segunda-feira, 4 de maio de 2026

Casa À Beira Mar


 

Quero acordar e ver o mar

Ouvir o murmurar das ondas

Em segredos que só elas entendem

Quero saltar da cama e ir molhar os pés

No sal das areias que me envolvem

Nas águas frias da minha praia

Devagarinho  entrar e mergulhar

Purificar meu corpo e alma

Tornar-me mais pura e calma

No regresso a casa e do sal tirado

Saborear um majestoso almoço

Depois, sentar-me no baloiço do jardim

Ler um livro, o último que saiu

Pousá-lo e olhar o mar que me chama

Sempre o mar a me desafiar

É nele que repouso minhas lágrimas

Que conto meus segredo e degredos

Meus amores e desamores

Minhas alegrias e desesperos

Ele, simplesmente ondeia, salpica e ouve

Mar, meu mar, minha calmaria

Quem me dera ter essa casa à beira mar

Para nela acordar e poder sonhar.

 

Maria Antonieta Bastos Alentado Oliveira

04-05-2026