terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Mulher - Flor





Do ventre da terra
Brota a flor

Flor!
Mulher!
Mãe!

Do teu ventre MULHER
Brota o amor!

Maria Antonieta Oliveira
16-02-2016

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Existes Para Mim





Meu amor, que bom saber-te desse lado
Ouvir tua voz de novo, como antes
Gosto de saber de ti, como te sentes
O que fazes, aonde vais
O que pensas, o que desejas
Que pensas como eu
Que amas como eu amo
Que sentes como eu sinto

Que bom ouvir a tua voz desse lado
E saber que o tempo que passou
Não nos fez esquecer o que vivemos
O amor que partilhámos
Os momentos que passámos
Nada em nós mudou
Ambos sentimos o mesmo sentir
Que bom saber que existes para mim.

Maria Antonieta Oliveira
06-02-2016

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Contigo







Além onde o mar não bate, apenas ondula
Ondulo o meu corpo no teu
Nas batidas ritmadas do coração
Batem as águas no mundo da ilusão
Em ti e contigo caminho

No mundo dos sonhos por viver
Nas ondas do mar salgado
Nas areias da praia pisadas
Nas conchas e búzios perdidos
Nas canoas soltas de amarras
Nos cascos partidos pelas marés
Nos sinos que tocam algures
Nos sons estridentes das rochas batidas
No sofrimento das vidas ceifadas
Em tudo o que é vida e é mundo
Respiro ao teu lado, amor

Maria Antonieta Oliveira
03-02-2016
0h 18m



domingo, 24 de janeiro de 2016

Ser Avó





Gosto de ouvir o teu sorriso simples
De pura magia
Gosto de brincar contigo
Fazer de burrinho ou cavalinho
Dançar com teus braços nos meus
Rir e saltar na cadeira onde nos sentamos
Cada um tem sua perna, são dois
E os vídeos, em que rimos até chorar
Com coisas por inventar
Jogas tu, joga ele, e tu fazes birra
- Chega-te para lá, mano
- Não, esta perna é a minha
E as pernas afinal são as minhas

Barafustam, brigam e arreliam-se
De seguida abraçam-se e beijam-se
Com ternura e muito amor
- Isto é meu, quero isso
- Não. Isto é meu, avó!
E lá vou com falinhas mansas
Convencer que os dois têm razão
E assim acabar a discussão

Gosto de brincar contigo, e contigo
Meus amores puros e verdadeiros
Na vossa simplicidade
São a minha felicidade!

Maria Antonieta Oliveira
24-01-2016



quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Glosando Florbela Espanca




Mote:
Meu amor, meu Amado, vê… repara:
Pousa os teus lindos olhos de oiro em mim,
- Dos meus beijos de amor Deus fez-me avara
Para nunca os contares até ao fim.



Meu amor, meu Amado, vê… repara:
Como meu coração bate por ti
E a lágrima que corre em minha cara
Pelo tanto amor, que já sofri.

Acorda meu amor, olha em teu redor
Pousa os teus lindos olhos de oiro em mim
Sente em meu corpo o seu calor
E abraça-me num abraço sem fim.

Cobre-me de beijos, em campo de seara
Cede o teu corpo ao corpo meu
Dos meus beijos de amor Deus fez-me avara
Sonho em mim, sentir o amor teu

Quero soltar gargalhadas de desejo
Sentir a felicidade dentro de mim
Quero meus segredos em teus segredos
Para nunca os contares até ao fim.

Maria Antonieta Oliveira
21-01-2016







terça-feira, 19 de janeiro de 2016

O Tempo Que Passa





O tempo passa sem que o sinta
No telhado do sítio além
A chuva penetra o espírito
Endurecido pela velocidade do tempo
O tempo, esse tempo veloz
Que trai apartando sentires
Amores vividos que partem
Amores sentidos que regressam
E o tempo que passa.

Na vidraça estilhaçada pelo vento
Entre brumas de nuvens passantes
Folhas esvoaçam no espaço
Do espaço que separa e une
Neste tempo que passa e foge
Fugindo nas vielas da vida
Entre escarpas geladas e frias
Inóspitas sem gentes viventes
E o tempo passa passando.

E o tempo passa sem que o sinta
Porque o tempo sem tempo
Passa veloz e sem tino
Este tempo que é tempo de viver!

