Vou
seguir a lua
Para
te encontrar
Poder
amar-te
Recordar
antanho
Beijar
os cabelos
Acariciar
a face
E
voar com a ave
Que
procura o ninho.
Maria
Antonieta Oliveira
09-05-2026
O sonho é livre... é deixar voar o pensamento... é acreditar no inacreditável... é atingir o inatingível... Amar... Sofrer... Beijar... Doer...
Vou
seguir a lua
Para
te encontrar
Poder
amar-te
Recordar
antanho
Beijar
os cabelos
Acariciar
a face
E
voar com a ave
Que
procura o ninho.
Maria
Antonieta Oliveira
09-05-2026
Quero
acordar e ver o mar
Ouvir
o murmurar das ondas
Em
segredos que só elas entendem
Quero
saltar da cama e ir molhar os pés
No
sal das areias que me envolvem
Nas
águas frias da minha praia
Devagarinho
entrar e mergulhar
Purificar
meu corpo e alma
Tornar-me
mais pura e calma
No
regresso a casa e do sal tirado
Saborear
um majestoso almoço
Depois,
sentar-me no baloiço do jardim
Ler um livro, o último que saiu
Pousá-lo e olhar o mar que me chama
Sempre o mar a me desafiar
É nele que repouso minhas lágrimas
Que conto meus segredo e degredos
Meus amores e desamores
Minhas alegrias e desesperos
Ele, simplesmente ondeia, salpica e ouve
Mar, meu mar, minha calmaria
Quem me dera ter essa casa à beira mar
Para nela acordar e poder sonhar.
Maria Antonieta Bastos Alentado Oliveira
04-05-2026
O
coração palpitava de alegria
Recordava
outros tempos
Outra
época da vida
-
atira a bola pá
-
tu é que não a apanhaste
-
vai buscar
-
vai tu, está rolando
-
ó, ficou debaixo do carro
-
olha ela aí, tonto
-
tu não sabes jogar e eu é que sou tonto, está bem, pronto
-
sei jogar sim
-já
estamos cansados vamos antes jogar snooker
-
boa
Tudo
a postos e começa o jogo
-
vigarista, mudaste a minha bola
-
foi só para limpar o pó
-
olha aquela está mesmo a jeito
-
querias a outra sou eu que a meto
E
o jogo decorria, assim como o tempo que passava
Tenho
que ir, está na hora
Beijinhos
e abraços
Conselhos
sempre iguais
PARABÉNS, MEU
AMOR
Estava
um dia quente de primavera
Tu,
insistias em não sair
Era
madrugada e o choro fez-se ouvir
Finalmente
o meu neto nascia
Hoje,
já um homem elegante e bonito
É
um ser querido que me faz ser feliz
Adoro-te,
meu amor lindo
Desejo-te
um mundo replecto de tudo o que ambicionas
Sê
integro, sê sempre tu mesmo
Não
te deixes influenciar pelo mundo que te rodeia
O
mundo nem sempre é aquele que sonhamos ou desejamos
Mas
tu és um herói, um lutador pelos teus sonhos
Mas
a vida, nem sempre é como sonhamos
Por
isso aceita-a tal como ela se te apresentar
E
concretizando ou não, os teus sonhos, sê feliz.
És
um dos grandes amores da minha vida
ADORO-TE,
MEU PRINCIPE!
Maria
Antonieta Bastos Alentado Oliveira
17-04-2026
A
solidão arrasa a vida
Mesmo
quando a solidão não existe
Solidão
maldita que não me largas
Mesmo
contigo, amor, junto a mim
A
maldita aparece e insiste em ficar
Sabes
que te amo, que nos amamos
Porque
me sinto só contigo?!
A
luz apaga-se e fica escuridão
Tenho
medo do escuro, sempre tive
Tu
és a minha luz, eu sei e digo-o a todo o mundo
Mas
a solidão é uma danada, dá cabo de mim
Tu,
estás comigo, sempre comigo, e eu, estou só
Só, contigo a meu lado.
Ah! Solidão malvada!
Maria Antonieta Bastos Alentado Oliveira
14-04-2026
Há
dias que nos marcam de diversas maneiras, e quando apenas num dia temos duas
recordações menos simpáticas, ou melhor, não muito boas, depende da
interpretação que eu própria lhes queira dar.
Hoje,
dia 13 de Abril de 1925, nasceu a mulher heroína que me deu a vida e lutou
juntamente com o meu pai para que eu fosse a profissional que fui.
