O sonho é livre... é deixar voar o pensamento... é acreditar no inacreditável... é atingir o inatingível... Amar... Sofrer... Beijar... Doer...
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026
Espelho Traiçoeiro
Esse
teu olhar já foi outro
Essa
tua boca já beijou de outro modo
Lábios
bonitos e bem feitos
A
tristeza salgada mudou teu olhar
Os
lábios encolhidos pelo tempo
A
face embaciou sem cor
O
queixo desceu um pouco
Tornando
o pescoço, talvez, mais grosso
O cabelo comprido e castanho
Virou branco e sem brilho
Olho-te
Olho-te
de novo na esperança de encontrar a outra
Olhos
grandes, brilhantes e pestanudos
Boca
que apetecia beijar
Rosto
sereno, brilhante e feliz
Mas
essa, essa já partiu há muito
Volto
a olhar e apetece-me partir-te
Talvez
me desses outra imagem
E
nela visse a adolescente – mulher
Elegante,
viçosa e bonita
Mas,
O
tempo passou e o espelho que miravas
Também
ele já era velho não fazia milagres
Lá
estavas tu, tal como és
Ah,
espelho velho e traiçoeiro.
Maria
Antonieta Bastos Alentado Oliveira
16-02-2026
sábado, 14 de fevereiro de 2026
Asas Brancas
São
asas brancas num céu pintado de azul
São
rosas vermelhas no quintal dos amores
São
papoilas num campo verdejante do meu Alentejo
São
trigais , são aves esvoaçantes
Pintassilgos,
rouxinóis e toda a bicharada
Numa
grande algazarra
São
os cantadores passando
No
deu passo compassado
Cantando
lindas cantigas do seu cante
São
olhares que se cruzam na esquina do destino
São
corações batendo no compasso desse cante
E
compasso a compasso os cantadores e seu
cante vão passando
É
assim o meu Alentejo com seu cante premiado
Como
património cultural da humanidade.
E
as asas brancas do céu azul vão passando
Ao
seu desse majestoso cante.
Maria
Antonieta Bastos Alentado Oliveira
14-02-2026
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026
Preciso Mudar
Queria
pôr em palavras o que sinto
O que
me diz o coração sofrido
Quando
os olhos choram
Quando
tudo ao meu redor é negro
Queria
dizer o porquê destes sentires
Porque
não consigo entender a vida
A
minha e a dos que me rodeiam
A
vida dos que amo
E
que queria me amassem de igual modo
Mas
as vidas são outras, o mundo mudou
O
ontem já não é o hoje e amanhã será ainda mais diferente
E
eu sofro com estas mudanças
Sou
tola, não as quero compreender
Sei
que ainda me amam
Sei
que ainda os tenho
Sei
que se eu quiser serei sempre feliz
Basta
mudar o meu pensamento
E
o sentir do coração será o mesmo mas sem sofrimento.
Maria
Antonieta Bastos Alentado Oliveira
13-02-2026
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026
Vamo-nos Unir
Eu
tenho
Tu,
não tens
Eu
sofro
Tu,
não sofres
Eu
amo
Tu,
não amas
Qual
de nós está pior?!
Vou-te
dar o que precisas
Vais-me
dar felicidade
Vou-te
dar o amor que precisas
Todos
somos humanos
Irmãos
unidos pela igualdade
Todos
precisamos de amor
Vamos
trocar, vamos doar
Só
assim acabará a guerra e o ódio
E,
unidos seremos felizes.
Maria
Antonieta Bastos Alentado Oliveira
03-02-2026
Desabafos
FILHA
Abraça-me
filha e diz que me amas
Dá-me
um beijo com carinho, que eu o sinta
Que
o sinta verdadeiro e sentido
E
te sinta, minha filha
MÃE
Beija-me
mãe, como o fazias outrora
Abraça-me
e dá-me o teu colo
Tenta
compreender-me como nunca o fizeste
E
tanta falta me fez
Também
gostava de te compreender
Quero
o teu colo, os teus beijos e todo o amor que sentias por mim
Leva-me
para junto de ti, mãe.
