sábado, 10 de janeiro de 2026

Sonhos

 

Sonhos!

Ainda tenho muitos

Ver os meus netos felizes e realizados

Ver a minha filha feliz e realizada

Vê-los a todos com saúde

Viajar

Voltar onde já estive

E ir onde nunca fui

Conhecer outras pessoas

Outras culturas

Sentir a verdadeira amizade

E não o abraço de parece bem

 

Tantos sonhos!

Tão pequenos para alguns

E tão grandes para mim!

 

Se eu pudesse voltar atrás

Tudo seria diferente

Tudo, menos as dores

Tudo, menos a falta de forças

Tudo, menos a maldita velhice

Esta ninguém a muda

Ninguém a vence

Aparece avança e destrói

 

Nem sonhos, nem mudanças

Nada!

Tudo acaba!

 

Maria Antonieta Bastos Alentado Oliveira

09-01-2026

 

 

 

 

sábado, 3 de janeiro de 2026

És Tu a Minha Luz


 

 

Tua boca doce mel

Teus beijos sabem a flores

Das mais viçosas do jardim

Teus olhos são dois sóis

Que me olham com amor

Teus braços são meus abraços

Que me acolhem com carinho

Teu corpo é o meu corpo

Onde me enrosco na cama

E me aninho nesse ninho

Tua voz qual melodia

Que me encanta ouvir

Me aquece a alma adormecida

E me dá de novo a vida

Oh meu amor, tu és tudo isto

És o ser que ilumina os meus dias

Transforma tristeza em alegrias

E faz de mim a mulher que hoje sou.

 

Maria Antonieta Bastos Alentado Oliveira

02-01-2026

quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Fim do Ano 2025


 

É apenas  um segundo e já passou

Tudo na vida é assim

Nada fica

Nada se retém

De segundo a segundo tudo muda

A nossa idade

A nossa saúde

A nossa alegria

A nossa tristeza

Tudo muda num segundo

 

Um bebé que nasce

Um  idoso que morre

Ou tudo ao contrário

E morre um bebé

E renasce um idoso

Tudo passa num segundo

 

E, apenas num segundo

Também um ano já passou

Saúde, fraternidade, amizade

Paz, respeito e muito amor

Para todos nós, em 2026

 

Maria Antonieta Bastos Alentado Oliveira

31-12-2025

 

terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Frases Soltas Pelo Pensamento


 

 

A folha branca caída no chão chamou-me a atenção, limpa, seca e sem qualquer estrago.

Pensei, sinceramente que pensei, que estaria à minha espera, loucura de mente demente. Mas até parecia. Curvei-me e apanhei-a, impecável, estava impecável, quase parecia milagre, tinha acabado de cair uma chuvada daquelas de ensopar tudo.

 

Era tarde, muito tarde e o sono tinha ido de viagem com a lua que estava escondida num céu nublado, nem sequer sonhava para ajudar a passar o tempo.

 

Olha aquela estrela além, parece que me pisca o olho, serás tu? Não, tu ainda não és estrela no céu, és sim, a minha estrela na terra que não me deixa cair, que me dá força para continuar mesmo quando o fim me surge em pensamento.

 

  

Abri a janela da vida na intenção de encontrar a felicidade. Tu estavas lá e pensei jamais me sentir triste ou infeliz. Não tens culpa, amor, eu é que não sei ser feliz. Tenho-a comigo e não a sinto, até parece que a afasto, não sei porquê, porque eu quero ser feliz. E tu, dás-me felicidade. Encontrei em ti o caminho.

 

Maria Antonieta Bastos Alentado Oliveira

30-12-2025

Heroína da Minha Vida


 

 

Falhei nas palavras por dizer

Não disse mas senti

Amor

Amo-te

És uma guerreira

Uma super mulher

Uma mãe inigualável

Uma mulher sofrida

Trabalhadora

Organizadora

Com sentimentos puros e verdadeiros

Traída pela família a quem perdoaste

Foste mãe de todos os que de ti precisaram

Mas as dádivas foram poucas

Ela era a forte

E quão fraca, foi sem se queixar

Foste uma heroína

Venceste todas as guerras

Até ao dia  em que perdeste a principal

Mas serás sempre a minha maior guerreira

O meu grande amor, porque

Sem te o dizer sempre te amei e amarei, minha mãe querida.