Maria Antonieta Oliveira
19-01-2016


Vida Por Viver





Quero sair por aí gritando o desalinho da alma
Alma que se encontra e desencontra
Nos caminhos do meu mundo
Mundo onde existo sozinha esquecida
Esquecida de viver, sorrir, saltar e brincar
Pelos campos do meu trilho
Trilho que piso a cada escalada vencida ou perdida
Perdida no sol da calçada humedecida
Pelas lágrimas saídas de mim
Por mim paridas no olhar vazio e triste
Triste na nostalgia de uma noite sem luar
Sem estrelas, sem brilho no mar
Mar que purifica a mente e agita as ondas na praia
Praia dos meus dias felizes no areal
Em que sinto a pureza dos pés deslizantes
Deslizam suavemente, pé ante pé
Pé que pisa o sofrimento dos dias e anos
Desenganos, traições e abandonos
Abandonos da vida que não vivi
Vivi sem viver uma história diferente
Que não tem nada a ver com a vida da gente.

Gente que passou na vida sem viver
Viver essa vida com gente feliz
Criança, adolescente, mulher
Vida sem vida, vivida com vida
Nos desígnios da vida partilhada
Assumida e retalhada
Pela vida que constrói e destrói
Os destinos prementes da gente
Que vive a vida sem viver!

Maria Antonieta Oliveira
19-01-2016

sábado, 16 de janeiro de 2016

Contas do Meu Rosário






Dedilhando os dias
Nas contas de um rosário
Penso nos dias em que sofri, sem ti
No tempo que me privou de te ter
Nos momentos tristes passados a só
Só comigo, contigo em mim

Cada conta
É um minuto passado, do passado
Em que tu não estavas, estando
Em que reconheço os erros
Em que sinto os desânimos da vida
E os sonhos por sonhar

Dez contas passadas
Dedilhadas com a amargura dos sentimentos
Dos momentos de solidão de nós
Perdidos na ingratidão da vida
Que nos separou unindo-nos
E nos uniu no novo amanhecer

Mais dez e dez, rezadas em paz
Mais dez e dez esperanças de outro amanhã
Onde a oração e a prece prevaleça
E a felicidade nos enobreça
Que jamais nos separemos
E juntos até ao fim continuemos.

Cada dia passado
É uma conta do rosário dedilhada
Na fé, na esperança, na paz.

Maria Antonieta Oliveira
16-01-2016

sábado, 9 de janeiro de 2016

Ninfa






Na penumbra da noite
Contei-te em segredo
Os meus desamores
Disseste baixinho:
- Querida acorda, estás no meu ninho
Aqui és feliz, em meus braços estás
Nossa cama de penas alvas
E lençóis de linho puro
É nosso abrigo, de amor escondido
Onde nos amamos em segredo
Aqui repousamos de almas cansadas
Aqui nos esquecemos de mágoas passadas
Aqui nos deleitamos com amores conseguidos

Envolta em teu corpo, acordei
E em teu corpo desnudo, sonhei
Sonhei ter-te sempre e só meu
Nossos corpos alados cavalgando
Num mundo imaginário
Onde fossemos um só corpo em amor
Em êxtase e sintonia de prazeres
Envoltos na bruma do vento
Levados nas ondas dos mares sem fim
Um só, só um
Num trago de mar em rebelião
Seria a mais linda ninfa aparecida
Na praia esquecida da tua mão

No leito do teu rio
Descanso, tua!

Maria Antonieta Oliveira
08-01-2016



quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Confesso





Será que amar é pecado?!

Se amar é pecado
Eu, pecadora me confesso!

Confesso que te amo demais
Amo-te para além do imaginário
Para além do admissível
Amo-te para além do que o coração permite
E a mente consente
Amo-te sem fogo que arde
Mas com fogo ardente e calor intenso
Com beijos suados e corpos transpirados
Amo-te para além do mundo em que vivo
Para além do que alguém já amou
Para além do sol que aquece a terra
E dá vida aos seres nascentes

Confesso!
Confesso que te amo demais!
E,
Se amar é pecado
Eu, pecadora me confesso!

