O sonho é livre... é deixar voar o pensamento... é acreditar no inacreditável... é atingir o inatingível... Amar... Sofrer... Beijar... Doer...
domingo, 19 de abril de 2015
Conversa
Datas, memórias, recordações
Pessoas, actos, situações
Conversa!
O som do teu sorriso
Num olhar que não vi
Conversa!
Pais, mães, filhos e netos
Passado volvido em palavras
Conversa!
Nervosismo? Talvez! Algum!
Futuro num incerto almoço
Conversa!
Até amanhã!
Até breve!
Até sempre!
Felicidades!
Maria Antonieta Oliveira
19-04-2015
sexta-feira, 17 de abril de 2015
Oito Anos
Menino de olhar meigo
Doce, terno, carinhoso
Ternura feita poema
Poema de vida pequena
Oito anos de vida vivida
No lar que Deus te deu
Olhar travesso irrequieto
Menino de doce candura
És um ser superior
És o neto que desejei
Aquele a quem tenho muito amor
Um menino feito luz
Oito anos de sorrisos e lágrimas
De tudo o que um menino sente
Oito anos de amor, muito amor
Adoro-te meu querido Rafito!
Que Deus te proteja sempre!
Maria Antonieta Oliveira
17-04-2015
quarta-feira, 15 de abril de 2015
Som da Poesia
Dedilhei palavras, sílabas soltas
Voaram por entre os dedos
No céu azul de sonhos cantado
Libertei-as de amarras
Dei-lhes voz e sentimento
Dei-lhes som e movimento
Deixei-as cantar à lua
Ouvindo o murmurar do amor
Deixei-as cantar ao sol
Ouvindo a marulhar das ondas
Deixei-as cantar ao vento
Ouvindo suspiros e lamentos
Deixei-as soltas cantar
Soletraram palavras de louvor
Cantaram
E ao som de seu cante
Surgiu um poema de amor
Maria Antonieta Oliveira
15-04-2015
segunda-feira, 13 de abril de 2015
Dormitas
Dormitas!
Intranquilamente dormitas!
E eu,
Olho para ti, menino grande na ânsia de te ver sorrir
Sorrir para mim
Com a satisfação de quem tem o amor a seu lado
E eu estou!
Estou sempre contigo, amor
Dou-te o que tenho sorrindo
Mesmo que o meu coração chore em silêncio
E tu, dormitas!
Nos sonhos inconstantes de quem sonha sofrendo
Dormitas!
Na Fé de quem crê que Deus é o Salvador
E te protegerá em todo o momento
Livrando-te deste rebelde sofrimento
Dormitas!
Acordas!
Sorris!
E eu,
Olho-te sorrindo com amor!
Maria Antonieta Oliveira
10-04-2015
Há Treze Anos
Era sábado
O sol brilhava num calor primaveril
Uma orquídea lembrava o teu aniversário
Num lugar inóspito que seria a tua ultima casa
Sorriste!
Sorriste feliz ao veres-te rodeada de amor
Talvez tenha sido o teu último sorriso feliz
Mas era o teu aniversário, mais um, o último
Hoje,
Recordo com saudade esse dia já longínquo
Esse sorriso feliz, esse olhar, esse jeito de ser
Ah, se eu pudesse voltar atrás!
Saudades de ti, minha mãe!
Maria Antonieta Oliveira
13-04-2015
(Faria hoje 90 anos)
quarta-feira, 8 de abril de 2015
Fome de Nós
Tenho fome
Fome de ti e de mim
Do tempo em que passeávamos de mão na mão
Pelos campos de pinheiros e eucaliptos
Pelas terras de areia pinhas e folhas caídas
Tenho fome
Fome de ti e de mim
Do tempo em que passeávamos lado a lado
À beira rio ou mar de águas cristalinas
Naquela praia que sempre nos acolheu
Tenho fome
Fome de ti e de mim
Do tempo em que passeávamos os dois
Nos caminhos que Deus nos deu
Para juntos partilharmos a vida
Tenho fome
Fome de ti e de mim
De nós nos tempos idos vividos
Com saúde, com vida, sem lamentos
De nós, nós noutros tempos.
