quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Teias Libertadoras





Nos verdes me perco
Na esperança renascida me deleito
Nos azuis celestiais oro a Deus
Na fé me detenho e creio
Assim renovo meus dias
Sem sofrimento nem dor

Do parque verdejante faço meu leito
Na relva húmida me deito e sonho
A lua me acolhe na noite fria
A nuvem que passa me aquece e abraça
Adormeço no calor do teu peito
Amando o brilho estrelar

Aos poucos a noite fenece e o dia amanhece
Num azul céu de céu azul
Na limpidez do teu olhar vejo felicidade
O sol perscuta entre a folhagem
E nos encontra nessa miragem
Envoltos na luz da paz e do amor, em liberdade

Voos intermináveis em caminhos desertos
Na busca incessante do caminho do mundo
Onde encontrarei o outro lado de mim
Perdido algures na floresta agreste.
Nas teias me enleio mas prossigo
Só tu me libertarás e darás outro fim

Envoltos na luz da paz e do amor
Em liberdade, com o sol a brilhar
Num céu azul libertador
Nos encontramos entre a folhagem
Deste sonho tão desejado
Sem teias ou ameias que nos separem.

Maria Antonieta Oliveira
17-09-2015









segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Cansei de Viver





Já posso partir desta vida
Já nada me prende aqui
Já fiz o que tinha a fazer
Já me doei a quem me quis
Já ajudei quem de mim precisou
Já nada me resta

Cansei de viver
Cansei de gritar
Cansei de sorrir sem vontade
Cansei de fingir ser feliz
Cansei de lutar
Cansei de vencer

Meu Deus, por favor
Ouve também esta minha prece
E leva-me para junto de vós.

Fui forte quando foi preciso
Fui guerreira e ganhei a guerra
Fui mãe várias vezes
Fui mulher, amante
Fui irmã, companheira, amiga
Fui caminhante nesta vida errante

Quero partir daqui
Quero voar bem alto
Quero viver sem sobressalto
Quero sonhos de mar
Quero acordar sorrindo
Quero adormecer ao luar

Meu Deus, por favor
Ouve também esta minha prece
E leva-me para junto de vós.

Maria Antonieta Oliveira
14-09-2015

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Olá





Em momentos de tristes sentires
Eis que surge um olá, foi para ouvir a tua voz
E nesse momento o coração sorri
Palpita mais apressado, acelerado
Que bom ouvir a tua voz do outro lado

Basta uma palavra, uma só palavra
Para tornar um momento diferente
Com suavidade e ternura
Fazer sorrir com candura
O olhar marejado e triste, da gente

Olá, foi só para ouvir a tua voz
Repete de novo comigo:
Olá, foi só para ouvir a tua voz
Olá, estou feliz por ouvir a tua voz
Diz meu coração pulando de alegria

Momentos que mudam momentos
Palavras que fazem milagres
Sentires sentidos profundamente
Como se não houvesse hoje
E o ontem, fosse presente.

Maria Antonieta Oliveira
07-09-2015


terça-feira, 1 de setembro de 2015

Sentires






As brasas crepitam
Na manhã cinzenta do meu olhar
As dores alongam-se
No corpo sofrido do meu estar

Saudosas palavras ouvidas
Nos sonhos do meu sentir
Saudosos beijos paridos
Na boca sequiosa de sorrir

Negruras, azedumes, flores
Noites, lágrimas, jardins
Na senda funda dos amores
Soltam-se pétalas de jasmins.

Maria Antonieta Oliveira
29-08-2015

domingo, 23 de agosto de 2015

Meu Batel





Parti, num pequeno batel
Rumo ao destino
Entre águas serenas e ondas amenas
Naveguei
Nas águas cálidas do mundo
Me entreguei
Me perdi e encontrei
Levada pelo vento
Perdida ao relento
Sonhei
No lodo do fundo
Me afundei

Meu batel delirou
Desta viagem derradeira
Era para si a primeira
Dançou ao som do marejar
Cantou ao sol e ao luar
Foi sereia nos solstícios
Sem deixar de ser batel
Voltou às margens perdidas
Destroçado mas orgulhoso
De ter cumprido seu papel.

