quinta-feira, 28 de maio de 2026

Estrela Cadente


 

 

Fui ao céu numa estrela cadente

Caí rapidamente

Tal como a estrela sem freio

Nem meio de sobreviver

Nem sol nem lua me salvaram

Na rua, despida e nua perdida

Pensei encontrar a salvação

Só vi flores pisadas destruídas

Também elas sem vida

Vi a calçada pisada e maltratada

Deambulantes, vagabundos

Sem tecto nem sobrevivência

Tal como os jardins sombrios

Onde se escondem os marginais

E as flores não nascem jamais

O mundo é triste

As ruas desertas com gente

Passaram a ser abismos de indigentes

 

Ali fiquei pousada na calçada fria

Aguardando que o sol me aquecesse o coração

E a estrela cadente me levasse de novo ao ceu.

 

Maria Antonieta Bastos Alentado Oliveira

28-05-2026

 

quinta-feira, 14 de maio de 2026

Perdoa-me


 

 

Perdoa-me, meu Deus

Por ter lutado contigo

Por ter pedido algo que tu não querias

Por ter sido má comigo

Quando tu querias que eu me amasse

Perdoa-me

Perdoa todos os meus erros

As vezes em que em odiei

As vezes em que me maltratei

E pedi o fim de tudo

Perdoa-me

Perdoa não ter visto quem tinha a meu lado

O grande amor da minha vida

Que me deu vida nestes momentos

Que me soube cuidar e continuar a amar

Perdoa-me, meu Deus

Eu amo-me e amo viver!

 

Maria Antonieta Bastos Alentado Oliveira

14-05-2026

 

Primavera


 

A água corre na fonte

Vem lá de cima do monte

Onde nascem as papoilas

Os jasmins e as rosas

Nascem todas as flores

Lindas, belas e viçosas

Ou não tivesse chegado

A doce primavera

O sol é mais quente

Os dias são maiores

Os jardins enfeitam-se

E até nós florescemos

A primavera rejuvenesce-nos

Torna os dias maiores

E torna-nos mais alegres e felizes.

É o verde que renasce

São flores silvestres

São flores cheirosas

São odores que ficam

É dom da suavidade 

É dom da divindade  

Que se instala

Na moldura primaveril.

 

Maria Antonieta Bastos Alentado Oliveira

14-05-2026

 

sábado, 9 de maio de 2026

Serei Ave


 

Vou seguir a lua

Para te encontrar

Poder amar-te

Recordar antanho

Beijar os cabelos

Acariciar a face

E voar com  a ave

Que procura o ninho.

 

Maria Antonieta Oliveira

09-05-2026

 


 

segunda-feira, 4 de maio de 2026

Casa À Beira Mar


 

Quero acordar e ver o mar

Ouvir o murmurar das ondas

Em segredos que só elas entendem

Quero saltar da cama e ir molhar os pés

No sal das areias que me envolvem

Nas águas frias da minha praia

Devagarinho  entrar e mergulhar

Purificar meu corpo e alma

Tornar-me mais pura e calma

No regresso a casa e do sal tirado

Saborear um majestoso almoço

Depois, sentar-me no baloiço do jardim

Ler um livro, o último que saiu

Pousá-lo e olhar o mar que me chama

Sempre o mar a me desafiar

É nele que repouso minhas lágrimas

Que conto meus segredo e degredos

Meus amores e desamores

Minhas alegrias e desesperos

Ele, simplesmente ondeia, salpica e ouve

Mar, meu mar, minha calmaria

Quem me dera ter essa casa à beira mar

Para nela acordar e poder sonhar.

 

Maria Antonieta Bastos Alentado Oliveira

04-05-2026