Hoje,
dia 13 de Abril de 2025, cem anos depois, vi malas e sacos partirem sem motivo
justificativo para a situação em si, embora eu nunca soubesse os verdadeiros e
reais pormenores. Chorei, sem compreender, mas superei. Agora tuco corre
“normalmente”.
Dois
acontecimentos que me marcam e muito, pois a mãe partiu nova, há já 24 anos e a
cada dia que passa, mais sinto a sua falta, e a saudade de um colo que já não
existia, mas que sempre o poderia procurar.
Hoje,
dia 13 de Abril de 2026, queria poder ser pomba e voar para junto dela .
Hoje,
dia 13 de Abril de 2026, queria poder dizer-te o que sempre digo – estou sempre
aqui para ti, para tudo o que precisares.
Mas,
não sou pomba, nem sempre falamos, e o meu coração chora, por vezes sorri, mas,
já nada é como antes.
AMO-TE,
MÃE!
AMO-TE,
MEU AMOR!
Maria
Antonieta Bastos Alentado Oliveira
13
de Abril de 2026
-
Dá-me uma pastilha
-
Não tenho
-
Então dá-me uma goma
-
Ó pá não me chateies estou a jogar
E
o telemóvel manteve-se na mão inocente
Não
tinha culpa, os pais ofereceram-lho no Natal
Considerou-se
um homem, mal sabia que estava a entrar num labirinto
-
Vou almoçar, queres vir?
-
O que vais comer?
-
Ora, uma pizza
-
Não, prefiro ir comer a casa, o comer feito p´la minha mãe
E
amanhã, o que fará o menino do telemóvel?!
E
amanhã como será a saúde do menino que come fast food?!
Haverá
silêncios sem resposta e angustias sofridas
Porque
o hoje, não está a pensar no amanhã
Mas,
o amanhã existirá, talvez, com sofrimento e dor.
Por
culpa dos meninos incutidos na magia de seus pais.
Maria
Antonieta Bastos Alentado Oliveira
07-04-2026
Há
loucuras tão loucas
Que
nos surgem no pensamento
São
tão loucas as loucuras
Que
nos trazem sofrimento
Recordações
com saudades
Saudades
de tempos vividos
Saudades
de tempos perdidos
De
amores e desamores
Dos
que amamos e amámos
Que
viveram e já partiram
Saudades
são lágrimas de sal
Que
saem do coração
E
dos olhos já cansados
Ah…
loucuras de loucos humanos
Com
sentimentos sinceros
Pois
são loucos os humanos
E
as loucuras são loucas.
Maria
Antonieta Bastos Alentado Oliveira
06-04-2026
Preciso
de colo
Vem
mãe, dá-me o teu colinho
Mesmo
que depois te zangues e me batas
Mas
preciso dos teus beijos carinhosos
Do
teu colinho quente e docinho
Preciso
tanto de ti, mãe
Preciso
de alguém que me compreenda
Alguém
que me dê o amor e carinho que preciso
Mas
eu nem sei o que preciso
Preciso
de colo
Preciso
que calem o sofrimento
E
me deem paz no coração
Paz
na minha cabeça maluca
Preciso
de colo
Preciso
de paz
Maria
Antonieta Bastos Alentado Oliveira
26-03-2026
Não
é fácil manter-se
No
cimo da montanha
Ora
faz frio
Ora
o sol arrasa a pele
Mas
quem manda é o coração
Ou
será a mente?!
E
de repente tu cais de novo
Num
vale fundo
Ou
num poço sem fundo
E
sem que saibas porquê
Tudo
regressa
Um
mar salgado volta ao teu rosto
Uma
tremura constante
Um
nervoso miudinho
Uma
revolta incontida sem razão
O
que fazer?
Ninguém
merece sofrer por minha causa
Quero
desaparecer
Quero
morrer
Estou
farta de mim!
Maria
Antonieta Bastos Alentado Oliveira
24-03-26
Sentir
amor por alguém
É
algo muito bom
Amar
os do nosso sangue
É
algo que Deus nos deu para cumprir
Ou
não, dependendo da vida
Eu,
amo-te para além do possível
És
a minha princesa linda
A
minha Ica querida
És
um dos meus amores maiores.
Sê
sempre feliz e realiza os teus sonhos
Ama
quem te ama
Ama
a vida!
PARABÉNS,
meu AMOR GRANDE!