Maria Antonieta Oliveira
06-01-2016




sábado, 2 de janeiro de 2016

Sonhos





Perco-me nas linhas do teu corpo
Suave, macio, perfumado e amado por mim
Meus dedos ciosos de prazer
Desnudam cada pétala de ti
Ergues a voz ao som do medo
Acalento prazeres infindos
Em ti, nesse corpo desnudado por mim

Arraso desejos sentidos
Sento-me no calor do teu ser
E amo o amor que te sinto
Quebro o gelo das noites frias
Em que não estavas em mim
Aqueço os sonhos em ti
E adormeço nos lençóis floridos da lua

Sonho em sonhos que sou tua!

Maria Antonieta Oliveira
02-01-2016

Abracei o Sol





Abracei os raios do sol
E olhei a lua ausente
Senti-te em mim presente
E sonhei com a felicidade

Sorrio às ondas do mar passante
Nos ventos trazidos de além
Nas areias que se movem para mim
Trazendo a minha felicidade sem fim
Revoltas as fragas do mar
Levam e trazem amores
Os meus, os teus, os nossos
Vagas que vagueiam nos ventos
Das marés dos mares agrestes
Sorrisos gritantes de pedras soltas
Nas colinas do raiar do sol
Da lua adormecida na vida
De mim, de ti, de nós

Abraço-te num abraço eterno
Com olhares de sois brilhantes
E estrelas incandescentes
Nos rios dos caminhos das vestes
Das gentes passantes deambulando
Pelos mundos, dos mundos sem fim
Pelos mares dos mares sem fundo
Pelos ventos dos ventos sem tempo
Por nós, por ti e por mim
Nos lugares em que sentimos o amor
No coração, no corpo, na alma.

Eu, tu, nós!

Maria Antonieta Oliveira
02-01-2016


sexta-feira, 1 de janeiro de 2016

Hoje Não Vou Chorar








Hoje não queria chorar!

Não!
Hoje não queria sentir a face molhada
Não queria sentir o sal na minha boca sequiosa
Queria sentir os meus olhos sorrindo
Meus sentimentos fluindo sem dor
Queria abraçar o mundo
Sorrindo de felicidade
Sentir paz no coração
Sentir amor ao meu redor
E, não queria chorar!

Não!
Hoje não queria saborear o amargo da vida
Queria gritar bem alto, que sou feliz
Mas as lágrimas teimam em se soltar
Deslizam suaves e atrevidas sem pedir licença
As faces molhadas estão tristes
Angustiada pela vida de solidão
Que assola meus dias de sempre
A tristeza dos dias sem dias e sem horas
E eu, não queria chorar!

Não!
Hoje queria sorrir ao novo ano
Queria sentir paz, amor e felicidade
Queria ter esperança, fé e harmonia
Queria rir e saltar de alegria
Queria tanta coisa impossível
Ou possível, não sei bem
Queria voar nas asas do vento
E gritar ao mundo
Hoje não vou chorar1

Não!
Hoje não vou mais chorar
Vou limpar as lágrimas teimosas
Secá-las com o lenço da paz
Pôr um sorriso no rosto
Baton de brilho intenso
Rimel preto nos olhos
E abrir as mãos ao calor do sol
Sonhando com a lua cheia
Porque hoje não vou chorar1

Não!
Hoje não vou chorar!

Maria Antonieta Oliveira
01-01-2016




sábado, 5 de dezembro de 2015

Pedaço de Nada





A vida é um pedaço de nada
Nadas que fazem a vida,
E que são isso mesmo, nada
Agarra os segundos da vida
E vive-os como se fossem únicos
Os últimos de uma vida vivida

A vida tem que ser vivida
A cada minuto que passa
Porque a vida prega partidas à vida
E, o amanhã será tarde
Para viver aquele outro minuto
Da vida um dia sonhada

Ah vida traiçoeira
Que atraiçoas corações
Apagas emoções
Deixando lágrimas rolar
No olhar por quem partiu
E nunca mais voltará

Nem flores, nem lágrimas
Nem abraços ou beijos
Não quero manifestações
Nem grandezas de sermões
Por quem aqui me restar
Quero paz ao meu redor

Maria Antonieta Oliveira
05-12-2015
(Faleceu o grande homem, o grande poeta Vitor Cintra)





sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Decidi Amar-te





Hoje decidi amar-te
Amar-te no silêncio do meu âmago
Na profundidade do meu sentir

Decidi amar-te
Com a saudade de um beijo
No segredo íntimo do desejo

Amar-te
Na vivência de um sonho
Na intensidade da paixão

Hoje decidi amar-te
Na carícia de dois corpos suados
Extravasados de pudores e sentimentos

Decidi amar-te
Com a juventude de outrora
Na alegria de te possuir

Amar-te
Como sempre te amei
No recôndito do meu ser

Hoje decidi amar-te
Tal como ontem
E, como te amarei sempre.