 

Maria Antonieta Bastos Alentado Oliveira

30-12-2025

(Republicação com ligeiras alterações)

 

 

Soltem


  

Soltem as amarras dos amedrontados

Soltem as guilhotinas dos famintos

Acabem com a fome e a miséria

Acabem com a guerra e o sangue derramado

Soltem os grilhões

Prendam os ladrões

Soltem o amor dos amantes

Soltem a paz acabem as guerras

O ódio, a luxuria, a maldade a inveja

Todo o mal do homem terreno

 

Soltem amarras, grilhões aos tubarões

Aos senhores reis e destemidos

Desconhecidos da lei dos homens e de Deus

Todos são sábios e nada sabem

Todos diplomados e malfalados

Gente descrente, sem Fé nem amor no coração

Gente sem sangue puro e carinhoso

Gente que não devia ser gente

 

Soltem!

Soltem!

Soltem!

 

E deem-nos a paz!

 

Maria Antonieta Bastos Alentado Oliveira

30-12-202

Sê Sempre Tu


 

 

Já não vejo o brilho do teu olhar

Onde está a felicidade e a alegria, que existia?!

Onde ficou perdida essa mística forma de ser

A vida muda, tu mudaste

Sinto em ti a falta do amor que te rodeava

Sinto o que os teus olhos me dizem

Sim, eu sei, já não és o menino d’outrora

És um adolescente homem perdido no amor

Mas o teu olhar não me engana

A tua felicidade não é pura e verdadeira

É a que a vida te deu neste momento

Encontra o caminho, meu amor

Sê feliz com verdade sem falsidade

Sê feliz sendo tu mesmo

Sem objeções ou obrigações

Encontra o teu verdadeiro caminho

E esquece o que te é imposto

 

Sê feliz,  meu amor!

Sê sempre tu!

E voltarei a ver o brilho no teu olhar!

 

Maria Antonieta Bastos Alentado Oliveira

30-12-2025

Para Quem Sofre


 

 

Sinto na alma um peso

Palavras mudas que falam

Sangue sofrido com dor

Réstias de uma vida vadia

Com amores e desamores

Com álcool bem regadas

Noitadas perdidas sem valor

Viveste a vida, buscaste a morte

Caminhaste longe

Construíste o teu império

Tens o sonho que sonhaste

Tens tudo e nada tens

Tudo é nada

Nada é tudo

Chegaste longe no caminho

Entre pedras, sulcos e montes

Foste, és e serás sempre o senhor

Forte, inteligente e sonhador

Agora, por culpa tua, sofres

Agora, Deus ajudar te á

E quem sabe não faremos ainda

Uma coboiada ou uma ramboiada


Tu, és um qualquer que sofre.

 

Deus está no comando!

 

Maria Antonieta Bastos Alentado Oliveira

30-12-2025

 

 

domingo, 28 de dezembro de 2025

Queremos A Paz


 

Canhões, espingardas, drones, e sei  lá o que mais

Para quê tanto sangue derramado

Tanta criança decepada, triste e sem pais

Tanta destruição, tanta fome e miséria

Mortos, feridos estropiados

Sem casa, sem abrigo, sem ninguém

A família ou morreu, ou ainda não sabem dela

Também pode ter sido levada pelos terroristas

Em que século estamos, meu Deus?

O homem é cruel

Nada aprendeu com o que viveu

Será que nas suas veias corre ódio em vez de sangue?

 

Doi o coração ver aquelas crianças

Aqueles idosos com as casas destruídas

E agora? Onde ficar? Onde dormir?

Onde viver o resto dos seus dias?

