O sonho é livre... é deixar voar o pensamento... é acreditar no inacreditável... é atingir o inatingível... Amar... Sofrer... Beijar... Doer...
segunda-feira, 4 de maio de 2015
Aguardo-te
Porque me tremem as mãos?
Quererão escrever palavras de amor?
Porque estarei nervosa?
Desejarei ouvir tua voz?
De mãos trémulas escrevo o que sinto
O que recordo, o que pressinto
O que ouço, o que penso
O que quero, o que não quero
As mãos tremem
O coração palpita demais
A mente não pára
Ouço sem ouvir
Porque me sinto assim?
Porque penso em ti?
Porque? Porque?
Tantas e tantas dúvidas.
E o telefone não toca!
Maria Antonieta Oliveira
04-05-2015
sábado, 2 de maio de 2015
Dia da Mãe
Porque será que dizem que é dia da mãe?
Tu, sempre foste e serás a minha mãe todos os dias
Todos os dias ficavas acordada quando eu adoecia
Todos os dias me acoitavas no teu colo meigo
Todos os dias me acarinhavas e beijavas com amor
Todos os dias trabalhavas para que nada me faltasse
Todos os dias tu estavas quando eu precisava
Todos os dias em todos os dias, foste minha mãe
Porque será que dizem, que só há um dia no ano em que és minha mãe?
Tu que sempre foste e serás minha mãe todos os dias.
Eras tu que me ajudavas a adormecer
Eras tu que me davas o comer à boca quando adoecia
Eras tu que rezavas a Deus por mim
Eras tu que me acompanhavas à escola
Eras tu que fazias os meus vestidos e me punhas bonita
Eras tu, és tu que continuas na minha vida
Dizem que hoje é dia da mãe!
Mentira!
Todos os dias são dias da MÃE!
Maria Antonieta Oliveira
03-05-2015
Mãe
Era Dezembro
E em todos os dezembros
Eu te ofertava uma flor
A flor do amor que não te dava
Ano após ano
O dia oito chegava
Em mais um Dezembro
Era o dia da MÃE
Dia da Imaculada Conceição
Dia da Mãe de Jesus
Dia de todas as mães do mundo
Era Dezembro
E eu via o teu olhar sorrir
E num beijo adocicado
Me dizias obrigada
Ano após ano
Até ao ano em que partiste
No dia oito de Dezembro
Te ofertava uma flor
E tu,
Sorrindo para mim
Me beijavas com amor
Era o teu dia, minha mãe
O dia de todas as mães
O dia da Mãe de Jesus.
Maria Antonieta Oliveira
03-05-2015
sexta-feira, 1 de maio de 2015
Olha-me Nos Olhos
Olha-me nos olhos
E diz que já me esqueceste.
Que esqueceste os nossos encontros secretos
Como secretos são os sonhos por sonhar
Aqueles pendurados no sono da lua
Olha-me nos olhos
E diz que não perdeste
Que perdeste tudo o que nos ligava
Como a lua e o sol se ligam no amanhecer
E as nuvens se tocam até chover.
Olha-me nos olhos
E diz que nunca me amaste
Que amaste a boca e o corpo que adulavas
Num dia de vendaval em que o arvoredo
Se perdeu na floresta perdida.
Olha-me nos olhos
E diz
Diz tudo o que quiseres e sentires
Que eu nunca acreditarei em ti!
Maria Antonieta Oliveira
01-05-2015
domingo, 26 de abril de 2015
Flor do Jardim
Dei-te uma rosa
Pediste-me um cravo
Dei-te uma tulipa
Querias uma açucena
Dei-te todas as flores do meu jardim
Uma a uma tu negaste
O que querias de mim, afinal?
Talvez um ramo de jasmim!
Vem, escolhe tu a flor
Vem, entrega-te a mim, amor
Vem!
Vem adornar os meus canteiros
Vem ser a mais linda flor do meu jardim.
Vem!
Vem!
