Tira
as mãos dos bolsos e acena-me
Acena-me
com o teu lenço de linho
Branco
puro e a seda debruado
Atiro-te
um beijo sentido
Acena-me,
amor
Não
como uma despedida
Mas
como um gesto de amor
Acena-me,
amor
Faz-me
sentir de novo
A
jovem por quem te apaixonaste
Aquela
que um dia beijaste
No
recanto do canto da sala
Tira
as mãos dos bolsos, por favor
E
acena-me com um lenço bordado
De
sonhos sonhados com amor.
Maria
Antonieta Bastos Alentado Oliveira
08-08-2026

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