Guitarra
que choras cantando
A
história de muita gente
A
história de um povo antigo
De
séculos com memórias
De
fadistas e fadistices
Cantados pelas vielas e tabernas
Noites fora, noites dentro
Tertúlias de poesia e copos
Assim acaba o dia e a noite nascia
Assim acabava a noite e começava o dia
Varinas que iam e vinham
Ouvindo os mestres cantando
Fados acabados por vezes em zaragatas
Esquecidas logo a seguir
Nos bairros escadinhas e tabernas
Era assim o fado de antigamente
Hoje, não há tabernas há casas de fado
Mas a fadistice de antigamente é a mesma
de agora
Apenas mudou o nome para outro mais chique
Capelas e capelinhas , santuários de palavras
cantadas
É assim o nosso fado
O fado de Português!
Maria Antonieta Bastos Alentado Oliveira
12-09-2026

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