Maria Antonieta Oliveira
08-04-2015
terça-feira, 10 de março de 2015
Ele Não Merece
Não perguntei porquê.
Não me revoltei contra ninguém.
Chorei e gritei de amargura
Ele não merece!
Ele não merece!
E as lágrimas cruzavam a tristeza
E o coração chorava.
E eu esbracejava e de novo gritava
Não!
Não!
Oh minha Mãe do Céu, ajudai-o!
Ele não merece!
Queria calar a dor sentida
Queria fugir àquele momento da vida
Queria ter outros poderes
Queria…
Queria…
E as lágrimas soltavam-se caindo
E eu gritava cada vez mais alto.
Oh minha Santa Mãe do Céu!
Gritei!
Chorei!
Falei comigo e com Deus
Com os anjos protectores
Com a nossa Santa Mãe
Desabafei com todos
Escutaram-me e serenaram o meu sentir
Enxugaram as minhas lágrimas
Deram-me Fé e esperança
E eu confiei!
E eu espero!
Um amanhã como o ontem já passado.
Não perguntei porquê!
Não me revoltei contra ninguém!
Mas sofri e sofro
Porque,
Ele não merece!
Maria Antonieta Oliveira
10-03-2015
sábado, 7 de março de 2015
A Vida Continua
A vida muda num ápice
Cada degrau
É cada vez mais difícil de subir
Por outro lado
Cada degrau subido
É uma vitória alcançada
Cada dia
É mais um dia vivido
Cada sorriso
É mais um momento feliz
Cada passo mais largo
É mais um passo em frente rumo à vitória
E a vida continua
Na paz, no amor, na felicidade
Na alegria de cada etapa ultrapassada
A vida continua
Contigo meu amor!
Maria Antonieta Oliveira
07-03-2015
quinta-feira, 5 de março de 2015
Crueldade
Quem és tu, malvada, traidora?
Qual é o teu o teu nome?
Odeio-te sem ódio nem rancor
Lágrimas de sangue sofrimento e dor
Crueldade tua, atraíres quem não merece
Qualquer incauto distraído cai na tua esparrela
Acoita-te, alimenta-te, dá-te vida
E tu, qual árvore no jardim
Vais-te ramificando… crescendo…
Subindo e descendo
Qual rio rastejando pelos montes e riachos
Rumo ao mar sem fundo, sem mundo
Outro mundo!
Parte!
Parte para bem longe do meu ser
Do meu sofrer
Do meu viver
Do meu amar
Parte!
Afasta-te da minha felicidade
Não quero viver esta tua realidade!
Maria Antonieta Oliveira
05-03-2015
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Sorrisos Disfarçados
Sorrisos disfarçados
De lágrimas perdidas nos corações sofridos
Sorrisos disfarçados
Na angústia dos dias que passam sem pressa
Na pressa de querer soluções, resoluções
Na pressa de te querer de novo um guerreiro
Sem garras, sem pressas, sem desvios
Sorrisos disfarçados
Entre tantos disfarces da vida
Vida que não superamos
Vida que não é nossa
Nunca foi nossa
Nunca será nossa
Vida que nos trai
Quando menos esperamos
Sorrisos disfarçados
De lágrimas perdidas nos corações sofridos!
Maria Antonieta Oliveira
22-02-2015
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
Contradições
Este sol que me aperta o coração
É aquele que me liberta a mente
Este rio que em tormenta busca o mar
É aquele que corre tranquilo junto à foz
Esta areia revolta, remexida
É aquela serena que meus pés pisam.
Esta revolta incontida em mim
É a paz que preciso para viver
É a revolta de quem se sente impotente
É a revolta da luta sem sucesso
É a revolta de querer ser, sem ser gente.
E a paz
É a paz que te quero dar
É a paz que te quero transmitir
É a paz dos meus pés desnudos
caminhando na areia serena
na margem do rio tranquilo
rumo ao mar!
