O sonho é livre... é deixar voar o pensamento... é acreditar no inacreditável... é atingir o inatingível... Amar... Sofrer... Beijar... Doer...
sábado, 2 de julho de 2016
Palavras
Procuro lembranças nos olhos do coração
Choram lágrimas desavindas de opinião
Cada gota de orvalho sentido
Caída na noite sofrida de solidão
É fogo gelado num peito partido
De lágrimas pisadas nos caminhos escolhidos
Cada sonho desfeito pela vida parida
Nos momentos de saudade
É mel amargo na boca desejada
De amores traídos pelos passos partilhados
Cada hora passada sem ti
Nesta vida atribulada por nuvens negras
É sol incandescente num luar sem estrelas
Na noite escura onde caminhantes erram caminhos
Cada olhar perdido no pensamento
Da miragem das águas dos mares de além
É arco-íris sem cores brilhantes
Na natureza agreste dos campos floridos
Cada palavra que escrevo
Nos poemas paridos da vida passante
É doce fel de abelhas trazido
Na vida angustiante que me persegue
Maria Antonieta Oliveira
02-07-2016
sexta-feira, 1 de julho de 2016
Sonhei Contigo, Amor
Sonhei contigo, amor
Passeávamos de mãos dadas
Nas areias cálidas do outono
Naquela praia nunca antes desbravada
Onde o luar e o sol se confundem
E o mar bate de mansinho
Dando à rocha todo o carinho
Que sentimos ao nos amarmos
Eu e tu
Naquela praia só nossa
Fazendo inveja às gaivotas esvoaçantes
Solitárias caminhantes do destino
Nós dois, como dois peregrinos
Unidos em nossos caminhos
Passeávamos de mãos dadas
Nas areias cálidas do outono.
Sonhei contigo, amor!
Maria Antonieta Oliveira
23-06-2016
(Escrito no Parque de campismo Minueira em Grove – Espanha)
A imagem corresponde ao local aonde escrevi para ti.
Deixei de Esperar
Deixei de esperar
Sim, deixei de esperar
Para quê voltar a sofrer
Esperando, esperando
E nada acontecer
Sonhei demasiado alto
E meu coração em sobressalto, espera
Já cansado do caminho percorrido
Espera desolado por se ter convencido
E sair de novo derrotado
Queria sonhar contigo, e sonhei
Sonhei desalmadamente
Com um passado presente
Com um futuro diferente
Em que sorria ao amor
Sorri e revivi esse amor só nosso
Sorrio e vivo de novo
Momentos de prazer e felicidade
Esperei e de novo espero
Esta nossa realidade
Mas,
Deixei de esperar!
Maria Antonieta Oliveira
01-07-2016
sábado, 11 de junho de 2016
Ilha da Felicidade
Embrulho-me nas palavras já gastas por outros poetas
E tento escrever palavras diferentes paridas por mim
Não vou falar de amor nem de saudade
Temas desbotados de tanto usados
Acalma-te mente perversa de pensamentos lascivos depravados
Também esses já explorados e mal fadados
Fome, guerra. Tristeza e dor
Violações, imigrantes, crianças sofridas e mal paridas
Doenças perigosas e outras enganosas
Não, não vou falar
Já muitos falaram, escreveram, gritaram
E o mundo não parou para os ouvir.
E da paz fingida, da miséria consentida
Dos idosos solitários ultrajados
Dos animais abandonados e mal tratados
Tanto sofrimento e maldade neste mundo de desigualdade
Não, não vou falar!
A natureza e a sua beleza
Envolvem a lua, o sol, o mar, os caminhos floridos
Areias molhadas, pisadas de mãos dadas
Olhares trocados, beijos roubados
Caminhos desencontrados, amores consumados
Amor!
A vida é amor!
Saudade!
A vida é saudade!
Temas desbotados de tanto usados
Mas sem eles avida não faria sentido.
Amor!
Paz!
Pão!
Igualdade!
E o mundo seria a ilha da felicidade!
