O sonho é livre... é deixar voar o pensamento... é acreditar no inacreditável... é atingir o inatingível... Amar... Sofrer... Beijar... Doer...
sábado, 16 de abril de 2016
O Nosso Café
Qualquer sítio serve para beber um café
Mas não, o nosso café
Um café bebido ao olhar um passado
Vivido, sofrido mas com sentido
Um olhar diferente doutro olhar
Em que as almas se unem
E as palavras se soltam em uníssono
O nosso café é diferente
Não é bebido na sofreguidão de viver
A calma e tranquilidade nos invadem
E degustamos paladares recíprocos
Na saudade já longa no tempo
O nosso café não tem nada a ver com o café dos outros
O nosso café é feito de amor presente
O nosso café é feito de palavras desejadas ao ouvir
O nosso café é saboreado por sonhos realizados
O nosso café é vivido e sentido em nossos corações
O nosso café é desejado e bebido com paixão
O nosso café excita e extasia o cérebro
O nosso café faz-nos momentos de felicidade
O nosso café é essa doce realidade!
Qualquer sítio serve para beber um café
Mas não, o nosso café!
Maria Antonieta Oliveira
15-04-2016
sexta-feira, 15 de abril de 2016
Acredito
Na rua onde me deito
Vacilo nos sonhos desfeitos
Ondulo na chuva que cai
E medito
Gotas de orvalho que piso
Gelam meus pés descalços
Olho o escuro do céu
E suplico
Enlameada e sôfrega
De alimentar a alma e o sonho
Procura a estrela que me ilumine
E grito
A lua ausente entre as nuvens
Sente a minha inquietação
Espreita-me pela nesga da vida
E replico
Não a vejo mas sinto o seu poder superior
Ajoelho na lama já pisada
Olho ao alto, ponho as mãos
E acredito
Medito!
Suplico!
Grito!
Replico!
Acredito!
Basta acreditar e ter Fé em Deus para ser feliz!
Maria Antonieta Oliveira
15-04-2016
terça-feira, 12 de abril de 2016
As Nossas Palavras
São tuas as palavras que profiro
Não as sonho, não as penso, não as digo
Guardo-as no silêncio do meu peito
No centro do meu sentir
No âmago do meu ser
No fundo de mim
Estreitam-se laços de mimosas
Palavras entrelaçadas nas folhas
Ao vento primaveril que sopra
Levando-as e trazendo-as
Nas asas de uma pomba branca
Na paz que perdura elevada ao céu
Palavras ditas em surdina
Na penumbra da noite suave
Calma e tranquila
Leve como uma pena
Em que os pássaros se acolhem
E a lua brilha por de cima do monte
As tuas palavras que guardo
São minhas, as minhas palavras
De alegria, de paz, de felicidade
De sonho e de realidade
As minhas palavras, são tuas
As palavras de amor são nossas.
São nossas as mesmas palavras!
Maria Antonieta Oliveira
12-04-2016
Vida e Sonhos
A vida e os sonhos cruzam-se no caminho
Uns seguem, outros ficam retidos pela vida
Tenho sonhos, muitos sonhos
Sonho minutos, quiçá horas
De amor realizado contigo a meu lado
Esquecendo deveres
Sentindo prazeres há muito sonhados
Sonhos que partilho em pensamento
Que sopro ao vento para lá chegarem
Na resposta muda, eu ouço, eu leio
Que o teu sonho é igual ao meu.
Eu tenho um sonho!
Nós sonhamos juntos!
Maria Antonieta Oliveira
04-04-2016
13 de Abril
Num 13 de Abril do século passado
Abriste os olhos à primavera
Sorriste e venceste!
Muitas e longas primaveras caminhaste
Com socalcos profundos, mágoas e lutas
Lutaste e venceste!
Trilhaste a vida escolhida
Por ti, por Deus, quem sabe
Confiaste e venceste!
Rezaste dias e noites
Pelos teus sofredores
Foste ouvida e venceste!
Mas a vida cedo te traiu
E a tua última primavera
Feneceu e partiste
Derrotada na vida perdeste!
Cedo demais, minha mãe!
Saudades tuas!
