Dia
31 de Maio de 2002, foi o dia em que senti, pala primeira vez, o maior desgosto
da minha vida. Partiste sem nos despedirmos, sozinha, numa cama de hospital. Partiste
e a cada dia sinto mias a tua falta e a falta de tudo o que não dissemos. Olho a
tua foto cada vez com mais saudade e também mais carinho e amor. sei que ainda
querias fazer muita coisa, querias continuar a cuidar do pai, mas ele, sem ti,
ainda viveu mais sete anos. Triste, sem ânimo, mas viveu e quis ser ele a fazer
tudo, nunca quis a nossa ajuda, até ao dia em que já não sentiu coragem para
ficar sozinho e quis ir para o lar aonde estava o tio João, foi ele que quis,
eu não queria, mas foi, pouco tempo, nem chegaram a seis meses e partiu também.
Sem nos despedirmos. Sem dizermos um ao outro o amor que sentíamos e nos unia
apenas com um olhar. Fiquei órfã, sem mãe e sem pai. Sofri de novo um dos meus
grandes desgostos, foi a 26 de Fevereiro de 2009.
Partiram
sozinhos mas unidos pelo amor que viveram e que aqui deixaram.
Ontem,
aparentemente, passei um dia feliz, mas tu, mãe, estiveste sempre no meu
pensamento e no meu coração.
Amo-te
tanto, minha querida e bonita mãe.
Maria
Antonieta Bastos Alentado Oliveira
01-06-2026

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