Tanta maldade humana

Tanta ganância

Tanto ódio e falta de amor

De condescendência

De caridade e piedade

 

Que hajam flores no caminha das balas

 

E nós nada podemos fazer para além de rezar

Rezar muito e pedir a paz no mundo.

 

Senhor, dai-nos Paz e Amor!

 

Maria Antonieta Bastos Alentado Oliveira

28-12-2025

 

 

Chovia


  

Chovia…

Alguns familiares e amigos estavam connosco

O Padre abençoou-nos

Assina aqui, assina ali

E o fotografo encharcado apareceu de novo

Chovia

Fotos encharcadas palas lágrimas caídas do céu

Ou seriam os pingos das rosas regadas pelo sol de outros dias?!

Chovia

Comes e bebes, bebes e comes

Muda de roupa mais quente esta

Em Algés vamos petiscar um jantar

E seguimos para ver uma revista

Sozinhos os dois pela primeira vez

Chovia

Cinquenta e seis anos depois continuamos felizes

 

Chovia

Dizem que casamento molhado é casamento abençoado

Obrigada, meu Deus!

 

Chovia!

 

Maria Antonieta Bastos Alentado Oliveira

28-12-202

Vi-te Há Pouco


 

 

V-te há pouco na esquina daquela rua

Não me viste, nem sequer olhaste

Fiquei parada sem reflexos

Seguir até ti, ou em sentido contrário

A rua parecia longa, estreita

Senti receio, medo de me perder

Perder?!

O coração, esse já estava perdido

Nada mais haver e levar

Continuei o caminho sem saber onde ia dar

Mas fui! Fui convicta de  ser o melhor

Cansada de tanto andar, parei

Parei na esquina daquela outra rua

Aí, estavas tu com um ramo de rosas vermelhas

Sorriste e ofertaste-me o

Sorri envergonhada e agradeci

Assim, começou o nosso amor

Entre troca de esquinas.

 

Maria Antonieta Bastos Alentado Oliveira

28-12-2025

Sou Feliz

 

Depois de tantos anos, sou feliz

 

Sonhos, ilusões, desilusões

Doenças graves, outras nem tanto

Desavenças e contrariedades

Beijos salgados ou doces

A vida continuou no seu ritmo

Ou sem ritmo

E os anos foram passando a

Alegrias, tristezas

Família pequena e pouco unida

Mas existiam os principais

Esses eram sempre presentes

Com amor à sua moda

Com respeito e muito carinho

Tudo foi acabando, e eles partiram

Ficámos nós, só nós

Aguardamos a partida desta vida

Com altos e baixos

Contigo e sem ti

E, cinquenta e seis anos contigo

Agora, depois de tudo, tudo

Sou feliz!

 

Depois de dez anos, sou feliz!

 

Maria Antonieta Bastos Alentado Oliveira

28-12-2025

 

 

 

2026 Feliz Ano


 

 

 

(2)   Dois mil são os meus amores

        Uns menores outros maio

(0)        Zero desejos de maus momentos

        Só sorrisos ee alegrias

 (2)       Dose dupla de vontade de viver

        Com paz e muito amor

 (6)   Seis  milhões de abraços e beijinhos

        Com sinceridade carinho e amizade.

 

Maria Antonieta Bastos Alentado Oliveira

28-12-2026

 

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Ser Natal



 

 

Ser Natal

É ter na  mesa

Bolo rei, bolo rainha

Coscorões, filhós, sonhos

Perú, cbrito, bacalhaucouves

Passas, figos, nozes e por aí fora

Tudo o que a imaginação deixar fluir

E prendas aos montes, sem qualquer utilidade.

Brilhos e brilhantes ornamentando

Fitas e bolas coloridas.

É a dura realidade.

 

Que ilusão!

 

Ser Natal

É ser Jesus

Jesus no presépio

No seu nascimento

No seu sofrimento

É Jesus Salvador

 

Deveria ser tempo de paz e amor

Ser o fim das guerras e do horror

União entre as famílias

Lares sem estrelas ou chuva e vento

Mas com aconchego carinho e calor

Haver comer sem restrição

Não apenas um naco de pão.