Maria Antonieta Oliveira
04-04-2016
quarta-feira, 30 de março de 2016
Viagem de Sonho
Beijo Apetecido
Sorvo cada molécula de ar do teu espaço
Rodeio-me dos sonhos que viveste
Dos momentos felizes em que não estive
Sofro os desaires que passaste
Vivo a vida que perdi e,
Sonho!
Acordo contigo a meu lado
Calmos e tranquilos no café que bebemos
Partilhamos cada segundo
Como se fosse o nosso último
E o líquido escuro e aromático
Desce nas chávenas
O relógio teima em se movimentar
Olho tudo de novo
Quero sentir o que não senti
Quero viver o que não vivi!
Estou tranquila
Ainda temos muito para viver
E o beijo desejado aconteceu!
Maria Antonieta Oliveira
30-03-2016
domingo, 27 de março de 2016
Mereço Ser Feliz
Sinto-me traída pela puta da vida
No momento em que estou feliz
Algo o torna num momento triste
A solidão que sempre me assola
É contínua e vive em mim
Sorrio à tristeza dos dias
Convencida que os transformo
Mas não consigo
Nos dias que deveriam ser de felicidade
Passo na vida com a alma amargurada
Continuo a caminhar na estrada errada
Quando acerto o passo no meu mundo desejado?!
Quando acordo e sorrio ao sol que me espreita?!
Que mal fiz para merecer tanta tristeza e solidão?!
Sinto-me abandonada na estrada
Mas não desisto
O beijo salgado que não quero
É-me dado pelos lábios tristes que tenho
O sal dos meus olhos escorrido
É o choro da alma partida e violada
Sentimentos que me traem o coração
Medos que ultrapassei sem sentido
Mas não recuo
Mereço!
Sim mereço ser feliz
Mereço o teu amor e o meu
Mereço sorrir sem lágrimas
Mereço e quero viver
O pouco que me resta viver
Sim, mereço!
Quero ser feliz!
Maria Antonieta Oliveira
27-03-2016
segunda-feira, 21 de março de 2016
Dia da Poesia
DIA DA POESIA
Lembraste-me que era dia da poesia
Eu sorri e compreendi
Querias um poema meu só para ti
De tantos que já te escrevi
Este vai ser diferente
Não vou dizer que te amo
Tu já o sabes
Não vou dizer que sinto saudades
Tu já as sentes
Não vou dizer que quero estar contigo
Tu também queres
Não vou dizer que sonho acordada
Tu também sonhas
Para que este poema seja perfeito
Terei que dizer tudo o que sinto
Que te amo
Que tenho saudades
Que te quero
Que te sonho
Que és um amor sempre presente
Em meu terno coração.
E neste dia da poesia
Lembrado por ti
Este simples poema
Para ti eu escrevi.
Maria Antonieta Oliveira
21-03-2016
sexta-feira, 18 de março de 2016
A Paz Que Me Invade
Esta paz que me invade
Lembra-me a tua serenidade
A tua alegria e candura
Como a vida viveste
Esta paz que me invade
Lembra-me a areia da praia
O ondular do sol que se espelha
Nas águas salgadas pelas marés
Esta paz que me invade
Lembra-me as rosas viçosas
As flores do meu jardim
E as águas que correm
Esta paz que me invade
Lembra-me a gruta do castelo
Onde sonhei e vivi
Mil ventos e sois contigo
Esta paz que invade
Lembra-me a tua face rosada
Do solstício da primavera
Onde fui feliz e sorri à lua
Esta paz que me invade
Lembra-me que me lembro de ti!
Maria Antonieta Oliveira
18-03-2016
Meu Pai
Dias, meses e anos passam
Mas em cada segundo me lembro de ti
Do teu sorriso gaiato, malandreco
Do teu assobio alegre
Do teu riso contagiante
Dos teus lindos olhos verdes atrevidos
Dos teus dentes de alva brancura
Do teu chapéu domingueiro
Das calças de ganga semanais
Das calças de fazenda para o passeio
Sempre perfeito e elegante, meu pai
Dos teus cabelos brancos
Dos teus passos mal passados
Apoiado na bengala que soava no soalho
Das tuas rugas, imagens de uma vida vivida
Dos teus braços já curvados pelo cansaço
Das tuas mãos enrugadas, trilhadas pelo tempo
Do teu olhar fraquejando
E tuas faces enrugando
Mas o teu sorriso, esse sempre mantiveste.