Maria Antonieta Oliveira
11-06-2016
segunda-feira, 6 de junho de 2016
Sou Eu
Sou vento que esvoaça no espaço
Sou tempo que se perde no tempo
Sou rio que desagua no mar
Sou ar quente do deserto
Sou andorinha migratória
Sou sol num inverno agreste
Sou pétala de rosa caída no chão
Sou terra pisada na agrura da vida
Sou pó caído ao relento
Sou nada, ou tudo de um nada
Sou chama incandescente
Sou lume, sou fogo, sou água corrente
Sou estrela cadente em noite de luar
Sou criança carente
Sou ser indolente
Sou amor, sou paz, sou guerra
Sou sonho, sou vida, sou paixão
Sou desilusão perdida
Sou pétala esquecida
Sou folha de papel em branco
Sou tudo, sou tanto
Sou eu, simplesmente, eu!
Maria Antonieta Oliveira
06-06-2016
domingo, 5 de junho de 2016
Doce Olhar
Sinto o calor dos teus lábios
Afagando os meus cabelos
Estremeço na emoção do prazer
Que enternece o meu sentir
Na esperança de um novo amanhecer
Sinto o cheiro do teu perfume
No abraço do teu braço em mim
O meu corpo sedento de ti
Embevecida olho os teus olhos doces
Aqueles por quem me apaixonei um dia
E cedo ao beijo há tanto desejado
Como se o tempo não tivesse tempo
E o ontem fosse o ontem passado
Neste presente que nos uniu de novo
Para que possamos continuar a viver
Esse sonho por nós ambicionado
Maria Antonieta Oliveira
05-06-2016
segunda-feira, 30 de maio de 2016
Pinto As Pedras Que Piso
Pinto as pedras que piso
Com o suor do cansaço
Deste passo apressado
Com que caminho a teu lado
Pinto a calçada de preto
Das lágrimas que choro por ti
Do teu amor não me esqueci
Vivo abraçada à saudade
Pinto a calçada de rubro
Do sangue fervente em mim
Dos sonhos que sonho contigo
Eternos hinos de amor
Pinto a calçada de branco
Na paz da pomba que esvoaça
Peço-lhe eterna bonança
Saúde, amor e felicidade
Pinto as pedras que piso
Na calçada por onde passo
Das cores do arco-íris
Em todas vejo beleza
Todas piso com leveza
Não as quero magoar
Pinto-as com alegria
Dou-lhes cor e poesia
Luz, sombras e vida
Dou-lhes sonhos por sonhar
Dou-lhes beijos ao pisar
Pretas brancas desenhadas
São as cores doutras calçadas
Pintadas por outras mãos
Pisadas sem devoção
Magoadas sem compaixão.
Pinto as pedras que piso
Com a tinta do coração!
Maria Antonieta Oliveira
30-05-2016
Perdi-me No Tempo
Perdi-me no tempo
Esqueci-me das horas
E tudo passou
Agora já tarde
Caminho na vida
Tento sorrir
Não quero partir
Procuro a saída
Seguir novo rumo
Voltar para trás
Mas o tempo impune
Passa veloz
As horas são dias
Os dias são anos
E o tempo urge
Tudo me foge.
Agora já é tarde
Tudo passou
As horas esquecidas
No tempo perdida.
Maria Antonieta Oliveira
30-05-2016
domingo, 29 de maio de 2016
Desenho Palavras
A caneta tremula entre os meus dedos
Desenha palavras
Palavras sem nexo sentidas de prazeres
Sonhos insatisfeitos destroçados
Caminhos perdidos entrelaçados
Pensamentos dispersos desencantados
Afagos, carícias, quimeras
Memórias e sonhos de outras eras
A caneta tremula entre os meus dedos
Desenha palavras
Palavras de conforto e desconforto
De amores e caminhos partilhados
Sentires diversos e dispersos
Águas, rios e mares
Voos percorridos nas asas de um anjo
Nuvens passantes disfarçadas
A caneta tremula entre os meus dedos
Desenha palavras
Palavras de amor e de dor
De alegrias vividas no que foi ontem
De alegorias e vaidades do passado
Amo-te, amei-te e continuo a amar-te
Sentimentos fortes persistentes
Sangradas no coração já cansado
A caneta tremula entre os meus dedos
Desenha palavras.