Hoje decidi amar-te!
Meu amor!

Maria Antonieta Oliveira
03-12-2015


Lá no Além





Até um dia meu amor
Sei que lá nos encontraremos
Sem pressões nem amarras
E então aí seremos felizes
Aqui, sem ti, já não quero estar

Lá, no além, estaremos unidos
Num só e único ser amado
Amantes de amores proibidos
Não, amantes de amores frustrados
De amores desencontrados
De caminhos seguidos noutros sentidos

Lá, no além, os nossos caminhos
Serão os caminhos do amor
Os caminhos da felicidade
Os caminhos onde nos descobriremos
Juntos, unidos num sem fim de sorrisos
Daqui, já parti há muito

Lá, no além, quero ter-te só meu
E eu serei tua finalmente
Viveremos então
Um enorme amor para sempre
Quero partir contigo
Para o além desconhecido!

Maria Antonieta Oliveira
04-12-2015




terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Tabus





Despi-me de preconceitos, de tabus
De ideias pré-concebidas, de tudo
Despida de roupas mesquinhas
Que servem aos olhares malévolos

Mendigos de fome abastada, anunciada
Sôfregos de sentir pesados carinhos
Olhos sujos da poeira dos ventos
Corpos despidos na ânsia do desejo
Despidos pela magia do instante
Desprezados no chão já sujo
Como sujos os corpos desnudos dos amantes

Tabus?!
Preconceitos?!
Nudez!
Vida!

Despida de tudo
Numa nudez completa
Anseio o amanhã incerto
Na realidade do hoje passado
No ontem já perdido esquecido no tempo.

Tabus?!
Preconceitos?!
Nudez!
Vida!

Maria Antonieta Oliveira
01-12-2015



domingo, 29 de novembro de 2015

Apaixonada





Quero sentir-me apaixonada
Sentir borbulhas no estômago
Sonhar acordada
Desejar-te em segredo
Sentir paixão em meu coração
Quero amar-te como se nunca te tivesse amado

Quero sentir-me apaixonada
Como ontem
Sentir palpitações em emoções
Estremecer só de te pensar
Sentir o meu peito apertado
Por te ter sozinho a meu lado.

Ah, como me quero apaixonar!
Sentir meu corpo a suplicar
Os laivos da tua boca
A candura do teu corpo louco
A volúpia da nossa paixão
Em cama de rosas perfumadas

Ah como me quero apaixonar!
E de novo contigo sonhar
Neste nosso amor profundo
Em que ainda sinto pulsar
E meu estômago borbulhar
Esta nossa paixão sem fim.

Ah, como me quero apaixonar!
Ah, como é bom estar apaixonada!

Maria Antonieta Oliveira
29-11-2015


sábado, 28 de novembro de 2015

Reboliço da Alma





Veste-me as vestes do amor
Entra em mim como uma chama
Enfurecida na noite escura
Que trai e mente a ingratidão
A injustiça e a guerra
A terra onde caminhamos unidos
Na maldade nefasta das gentes
A raiva incontida, gemida
Grita bem dentro, de dentro de nós

Invade-me com palavras vãs
Ocas de sentimentos precisos
Deita-te na cama comigo
E jura-me falsidades infelizes
Contrapõe opiniões e divagações
Sai correndo p’ra rua em reboliço
Alarma o povo desprevenido
E ama quem te merecer amar
Voando nas asas de condor

Ave horrenda mesquinha
Urubu, abutre do mundo perdido
De um povo insano distorcido
De medos cóleras e degredos
Ódios ásperos ressentimentos
Caminhos de pedras soltas
De árduas montanhas paridas
Pelos ventos das manhãs agrestes
Nos invernos sinuosos da vida

Parte, aparta-te de mim, corre
Foge na longitude dos tempos
Capta imagens e sentires
De outros mundos e gentes duendes
Faz ouvir a tua voz bem fundo
Mostra-me teu rosto imundo
Revela-te a mim como és
Descalça resvalo meus pés
No doce caminho da paz.