 

Que tristeza!

 

Ser Natal

É ser Jesus

Ser Natal é ser amor!

Esqueçam o trivial

E amem-se mesmo sem ser Natal!

 

Paz!

Amor!

Saúde!

Um Santo e feliz Natal para todos nós!

 

Maria Antonieta Bastos Alentado Oliveira

18-12-2025

 

 

(Imagem do google)

sábado, 13 de dezembro de 2025

Haja Paz e Amor


 

Haja paz e amor

Haja saúde e calor

Haja alegria em família

Haja comer e beber

Haja harmonia e companhia

Haja tudo bom todos os dias

E não apenas no Natal

Somos sempre seres humanos

Que de amor precisamos

Todos os dias do ano.

 

Feliz e Santo Natal partilhado em 365 dias.

 

Maria Antonieta Bastos Alentado Oliveira

13-12-2025

Por Ti


 

 

Por ti, que és pedinte

Infortúnio da vida

Ou vida sem fortuna

Sem família

Ou sem saúde mental

Sem orientação

Ou cabeça desorientada

 

Para ti, que vives na rua

Sem amor

Sem calor

Sem um mimo

Sem um carinho

Também para ti, é dia de Natal

Mas, para ti, não há Natal…

 

Maria Antonieta Bastos Alentado de Oliveira

13-12-2025

Mãe


 

 

Falhei nas palavras por dizer

Não disse mas senti

Amor

Amo-te

És uma guerreira

Uma super mulher

Uma mãe inigualável

Uma mulher sofrida

Trabalhadora

Organizadora

Com sentimentos puros e verdadeiros

Traída pela família a quem perdoaste

Foste mãe de todos os que de ti precisaram

Mas as dádivas foram poucas

Ela era a forte

E quão fraca, foi sem se queixar

E foi… foi antes de outra mais velha

Mas foi tranquila porque tudo fez

Mesmo sem nada em troca.

 

Fiquei sem ti

Fiquei sem te dizer AMO-TE!

 

Maria Antonieta Bastos alentado Oliveira         

13-12-2025

 

 

domingo, 23 de novembro de 2025

Noite...Vida


 

 

Tenho pena que a noite seja escura

As estrelas são poucas  para o tamanho do céu

E a escuridão assusta-me

A escuridão priva-me de viver o que não vivi

Priva-me do fado

Priva-me do convívio

Priva-me do passeio pela baixa de Lisboa

Recordar outros tempos

As mesmas ruas e caminhos

Outras montras, algumas sem graça

Outros negócios, alguns estranhos

Mas as mesmas casas, aquela onde morei

A Igreja que me viu menina a ser baptizada

As ruelas de Alfama onde tantas vezes passei

A Sé e os seus sinos tocando as horas que passam

E o Castelo, e o Jardim de Sta. Luzia

E os passarinhos cantando na procura dos seus ramos

Tanta saudade de outros tempos

 

Mas a noite, é escura, é negra

Tal como o meu coração quando bate a saudade.

A escuridão da noite e do dia

Não me deixa viver o que não vivi.

 

Maria Antonieta B. Alentado Oliveira

23-11-2025

 

terça-feira, 21 de outubro de 2025

Quando Eu Morrer

 

Quando eu morrer

Ouvirás chamar o teu nome

Virá do além, virá de mim

Do meu amor eterno

Sentirás as minhas lágrimas derramadas por ti

Por não poder estar contigo e aconselhar-te

orientar o teu caminhar

Pensarás que choras, mas não, não o farás

Serei apenas menos uma a chatear-te

Levar-te-ei no pensamento

Tal como estás sempre agora, aqui

Ouvirás o teu nome saído do meu coração já morto

Mas vivo em mim, sempre estarás.

Quando eu morrer

Não chores por mim

Eu já chorei  demais pelos dois.

 

Quando eu morrer

Ouvirás chamar o teu nome vindo do além.

 

Se a saudade matasse, eu já teria morrido!

 

Maria Antonieta Bastos Alentado Oliveira

20-10-2025