Mesmo triste sempre sorriste!
Dias, meses e anos passam
Mas em cada segundo me lembro de ti, meu pai.
Maria Antonieta Oliveira
18-03-2016
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
Pássaro Livre
No doce crepitar de uma brasa
Queria ser pássaro
Ter asas e voar
Ser gigante e amante
Ser luz e cor
Queria voar numa nuvem
E pássaro livre pousar
Junto à brasa do amor.
Maria Antonieta Oliveira
26-02-2016
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
Reinventei-te
Reinventei-te nas manhãs por acordar
Nos dias por viver
Reinventei-te nos caminhos que seguimos
Nas noites por dormir
Reinventei-te nas mágoas ultrapassadas
Nos anos já passados
Reinventei-te no crepitar de uma brasa
No lume que me cega
Reinventei-te nos olhos da madrugada
No sol nascente
Reinventei-te na lua, na alvorada
Na tarde ensolarada
Reinventei-te nos sonhos proibidos
Nos sonos em que estavas
Reinventei-te na onda pelo mar trazida
Nas sombras calcadas da vida
Ao meu sentir e sabor
Reinventei-te meu amor!
Maria Antonieta Oliveira
10-02-2016
O Fogo do Amor
Nossos corpos em combustão, lenta, apetecida
Deleitam-se prazerosos
Minhas pernas em ogivas imaginárias
Entrelaçam as tuas sequiosas
Meu corpo em teu corpo
Desejo apetecido, solta-se em êxtase
Liberta-se avassaladoramente
Desnudando alma e mente
Corpo e ventre
E, amamo-nos!
Sentimentos puros trespassam-nos
Em frenética ebulição
Os sons do amor reagem ao amor
Embevecidos num olhar doce
E num beijo infindo
Abraçamo-nos!
Um abraço profundo
Aquele há tanto ansiado
Que o tempo levou, e trouxe
Num sonho consumado!
Maria Antonieta Oliveira
10-02-2016
Mulher - Flor
Do ventre da terra
Brota a flor
Flor!
Mulher!
Mãe!
Do teu ventre MULHER
Brota o amor!
Maria Antonieta Oliveira
16-02-2016
sábado, 6 de fevereiro de 2016
Existes Para Mim
Meu amor, que bom saber-te desse lado
Ouvir tua voz de novo, como antes
Gosto de saber de ti, como te sentes
O que fazes, aonde vais
O que pensas, o que desejas
Que pensas como eu
Que amas como eu amo
Que sentes como eu sinto
Que bom ouvir a tua voz desse lado
E saber que o tempo que passou
Não nos fez esquecer o que vivemos
O amor que partilhámos
Os momentos que passámos
Nada em nós mudou
Ambos sentimos o mesmo sentir
Que bom saber que existes para mim.
Maria Antonieta Oliveira
06-02-2016
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
Contigo
Além onde o mar não bate, apenas ondula
Ondulo o meu corpo no teu
Nas batidas ritmadas do coração
Batem as águas no mundo da ilusão
Em ti e contigo caminho
No mundo dos sonhos por viver
Nas ondas do mar salgado
Nas areias da praia pisadas
Nas conchas e búzios perdidos
Nas canoas soltas de amarras
Nos cascos partidos pelas marés
Nos sinos que tocam algures
Nos sons estridentes das rochas batidas
No sofrimento das vidas ceifadas
Em tudo o que é vida e é mundo
Respiro ao teu lado, amor
Maria Antonieta Oliveira
03-02-2016
0h 18m
domingo, 24 de janeiro de 2016
Ser Avó
Gosto de ouvir o teu sorriso simples
De pura magia
Gosto de brincar contigo
Fazer de burrinho ou cavalinho
Dançar com teus braços nos meus
Rir e saltar na cadeira onde nos sentamos
Cada um tem sua perna, são dois
E os vídeos, em que rimos até chorar
Com coisas por inventar
Jogas tu, joga ele, e tu fazes birra
- Chega-te para lá, mano
- Não, esta perna é a minha
E as pernas afinal são as minhas
Barafustam, brigam e arreliam-se
De seguida abraçam-se e beijam-se
Com ternura e muito amor
- Isto é meu, quero isso
- Não. Isto é meu, avó!