Maria Antonieta Oliveira
28-11-2015



sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Pensamo-nos




Na mutação do tempo penso em ti
E tu, pensas em mim
Nesses ses que nos unem e nos separam
Vivemos separados e unidos
Em sentimentos igualados e profundos
Em sonhos por realizar

Os dias sucedem-se iguais
Acalentando esperanças de amanhã
Lembrando esperanças de ontem
Vivendo esperanças de hoje
E eu, penso em ti
E tu, pensas em mim

Pensamo-nos em sintonia
Sonhamos de noite e de dia
E o espaço insiste, insiste
A distância se alonga entre nós
Nas horas que passam sem nos termos
Nos momentos em que não vivemos.

Ah se os ses nos deixassem viver!

E eu, penso em ti
E tu, pensas em mim.

Maria Antonieta Oliveira
27-11-2015


quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Confusão




Cobre o meu corpo de flores
Rega-o de beijos com mil cores
Ateia-o com o fogo da paixão
Faz de mim um jardim de felicidade
Um forno de carinho e amizade

Deposita em mim as falsas moralidades
Deixa-me viver nas águas do limbo
Oculta pelas algas salgadas na madrugada
Do amanhecer de um amanhã florido
Esquecido no dia triste

Nas cinzas brancas do meu corpo
Fétido, petrificado sem humanidade
Rios de amalgamas cheirosas
Perfume de rosas coloridas
Do jardim florido da paz e do amor

Entrega-me ao sol e ao mosto
Para purificar o meu corpo perdido
Deixa-me sentir que estou viva
Na beleza das flores com que me cobriste
Nesta imensa confusão que me assola.

Dá-me tempo para viver!

Maria Antonieta Oliveira
26-11-2015


quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Amor de Verdade





Vem, repousa em mim o teu olhar
O teu corpo no meu aconchegar
E sorri!

Vem, agasalha-te no meu coração
Dá-me o calor da tua mão
E sorri!

Vem, beijar o meu corpo desnudo
Sentir meu agrado profundo
E sorri!

Vem, esconde-te dentro de mim
Dar-me um abraço sem fim
E sorri!

Vem, despe-te de preconceito
Deitarmo-nos no mesmo leito
E sorri!

Vem, ama-me como te amo
Teu doce amor, reclamo
E sorri!

Sorrimos de felicidade
Neste terno amor de verdade!

Maria Antonieta Oliveira
25-11-2015




A Sós Comigo




Procuro a solidão dentro de mim
Esta horrível solidão que não tem fim
Penso em ti na procura de companhia
Vejo-te no olhar onde me perco
Beijo-te nessa boca de desejo
Nem contigo em mim me sinto acompanhada

Regresso ao passado na nossa ambiguidade
Esse olhar que me deseja
Essa boca doce que me beija
Esse corpo que me acarinha e abraça
Nesses braços me enrosco e aninho
E meu ser continua sozinho

Ah solidão nefasta, parte, vai-te de mim
Deixa-me sentir que não estou só
Deixa-me viver feliz sem ti, contigo
Sempre contigo em mim, nós unidos
Ah solidão, enganas-te
Vou sentir-me sempre acompanhada

Ah solidão, como te enganas
Nunca mais estarei só, contigo
Pois tu estarás sempre a sós comigo.

Maria Antonieta Oliveira
25-11-2015



terça-feira, 24 de novembro de 2015

O Teu Abraço





Preciso de um abraço
Aquele teu abraço apertado
Em que nos entregamos sem destino
Em que nos doamos com carinho

Preciso de um abraço
Que me afague e acalente
Que me anime e faça feliz
Aquele abraço que eu sempre quis

Preciso de um abraço
Em que sinta os teus braços
E o teu coração junto ao meu
Prendendo-me num beijo teu

Preciso de um abraço
Que alegre o meu sentir
Que me ilumine o olhar
E faça o milagre de sorrir

Preciso de um abraço
Apenas e só o teu abraço
Aquele doce abraço
O teu, sempre teu abraço

Maria Antonieta Oliveira
23-11-2015



sábado, 21 de novembro de 2015

Outono





O outono desce nas folhas caídas
Nas ruas vestidas de várias cores
Ocres, castanhos de passos pisadas
Verdes sem cor, canteiro sem flor
Calçada molhada, neblina que cai
O sol envergonhado desvanece

Folhas secas, murchas, esquecidas
No chão enlameado p’la chuva
Passantes, gentes oprimidas, feridas
Enregeladas de amores inconstantes
Entrelaçam os passos na vida
De tantos outonos sofridos, magoados

Salpicos de neve, flocos de gelo
Orvalhos de saudade sentida
Recalcam sentires passados
O vento norte despedaça corações
Atirando as folhas caídas como setas
Qual cupido estilhaçando emoções

Esgueiro-me no sopé da montanha
Buscando o raio de sol aquecido
Debruço o olhar à nuvem maior
Redobram os sinos no lugar
As folhas revoltas ao tempo
Do vento que teima em passar.