Do fundo me elevei
Aos céus pedi perdão
Pedi paz, Fé e pão
Sentada na proa ao vento
Deixei voar as tristezas e agonias
Nos cabelos soltos espigados
Lágrimas rolaram
Dos meus olhos magoados
Meu coração se libertou
Das agruras já vividas
Encarei o horizonte
Ergui os braços à lua
E senti-me de novo eu.

Obrigada, meu batel
Por me teres acolhido
Levando no mar proibido
Em busca do meu ser
Reencontrei o tempo perdido
A esperança na vida futura
Obrigada, meu batel
Por esta doce loucura.

Maria Antonieta Oliveira
23-08-2015





sábado, 22 de agosto de 2015

Preciso Escrever





Apetece-me escrever!
Preciso escrever!
Gritar bem alto o que me dói e sinto
Gritar!
Escrever gritando!

E quem vai ler?
Escrever para quem?
E o quê se as palavras já estão gastas
De tanto sofrimento e lágrimas?
Lágrimas derramadas de um olhar sombrio
Onde a tristeza impera e a solidão assola
Lágrimas desoladas de uma vida já gasta

A cabeça dói de tantas palavras já ditas
Dói de pensamentos e sentires
De negações positivas sem nexo
Reflexo de uma passagem incerta
Nesta rota infringida pelo destino peregrino
Parece querer rebentar de tanto pensar
Explosões de sonhos e experiências
Noites mal dormidas de insónias passadas
Saúdes e bem-estar acabadas
Destroços de vidas sem fim, confinadas

A cabeça dói!
As palavras gritam!
Preciso escrever!
Alguém irá ler!

Maria Antonieta Oliveira
22-08-2015



sábado, 15 de agosto de 2015

Não Brinques Comigo





Não brinques mais comigo
Chega de mentiras mesmo sendo piedosas
Estou velha e cansada para ser de novo enganada

Porque me mentes de novo?
Porque inventas o que não existe?
Para te livrares de algo a que me tinhas habituado?
És livre de sair ou entrar basta dizer
A porta que se abriu fecha-se de novo
E nela não voltarás a entrar

Dizes não ter motivos para duvidar
Será que não tenho mesmo?
E as horas trocadas, pensas que não vejo?!
Eu disse: - habituaste-me mal, e era verdade
De três “olá” passaste a um e a nenhum
Será que sou burra? Ou inventora?

Não,
Não brinques mais comigo
Diz a verdade e eu entenderei
Seja a verdade qual for
Mas não me mintas mais por favor

Não brinques mais comigo
Chega de mentiras mesmo sendo piedosas
Estou velha e cansada para ser de novo enganada.

Maria Antonieta Oliveira
15-08-2015

O Coração Ou A Mente





Soltam-se palavras dos lábios proferidas
Quem as dita?!
O coração ou a mente?!

Palavras benditas
Palavras que a gente sente
No coração ou na mente?!

Soltas, vagueiam num dilúvio constante
Ao sabor do vento que passa e as abraça
Num mar infindo, rumam ao infinito
Ao desconhecido, ao eterno, ao efémero
Soltas, saltitam de nenúfar em nenúfar
No lago circundante da vida
Passam e repassam sentires
Viajam nas folhas de outono que o tempo esvoaça
Soltas, inventam estórias por contar
Dizeres por soletrar
Pontes entre braços de abraços carentes
E bocas sequiosas de beijos por dar
Saudosas das vivências de outra era
Realidade ou quimera.

Soltam-se palavras dos lábios proferidas
Quem as dita?!
O coração ou a mente?!

