segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Livro da Vida


(Imagem google)




Abri o livro da vida
e nele me encontrei perdida.

Vi
a menina traquina
saltando e rindo à gargalhada
Vi
a menina rabina
brincando com tudo e tendo nada.
Vi
a menina atrevida
sentindo os olhares
pensando-se amada.
Vi
a adolescente jeitosa
elegante e formosa.
Vi
a adolescente crescida
sentindo-se por todos atraída.
Vi
a mulher amante
de branco vestida.
Vi
a princesa encantada
na garupa levada.
Vi
a mulher mãe
de braços estendidos.
Vi
a mãe mulher
amando seus filhos.
Vi
a filha perfeita
amando seus pais.
Vi
o carinho que lhes dava
mimando-os demais.
Vi
Vi
Vi tudo isto
E nada verdade
Minha vida é afinal
Uma outra realidade.
O inverso de tudo
Em tudo diferente.

Fechei o livro!
Abri-o de novo
No livro da vida
me encontrei perdida.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

O Teu Sabor


(Imagem google)








Sabe-me a boca a ti
Sinto o teu sabor doce e quente
entre os meus lábios.
Bebi o teu corpo
na sofreguidão do meu
Saboreei tua pele
na língua incontida de prazer
Deletei-me nos teus braços
e adormeci.
Adormeci já cansada
de tanto te amar
de tanto amor te dar
Amei-te!
Amámo-nos!
Amamo-nos!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

No Deserto


(Imagem google)


No deserto árido e quente
me perdi de ti.
Em cada grão de areia
procurei teu rosto
Em cada pegada
procurei teus passos
No sol
quis ver teu olhar
quis ver tua boca
e teus lábios beijar.
Caminhei sem destino
perdida e sem caminho.
Já noite
chegou o luar
e eu já cansada
de tanto te procurar.
Larguei os sapatos
Despi-me de mim
Repousei o meu corpo
Carente de ti
No deserto frio
tapei o meu rosto
Nem água tinha
para lavar o desgosto.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Coração Frio



Brancura alva
Como a alvura da serra
Assim é
esta sala onde permaneço
Nem a tua foto me aquece
Nem o teu olhar penetrante
me faz companhia.
Penso-te!
Continuo só
fria e gélida
Meu coração endurecido
pela solidão da vida que vivo.
Relanço o olhar
pelas paredes nuas
despidas de pedaços de nós
perdidos nos tempos d’outrora
Em que nossos corações ardiam
de paixão, de amor, de carinho
Em que não estava só
Mas continuo só!
Nesta brancura alva
Fria e gélida
Como a alvura da serra.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Vagueio


(Imagem google)








Vagueio sozinha
na vereda da noite
Nem a lua me ilumina
Nem uma estrela brilha
Somente o uivo distante
me acompanha.
Sigo esse uivo constante
e encontro-me só
Nem querela de amigo
Nem tu estás comigo.
Vagueio sozinha
Vagueio pelo trilho
da vida que não talhei.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Nossos Corpos


(Imagem google)


Côncavos ou convexos
Nossos olhares
buscam o círculo
onde nossos corpos desnudos
se deleitam

Côncavos ou convexos
Nossos corpos
se entrelaçam
se acariciam
deslizando no círculo
onde lençóis de seda alva
se enrolam

Côncavos ou convexos
Nossos corpos
se amam!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Uma Lágrima Tua


(Imagem Google)







Condensei uma lágrima tua
no deslizar da minha face fria
Adociquei teus olhos
com um beijo meu
Aquele que te dei
no dia em que te encontrei
Trazido no desejo
daquele outro beijo
que também foi teu.
Tua lágrima gelou
Minha face branqueou
Ficámos
Perdidos no tempo.

domingo, 6 de novembro de 2011

Sorris


(Imagem google)



Olho
teu olhar perdido
como quem precisa de abrigo
Vejo-te
a correr em liberdade
como quem busca a felicidade
Essa felicidade perdida
logo no princípio da vida
Ainda eras botãozinho
cortaram-te o caminho
ficando sempre menino.
Sorris-me
teu sorriso desajeitado
de menino despreocupado
Sorrio-te
Na alegria de te ver
sempre sempre a correr
na ânsia de me abraçar
E nesse abraço carinhoso
nesse teu beijo meloso
o desejo de ficar
O teu olhar perdido
encontra em mim um abrigo
E nesse instante eu lembro
aquele outro momento
em que ao ver o teu sorriso
nele vi este poema.