Maria Antonieta Oliveira
21-11-2015



sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Porque Sim





Não me perguntes porquê
Dir-te-ei apenas - porque sim!

Porque gosto dos teus olhos?
Porque sim!
Porque gosto dos teus beijos?
Porque sim!
Porque gosto de sonhar?
Porque sim!
Porque gosto de te amar?
Porque sim!

Porque gosto de viver?
Porque sim!
Porque gosto de sorrir?
Porque sim!
Porque gosto do mar?
Porque sim!
Porque gosto do sol e do luar?
Porque sim!

Sim, não me perguntes porquê
Dir-te-ei apenas – porque sim!

Maria Antonieta Oliveira
20-11-2015




quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Doçura de Um Voo





Meu corpo cede ao desejo de voar
E voo no pensamento e na luz do teu olhar
Rumo a um destino incerto
Ao caminho perdido, num tempo já perto

Nas pedras soltas da estrada parada
Sobrevivo na minha angustia magoada
Olvido o sentir que me marterisa
E caminho na noite esquecida

Voo no tempo e no espaço
Ao encontro daquele nosso abraço
Ambíguo desejo, ambígua liberdade
É tudo o que anseio, a minha felicidade

Ingenuamente descalça de palavras
Partilho contigo as que ainda sei dizer
Palavras, apenas e só palavras
Água da fonte vertida a sofrer

Voo, voo no ápice de um relâmpago
Voo, nas asas das andorinhas felizes

Maria Antonieta Oliveira
19-11-2015







quinta-feira, 12 de novembro de 2015

Loucuras





Meu corpo em delírio louco
Loucura de um desejo antecipado
Entrega-se ao ninho de amor amado
Numa doce harmonia entrelaçado

Meu corpo, desejo mantido
Em ti, em mim, em nós
Volúpia de ser indefeso, parido
Em parto de amor proibido

Meu corpo cansado doado
De insónia em insónia parado
Entrega-se ao sono do sono
Num desesperado abandono

Meu corpo louco de desejo
Abre-se num longo eterno beijo
Esse amor de doce loucura
É nosso mundo de ternura

Meu corpo ávido do teu
Embrenha-se num olhar o céu
Unimo-nos num só corpo
E amamo-nos num amor louco.

Maria Antonieta Oliveira
12-11-2015



Sonhos




As nuvens envolvem teu corpo de paz
Nua na lua desnudas-te ao sol
Que te bronzeia e aquece
Sem pudores entregas-te ao mundo
Que te olha e acalenta teus sonhos
Sonhas além do que podes
Num horizonte infindo
Onde anseias o amor profundo

A cama de lençóis de linho bordados
Te acolhe nesses sonhos dourados
Viras-te e a lua estremece
Deslumbrada com o teu corpo
O sol já brilha com a luz que emanas
As estrelas dissiparam-se envergonhadas
E as nuvens fugiram desesperadas

O sonho libertino continua
Entre lençóis de linho bordados!

Maria Antonieta Oliveira
12-11-2015



quarta-feira, 11 de novembro de 2015

Mentira





Já não sofro por te amar
Já não te amo
A doçura dos teus beijos
Amargam-me a boca
As tuas mãos macias
Arranham a minha pele
O teu cabelo onde perdi os meus dedos
Voou num tempo passado
E eu, esqueci caminhar a teu lado

Como minto
Eu que não sei mentir
Ainda te amo, sim
Sempre te amei de verdade
É esta a minha realidade
Os teus lábios doces me beijam
As tuas carícias me endoidecem
O teu cabelo acaricia meu corpo
Na loucura dum desejo realizado.

Tu, meu presente desejado.

Maria Antonieta Oliveira
11-11-2015