Maria Antonieta Oliveira
26-04-2015
Fujo de Ti
Qual gazela assustada
Subo a calçada de corrida
Fujo de ti
Dos amores e desamores
Que por ti vivi
Dos podres e ilusões
Que de ti aprendi
Dos meses passados em vão
Dos sonhos caídos no chão
Tudo por ti
Tudo de ti
Falsa juventude eu tive
Falsa adolescência eu vivi
Enganos e desenganos
Traições e desilusões
Palavras e perdões
Falsa vida eu vivi
Tudo por ti
Tudo de ti
Qual gazela assustada
Subo a calçada de corrida
Fujo de ti
Maria Antonieta Oliveira
26-04-2015
No Cimo do Monte
Espera por mim no cimo do monte
Vai adiante com passo apressado
Leva flores p’ra me ofertares
Leva amores para me dares
Leva teu sorriso matreiro
Aquele que também é traiçoeiro
Leva teu olhar de menino travesso
Leva os beijos que não me deste
Os abraços por me dar
As carícias por acabar
Leva tudo o que me deves
Carinho, ternura, paz e tranquilidade
Leva amor para me dares felicidade
Lá no cimo do monte espera por mim
Que um dia chegarei perto de ti.
Maria Antonieta Oliveira
26-04-2015
sexta-feira, 24 de abril de 2015
Era Tarde
Era tarde
A praia deserta apelava ao amor
A maré vazia silenciava o destino
A areia ainda quente, queimava os pés
De quem precisava se ausentar
Partir para um rumo sem fim
As gaivotas voavam baixinho
O vento soprava em suave melodia
Era o fim de mais um dia.
Também para ela
Era o fim de mais uma etapa
Era o fim daquele longo amor proibido
De longos dias na loucura de um beijo
De sonhos e devaneios incontidos
De tantos desejos proibidos
Era o fim de uma vida vivida
Era o fim de uma onda partilhada
Era o fim de tudo
Era tarde
A praia deserta convidava ao sono
O sono profundo do fim do amor
Era tarde!
Maria Antonieta Oliveira
24-04-2015
terça-feira, 21 de abril de 2015
Porque Voltaste
Porque voltaste?
Supostamente já não existias
Nem meus sonhos te sonhavam
Nem meus ouvidos te ouviam
Nem meus olhos te olhavam
Porque voltaste?
Meu coração desgovernado
Outrora bem magoado
Já te tinha esquecido
Eras somente o passado
Porque voltaste?
Contigo tudo voltou
As fotos de outros tempos
Recordações de momentos
Tudo o que já era cinza
Nem brasa apagada já era
Porque voltaste?
Também eu te procurei
E em nenhum lugar te encontrei
Apenas queria saber se eras feliz
Hoje tudo o que sei
É que quero recuar
Recuar e perguntar
Porque voltaste?
Maria Antonieta Oliveira
21-04-2015
segunda-feira, 20 de abril de 2015
No Tédio Dos Meus Dias
No grânulo do tédio dos meus dias
A areia desafia meu caminho
Meus pés quebram espaços
Bolinhas de espuma rebentam
Na onda que chega e que parte
Areias movediças
Pensamentos dispersos
Olhar fixo no firmamento
Além num além distante
Onde nada mais existe
Sôfrega, inspiro o ar que me rodeia
O vento em turbilhão me assola
O mar ruge sentimentos
Batendo nas rochas perdidas
Num vasto e fervoroso sentir
Não digas que não, amor
És tu quem devora meu sangue
És tu quem vagueia à deriva
E me leva nessa avalanche
Nesse mundo perdida
Onde meus pés se afundam.
Sai de mim, desta maré
Entediada de ti, estou
Leva contigo o vento que me sopra
As areias onde me enterro
O mar que não me acoita
Deixa-me, no tédio dos meus dias.
Maria Antonieta Oliveira
20-04-2015
Parei No Sufoco
<
Ondas esvoaçam no meu pensamento
Marés bravias de outro tempo
Areias movediças onde escorreguei
E, passei
Passei dias ávidos de ti
Dos teus beijos atrevidos, sem sentido
E, continuei
Continuei vivendo, sofrendo
Na escassez de dias que não chegavam
E, caminhei
Caminhei ao longo dos muros
Transpus obstáculos, esmoreci
E, parei
Parei de chorar num sufoco
Parei de esperar na solidão
E, vivi
Vivi, vivo e viverei
Na paz, no amor que desejei.
Maria Antonieta Oliveira
20-04-2015
Ondas esvoaçam no meu pensamento
Marés bravias de outro tempo
Areias movediças onde escorreguei
E, passei
Passei dias ávidos de ti
Dos teus beijos atrevidos, sem sentido
E, continuei
Continuei vivendo, sofrendo
Na escassez de dias que não chegavam
E, caminhei
Caminhei ao longo dos muros
Transpus obstáculos, esmoreci
E, parei
Parei de chorar num sufoco
Parei de esperar na solidão
E, vivi
Vivi, vivo e viverei
Na paz, no amor que desejei.