Avó
Tieta
Maria Antonieta Bastos Alentado Oliveira
19-03-2026
Não
imagino a palavra Herói,
Sem
pensar em ti
Fortes,
és e serás sempre o meu grande Herói
Abraçavas-me
com o teu olhar
Beijavas-me
ao cumprimentar
Compreendias-me
melhor que ninguém
O
teu olhar vivo e penetrante
Verde,
de um verde esperança
Calmo,
tranquilo e paciente
Eras
assim, meu querido pai
Tenho
saudades nossas,
Mesmo
sem falarmos dizíamos tanta coisa
Olho
o teu retrato e sorrio
Vejo-
te a sorrir para mim
Com
aquele teu sorriso tão teu
Que
só tu tinhas, meu pai
E
porque dizem que hoje é o dia do pai,
Sim,
é o dia de São José
O
pai que sem o ser, foi pai de Jesus
Eu
digo que te amo muito
Muito
mais a cada dia que passa
O
sal escorre no coração saudoso
A
saudade lembra aquele Homem que foste
O
amor que sentimos em união feliz.
Amo-te
muito, meu pai
Breve
nos abraçaremos e mataremos saudades.
Até
já meu querido pai.
Maria
Antonieta Alentado
19-03-2026
Entre
risos, gargalhadas
Saltos
e macacadas
Lá
grimas derramadas
Solidão
sem amor
Duas
famílias
Duas
casas entrelaçadas
Pela
forma de viver
Tanta
gente unida por vezes incompreendida
Poucas
pessoas sem união nem compreensão
Jogos
divertidos
Gargalhadas
repetidas
Ninguém
Apenas
tu e eu
Cada
um em seu lugar
Em
seu mundo
E
a solidão acompanhada de outros tempos
Regressa
sem regresso como sempre existiu
O
sal apimenta o teu olhar
O
teu viver sempre igual
Por
mais que se esforcem
Nunca
há felicidade eterna
Há
sempre solidão e tristeza.
Ao
lado
Há
risos e gargalhadas
Entre
outras macacadas.
Maria
Antonieta Bastos Alentado Oliveira
14-03-2026
A
saudade é traiçoeira
Hoje,
lembro.me de ti
Amanhã,
nem sei que existes
Hoje
vejo o mar a ondular
Amanhã,
lembro-me do verão a escaldar
Lembro
o passado risonho
Também
lembro o passado sofrido
Lembro
quem partiu
Uma
partida insubstituível
Uma
saudade que não tem cura
Foram
e jamais voltarão
Lembro
as ruas por onde passei
E,
se calhar, jamais lá voltarei
A
minha Vila que me viu nascer
E
onde gostava de morrer
Lembro
tudo e lembro nada
Pois
nesta vida nada somos
Hoje,
é hoje
Ontem,
foi ontem
Mas
amanhã, não sabemos se haverá
Nesta
passagem tanto vivemos
Tantas
lembranças boas e menos boas
Tantos
que já partiram
O
amor esse persiste e insiste
Numa
saudade incalculável.
A
saudade é traiçoeira.
Maria
Antonieta Bastos Alentado Oliveira
12-03-2026
Nasci
Era
bebé rechonchuda
O
tempo foi passando
E
eu fui crescendo
E
hoje sou mulher
Tu,
mulher, também nasceste bebé
Também
cresceste
E
hoje, também és mulher
Mulher
que estudou
Mulher
que trabalhou
Mulher
que foi mulher
Mulher
mãe
Mulher
amada
Mulher
traída
Mulher
maltratada
Mulher
atarefada
Mulher
trabalhadora
Mulher
solitária
Mulher
sofrida
Mulher
bonita ou feia
É
mulher
Mulher
gorda ou magra
É
mulher
Ser
mulher
É
ser alguém que pariu
E
deu vida a outras mulheres
Mas,
também pariu os homens
Mulher,
é ser amor!
Maria
Antonieta Bastos Alentado Oliveira
07-03-202
Fui
à floresta do lago
Onde
os nenúfares ondeiam e brilham
Dancei
com eles uma valsa
Um
tango, e sei lá que mais
Patinhos
se aproximaram
Dando
mais vida aquele lago solitário
Ninguém
o conhecia
Ninguém
o visitava
Apenas
o cantarolar dos passarinhos e,
Apenas
eu e tu
Era
o nosso lago e os nossos nenúfares
Foi
ali que me deste o primeiro beijo
Reagi
com uma resposta imediata
E
dei-te um abraço beijado
Carinhos
sentidos e trocados
Amor
começado à beira deste lago.