E lá vou com falinhas mansas
Convencer que os dois têm razão
E assim acabar a discussão
Gosto de brincar contigo, e contigo
Meus amores puros e verdadeiros
Na vossa simplicidade
São a minha felicidade!
Maria Antonieta Oliveira
24-01-2016
quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
Glosando Florbela Espanca
Mote:
Meu amor, meu Amado, vê… repara:
Pousa os teus lindos olhos de oiro em mim,
- Dos meus beijos de amor Deus fez-me avara
Para nunca os contares até ao fim.
Meu amor, meu Amado, vê… repara:
Como meu coração bate por ti
E a lágrima que corre em minha cara
Pelo tanto amor, que já sofri.
Acorda meu amor, olha em teu redor
Pousa os teus lindos olhos de oiro em mim
Sente em meu corpo o seu calor
E abraça-me num abraço sem fim.
Cobre-me de beijos, em campo de seara
Cede o teu corpo ao corpo meu
Dos meus beijos de amor Deus fez-me avara
Sonho em mim, sentir o amor teu
Quero soltar gargalhadas de desejo
Sentir a felicidade dentro de mim
Quero meus segredos em teus segredos
Para nunca os contares até ao fim.
Maria Antonieta Oliveira
21-01-2016
terça-feira, 19 de janeiro de 2016
O Tempo Que Passa
O tempo passa sem que o sinta
No telhado do sítio além
A chuva penetra o espírito
Endurecido pela velocidade do tempo
O tempo, esse tempo veloz
Que trai apartando sentires
Amores vividos que partem
Amores sentidos que regressam
E o tempo que passa.
Na vidraça estilhaçada pelo vento
Entre brumas de nuvens passantes
Folhas esvoaçam no espaço
Do espaço que separa e une
Neste tempo que passa e foge
Fugindo nas vielas da vida
Entre escarpas geladas e frias
Inóspitas sem gentes viventes
E o tempo passa passando.
E o tempo passa sem que o sinta
Porque o tempo sem tempo
Passa veloz e sem tino
Este tempo que é tempo de viver!
Maria Antonieta Oliveira
19-01-2016
Vida Por Viver
Quero sair por aí gritando o desalinho da alma
Alma que se encontra e desencontra
Nos caminhos do meu mundo
Mundo onde existo sozinha esquecida
Esquecida de viver, sorrir, saltar e brincar
Pelos campos do meu trilho
Trilho que piso a cada escalada vencida ou perdida
Perdida no sol da calçada humedecida
Pelas lágrimas saídas de mim
Por mim paridas no olhar vazio e triste
Triste na nostalgia de uma noite sem luar
Sem estrelas, sem brilho no mar
Mar que purifica a mente e agita as ondas na praia
Praia dos meus dias felizes no areal
Em que sinto a pureza dos pés deslizantes
Deslizam suavemente, pé ante pé
Pé que pisa o sofrimento dos dias e anos
Desenganos, traições e abandonos
Abandonos da vida que não vivi
Vivi sem viver uma história diferente
Que não tem nada a ver com a vida da gente.
Gente que passou na vida sem viver
Viver essa vida com gente feliz
Criança, adolescente, mulher
Vida sem vida, vivida com vida
Nos desígnios da vida partilhada
Assumida e retalhada
Pela vida que constrói e destrói
Os destinos prementes da gente
Que vive a vida sem viver!
Maria Antonieta Oliveira
19-01-2016
sábado, 16 de janeiro de 2016
Contas do Meu Rosário
Dedilhando os dias
Nas contas de um rosário
Penso nos dias em que sofri, sem ti
No tempo que me privou de te ter
Nos momentos tristes passados a só
Só comigo, contigo em mim
Cada conta
É um minuto passado, do passado
Em que tu não estavas, estando
Em que reconheço os erros
Em que sinto os desânimos da vida
E os sonhos por sonhar
Dez contas passadas
Dedilhadas com a amargura dos sentimentos
Dos momentos de solidão de nós
Perdidos na ingratidão da vida
Que nos separou unindo-nos
E nos uniu no novo amanhecer
Mais dez e dez, rezadas em paz
Mais dez e dez esperanças de outro amanhã
Onde a oração e a prece prevaleça
E a felicidade nos enobreça
Que jamais nos separemos
E juntos até ao fim continuemos.