Maria Antonieta Oliveira
29-05-2016
segunda-feira, 16 de maio de 2016
Completamente Só
Não encontro palavras para definir a minha solidão
Estou só comigo e com os meus sentires
Neste canto improvisado em que não estás
Rodeio-me de objectos, fotos e pensamentos
Mas eu estou só, completamente só
O meu coração sangra, pulula vermelho de paixão
Sinto-te em meu corpo, no fundo de mim
Abraço-te com o frenesim de quem está carente
Beijo-te, beijamo-nos profundamente
Mas eu estou só, completamente só
Uma rosa que abre e se desfolha na secretária
Um bonsai amarelecido, morto pela raiz
O bambu rejubila na sua folhagem renascida
Um Cristo pendurado entre retratos e molduras
Mas eu estou só, completamente só
As pedras sobrepostas num quadro de parede
Os meus tons, os tons terra da carpete no chão
Um aconchegante cortinado pendurado
Acolhedor este lugar a que chamo meu
Mas eu estou só, completamente só
Tu, mesmo que não queiras ou sintas, estás comigo
Povoas e habitas todos os meus pensamentos
Também vós, meus pais, me acarinham e abraçam
Numa foto antiga por de cima da secretária
Mas eu estou só, completamente só
Sempre só, comigo, apenas e só comigo
Tanto viver sem sentido, porque estou só
Só, completamente só!
Maria Antonieta Oliveira
16-05-2016
domingo, 15 de maio de 2016
Cigarro
Ainda sinto entre os dedos
O cigarro que me deste naquele dia
Era o último de um maço amaçado por ti
Ainda me queima o coração
O sabor amargo da nicotina expelida
No ultimo beijo que me deste
Era o ultimo em muitos anos seguidos
Muitos anos em que não soube de ti
Nem dos cigarros que fumaste
Nem quem sentiu o sabor da nicotina
Nem da vida que levaste, e perdi
Perdi… ganhei… vivi… amei…
E anos muitos anos passaram
E passaram sem ti
O sabor amargo da nicotina
Deu lugar ao sabor doce do amor
De um amor mais intenso e puro
Mais simples e convincente
Mais sereno e tranquilo
Mais consciente dos sentimentos
Sem cigarros amargos entre nós.
Maria Antonieta Oliveira
15-05-2016
quinta-feira, 12 de maio de 2016
Sonho Acordada
Há tempos que não te escrevo, amor
Não que te tenha esquecido, não
Apenas, porque não preciso escrever para saberes que te amo
Sabes amor,
Antes de adormecer és tu que estás no meu pensamento
Recordo os nossos momentos
Anseio outros já sonhados, talvez por ambos
Talvez apenas por mim
Falo em surdina, sem que me ouças e desabafo
Ouço a tua voz chamando-me de amor
Sorrio à felicidade e adormeço.
Durmo calma e tranquila
Não te sonho
Não amor, não te sonho ao dormir
Porque sonho contigo em todos os minutos que vivo.
Acordada e consciente povoas meu sentir
Por isso amor, não te sonho ao dormir, sonho acordada
Quero sonhar-te enquanto viver
Quero viver para sonhar-te!
Maria Antonieta Oliveira
11-05-2016
terça-feira, 19 de abril de 2016
Porta Fechada
O que está por detrás da porta que não ouso abrir?
No recato de mim, ouso pensamentos lascivos
Em que me possuis com a força da natureza
Das águas correntes nos moinhos da vida
No lume incandescente da fogueira do amor
Louca, anseio esse corpo que nunca foi meu
Vejo-te nu, de parcos farrapos vestido
E entrego o meu corpo desnudo ao teu abraço
Não sinto pudor nem vergonha
Laivos de ternura encandeiam os olhares
Lábios de loucura selam anos de paixão
Despe-te, despe-te amor e diz-me em palavras
Olha-me nos olhos e sente o meu olhar em ti
Mostra-me o pulsar do teu coração no meu
Sinto a tua língua deslizando aqui e além
Estremeço de emoção há muito apetecida
Tua mão ousada é por mim quase travada
Mas segue, prossegue o rumo que almejas
Perdidos em labirintos obtusos
Encontramo-nos, amamo-nos e gritamos ao vento:
Amor!
Amo-te!
Amar-te-ei para além deste sonho!
Ousada entrei e vivi por detrás da porta fechada!
