palavras, continuei caminhando
Despida de sentires e viveres
mas, continuei

Continuei parindo outras palavras
Onde mágicas luas se encontram
num céu desconhecido
Onde estrelas jogam rumores
E vivem flores de cristal
Onde as nuvens de algodão
dão as mãos às fadas benfazejas
E as gotas de orvalho se cruzam
nas esquinas perdidas da vida
nas calçadas esquecidas dos trilhos

Cortaram-me as palavras
Mas eu,
Pari palavras de amor!

Maria Antonieta Oliveira
12-09-2014