Cada dia passado
É uma conta do rosário dedilhada
Na fé, na esperança, na paz.
Maria Antonieta Oliveira
16-01-2016
sábado, 9 de janeiro de 2016
Ninfa
Na penumbra da noite
Contei-te em segredo
Os meus desamores
Disseste baixinho:
- Querida acorda, estás no meu ninho
Aqui és feliz, em meus braços estás
Nossa cama de penas alvas
E lençóis de linho puro
É nosso abrigo, de amor escondido
Onde nos amamos em segredo
Aqui repousamos de almas cansadas
Aqui nos esquecemos de mágoas passadas
Aqui nos deleitamos com amores conseguidos
Envolta em teu corpo, acordei
E em teu corpo desnudo, sonhei
Sonhei ter-te sempre e só meu
Nossos corpos alados cavalgando
Num mundo imaginário
Onde fossemos um só corpo em amor
Em êxtase e sintonia de prazeres
Envoltos na bruma do vento
Levados nas ondas dos mares sem fim
Um só, só um
Num trago de mar em rebelião
Seria a mais linda ninfa aparecida
Na praia esquecida da tua mão
No leito do teu rio
Descanso, tua!
Maria Antonieta Oliveira
08-01-2016
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
Confesso
Será que amar é pecado?!
Se amar é pecado
Eu, pecadora me confesso!
Confesso que te amo demais
Amo-te para além do imaginário
Para além do admissível
Amo-te para além do que o coração permite
E a mente consente
Amo-te sem fogo que arde
Mas com fogo ardente e calor intenso
Com beijos suados e corpos transpirados
Amo-te para além do mundo em que vivo
Para além do que alguém já amou
Para além do sol que aquece a terra
E dá vida aos seres nascentes
Confesso!
Confesso que te amo demais!
E,
Se amar é pecado
Eu, pecadora me confesso!
Maria Antonieta Oliveira
06-01-2016
sábado, 2 de janeiro de 2016
Sonhos
Perco-me nas linhas do teu corpo
Suave, macio, perfumado e amado por mim
Meus dedos ciosos de prazer
Desnudam cada pétala de ti
Ergues a voz ao som do medo
Acalento prazeres infindos
Em ti, nesse corpo desnudado por mim
Arraso desejos sentidos
Sento-me no calor do teu ser
E amo o amor que te sinto
Quebro o gelo das noites frias
Em que não estavas em mim
Aqueço os sonhos em ti
E adormeço nos lençóis floridos da lua
Sonho em sonhos que sou tua!
Maria Antonieta Oliveira
02-01-2016
Abracei o Sol
Abracei os raios do sol
E olhei a lua ausente
Senti-te em mim presente
E sonhei com a felicidade
Sorrio às ondas do mar passante
Nos ventos trazidos de além
Nas areias que se movem para mim
Trazendo a minha felicidade sem fim
Revoltas as fragas do mar
Levam e trazem amores
Os meus, os teus, os nossos
Vagas que vagueiam nos ventos
Das marés dos mares agrestes
Sorrisos gritantes de pedras soltas
Nas colinas do raiar do sol
Da lua adormecida na vida
De mim, de ti, de nós
Abraço-te num abraço eterno
Com olhares de sois brilhantes
E estrelas incandescentes
Nos rios dos caminhos das vestes
Das gentes passantes deambulando
Pelos mundos, dos mundos sem fim
Pelos mares dos mares sem fundo
Pelos ventos dos ventos sem tempo
Por nós, por ti e por mim
Nos lugares em que sentimos o amor
No coração, no corpo, na alma.
Eu, tu, nós!
Maria Antonieta Oliveira
02-01-2016
sexta-feira, 1 de janeiro de 2016
Hoje Não Vou Chorar
Hoje não queria chorar!
Não!
Hoje não queria sentir a face molhada
Não queria sentir o sal na minha boca sequiosa
Queria sentir os meus olhos sorrindo
Meus sentimentos fluindo sem dor
Queria abraçar o mundo
Sorrindo de felicidade
Sentir paz no coração
Sentir amor ao meu redor
E, não queria chorar!
Não!