Vamos Brincar






Vamos brincar Margarida
Dizes tu alegremente
É assim a tua vida
Sempre feliz e contente.

Saltas, pulas, gritas, cais
Pareces ave voando
Sem gemidos e sem ais
Vais tua vida levando.

Em teu olhar há alegria
Em teu sorriso um poema
Vais vivendo o dai a dia
Sem que haja problema.

Margarida vem brincar
Chama de novo Leonor
E naquele doce olhar
Há paz e muito amor.

sábado, 5 de novembro de 2011

Homem - Menino



O sol brilhava
num Maio já distante
A primavera floria
Tudo resplandecia
E tu, nasceste.

Teu olhar bonito
Teu sorriso feliz
À tua volta alegria
Era mais um petiz.

Teus pezinhos de lã
pisavam o mundo
E nada previa
quão traiçoeiro
o futuro seria.

Ainda pequenino
um médico falhou
E tua mente de menino
em menino ficou.

Cresceste, viveste
sempre acarinhado
Hoje já velhinho
cumpriste teu fado.

Olho-te
e em teu olhar eu vejo
um menino alegre
e em tua face
em teu sorriso
um poema.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Teus Olhos Verdes


(Imagem google)


Verdes teus olhos
De lábios rubros
Doces teus beijos
De lágrimas quentes
Gemidos gritos vividos
Carinhos ternuras amor
Olhar parado
Sorriso triste
Coração cansado
Já nada existe.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Pinceladas


(Imagem google)


Pinceladas de matiz
colorindo meu olhar
fazem-me sentir feliz
neste doce caminhar.

Noutra tela a pastel
vejo o outono chegando
mais um traço do pincel
e as folhas vão voando.

Noutro olhar incandescente
onde brilha o colorido
vejo nele o sol nascente
vejo o mundo florido.

E nesta frondosa pintura
onde tudo é magia
eu descubro com ternura
que a arte é alegria.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

domingo, 23 de outubro de 2011

Calceteiro




CALCETEIRO

( Homenagem ao meu pai falecido em 2009)


Tuas mãos rudes
calejadas
trilhadas
magoadas
pelo frio, chuva ou sol ardente
De pedras brutas
Calcário, granito
brancas, pretas, outras cores
tuas mãos delas fazia
grinaldas de belas flores
barcos a remos, caravelas
ziguezagues ondulantes
e tudo ficava bonito
Com tua arte e alegria
fazias o chão que pisamos
aquele que nem olhamos
e tem nele tanta magia.

Até tu próprio dizias
que a arte é alegria.




Poema premiado com o 2º prémio no 1º concurso de poesia promovido pela Associação Cultural DRACA - Palmela

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Presente


(Imagem google)

Corto o laço
a fita
Ponta por ponta
retiro o papel dourado
que envolve o teu corpo
E nele
me perco.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Anoiteceu


(Imagem google)



Anoiteceu!
O luar circunda o meu jardim
Cada pingo de orvalho, ao olhar
mais parece uma estrela brilhante.
Cada estrela no céu
lembra uma velinha acesa
alumiando o teu caminho.
Cada traço do traço das nuvens
uma estrada de regresso ao lar esquecido
aquele que foi perdido nas agruras do tempo.
Cada salpico da chuva que cai
uma lágrima de cristal
saída de teus olhos cansados,
tristes e maltratados
pela vida da vida que passa.
O rafeiro de pêlo luzidio
pelo luar que circunda o meu jardim
uiva baixinho
na força perdida
da idade atingida.
Anoiteceu!

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Caminhante


(Imagem google)








Palmilhei com palmilhas
nos pés descalços
por entre caminhos, trilhos, percalços
Caminhei por entre montes e vales
Entre pedreiras e pontes
Bebi de todas as fontes
Saciei o meu saber
Iluminei o meu ser
com a luz do sol brilhante
Tornei-me um caminhante
à descoberta do mundo.

Houve Vida


(Imagem google)







Sem bater, entrei
Calmamente percorri todo o espaço
De leve fui tocando o pó
descansado no tempo
Tacteei ao encontro da luz adormecida
e nada encontrei
No alvo da parede escurecida
o espaço do teu retrato perdido
Pela frincha da porta por onde entrei sem bater
a luz ténue do sol pôr traz à lembrança
a vida sem pó
com flores e amor
naquele lugar vivida.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Desejos


(Imagem google)






Essa tua boca
de doce loucura
Esses beijos ardentes
que saciam meu corpo
Esse teu olhar
de meiga ternura
Esse teu corpo
colado no meu.

Teu afago
Teu beijo
Nosso desejo!