Maria Antonieta Oliveira
19-04-2016
sábado, 16 de abril de 2016
Poema de A a Z
Desafio do poeta Joaquim Sustelo (Horizontes da Poesia)
Amo baralhar as letras
Brinco com as palavras
Consigo fazer magia
Dou prazer à nostalgia
Enredos e desalinhos
Ficam presos nos caminhos
Giestas ao por do sol
Horizontes com poesia
Imagino ser poeta
Juro ser o que não sou
Luares com outros amores
Musicais com dança farta
Neles sendo primeira-dama
Olho o céu embevecida
Procuro nele a paz da vida
Quando nasce a alvorada
Rogo a Deus muita saúde.
Sou como sou, não como queria
Tudo na vida é fantasia
Uns são nobres, outros são pobres
Vigarizados pelo destino.
Xícara de chá com bolos sonhados.
Zangar para quê se assim nascemos.
Maria Antonieta Oliveira
16-04-2016
O Nosso Café
Qualquer sítio serve para beber um café
Mas não, o nosso café
Um café bebido ao olhar um passado
Vivido, sofrido mas com sentido
Um olhar diferente doutro olhar
Em que as almas se unem
E as palavras se soltam em uníssono
O nosso café é diferente
Não é bebido na sofreguidão de viver
A calma e tranquilidade nos invadem
E degustamos paladares recíprocos
Na saudade já longa no tempo
O nosso café não tem nada a ver com o café dos outros
O nosso café é feito de amor presente
O nosso café é feito de palavras desejadas ao ouvir
O nosso café é saboreado por sonhos realizados
O nosso café é vivido e sentido em nossos corações
O nosso café é desejado e bebido com paixão
O nosso café excita e extasia o cérebro
O nosso café faz-nos momentos de felicidade
O nosso café é essa doce realidade!
Qualquer sítio serve para beber um café
Mas não, o nosso café!
Maria Antonieta Oliveira
15-04-2016
sexta-feira, 15 de abril de 2016
Acredito
Na rua onde me deito
Vacilo nos sonhos desfeitos
Ondulo na chuva que cai
E medito
Gotas de orvalho que piso
Gelam meus pés descalços
Olho o escuro do céu
E suplico
Enlameada e sôfrega
De alimentar a alma e o sonho
Procura a estrela que me ilumine
E grito
A lua ausente entre as nuvens
Sente a minha inquietação
Espreita-me pela nesga da vida
E replico
Não a vejo mas sinto o seu poder superior
Ajoelho na lama já pisada
Olho ao alto, ponho as mãos
E acredito
Medito!
Suplico!
Grito!
Replico!
Acredito!
Basta acreditar e ter Fé em Deus para ser feliz!
Maria Antonieta Oliveira
15-04-2016
terça-feira, 12 de abril de 2016
As Nossas Palavras
São tuas as palavras que profiro
Não as sonho, não as penso, não as digo
Guardo-as no silêncio do meu peito
No centro do meu sentir
No âmago do meu ser
No fundo de mim
Estreitam-se laços de mimosas
Palavras entrelaçadas nas folhas
Ao vento primaveril que sopra
Levando-as e trazendo-as
Nas asas de uma pomba branca
Na paz que perdura elevada ao céu
Palavras ditas em surdina
Na penumbra da noite suave
Calma e tranquila
Leve como uma pena
Em que os pássaros se acolhem
E a lua brilha por de cima do monte
As tuas palavras que guardo
São minhas, as minhas palavras
De alegria, de paz, de felicidade
De sonho e de realidade
As minhas palavras, são tuas
As palavras de amor são nossas.
São nossas as mesmas palavras!
Maria Antonieta Oliveira
12-04-2016
Vida e Sonhos
A vida e os sonhos cruzam-se no caminho
Uns seguem, outros ficam retidos pela vida
Tenho sonhos, muitos sonhos
Sonho minutos, quiçá horas
De amor realizado contigo a meu lado
Esquecendo deveres
Sentindo prazeres há muito sonhados
Sonhos que partilho em pensamento
Que sopro ao vento para lá chegarem
Na resposta muda, eu ouço, eu leio
Que o teu sonho é igual ao meu.
Eu tenho um sonho!
Nós sonhamos juntos!
Maria Antonieta Oliveira
04-04-2016
13 de Abril
Num 13 de Abril do século passado
Abriste os olhos à primavera
Sorriste e venceste!
