Cheira-me
a tinto
Cheira-me
a mosto
Cheira-ma
a vinho
Vinho
que limpa a alma
Limpa
o pensamento
E
nos faz libertar
Qualquer
pensamento
Os
mais tristes
Os
mais puros e verdadeiros
Os
que nos atormentam
Ou
os que nos fazem felizes
Cheira-me a tinto
E
recordo o teu sorriso matreiro
Ao
entrares dizendo:
“O
Balelas” já vem mijado
Era apenas uma conversa que nós entendíamos
Pois vinha bem sequinho
Ninguém
o notava
Ninguém
o sabia, mas ele o dizia
E
esse sorriso continuava
Até
o sono te levar num sonho lindo
Eras
puro, eras meigo e verdadeiro
Eras
tu, sempre tu
Com
ou sem o cheiro a tinto
Como
era bom voltar a ouvir a tua voz
Tempos
que o tempo levou e jamais voltarão
Cheira-me
a mosto
Cheira-me
a tinto
Cheira-me a vinho.
Maria
Antonieta Bastos Alentado Oliveira
22-08-2026

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