Hoje não queria saborear o amargo da vida
Queria gritar bem alto, que sou feliz
Mas as lágrimas teimam em se soltar
Deslizam suaves e atrevidas sem pedir licença
As faces molhadas estão tristes
Angustiada pela vida de solidão
Que assola meus dias de sempre
A tristeza dos dias sem dias e sem horas
E eu, não queria chorar!
Não!
Hoje queria sorrir ao novo ano
Queria sentir paz, amor e felicidade
Queria ter esperança, fé e harmonia
Queria rir e saltar de alegria
Queria tanta coisa impossível
Ou possível, não sei bem
Queria voar nas asas do vento
E gritar ao mundo
Hoje não vou chorar1
Não!
Hoje não vou mais chorar
Vou limpar as lágrimas teimosas
Secá-las com o lenço da paz
Pôr um sorriso no rosto
Baton de brilho intenso
Rimel preto nos olhos
E abrir as mãos ao calor do sol
Sonhando com a lua cheia
Porque hoje não vou chorar1
Não!
Hoje não vou chorar!
Maria Antonieta Oliveira
01-01-2016
sábado, 5 de dezembro de 2015
Pedaço de Nada
A vida é um pedaço de nada
Nadas que fazem a vida,
E que são isso mesmo, nada
Agarra os segundos da vida
E vive-os como se fossem únicos
Os últimos de uma vida vivida
A vida tem que ser vivida
A cada minuto que passa
Porque a vida prega partidas à vida
E, o amanhã será tarde
Para viver aquele outro minuto
Da vida um dia sonhada
Ah vida traiçoeira
Que atraiçoas corações
Apagas emoções
Deixando lágrimas rolar
No olhar por quem partiu
E nunca mais voltará
Nem flores, nem lágrimas
Nem abraços ou beijos
Não quero manifestações
Nem grandezas de sermões
Por quem aqui me restar
Quero paz ao meu redor
Maria Antonieta Oliveira
05-12-2015
(Faleceu o grande homem, o grande poeta Vitor Cintra)
sexta-feira, 4 de dezembro de 2015
Decidi Amar-te
Hoje decidi amar-te
Amar-te no silêncio do meu âmago
Na profundidade do meu sentir
Decidi amar-te
Com a saudade de um beijo
No segredo íntimo do desejo
Amar-te
Na vivência de um sonho
Na intensidade da paixão
Hoje decidi amar-te
Na carícia de dois corpos suados
Extravasados de pudores e sentimentos
Decidi amar-te
Com a juventude de outrora
Na alegria de te possuir
Amar-te
Como sempre te amei
No recôndito do meu ser
Hoje decidi amar-te
Tal como ontem
E, como te amarei sempre.
Hoje decidi amar-te!
Meu amor!
Maria Antonieta Oliveira
03-12-2015
Lá no Além
Até um dia meu amor
Sei que lá nos encontraremos
Sem pressões nem amarras
E então aí seremos felizes
Aqui, sem ti, já não quero estar
Lá, no além, estaremos unidos
Num só e único ser amado
Amantes de amores proibidos
Não, amantes de amores frustrados
De amores desencontrados
De caminhos seguidos noutros sentidos
Lá, no além, os nossos caminhos
Serão os caminhos do amor
Os caminhos da felicidade
Os caminhos onde nos descobriremos
Juntos, unidos num sem fim de sorrisos
Daqui, já parti há muito
Lá, no além, quero ter-te só meu
E eu serei tua finalmente
Viveremos então
Um enorme amor para sempre
Quero partir contigo
Para o além desconhecido!
Maria Antonieta Oliveira
04-12-2015
terça-feira, 1 de dezembro de 2015
Tabus
Despi-me de preconceitos, de tabus
De ideias pré-concebidas, de tudo
Despida de roupas mesquinhas
Que servem aos olhares malévolos
Mendigos de fome abastada, anunciada
Sôfregos de sentir pesados carinhos
Olhos sujos da poeira dos ventos
Corpos despidos na ânsia do desejo
Despidos pela magia do instante
Desprezados no chão já sujo
Como sujos os corpos desnudos dos amantes
Tabus?!
Preconceitos?!
Nudez!
Vida!
Despida de tudo
Numa nudez completa
Anseio o amanhã incerto
Na realidade do hoje passado
No ontem já perdido esquecido no tempo.
Tabus?!
Preconceitos?!
Nudez!
Vida!
Maria Antonieta Oliveira
01-12-2015
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