Muitas e longas primaveras caminhaste
Com socalcos profundos, mágoas e lutas
Lutaste e venceste!
Trilhaste a vida escolhida
Por ti, por Deus, quem sabe
Confiaste e venceste!
Rezaste dias e noites
Pelos teus sofredores
Foste ouvida e venceste!
Mas a vida cedo te traiu
E a tua última primavera
Feneceu e partiste
Derrotada na vida perdeste!
Cedo demais, minha mãe!
Saudades tuas!
Maria Antonieta Oliveira
04-04-2016
quarta-feira, 30 de março de 2016
Viagem de Sonho
Beijo Apetecido
Sorvo cada molécula de ar do teu espaço
Rodeio-me dos sonhos que viveste
Dos momentos felizes em que não estive
Sofro os desaires que passaste
Vivo a vida que perdi e,
Sonho!
Acordo contigo a meu lado
Calmos e tranquilos no café que bebemos
Partilhamos cada segundo
Como se fosse o nosso último
E o líquido escuro e aromático
Desce nas chávenas
O relógio teima em se movimentar
Olho tudo de novo
Quero sentir o que não senti
Quero viver o que não vivi!
Estou tranquila
Ainda temos muito para viver
E o beijo desejado aconteceu!
Maria Antonieta Oliveira
30-03-2016
domingo, 27 de março de 2016
Mereço Ser Feliz
Sinto-me traída pela puta da vida
No momento em que estou feliz
Algo o torna num momento triste
A solidão que sempre me assola
É contínua e vive em mim
Sorrio à tristeza dos dias
Convencida que os transformo
Mas não consigo
Nos dias que deveriam ser de felicidade
Passo na vida com a alma amargurada
Continuo a caminhar na estrada errada
Quando acerto o passo no meu mundo desejado?!
Quando acordo e sorrio ao sol que me espreita?!
Que mal fiz para merecer tanta tristeza e solidão?!
Sinto-me abandonada na estrada
Mas não desisto
O beijo salgado que não quero
É-me dado pelos lábios tristes que tenho
O sal dos meus olhos escorrido
É o choro da alma partida e violada
Sentimentos que me traem o coração
Medos que ultrapassei sem sentido
Mas não recuo
Mereço!
Sim mereço ser feliz
Mereço o teu amor e o meu
Mereço sorrir sem lágrimas
Mereço e quero viver
O pouco que me resta viver
Sim, mereço!
Quero ser feliz!
Maria Antonieta Oliveira
27-03-2016
segunda-feira, 21 de março de 2016
Dia da Poesia
DIA DA POESIA
Lembraste-me que era dia da poesia
Eu sorri e compreendi
Querias um poema meu só para ti
De tantos que já te escrevi
Este vai ser diferente
Não vou dizer que te amo
Tu já o sabes
Não vou dizer que sinto saudades
Tu já as sentes
Não vou dizer que quero estar contigo
Tu também queres
Não vou dizer que sonho acordada
Tu também sonhas
Para que este poema seja perfeito
Terei que dizer tudo o que sinto
Que te amo
Que tenho saudades
Que te quero
Que te sonho
Que és um amor sempre presente
Em meu terno coração.
E neste dia da poesia
Lembrado por ti
Este simples poema
Para ti eu escrevi.
Maria Antonieta Oliveira
21-03-2016
sexta-feira, 18 de março de 2016
A Paz Que Me Invade
Esta paz que me invade
Lembra-me a tua serenidade
A tua alegria e candura
Como a vida viveste
Esta paz que me invade
Lembra-me a areia da praia
O ondular do sol que se espelha
Nas águas salgadas pelas marés
Esta paz que me invade
Lembra-me as rosas viçosas
As flores do meu jardim
E as águas que correm
Esta paz que me invade
Lembra-me a gruta do castelo
Onde sonhei e vivi
Mil ventos e sois contigo
Esta paz que invade
Lembra-me a tua face rosada
Do solstício da primavera
Onde fui feliz e sorri à lua
Esta paz que me invade
Lembra-me que me lembro de ti!
