Sinto
a paz invadir o meu peito
Não
porque tenhas voltado
Mas
porque confio que voltarás
Quero
tanto, meu amor
Mas
confio, confio que esse dia chegará
Confio
que voltarás a ser o que então eras
Comigo
e com o avô
Já
não somos jovens
Estamos
na casa dos idosos
Ou
melhor, dos velhos
O
nosso tempo escasseia
Depois
só resta uma campa rasa
Onde
estará um corpo que partiu triste
Uma
alma ausente que se elevou
E
lá do alto, zelaremos por ti
Zelaremos
por quem amamos
Mas
quem cá fica, fica sem nós
Sem
o beijo e o abraço
Sem
o conforto das palavras
Dos
conselhos, por vezes aborrecidos
Do
amor que se faz sentir
Que
é verdadeiro e sentido.
Do
amor eterno que sempre existiu.
Maria
Antonieta Bastos Alentado Oliveira
23-08-2026

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