Maria Antonieta Oliveira
14-08-2015

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Não Sabemos





Sabes uma coisa?
Não, não sabes!
Nem tu, nem eu sabemos!

Sabemos que foi o destino
Que nos fez separar e nos fez reencontrar
Porquê?
Para quê?
Não sabemos!

Para regressarmos ao passado
E vivermos lado a lado?!
Não sabemos!
Para nos amarmos com antes
Mas com mais tranquilidade?!
Não sabemos!
Para sonharmos um futuro impossível?!
Não sabemos!
Para vivermos um presente mais feliz?!
Não sabemos!

Porquê?
Para quê?
Não sabemos!

Maria Antonieta Oliveira
27-07-2015


Sonhos São Vidas





Encostaste o teu corpo ao meu
Senti no meu colo o calor do teu beijo
Os teus lábios acariciaram os meus seios
Sonhavas!

Senti-te miúdo pequeno
Com um brinquedo a teu gosto
Na carícia de um viver
Sonhavas!

Quantos sonhos sonhamos juntos
Quantos colos repartimos
Quantos beijos partilhamos
Quanta vida nós vivemos
Quantos dias sofremos
Quantos dias sorrimos
Quantos anos se passaram
Quantos sonhos por viver
Quantos sonhos realizámos

Sinto no meu corpo o calor doce do teu
Um afago eterno doado
Um amor, uma vida, um sonho

Sonhos são vidas!

Maria Antonieta Oliveira
10-08-2015
00 h 33 m


quinta-feira, 6 de agosto de 2015

Conversa Com o Espelho






Estive frente a frente com a tal sujeita
Olhos nos olhos
Sorriu quando eu sorri
De repente,
Ambas ficaram sérias, pensativas
Recuaram muitos anos e,
Sentiram os mesmos sentires
Amaram os mesmos amores
E, num retorno ao presente, tudo era igual.
De novo os olhares se encontraram
E, num sorriso atrevido coraram.

Fechei os olhos, recuei
Quando os abri
Já ninguém estava do lado de lá
Mas eu,
Vivo o momento.

Maria Antonieta Oliveira
05-08-2015

domingo, 26 de julho de 2015

A Mão de Deus





No vaguear dos sonhos
Na limpidez das águas
No adormecer dos sonos
No tactear do amanhã
Nos sentidos adormecidos
Na areia batida pelas marés
Na rocha torturada pelo mar
Na árvore florida
Na flor renascida
No céu
No ar
Na lua
No sol
Em tudo o que existe
Há a mão de Deus
A mão do Criador!

Maria Antonieta Oliveira
23-07-2015

Imaginário de Uma Criança




No imaginário
Vejo o teu sorriso feliz de menina alegre a brincalhona

Nos botões do cofre da madrinha
Corria água a rodos
O seu boneco de cartão
Era o filho amado
Nas panelinhas que o Natal trouxera
Fazia sopinhas com os talos e cascas sobrados
Baratas, ratos, coelhos, perdizes, galos, patos e perus
Eram companheiros dos seus dias
Na casa habitada do século XVIII
Corredores sombrios e tristes percorria
As gaiolas adornadas pelos passarinhos animavam
Os vasos de flores coloridas nada diziam
Da janela sonhava um dia ser diferente.


Menina solitária entre adultos crescidos
Feliz?
Talvez!

Imagens imaginadas num sorriso de criança.

Defronte,
Tocavam os sinos da Sé!

Maria Antonieta Oliveira
23-07-2015
15 h 35 m



Sala de Espera






Vozes intercaladas de sofrimento
Sorrisos tristes em olhares fugazes
Soltam-se palavras, desabafos
Angustia, ânsia, dúvida
Fé, esperança, confiança

Passos apressados sem pressa
Caminham ao som da vida que os espera
Passos lentos destroçados
Na vida da vida já sem vida
Estremecem lamentos
Balbuciam tormentos
Imagens nefastas, destroçadas.