Maria Antonieta Oliveira
25-01-2015
Nossa Senhora
Confio em ti!
Esse teu olhar sereno
Serena a minha alma
Confio em ti!
Confio na paz que emanas
No teu carinho materno
No teu coração de Santa.
Confio!
Olho esse Teu rosto abençoado
E rogo-te perdão
Egoisticamente, rogo-te muito mais
Saúde, paz, pão
Amor, alegria, felicidade
Rogo-te minha Santa Mãe
Que toda a humanidade
Seja una na Paz do Senhor!
Confio!
Maria Antonieta Oliveira
25-01-2015
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
O Sol Sorrirá
Amanhã, vamos renascer.
O sol vai sorrir
mesmo que teimosamente
as nuvens queiram chorar.
A lua cheia brilhará no céu nocturno
As estrelas formaram vias lácteas
onde Caminharemos lado a lado,
mão na mão
em busca da felicidade.
Unidos como sempre estivemos
Com o ontem esquecido
E, o amanhã por vir.
Amanhã, vamos renascer!
Maria Antonieta Oliveira
22-01-2015
O Nosso Café
Ouço-te
No sabor deste café
Dizes-me o que não dizes
Apenas pensas
Leio o teu olhar fixo no meu
Sinto o teu sentir
Sofro o teu sofrimento
E nada digo
Apenas penso.
Quero encontrar-te em mim
Quero encontrar-me me ti
E sem nada dizermos
Apaziguarmos nossas mágoas
Darmos as mãos em amizade
E saborearmos o calor deste café.
Maria Antonieta Oliveira
22-01-2015
A Tua Almofada
Naquela almofada
Onde a andorinha se deitava
E a papoila pousava,
Reina agora a alegria
Da primavera a chegar.
É o cheirinho da alfazema
Entrando pela janela daquele quarto
É o cheiro da rosa a florir
Do cravo e do jasmim
É o cheiro da erva miúda
Da grama, da rama, da hortelã do jardim.
E,
Naquela almofada
Voltou a andorinha
E a papoila pousou
Naquela almofada
Tua cabecinha voltou
E a alegria reinou.
Maria Antonieta Oliveira
22-01-2015
Quero Ver o Mar
Quero ir ver o mar
Preciso do seu marulhar
Da espuma espraiando-se na areia
Do batuque ondulado no rochedo
Doa pés descalços na areia molhada
Das conchas esquecidas pela onda que foi.
Quero ir ver o mar
Ver o reluzir do sol na escuridão do luar
As sombras das gaivotas esvoaçantes na dança da vida
Do vai e vem
Do som que parte
Do sorriso que se afasta
Do mundo que se perde
Quero ir ver o mar
Quero-me libertar!
Maria Antonieta Oliveira
22-01-2015
Fora de Rotina
Numa rotina rotineira
Dilacerante e brusca
Onde tudo muda
E o mundo se desmorona
Me sinto perdida sem rumo.
O tecto desabou
O chão ruiu
Meu ser nublou
Meu coração parou
E eu,
Me sinto perdida sem rumo.
De um momento
Num momento apenas
E a vida se perde no caminho
Nesse caminho faço a minha prece
Suplico soluções, resoluções
Ajoelho perdões e pecados
Nesse momento a Fé é redobrada
Minha prece é ouvida
E o meu rumo é de novo encontrado
Vou voltar à minha rotina rotineira
Sem dor
Com muito mais amor
Com muito mais Fé e esperança!
Maria Antonieta Oliveira
22-01-2015
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
Ajudai
Incompetência!
Incoerência!
Revolta!
Saúde acima de tudo!
Paz!
Nada sabem afinal.
Incompetência!
Revolta!
O tempo passa rápido na dor de quem sofre.
Será que o tempo ainda tem tempo?!
Meu Deus, dai tempo, muito tempo.
Dai competência e coerência para quem sabe, saber.