Maria
Antonieta Bastos Alentado Oliveira
06-03-2026
Tenho
uma rosa cor de rosa
Plantada
num vaso branco e preto
Tem
losangos feitos de pedra lisa
E
outros, com corações vermelhos
É
losango o meu vaso
É
rosa a minha rosa
Rego-a
todos os dias com amor
Porque
o meu vaso foi feito com amor
Por
mãos calejadas de outras pedras
Com
a delicadeza de alguém que era herói
Herói
da minha vida
Era
um génio e ganhou um prémio
Mas
o meu vaso losango, é meu
Não
o dou a ninguém
Dou
a rosa se a quiserem
Mas
o vaso, esse é meu
Tem
um coração vermelho
O
nosso coração unido na saudade
De
tantos anos sem ti, meu pai.
Mas,
O
vaso, o nosso vaso
É
meu!
Maria
Antonieta Bastos Alentado Oliveira
06-03-2026
Quando
o sol nasce, tu sorris
Sentes
como que o calor de um abraço
Aquele
que te falta no dia a dia
Sorris
ao sol e à vida
Pois
já sabes que vais florir
Como
vão florir as flores do teu jardim
Vão
alegrar o teu olhar
Colorir
a tua negra vida de solidão
Cada
flor tem sua cor
Cada
cor uma lembrança
Cada
salpico um brilho de pérola
Esquecida
na vegetação
Cada
olhar um sorriso feliz
E
bastou o sol nascer
Para
te fazer sorrir
E
te dar a felicidade que não sentes
Nos
dias escuros sem que o sol não nasça!
Maria
Antonieta Bastos Alentado Oliveira
06-03-2026
Há
guerras sem guerras
Armas
desarmadas
Porque
não são armas
Almas
perdidas na vida
Sem
coração, nem amor
Pessoas
que não sabem sentir
Ou
sentem e sofrem esse sofrimento no calado do dia
Cabeças
vazias, ocas, sem tino
Corações
iguais, vazios, ocos e sem amor
Porque
não sabes amar?!
Porque
não sentes que fazes sofrer?!
Talvez,
porque também não és um ser amado
Talvez,
porque não te compreendam
E
não te ajudem a ver que a vida é outra
E
tão curta, tão curta, tão curta
Para
quê tanta maldade e sofrimento?
Acabem
as guerras sem guerras
Já
chegam as que têm armas armadas
E
mortos a sério
Amam-se
uns aos outros!
Amem
o Mundo e a humanidade!
Haja
felicidade entre os povos!
Maria
Antonieta Bastos Alentado Oliveira
06-03-2026
Para
que casas, Maria?
Sabes
que ele é traidor
Sabes
que ele gosta mais de dormir do que de trabalhar
Sabes
que ele não tem paciência, nem sequer para ele próprio
Sabes
que ele bebe demais e quando bebe é mau, muito mau
Sabes
que ele não tem respeito nem preconceitos
Sabes
tudo isso, Maria
Para
que casas, Maria?
Casaste!
E hoje, Maria?
Ele bate-te, humilha-te e não te honra
Obriga-te a fazeres tudo o que não queres
Trabalhas em casa, tratas dos filhos e
tratas dele
O que recebes em troca, Maria?!
Tu, és mulher tens essa obrigação
E ele? Qual é a obrigação dele?
Trabalhar fora e maltratar-te assim como
aos filhos
Beber e bater-te, para além de te chamar
nomes impróprios
Não! Ele não presta!
Tu tens os mesmos direitos que ele
Precisas de apoio, de amor, de um homem,
que o saiba ser
De um lar feliz em que os filhos cresçam
em paz
És humana, tal como ele!
Todos somos humanos!
Todos somos iguais e com os mesmos
direitos!
Maria Antonieta (Bastos Alentado) Oliveira
04-03-2026
Quero
uma faca
Suja
de manteiga ou de geleia
Uma
faca de inox
Que
consiga partir o tempo
O
que já passou em duas partes
E,
o que há de vir multiplicado por dois
Quero
uma faca afiada
Que
raspe bem o passado
Deixando
apenas os momentos felizes
Uma
faca com doce de morango
Para
adoçar os dias que faltam a dobrar
Quero
uma faca amanteigada
Para
deslizar na vida da vida que ainda temos
Quero
uma faca de brincar
Para
sermos dois miúdos felizes
Brincando
aos petizes
Na
espera dos dias ou anos
Que Deus ainda nos vai dar
Para
unidos continuarmos
Esta
história de amor.
Quero
uma faca benzida de felicidade.
Maria
Antonieta Bastos Alentado Oliveira
02-03-2026