Mas a Fé,
Sempre a Fé
Desperta a força e a coragem
Para lutar, vencer e viver!

Maria Antonieta Oliveira
23-07-2015


Alentado





Corre-me nas veias o

A de amor
L de liberdade
E de elegância
N de negação
T de tranquilidade
A de amargura
D de dedicação
O de oração

Sou tua filha, meu pai.

Maria Antonieta Oliveira
23-07-2015
12 h 03 m

O Destino

>




Ontem vi-te
Na curva do caminho
Olhei-te e pensei:
Tu és o meu destino

Nas curvas e contracurvas nos perdemos
O caminho percorrido não foi nosso
Pedras, muros e montes derrubámos
Saciámos a sede em outras fontes
Colhemos frutos floridos
Amores, sentimentos coloridos.
A vida seguimos.

O destino,
Sim, o destino
Traçou-nos outro caminho
De novo te vi
De novo te olhei
E pensei:
O destino é nosso!
Nós somos o destino!

Maria Antonieta Oliveira
23-07-2015
11 h 47 m

Animal de Hábitos





O homem/mulher é um animal de hábitos!

Habituei-me!
Habituaste-me!

Ouvir a tua voz é um sedativo
Esqueço-me das dores e sofrimento
Esqueço-me de tudo o que lamento
Ouço o que me contas
Ouves o que te digo
Dialogamos em sintonia
É assim no dia a dia.

Não te desabitues de mim
Quero este hábito até o fim!

O homem/mulher é um animal de hábitos!

Maria Antonieta Oliveira
23-07-2015
11 h 35 m

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Coração Partido






Tenho o coração partido em mil pedaços
Despedaçado, destruído, feliz
Em cada pedaço tenho um amor
Cada amor um carinho, um destino
Em cada aurículo te encontro
Entre veias e artérias
Sinto meu sangue pulsar por ti
E por ti, meu amor
Aqui e ali escorrego no meu sentir
Os glúteos avermelhados
Confundem-se com os beijos doados
Além no outro ventrículo
Estás tu suspirando por mim
Em pulsações díspares penso em ti
Há pedaços do passado que amo
Do presente que continuo amando
Sangue do meu sangue
Sangue unido pelo mesmo caminho
Borbulha, goteja, lateja
Entra e sai circulando
Purificando
E,
Em cada pedaço há um amor parido
Unidos no sentir do meu coração
Amo um a um
Cada um
De seu modo e jeito
Amo-vos a todos
Com o grande amor do meu peito.

Maria Antonieta Oliveira
22-07-2015



sexta-feira, 17 de julho de 2015

Palavras Mortas






Morrem-me as palavras
Na garganta seca
Palavras ocas, sem sentido
Vazias de sentimentos
De baixo valor

Bastam-se a si próprias
Sem medos ou receios
Abusadas, com devaneios
Ousadas nos sentires
Maldosas e atrevidas

Seca-me a garganta
Com palavras por dizer
Palavras sem nexo
Complexadas por si mesmas
Sem sentido, receosas

Palavras mortas, amorfas
Secas ou sequiosas
Rudes, frias, odiosas
Calculistas, desdenhosas
Palavras sem jeito de dizer

Morrem-me as palavras
Na garganta seca
Onde não existem mais palavras.

Maria Antonieta Oliveira
17-07-2015
5 h 15 m






Despojo-me





Dispo-me!

Despojo-me de tudo o que tenho
Do amor ao luar sonhado
Da lua na praia amante
Da sereia saída das águas frias do rio
Dos caminhos de flores mimosas
Dos passeios de mãos dadas
Dos beijos salgados doces que não dei
Das ruelas e vielas do fado
Das viagens navegadas em seco
Das imagens perpetuadas no tempo
Das vivências não vividas
Dos amores esquecidos de mim
De quem amei e não me amou

Despojo-me de tudo
O que tenho e nunca tive
O que queria e perdi
O que ganhei e não guardei
O que sonhei e não consegui.

