O sonho é livre... é deixar voar o pensamento... é acreditar no inacreditável... é atingir o inatingível... Amar... Sofrer... Beijar... Doer...

quinta-feira, 27 de março de 2014
Amo Amar
Amo amar!
Amo a terra, o céu e o mar.
Amo as giestas do monte
E a água fresca da fonte.
Amo o sol que me queima
E no rio, faço um poema.
Amo à beira-mar passear
E na poesia me levar.
Amo a lua e o luar
E no meu canto sonhar.
Amo!
Amo-te a ti, amor
Inspiração da minha vida
Calor e minha guarida.
Amo!
Amo as palavras que escrevo
As poesias que invento
De sonhos e de tormentos
De carinhos e amizade
De tristeza e felicidade.
Amo!
Amo ser feliz!
Maria Antonieta Oliveira
25-03-2014
terça-feira, 25 de março de 2014
Valeu a Pena
Choveram cravos num dia de Abril
Choveram esperanças
Há muito perdidas
Cantou-se Zeca
Cantou-se Grândola
Gritou-se vitória
Gritou-se glória
Viveu-se liberdade!
O povo saiu à rua
Portugal trouxe a bandeira
E dela fez seu novo hino
Da igualdade, da fraternidade, da liberdade
Quarenta anos depois
O povo sai à rua
E grita Zeca
E grita Grândola
Pede liberdade
Pede igualdade
Pede pão
Pede trabalho
Os cravos murcharam
Nas palavras de quem governa.
A liberdade tornou-se medo
Medo de sair à rua
Medo dos ladrões salteadores
Dos outros com arma na mão
Do amanhã de filhos e netos
Do hoje dos nossos idosos
De nós, sim, medo de nós
Que não temos a coragem de nossos avós.
E os cravos?
Onde pairam os cravos
Dos canos das espingardas?
Reguem esses cravos e,
Soltem os homens da guerra
E façam com que Portugal renasça
Da fome e da miséria
Da liberdade ludibriada
Da juventude aniquilada sem futuro.
Dos idosos pedintes maltratados.
Das famílias destruídas sem pão.
Quarenta anos depois
Valeu a pena?
Valeu a pena!
Maria Antonieta Oliveira
25-03-2014
O Sol Amanheceu
O sol amanheceu
Seu brilho alegrou meu coração
Olhei lá fora
E as rosas estavam mimosas
As giestas pareciam em festa
Os jasmins sorriam para mim
As papoilas salpicavam os campos
Semeados de girassóis
Tudo resplandecia
Até eu sorria.
Meu ser ávido de calor
Meu coração ávido de amor
Minha alma ávida de paz
Meu pensamento, meu tormento
Ávidos de felicidade
Abraçaram aquela luz, aquele brilho
Num abraço infindo, profundo
E naquele amanhecer
Meu coração se alegrou
Porque o sol brilhou.
Maria Antonieta Oliveira
25-03-2014
Estou...
Estou nas palavras incontidas
que ficaram por dizer
Estou no caminho retido
que ficou para trás no tempo
Nesse caminho rápido e lento
que ficou por viver
Estou na poesia
do poeta esquecido
que escreveu adormecido
Adormeceu nas palavras
na caneta partida
na página em branco.
Adormeceu no dia
em que a poesia partiu.
Maria Antonieta Oliveira
24-03-2014
sábado, 15 de março de 2014
Uma Tarde na Cidade
Vi os teus olhos, Querida
Nos bancos de pedra de outrora
Onde sentadas esperávamos
Do Barreiro o barco a vapor
E eu, apanhava joaninhas
Guardadas em caixas de fósforos.
Vi-me pequena na janela da escada
Na outra da sala com flores
E na outra também
Onde as noivas passavam para o altar
E o santo, as esperava para abençoar.
Vi-me na água benta da pia
Onde um dia fui baptizada
Na igreja recuada da Madalena.
Recordei com saudade
Os pregões desta cidade
Das varinas com a canastra
Da panela dos caracóis
Da água fresca de Caneças
Da boa castanha assada
Que saudade!
Vi-te meu pai, na calçada da avenida
Das tuas mãos hábeis saída
E a ginjinha que bebias a meias com a mãe
Quando no largo passávamos
E a igreja destruída pelo fogo
Vi-te ao longe
Castelo imponente de S. Jorge
Dos guerreiros de outros tempos
Passeei pelas ruas da cidade
Aquela que me viu menina
E hoje, me vê mulher
Maria Antonieta Oliveira
terça-feira, 4 de março de 2014
Amor Em Cama Fria
Já não existo!
Já não faço parte deste mundo!
Parti, no dia em que tu partiste!
Deixaste-me só
Na penumbra da noite
Prisioneira em janelas gradeadas
Onde nem o sol entrava
E eu, esperava.
Essa outra que te levou de mim
Ri-se agora de ti
Já não te quer, tem outro
Tu, já és esqueleto morto
Rendido mas não convencido
Tentas de novo
Procuras em vão o sol que te bafeje
Um amor que te deseje
Uma noite de luar
Um poema, um amor, um dilema
Esquece! Estás perdido!
Deixa que o sol aqueça o meu coração
Solta-me as amarras gradeadas
E então,
Talvez tenhas poesia em amor na cama fria.
Maria Antonieta Oliveira
04-03-14
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