Maria Antonieta Oliveira
20-04-2015
domingo, 19 de abril de 2015
Conversa
Datas, memórias, recordações
Pessoas, actos, situações
Conversa!
O som do teu sorriso
Num olhar que não vi
Conversa!
Pais, mães, filhos e netos
Passado volvido em palavras
Conversa!
Nervosismo? Talvez! Algum!
Futuro num incerto almoço
Conversa!
Até amanhã!
Até breve!
Até sempre!
Felicidades!
Maria Antonieta Oliveira
19-04-2015
sexta-feira, 17 de abril de 2015
Oito Anos
Menino de olhar meigo
Doce, terno, carinhoso
Ternura feita poema
Poema de vida pequena
Oito anos de vida vivida
No lar que Deus te deu
Olhar travesso irrequieto
Menino de doce candura
És um ser superior
És o neto que desejei
Aquele a quem tenho muito amor
Um menino feito luz
Oito anos de sorrisos e lágrimas
De tudo o que um menino sente
Oito anos de amor, muito amor
Adoro-te meu querido Rafito!
Que Deus te proteja sempre!
Maria Antonieta Oliveira
17-04-2015
quarta-feira, 15 de abril de 2015
Som da Poesia
Dedilhei palavras, sílabas soltas
Voaram por entre os dedos
No céu azul de sonhos cantado
Libertei-as de amarras
Dei-lhes voz e sentimento
Dei-lhes som e movimento
Deixei-as cantar à lua
Ouvindo o murmurar do amor
Deixei-as cantar ao sol
Ouvindo a marulhar das ondas
Deixei-as cantar ao vento
Ouvindo suspiros e lamentos
Deixei-as soltas cantar
Soletraram palavras de louvor
Cantaram
E ao som de seu cante
Surgiu um poema de amor
Maria Antonieta Oliveira
15-04-2015
segunda-feira, 13 de abril de 2015
Dormitas
Dormitas!
Intranquilamente dormitas!
E eu,
Olho para ti, menino grande na ânsia de te ver sorrir
Sorrir para mim
Com a satisfação de quem tem o amor a seu lado
E eu estou!
Estou sempre contigo, amor
Dou-te o que tenho sorrindo
Mesmo que o meu coração chore em silêncio
E tu, dormitas!
Nos sonhos inconstantes de quem sonha sofrendo
Dormitas!
Na Fé de quem crê que Deus é o Salvador
E te protegerá em todo o momento
Livrando-te deste rebelde sofrimento
Dormitas!
Acordas!
Sorris!
E eu,
Olho-te sorrindo com amor!
Maria Antonieta Oliveira
10-04-2015
Há Treze Anos
Era sábado
O sol brilhava num calor primaveril
Uma orquídea lembrava o teu aniversário
Num lugar inóspito que seria a tua ultima casa
Sorriste!
Sorriste feliz ao veres-te rodeada de amor
Talvez tenha sido o teu último sorriso feliz
Mas era o teu aniversário, mais um, o último
Hoje,
Recordo com saudade esse dia já longínquo
Esse sorriso feliz, esse olhar, esse jeito de ser
Ah, se eu pudesse voltar atrás!
Saudades de ti, minha mãe!
Maria Antonieta Oliveira
13-04-2015
(Faria hoje 90 anos)
quarta-feira, 8 de abril de 2015
Fome de Nós
Tenho fome
Fome de ti e de mim
Do tempo em que passeávamos de mão na mão
Pelos campos de pinheiros e eucaliptos
Pelas terras de areia pinhas e folhas caídas
Tenho fome
Fome de ti e de mim
Do tempo em que passeávamos lado a lado
À beira rio ou mar de águas cristalinas
Naquela praia que sempre nos acolheu
Tenho fome
Fome de ti e de mim
Do tempo em que passeávamos os dois
Nos caminhos que Deus nos deu
Para juntos partilharmos a vida
Tenho fome
Fome de ti e de mim
De nós nos tempos idos vividos
Com saúde, com vida, sem lamentos
De nós, nós noutros tempos.
Maria Antonieta Oliveira
08-04-2015
terça-feira, 10 de março de 2015
Ele Não Merece
Não perguntei porquê.