Despojo-me de tudo
Mas não me despojo de ti!


Maria Antonieta Oliveira
17-07-2015
4 h 44 m

Espaço





Espaço!
Preciso de espaço!
Do meu espaço!

Preciso do meu espaço
Espaçado
Alargado
Sem trancas
Nem tabus
Sem portas
Nem janelas
Sem muros
Nem vedações

Preciso do meu espaço
Para andar
E para falar
Para ouvir
E para sentir
Para sonhar
E para caminhar
Para amar
E para perdoar

Preciso de espaço
Preciso do meu espaço
Para viver em liberdade
E ser feliz!

Maria Antonieta Oliveira
17-07-2015
4 h 25 m

Vamos Vencer





O coração sangra
De sofrimento e dor
Lágrimas salgadas
Correm pelas faces rígidas
As mãos encrespadas suplicam
O corpo quase gélido falece
A mente enlouquece
Os gritos contidos pedem
Suplicam e choram
O pensamento voa para o inimaginável
Tormento sobre tormento
O túnel é escuro e longo
As pedras são muitas
As veredas estreitas
Os pés já cansados continuam caminhando.


Olho para o lado
E o sofrimento ainda é maior
Um corpo sofrido pela incúria
Um corpo rendido à doença

Não posso!
Não quero!
Meu Deus ajuda-me mais uma vez
Ajuda aquele que me acompanha
O amor de uma vida vivida a dois
É uma súplica, meu Deus.
Ajuda-o por favor!
Dai-me forças, meu Deus
Para continuar nesta luta
De cabeça erguida e vencer

Juntos, venceremos, meu amor.
Deus nunca nos abandonou, e jamais o fará!

Maria Antonieta Oliveira
17-07-2015
2 h 15 m







quinta-feira, 16 de julho de 2015

Mãos Vazias





De mãos cheias de nada
Vieste até mim
Olhei-te
E,
Gostei de ti mesmo assim

Trazias o coração cheio de amor
E mo deste por inteiro
Trazias a boca cheia de beijos
Para me ofertares
Trazias os olhos sorrindo
De carinhos para me olhares
Trazias no corpo doçura
Para no meu desfrutares
Trazias na mente felicidade
Para comigo partilhares.


De mãos cheias de nada
Trouxeste a riqueza de ser feliz!

Maria Antonieta Oliveira
16-07-2015



Afogo-me






Afogo-me nas lágrimas que um dia derramei
Acutilam-me o corpo sofrido
Nos sentires de um tempo já esquecido

Afogo-me nas águas do rio passante
Nele entro e me entrego
Na angústia de uma viva viver

Afogo-me na mágoa de um dia
Na tristeza que me assola
Por não ser o que sonho e quero

Afogo-me nas palavras que não digo
Nos sentires que não partilho
Por não ter liberdade para ser

Afogo-me na existência do mundo
Desse mundo onde navego
Nas águas enevoadas em que existo

Afogo-me em ti e em mim
Em nós de nós da vida
Afogo-me nas lágrimas derramadas
Na ânsia de ser feliz.

Maria Antonieta Oliveira
16-07-2015


quarta-feira, 15 de julho de 2015

Não Me Peças Mais Tempo





Não me peças mais tempo
O tempo esgotou-se
No tempo que passou

O tempo urge no tempo de nós

Não me faças de novo sofrer
Isso foi antes, enquanto adolescente
Agora mulher sabedora
Vivida com a vida que passou
Jamais me enlouqueces
Me trais ou me endoideces

Quero viver meus últimos tempos
Em paz, com amor e sem saudade
Não quero viver ansiosa por teu viver
Ansiosa por teu dizer falando
Ansiosa pelo amanhã que não surgirá
Saudosa do ontem que já foi
E, do hoje que não é

Amanhã,
Amanhã não sei se o tempo me dá tempo
Amanhã não sei se um dia chegará
Amanhã poderá ser tarde demais
Amanhã o tempo poderá ter chegado ao fim
Vive neste tempo o tempo que ainda tens
Quero viver também o tempo que me falta

Não,
Não me peças mais tempo
Porque,
O tempo urge no tempo de nós.