RAFAEL
Dá-me
um pouco do tanto que já te dei
Carinho,
beijos, abraços, amor
Lembra-te
que ainda existo
Depois,
já nada vejo e nada vale a pena
Ama-me
agora.
FRANCISCA
És
fria como a tua mãe
Mas
lembra-te, que eu ainda estou aqui
Lembra-te
dos nossos abraços e beijos com amor
Lembra-te
de quando brincávamos como se eu fosse criança como tu
Eram
tempos felizes
Hoje,
passam semanas que se não te procurar, nem te vejo
Preciso
sentir que me amas.
VITÓ
És
o grande amor da minha vida
Sem
ti não era ninguém
És
tu que me fazes o comer
És
tu que me dás carinho e apoio
És
tu, a única pessoa que tenho na minha vida
Os
restantes partiram antes de partirem
Mas
eu, ainda fiquei aguardando por amor e carinho de quem dei a vida
De
quem ajudei a ser gente
De
quem me devia mar e proteger
Mas,
felizmente tenho-te a ti, meu amor.
Perdoa-me
quando dou insuportável
Mas
não tenho culpa de me sentir dependente
Isso
torna-me, por vezes, insuportável
Mas
amo-te, amo-te muito.
Perdoa-me.
Maria
Antonieta Bastos Alentado Oliveira
04-02-2026
Neste Momento
O
que é uma depressão?
Não
sei!
Sei
que sou um a depressiva compulsiva
Sei
que amo e odeio no mesmo instante
Amo
e odeio
Quem
amo verdadeiramente
Quem
me apoia e ajuda
Odeio-me
a mim por não conseguir ultrapassar
Estes
momentos de desespero e tristeza
É
um sofrimento que só quem já passou sabe como é
Tenho
tudo e tudo me falta
Paz
de espírito, alegria, felicidade
Quero
tanto não te prejudicar
Mas
quando dou comigo já errei
Já
te ofendi sem razão ou motivo plausível
Desculpa
amor, eu amo-te muito
Mas
não me consigo controlar
Prefiro
morrer a fazer-te infeliz
Estou farta
de mim!
Maria
Antonieta Bastos Alentado Oliveira
01-02.2026
Amemo-nos
Queria
gritar como Ary dos Santos
Tal
como ele gritava
E
dizer da guerra que vivemos
Queria
amar como Florbela Espanca
Amar
como ela amava
E
que todos assim se amassem
Queria
ser Pessoa ou Sophia
Poder
ser várias pessoas numa só
E
ajudar todos os que precisam
Dar
carinho e apoio aos idosos
Dar
comer e beber a quem precisa
Assim
como abrigo, casa, um lar
Ai
seu eu pudesse fazer milagres
Todos
os povos eram felizes e unidos
Não
haviam guerras nem fome
Nem
maldade entre os homens
Nem
invejas traiçoeiras
Vamos
dar as mãos ao céu
E
pedir paz, amor e união entre os povos.