Maria Antonieta Oliveira
18-03-2016
Meu Pai
Dias, meses e anos passam
Mas em cada segundo me lembro de ti
Do teu sorriso gaiato, malandreco
Do teu assobio alegre
Do teu riso contagiante
Dos teus lindos olhos verdes atrevidos
Dos teus dentes de alva brancura
Do teu chapéu domingueiro
Das calças de ganga semanais
Das calças de fazenda para o passeio
Sempre perfeito e elegante, meu pai
Dos teus cabelos brancos
Dos teus passos mal passados
Apoiado na bengala que soava no soalho
Das tuas rugas, imagens de uma vida vivida
Dos teus braços já curvados pelo cansaço
Das tuas mãos enrugadas, trilhadas pelo tempo
Do teu olhar fraquejando
E tuas faces enrugando
Mas o teu sorriso, esse sempre mantiveste.
Mesmo triste sempre sorriste!
Dias, meses e anos passam
Mas em cada segundo me lembro de ti, meu pai.
Maria Antonieta Oliveira
18-03-2016
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016
Pássaro Livre
No doce crepitar de uma brasa
Queria ser pássaro
Ter asas e voar
Ser gigante e amante
Ser luz e cor
Queria voar numa nuvem
E pássaro livre pousar
Junto à brasa do amor.
Maria Antonieta Oliveira
26-02-2016
terça-feira, 16 de fevereiro de 2016
Reinventei-te
Reinventei-te nas manhãs por acordar
Nos dias por viver
Reinventei-te nos caminhos que seguimos
Nas noites por dormir
Reinventei-te nas mágoas ultrapassadas
Nos anos já passados
Reinventei-te no crepitar de uma brasa
No lume que me cega
Reinventei-te nos olhos da madrugada
No sol nascente
Reinventei-te na lua, na alvorada
Na tarde ensolarada
Reinventei-te nos sonhos proibidos
Nos sonos em que estavas
Reinventei-te na onda pelo mar trazida
Nas sombras calcadas da vida
Ao meu sentir e sabor
Reinventei-te meu amor!
Maria Antonieta Oliveira
10-02-2016
O Fogo do Amor
Nossos corpos em combustão, lenta, apetecida
Deleitam-se prazerosos
Minhas pernas em ogivas imaginárias
Entrelaçam as tuas sequiosas
Meu corpo em teu corpo
Desejo apetecido, solta-se em êxtase
Liberta-se avassaladoramente
Desnudando alma e mente
Corpo e ventre
E, amamo-nos!
Sentimentos puros trespassam-nos
Em frenética ebulição
Os sons do amor reagem ao amor
Embevecidos num olhar doce
E num beijo infindo
Abraçamo-nos!
Um abraço profundo
Aquele há tanto ansiado
Que o tempo levou, e trouxe
Num sonho consumado!
Maria Antonieta Oliveira
10-02-2016
Mulher - Flor
Do ventre da terra
Brota a flor
Flor!
Mulher!
Mãe!
Do teu ventre MULHER
Brota o amor!
Maria Antonieta Oliveira
16-02-2016
sábado, 6 de fevereiro de 2016
Existes Para Mim
Meu amor, que bom saber-te desse lado
Ouvir tua voz de novo, como antes
Gosto de saber de ti, como te sentes
O que fazes, aonde vais
O que pensas, o que desejas
Que pensas como eu
Que amas como eu amo
Que sentes como eu sinto
Que bom ouvir a tua voz desse lado
E saber que o tempo que passou
Não nos fez esquecer o que vivemos
O amor que partilhámos
Os momentos que passámos
Nada em nós mudou
Ambos sentimos o mesmo sentir
Que bom saber que existes para mim.
Maria Antonieta Oliveira
06-02-2016
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
Contigo
Além onde o mar não bate, apenas ondula
Ondulo o meu corpo no teu
Nas batidas ritmadas do coração
Batem as águas no mundo da ilusão
Em ti e contigo caminho
No mundo dos sonhos por viver
Nas ondas do mar salgado
Nas areias da praia pisadas
Nas conchas e búzios perdidos
Nas canoas soltas de amarras
Nos cascos partidos pelas marés
Nos sinos que tocam algures
Nos sons estridentes das rochas batidas
No sofrimento das vidas ceifadas
Em tudo o que é vida e é mundo
Respiro ao teu lado, amor
Maria Antonieta Oliveira
03-02-2016
0h 18m
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