Quero
acordar e ver o mar
Ouvir
o murmurar das ondas
Em
segredos que só elas entendem
Quero
saltar da cama e ir molhar os pés
No
sal das areias que me envolvem
Nas
águas frias da minha praia
Devagarinho
entrar e mergulhar
Purificar
meu corpo e alma
Tornar-me
mais pura e calma
No
regresso a casa e do sal tirado
Saborear
um majestoso almoço
Depois,
sentar-me no baloiço do jardim
Ler um livro, o último que saiu
Pousá-lo e olhar o mar que me chama
Sempre o mar a me desafiar
É nele que repouso minhas lágrimas
Que conto meus segredo e degredos
Meus amores e desamores
Minhas alegrias e desesperos
Ele, simplesmente ondeia, salpica e ouve
Mar, meu mar, minha calmaria
Quem me dera ter essa casa à beira mar
Para nela acordar e poder sonhar.
Maria Antonieta Bastos Alentado Oliveira
04-05-2026