Dai de volta a saúde perdida algures no caminho da vida
Dai de novo um sorriso, um olhar de felicidade.
Meu Deus, ajudai o grande amor da minha vida!
Obrigada, meu Deus!
Maria Antonieta Oliveira
09-01-2015
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
Primeiro Dia de 2015
Um beijo, um olhar, um sorriso
Passas de uva nas mãos
Desejos trocados
nos beijos, nos olhares, nos sorrisos
Viagem
Corridas, olhares
Beijos, abraços, sorrisos
Avó vem ver
Avó vem ver
Aqui no meu quarto
No meuuuuuuuuu
Sorrisos rasgados, felizes
Almoço recheado, bem regado
Doces apetitosos, saborosos
Conversa animada
Família bem comportada
Finaliza com um café
Eu vou ver um filme
Eu não, vou jogar com a avó
Todos se arrumam
O tempo passa
Beijos, abraços, sorrisos
Miminhos felizes
Maria Antonieta Oliveira
01-01-2015
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
Um Novo Caminho
Quero começar um novo caminho
Rasgar trapos velhos
Partir copos de cristal
Destruir sonhos quebrados
Esventrar corações destroçados
Trilhar caminhos rasgados
Quero começar um novo caminho
Criar raízes noutros mundos
Folhear livros esquecidos
Ler romances proibidos
Aprender com a lua e o sol
Com o mar e areia, desenlear minha teia
Quero começar um novo caminho
Quero paz, saúde a carinho
Quero amor e tranquilidade
Quero palavras sábias
Quero saber dar e receber
Quero caminhar e viver.
Quero começar um novo caminho
Num mundo de paz e amor!
Quero continuar a ter Fé e esperança
Em Deus nosso Senhor!
Maria Antonieta Oliveira
31-12-2014
domingo, 28 de dezembro de 2014
Choro
CHORO
No meu coração chovem lágrimas de dor
Lá fora, chovem as nuvens no céu levadas
Choro!
Nem sei porque choro, mas choro
O meu coração partido, dorido, sofrido
Pela dor e sofrimento que me rodeia
As dores do amor, do corpo e da alma
As dores do tempo que se esvai
As dores daqueles que partem e não voltam mais
As dores de querer, de ter, de viver e sentir
As dores que meus olhos choram.
Choro!
Sem querer, quase não penso em Ti
Penso, sim penso!
Mas é tão vago o meu pensamento
Rogo-Te sem rezar
Peço-Te sem antes Te agradecer
Quero, quase exijo, e nada Te dou em troca
Creio!
Creio em Ti Senhor!
Creio!
Creio em ti minha Santa Mãe!
Creio!
Nada abala a minha Fé!
Amanhã, não chorarei!
Amanhã meu coração estará radioso
E lá fora, as nuvens passaram deixando no ar um aroma feliz.
Amanhã não quero sentir deslizar no meu rosto
Lágrimas do sofrimento sentido
Não quero!
Não quero!
Mas choro!
Maria Antonieta Oliveira
28-12-2014
No meu coração chovem lágrimas de dor
Lá fora, chovem as nuvens no céu levadas
Choro!
Nem sei porque choro, mas choro
O meu coração partido, dorido, sofrido
Pela dor e sofrimento que me rodeia
As dores do amor, do corpo e da alma
As dores do tempo que se esvai
As dores daqueles que partem e não voltam mais
As dores de querer, de ter, de viver e sentir
As dores que meus olhos choram.
Choro!
Sem querer, quase não penso em Ti
Penso, sim penso!
Mas é tão vago o meu pensamento
Rogo-Te sem rezar
Peço-Te sem antes Te agradecer
Quero, quase exijo, e nada Te dou em troca
Creio!
Creio em Ti Senhor!
Creio!
Creio em ti minha Santa Mãe!
Creio!
Nada abala a minha Fé!
Amanhã, não chorarei!
Amanhã meu coração estará radioso
E lá fora, as nuvens passaram deixando no ar um aroma feliz.
