domingo, 23 de agosto de 2026

Novamente Tu


 

Sinto a paz invadir o meu peito

Não porque tenhas voltado

Mas porque confio que voltarás

Quero tanto, meu amor

Mas confio, confio que esse dia chegará

Confio que voltarás a ser o que então eras

Comigo e com o avô

Já não somos jovens

Estamos na casa dos idosos

Ou melhor, dos velhos

O nosso  tempo escasseia

Depois só resta uma campa rasa

Onde estará um corpo que partiu triste

Uma alma ausente que se elevou

E lá do alto, zelaremos por ti

Zelaremos por quem amamos

Mas quem cá fica, fica sem nós

Sem o beijo e o abraço

Sem o conforto das palavras

Dos conselhos, por vezes aborrecidos

Do amor que se faz sentir

Que é verdadeiro e sentido.

Do amor eterno que sempre existiu.

 

Maria Antonieta Bastos Alentado Oliveira

23-08-2026

 

 

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