sábado, 22 de agosto de 2026

Cheira-me a Tinto


 

 

Cheira-me a tinto

Cheira-me a mosto

Cheira-ma a vinho

Vinho que limpa a alma

Limpa o pensamento

E nos faz libertar

Qualquer pensamento

Os mais tristes

Os mais puros e verdadeiros

Os que nos atormentam

Ou os que nos fazem felizes

 

Cheira-me a tinto

E recordo o teu sorriso matreiro

Ao entrares dizendo:

“O Balelas” já vem mijado

Era apenas uma conversa que nós entendíamos

Pois vinha bem sequinho

Ninguém o notava

Ninguém o sabia, mas ele o dizia

E esse sorriso continuava

Até o sono te levar num sonho lindo

Eras puro, eras meigo e verdadeiro

Eras tu, sempre tu

Com ou sem o cheiro a tinto

Como era bom voltar a ouvir a tua voz

Tempos que o tempo levou e jamais voltarão

 

Cheira-me a mosto

Cheira-me a tinto

Cheira-me a vinho.

 

Maria Antonieta Bastos Alentado Oliveira

22-08-2026

 

 

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