Amanhã não quero sentir deslizar no meu rosto
Lágrimas do sofrimento sentido
Não quero!
Não quero!
Mas choro!
Maria Antonieta Oliveira
28-12-2014
quarta-feira, 24 de dezembro de 2014
Vida Fugaz
Ontem, eras um jovem petiz
Enamorado
Enamorado pelo amor que sentias
Pela vida que querias
Por tudo o que fazias
Sem pensares que o tempo passa
A vida esvoaça
A dor afugenta a felicidade
A saúde, a alegria
E, num momento
Tudo parece um tormento
A vida é sofrimento
O tempo é fugaz
Voa dilacerando os ventos
Corações destroçados
Caminhos aniquilados
E tudo se perde.
Vive o hoje que é hoje
Vive o presente que é presente
Vive a felicidade do momento!
Maria Antonieta Oliveira
24-12-2014
domingo, 21 de dezembro de 2014
Inocência de Menino
Pezinhos descalços
caminham pela casa adormecida
Um sorriso matreiro
ilumina a carinha risonha do menino
Caminha devagar na pressa de encontrar
o pai Natal distraído, de sacola às costas.
Inocência de menino feliz.
O homem das barbas brancas
trará o carro vermelho do Nody
e a gasolineira amarela
Vai trazer também aquele Lego
que estava na montra e o menino pediu
O homem de vermelho sabe os desejos
E vai realizá-los.
Os pezinhos caminham já frios
na esperança do sonho imaginado
Mas o homem da sacola já partiu
ou será que ainda não chegou?!
A árvore de Natal continua sozinha
até as luzes estão apagadas
O menino triste chora
Os passinhos de regresso ao quarto
são lentos.
Inocência de menino infeliz.
Maria Antonieta Oliveira
15-10-2014
Mesa de Natal
A toalha vermelha, bordada com folhas de azevinho
cai sobriamente na mesa da sala
Os pratos debruados a dourado
estão postos a rigor, defronte das cadeiras forradas a cetim
Os talheres harmonizam-se nos devidos lugares
Também os copos se alinham um a um
Tudo está pronto
Na mesa de apoio, os olhares rejubilam
As azevias, o arroz doce, as filhoses, a trouxa-de-ovos
O bolo-rei também não pode faltar
E os bombons e os bonecos de chocolate lá estão.
Muitos doces e gelatinas, para adoçar as bocas.
Ao lado, a mesa dos vinhos
Os tintos e os brancos do Alentejo
O champanhe e os licores
Os sumos naturais, para a criançada
Até o jarro de água está presente
Nada falta, tudo a rigor.
A travessa com o peru é posta no centro da mesa
Outra, tem o arroz dourado no forno
E mais uma com batata assada, em cubos
A taça de vidro, está colorida com uma salada de legumes
O pão partido em fatias, num cesto de linho bordado.
Cada um se senta no lugar do costume
já o sabem de cor, é sempre o mesmo
Todos os natais são iguais,
a família se reúne em cada ano
é mais um dia de Natal.
Maria Antonieta Oliveira
15-10-2014
O Calor da Amizade
Há olhares que se cruzam
Nos dizeres do sentimento
Há abraços que se dão
Nos sentires da amizade
Há palavras sem dizeres
Na magia de um sorriso
Há momentos
Tão só momentos
Em que os corações se abrem
Dizem do sofrimento
Soltam o triste lamento
De palavras magoadas
Sofridas dilatadas
Nas artérias percorridas
Do sangue, da lágrima
Da vida louca vivida
Nos olhares
Nos abraços
No calor da amizade
Encontro rumo para continuar
Vós, amizades
Sois a minha força
A força que me dá fé
Esperança e vontade
Vós sois
O carinho da amizade.
