sábado, 12 de setembro de 2026

Guitarras e Fadistices



Guitarra que choras cantando

A história de muita gente

A história de um povo antigo

De séculos com memórias

De fadistas e fadistices

Cantados pelas vielas e tabernas        

Noites fora, noites dentro      

Tertúlias de poesia e copos

Assim acaba o dia e a noite nascia

Assim acabava a noite e começava o dia

Varinas que iam e vinham

Ouvindo os mestres cantando

Fados acabados por vezes em zaragatas

Esquecidas logo a seguir

Nos bairros escadinhas e tabernas

Era assim o fado de antigamente

Hoje, não há tabernas há casas de fado

Mas a fadistice de antigamente é a mesma de agora

Apenas mudou o nome para outro mais chique

Capelas e capelinhas , santuários de palavras cantadas

É assim o nosso fado

O fado de Português!

 

Maria Antonieta Bastos Alentado Oliveira

12-09-2026

 

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