Era
a agulha e o dedal
As
linhas e alinhaves
Entretelas
e forros
Botões
e fechos éclaires (assim se chamavam)
Calças
e casacos
Alguns
já gastos eram voltados
E
depois de recortados ficavam para os filhotes
Calças
de boa fazenda e fatos completos
Com
colete e tudo o que lhes dizia respeito
Alfinetes
e giz
Régua
e espaço liberto, aberto
Nada
faltava à modista de alfaiate
Mas
também fazia lindos vestidos
Para
a sua bela menina
Parecia
sempre uma princesa
Mesmo
que o tecido fosse chita da tabela
O
milagre daquelas mãos saía
E
os vestidos e bibes pareciam feitos de seda pura
Ah
grande mulher, que tão cedo partiste
Depois
de tanto teres trabalhado
E
ao marido teres ajudado
Os
dois, construíram o vosso império
Caminhando
ao comando da mulher
´”pedras,
até para casa as levo”
Assim
foi a vossa vida
Meus
queridos, meus amores
Meus
pais que sempre me amaram.
Maria
Antonieta Bastos Alentado Oliveira
30-08-2026

Sem comentários:
Enviar um comentário