Não me revoltei contra ninguém.
Chorei e gritei de amargura
Ele não merece!
Ele não merece!
E as lágrimas cruzavam a tristeza
E o coração chorava.
E eu esbracejava e de novo gritava
Não!
Não!
Oh minha Mãe do Céu, ajudai-o!
Ele não merece!
Queria calar a dor sentida
Queria fugir àquele momento da vida
Queria ter outros poderes
Queria…
Queria…
E as lágrimas soltavam-se caindo
E eu gritava cada vez mais alto.
Oh minha Santa Mãe do Céu!
Gritei!
Chorei!
Falei comigo e com Deus
Com os anjos protectores
Com a nossa Santa Mãe
Desabafei com todos
Escutaram-me e serenaram o meu sentir
Enxugaram as minhas lágrimas
Deram-me Fé e esperança
E eu confiei!
E eu espero!
Um amanhã como o ontem já passado.
Não perguntei porquê!
Não me revoltei contra ninguém!
Mas sofri e sofro
Porque,
Ele não merece!
Maria Antonieta Oliveira
10-03-2015
sábado, 7 de março de 2015
A Vida Continua
A vida muda num ápice
Cada degrau
É cada vez mais difícil de subir
Por outro lado
Cada degrau subido
É uma vitória alcançada
Cada dia
É mais um dia vivido
Cada sorriso
É mais um momento feliz
Cada passo mais largo
É mais um passo em frente rumo à vitória
E a vida continua
Na paz, no amor, na felicidade
Na alegria de cada etapa ultrapassada
A vida continua
Contigo meu amor!
Maria Antonieta Oliveira
07-03-2015
quinta-feira, 5 de março de 2015
Crueldade
Quem és tu, malvada, traidora?
Qual é o teu o teu nome?
Odeio-te sem ódio nem rancor
Lágrimas de sangue sofrimento e dor
Crueldade tua, atraíres quem não merece
Qualquer incauto distraído cai na tua esparrela
Acoita-te, alimenta-te, dá-te vida
E tu, qual árvore no jardim
Vais-te ramificando… crescendo…
Subindo e descendo
Qual rio rastejando pelos montes e riachos
Rumo ao mar sem fundo, sem mundo
Outro mundo!
Parte!
Parte para bem longe do meu ser
Do meu sofrer
Do meu viver
Do meu amar
Parte!
Afasta-te da minha felicidade
Não quero viver esta tua realidade!
Maria Antonieta Oliveira
05-03-2015
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
Sorrisos Disfarçados
Sorrisos disfarçados
De lágrimas perdidas nos corações sofridos
Sorrisos disfarçados
Na angústia dos dias que passam sem pressa
Na pressa de querer soluções, resoluções
Na pressa de te querer de novo um guerreiro
Sem garras, sem pressas, sem desvios
Sorrisos disfarçados
Entre tantos disfarces da vida
Vida que não superamos
Vida que não é nossa
Nunca foi nossa
Nunca será nossa
Vida que nos trai
Quando menos esperamos
Sorrisos disfarçados
De lágrimas perdidas nos corações sofridos!
Maria Antonieta Oliveira
22-02-2015
terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
Contradições
Este sol que me aperta o coração
É aquele que me liberta a mente
Este rio que em tormenta busca o mar
É aquele que corre tranquilo junto à foz
Esta areia revolta, remexida
É aquela serena que meus pés pisam.
Esta revolta incontida em mim
É a paz que preciso para viver
É a revolta de quem se sente impotente
É a revolta da luta sem sucesso
É a revolta de querer ser, sem ser gente.
E a paz
É a paz que te quero dar
É a paz que te quero transmitir
É a paz dos meus pés desnudos
caminhando na areia serena
na margem do rio tranquilo
rumo ao mar!
Maria Antonieta Oliveira
25-01-2015
Nossa Senhora
Confio em ti!
Esse teu olhar sereno
Serena a minha alma
Confio em ti!
Confio na paz que emanas
No teu carinho materno
No teu coração de Santa.
Confio!
Olho esse Teu rosto abençoado
E rogo-te perdão
Egoisticamente, rogo-te muito mais
Saúde, paz, pão
Amor, alegria, felicidade
Rogo-te minha Santa Mãe
Que toda a humanidade
Seja una na Paz do Senhor!
Confio!
Maria Antonieta Oliveira
25-01-2015
terça-feira, 3 de fevereiro de 2015
O Sol Sorrirá
Amanhã, vamos renascer.