Maria
Antonieta Oliveira
04-02-2026
sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
Ilusão
Serena
e calma
Tranquila
e a sorrir
Disfarças
bem a morte que te vai na alma
Mentes
descaradamente
Tal
como dizia o grande poeta Fernando Pessoa
O
coração chora
A
mente sofre
Nada
te dá felicidade
Embora
estejas rodeada de amor e carinho
Querias
a vida à tua maneira
Todos
juntos com saúde e alegria
Unidos
em palavras e em vida viva
Querias
poder voltar atrás
Mas
o passado passou e o caminho continuou
Sem
dares por isso perdeste o destino
Não,
o destino é este que vives agora
Nada
a fazer
Apenas
esperar o fim
E
aí
Todos
te chorarão
Todos
sentirão a tua falta
Todos
saberão que os amavas mesmo sem sentir o vosso amor
Só
tu és e serás sempre o que sabe e sente que o amo
Eu
também sei que sou amada
Amamo-nos
como jamais alguém se amou
Choraremos
um pelo outro e juntar-nos-emos
Onde
ninguém nos poderá separar
Aí,
seremos eternamente amantes1
Maria
Antonieta Bastos Alentado Oliveira
30-01-2026
quinta-feira, 22 de janeiro de 2026
Ainda Te Aguardo
Sentada
no banco de pedra gasta e fria
Aguardo
a tua chegada
Olho
o rio
Um
cacilheiro que chega outro que vai
O
barco vindo do Barreiro trazendo sonhos
Ou,
talvez tristezas, doenças, curas
Uma
gaivota voa baixinho
Dizem
que é tempestade no mar
O
céu está límpido e azul,
O
azul céu tão fora do comum
Mas
lindo
Um
casal passa enamorado
Outros
passam correndo a vida
Ninguém
me vê, estou apenas e só comigo
Aguardo
o nosso barco
O
nosso ninho de amor e com ele a tua presença
Entretenho-me
com as joaninhas que voltam
Como
outrora em miúda quando com elas brincava
Guardando-as
numa caixa de fósforos vazia
Sinto-me
a criança que não fui
Ajuda
a passar o tempo fazendo-me feliz
Anoitece
e não te vejo chegar
Embora
te veja no meu coração.
O
som estridente de sirenes assusta-me
Polícia, INEM, mais ambulâncias
Algo grave se passa
O rio é quase um mar bravio
As ondas galgam o paredão e a calçada
Abro o telemóvel e vejo que um navio
estava perdido no mar
As ondas o galgaram e nada restou
Ninguém se salvou
E tu? Onde estás, meu amor?
Aguardo-te na pedra gasta e fria do banco
onde me sento
Volta, amor.
Continuo sentada na esperança de que
venhas
Mas não, ficaste perdido naquele mar sem
fundo, junto ao Bugio
Ao meu lado, sentado, está ao longe, o nosso
amor.
Maria Antonieta Bastos Alentado Oliveira
22-01-2026
sábado, 10 de janeiro de 2026
Sonhos
Sonhos!
Ainda
tenho muitos
Ver
os meus netos felizes e realizados
Ver
a minha filha feliz e realizada
Vê-los
a todos com saúde
Viajar
Voltar
onde já estive
E
ir onde nunca fui
Conhecer
outras pessoas
Outras
culturas
Sentir
a verdadeira amizade
E
não o abraço de parece bem
Tantos
sonhos!
Tão
pequenos para alguns
E
tão grandes para mim!
Se
eu pudesse voltar atrás
Tudo
seria diferente
Tudo,
menos as dores
Tudo,
menos a falta de forças
Tudo,
menos a maldita velhice
Esta
ninguém a muda
Ninguém
a vence
Aparece
avança e destrói
Nem
sonhos, nem mudanças
Nada!
Tudo
acaba!
Maria
Antonieta Bastos Alentado Oliveira
09-01-2026
sábado, 3 de janeiro de 2026
És Tu a Minha Luz
Tua
boca doce mel
Teus
beijos sabem a flores
Das
mais viçosas do jardim
Teus
olhos são dois sóis
Que
me olham com amor
Teus braços são meus abraços
Que
me acolhem com carinho
Teu
corpo é o meu corpo
Onde
me enrosco na cama
E
me aninho nesse ninho
Tua
voz qual melodia
Que
me encanta ouvir
Me
aquece a alma adormecida
E
me dá de novo a vida
Oh
meu amor, tu és tudo isto
És
o ser que ilumina os meus dias
Transforma
tristeza em alegrias
E
faz de mim a mulher que hoje sou.
Maria
Antonieta Bastos Alentado Oliveira
02-01-2026