Maria Antonieta Oliveira
15-07-2015

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Ama-me





Ama-me!
Ama-me com todas as letras da palavra amor!
Ama-me com o sentir de seres feliz!

Quero sentir o teu corpo no meu
Num abraço profundo
E sentir que me amas

Quero beijar os teus lábios
Num suave carinho
E sentir que me amas

Quero sentir o afago caloroso
Das tuas mãos
E sentir que me amas

Quero ouvir a doçura
Das tuas loucas palavras
E sentir que me amas

Quero letras ofegantes
Em corpos desnudos
E sentir que me amas

E, se não me souberes amar
Com todas as letras da palavra amor
Ama-me ao teu jeito
Mas,
Ama-me
E seremos felizes!

Maria Antonieta Oliveira
09-07-2015

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Não Desistas




NÃO DESISTAS



Não desista nunca!

Não, não desista do que desejas
Não desistas de sonhar
Não desistas de viver
Não desistas de procurar
Não desistas de ser feliz
Não desistas da vida.

Não,
Não desistas nunca!

Um dia chegará
Em que encontrarás o teu sonho
O teu caminho destinado
A tua vida merecida

Tudo o que ambicionaste
Será teu
Tudo o que sonhaste
Viverás
Tudo o que procuraste
Encontrarás
E então,
Serás feliz!

Por isso mesmo

Não,
Não desistas nunca!

Maria Antonieta Oliveira
06-07-2015

quinta-feira, 2 de julho de 2015

Amanhã




Amanhã, quero acordar na praia
Sentir-me sereia
Noiva do sol, rainha do mar
Banhar minha cauda nas ondas da lua
E voar

Amanhã, quero acordar ao luar
Vestida de estrelas brilhantes
E nuvens passantes
E sonhar

Amanhã, quero acordar a sorrir
Ter-te a meu lado
Num abraço apertado
E num beijo a florir

Amanhã, quero acordar
E ser feliz!

Maria Antonieta Oliveira
17 h 03 m

A Chama




A chama ardia
Dia e noite, noite e dia
Queimava, doía
E continuava a arder
Dia e noite, noite e dia

Primavera, verão, outono, inverno
A chama ardia
Queimava, doía
Dia e noite, noite e dia

O coração já cansado
Ardia descontrolado
Queimava, doía
E ela não sorria
Dia e noite, noite e dia
E o coração sofria

Um grito sufocado
Saiu ecoado
Não! Não!
O céu ouviu
As nuvens chocaram
As bátegas caíram fortes
A chama apagou
Deixou de queimar
Deixou de doer
Deixou de sofrer!

A chama que parecia extinta
Ateou de novo
Muitas primaveras
Muitos verões
Muitos outonos
Muitos invernos
E a chama voltou a arder
Mais calma, mais tranquila, mais serena
Não queima, não dói
E arde de dia e de noite, de noite e de dia


A brasa da chama brilha
Como o sol da vida
Na vida do amor.

Maria Antonieta Oliveira
02-07-2015
16 h 30 m

Nós





Nós!
O nosso poema saído do coração
Ao correr da pena.

Nós!
Ainda existe nós!

Ao longo do tempo
E com tantos nós entrelaçados pelo caminho
E tantos nós destroçados pelo destino
Voltámos a ser nós.

Dois! Um! Nós!

Que este nós se prolongue no tempo
Sem revés nem contratempo
Que este nós nos faça sorrir ao futuro
E acreditar que nós somos felizes.

Nós!

Maria Antonieta Oliveira
02-07-2015
16 h 03 m