O sol vai sorrir
mesmo que teimosamente
as nuvens queiram chorar.
A lua cheia brilhará no céu nocturno
As estrelas formaram vias lácteas
onde Caminharemos lado a lado,
mão na mão
em busca da felicidade.
Unidos como sempre estivemos
Com o ontem esquecido
E, o amanhã por vir.
Amanhã, vamos renascer!
Maria Antonieta Oliveira
22-01-2015
O Nosso Café
Ouço-te
No sabor deste café
Dizes-me o que não dizes
Apenas pensas
Leio o teu olhar fixo no meu
Sinto o teu sentir
Sofro o teu sofrimento
E nada digo
Apenas penso.
Quero encontrar-te em mim
Quero encontrar-me me ti
E sem nada dizermos
Apaziguarmos nossas mágoas
Darmos as mãos em amizade
E saborearmos o calor deste café.
Maria Antonieta Oliveira
22-01-2015
A Tua Almofada
Naquela almofada
Onde a andorinha se deitava
E a papoila pousava,
Reina agora a alegria
Da primavera a chegar.
É o cheirinho da alfazema
Entrando pela janela daquele quarto
É o cheiro da rosa a florir
Do cravo e do jasmim
É o cheiro da erva miúda
Da grama, da rama, da hortelã do jardim.
E,
Naquela almofada
Voltou a andorinha
E a papoila pousou
Naquela almofada
Tua cabecinha voltou
E a alegria reinou.
Maria Antonieta Oliveira
22-01-2015
Quero Ver o Mar
Quero ir ver o mar
Preciso do seu marulhar
Da espuma espraiando-se na areia
Do batuque ondulado no rochedo
Doa pés descalços na areia molhada
Das conchas esquecidas pela onda que foi.
Quero ir ver o mar
Ver o reluzir do sol na escuridão do luar
As sombras das gaivotas esvoaçantes na dança da vida
Do vai e vem
Do som que parte
Do sorriso que se afasta
Do mundo que se perde
Quero ir ver o mar
Quero-me libertar!
Maria Antonieta Oliveira
22-01-2015
Fora de Rotina
Numa rotina rotineira
Dilacerante e brusca
Onde tudo muda
E o mundo se desmorona
Me sinto perdida sem rumo.
O tecto desabou
O chão ruiu
Meu ser nublou
Meu coração parou
E eu,
Me sinto perdida sem rumo.
De um momento
Num momento apenas
E a vida se perde no caminho
Nesse caminho faço a minha prece
Suplico soluções, resoluções
Ajoelho perdões e pecados
Nesse momento a Fé é redobrada
Minha prece é ouvida
E o meu rumo é de novo encontrado
Vou voltar à minha rotina rotineira
Sem dor
Com muito mais amor
Com muito mais Fé e esperança!
Maria Antonieta Oliveira
22-01-2015
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
Ajudai
Incompetência!
Incoerência!
Revolta!
Saúde acima de tudo!
Paz!
Nada sabem afinal.
Incompetência!
Revolta!
O tempo passa rápido na dor de quem sofre.
Será que o tempo ainda tem tempo?!
Meu Deus, dai tempo, muito tempo.
Dai competência e coerência para quem sabe, saber.
Dai de volta a saúde perdida algures no caminho da vida
Dai de novo um sorriso, um olhar de felicidade.
Meu Deus, ajudai o grande amor da minha vida!
Obrigada, meu Deus!
Maria Antonieta Oliveira
09-01-2015
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
Primeiro Dia de 2015
Um beijo, um olhar, um sorriso
Passas de uva nas mãos
Desejos trocados
nos beijos, nos olhares, nos sorrisos
Viagem
Corridas, olhares
Beijos, abraços, sorrisos
Avó vem ver
Avó vem ver
Aqui no meu quarto
No meuuuuuuuuu
Sorrisos rasgados, felizes
Almoço recheado, bem regado
Doces apetitosos, saborosos
Conversa animada
Família bem comportada
Finaliza com um café
Eu vou ver um filme
Eu não, vou jogar com a avó
Todos se arrumam
O tempo passa
Beijos, abraços, sorrisos
Miminhos felizes
Maria Antonieta Oliveira
01-01-2015
Subscrever:
Mensagens (Atom)