Maria Antonieta Oliveira
21-12-2014
Um Santo e feliz Natal
sexta-feira, 7 de novembro de 2014
Amizade
Amizade não se procura, encontra-se
Caminhando na areia escondida
Entre passadas no tempo
Surgem miragens na vida
Imagens de gentes
Caminhando ao nosso lado
Lado a lado
Passo a passo
O mesmo caminho
O tempo percorre apressado
Levando o nosso tempo
O tempo da vida correndo
E nós correndo no tempo
O tempo… esvai-se
Embora a caminhada se perca da gente
E a gente se perca no caminho percorrido
O caminho nos cruza na esquina da vida
Um sorriso, um olá, um bom dia
E, voltamos a caminhar no mesmo trilho
Lado a lado
Passo a passo
O mesmo destino
Porque,
A amizade não se procura, encontra-se!
Maria Antonieta Oliveira
07-11-2014
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
Língua Sinuosa
Língua sinuosa entre corpos sedentos
Húmidos de cansaço
Na languidez de um sonho
Vencido no momento apetecido
Na nudez de um quarto de hotel
Dois corpos desnudos se amam
Na cama fria
Aquecida no amor desfrutado
Rebolam amantes sequiosos
Dedos carentes penetram poros suados
Deslizam, acarinham, suavizam
Amam-se uns aos outros
Nos mimos partilhados doados
Eternizados nos minutos de paixão
E,
Entre corpos sedentos
A língua sinuosa se entrelaça
Na languidez de um sonho.
Maria Antonieta Oliveira
23-10-2014
domingo, 12 de outubro de 2014
Hino Ao Amor
Veste meu corpo com o teu
e, chama-me tua
Sussurra-me ao ouvido
o meu nome de mulher
Ama-me nua
Deixa-me ser eu
nos momentos em que nada passa entre nós
em que nossos corpos unidos
gemem os mesmos gemidos
Geme comigo, amor
Gritos e ais lascivos
Suco adocicando os lábios
escorrega nas bocas sedentas
nos corpos suados de prazer
De amar e amar e amar
Nus deslizamos entre lençóis
Envergonhados e tímidos soltam-se
e nós, soltamos o nosso amor
naquele quarto, naquele leito
onde nos fundimos num só ser
o ser que ama demais.
Maria Antonieta Oliveira
12-10-2014
terça-feira, 7 de outubro de 2014
Quando Eu For Homem
Ah!
Quando eu for homem
Levar-te-ei a todos os lugares
Realizarei todos os teus sonhos
Mesmo aqueles que não sonhares
Que eu sonharei por ti
Ah!
Quando eu for homem
Levar-te-ei a todos os bares
Às tertúlias dos poetas
Onde lerás os teus poemas
E serás a rainha da noite
Ah!
Quando eu for homem
Serás por mim adornada
Com flores enriquecidas
Por todos os bens da vida
Ah!
Quando eu for homem
Serás a mulher mais amada
De todas as mulheres do mundo
Ah!
Quando eu for homem
Serás poeta, qual Florbela
De rua, de praça ou lugar
Gritarás tuas palavras
Ao sol, ao céu, à lua
Todos te ouvirão
E contigo cantarão
Lindas melodias de amor
Ah!
Quando eu for homem
Serás a mulher mais feliz
Que os dias de noivar
Serei teu homem-amante
E tu,
Minha noiva no altar
Ah!
Quando eu for homem
Tu serás minha mulher
E num berço de liberdade
Desfrutarás a tua realidade.
Maria Antonieta Oliveira
07-10-2014
São Loucos os Dias
São loucos os dias em que estás comigo
na nossa alcova de amor
Lençóis de linho bordados
perfumados ao sabor de uma rosa
O som disfarçado de pudor
entra pela fresta da janela
O sol brilha no olhar escondido da lua
Uns laivos de ternura
encaminham as mãos sequiosas
na pele sedosa dos corpos famintos
Sorrisos esboçados nos lábios
debruados de desejos proibidos
O calor embriaga a nudez do sonho
Peças de roupa caídas no chão
Corpos desnudados embriagados de prazer
adormecidos no afago de um sonho
cingidos no abraço de Morfeu
repousam na alcova do amor.
São loucos os dias em que estás comigo!
Maria Antonieta Oliveira
07-10-2014
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