Encontro-me Nas Palavras


(Imagem google)






Encontro-me nas palavras
mesmo que não seja eu!

Faço delas novelinhos
Loucuras e desatinos
Desejos e fantasias
Tristezas e alegrias.
Deixo-as voar ao vento
levando meu pensamento
e entre nuvens pousar
e numa estrela me encontrar
Nesse momento me quedo
sinto em mim tal medo
dessa estrela ser cadente
e o equilíbrio perder
e a minha mente demente
transformar para sempre
esse sonho que era viver.

Trago-as de volta à terra
numa folha vão pousar
e sem que façam guerra
logo, logo uma a uma
começam a desfilar.
Por entre o sol e a bruma
entre o lápis e o papel
faço lençóis de espuma
e romances de cordel.

Nas palavras me encontro
mesmo que não seja eu!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Abri a Porta à Saudade


(Imagem google)





Sem querer
abri a porta à saudade
atrevida e de mansinho
ela entrou
Acomodou-se
e no lugar de um sorriso
uma lágrima deslizou.
Molhou o teu retrato
aquele que tirámos os dois
quando ainda felizes
num olhar sorriamos.
Outra lágrima
retida no beiral de uma pestana
lembra o caminho vivido
aquele que tinha escolhido
onde tu sempre estarias.
Mas partiste
e na bagagem levaste
tudo aquilo que vivemos.
Levaste o meu amor e carinho
todo aquele que te dei,
o meu ser que te ofertei
e esse beijo onde bebemos.
Partiste!
E eu,
sem querer
abri a porta à saudade.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Tempo


(Imagem google)


Que me interessa o tempo
se nem sequer tenho tempo
para dar pelo tempo passar?!
Vai tempo!
Corre veloz contra o tempo
que leva todo o meu tempo
no tempo da vida que passa.
Volta tempo
traz-me de volta o tempo
quero de novo ter tempo
para no tempo da vida ficar.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Aquela Árvore


(Imagem google)




Trepei aquela árvore que fez de nós amantes
Sentei-me no tronco onde nos beijámos antes
Pensei ali te encontrar
mas tu não estavas
Teu ser partiu, voou
e noutra arvore pousou.
Tua boca, teus beijos
se perdem numa outra flor.
Saltei para outro tronco
aquele onde nos amámos com fervor
também não estavas …
Tuas mãos, teu corpo
se entregavam a um outro amor.
Carinhos e beijos
Ternuras e desejos
Tudo se perdeu de mim
E eu,
trepei aquela árvore que fez de nós amantes.

Encontrei-me ...


(Imagem google)



Encontrei-me perdida
perdida de ti
perdida da vida.
No imaginário
estávamos unidos
Nos sentimentos oprimidos
me perdi
Estagnei no tempo e no espaço
fiquei retida, perdida
perdida de ti
perdida da vida.

No amanhã
No clarear do dia
Me encontrei … perdida!

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Hoje Fui Visitar-vos


Foto tirada em Fátima no mês de Outubro de 1966



Hoje fui visitar-vos
Receberam-me com a paz
do vosso olhar tranquilo e sereno.
Conversámos sobre o passado
aquele em que não vos dei o que mereciam
Se fosse hoje
quanto mais carinho eu vos daria.

Uma lágrima fugidia
rolou na minha face.

Saudade!
Ah! Quanta saudade!
Do vosso sorriso
Do vosso olhar
Das vossas palavras afectuosas
Até dos vossos “ Nãos “ sinto saudade.

O tempo passa
e aos poucos
caminho para junto de vós.
Como vai ser bom o reencontro.

Hoje fui visitar-vos.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Palavras


(Imagem google)



Usa-as de qualquer modo
Desde que saibas usá-las.
Abre mentes
Cala gentes
Grita à fome
À guerra
À morte fria.

Escreve-as ensinando
Dita-as cantando
Faz delas sentimentos
Alegres, dor, lamento.

Faz flores
Sem jardim
Noites sendo dia
Faz sonhos acordada
Versos e poesia.

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Me Perco de Ti




Além,
onde o rio e o mar se fundem
dando outra magia ao movimento da água
Além,
onde imagino encontrar-te
ávido de mim
Além,
onde quero renascer para ti,
nada há…
para além de águas remexidas,
renovadas,
perdidas e encontradas
num vaivém incessante
E eu,
perdida no velho mirante
me perco de ti.

Nas Ondas






Quase invisíveis,
as ondas deslizam suavemente
uma a uma
e eu,
penso em ti.
Queria como elas
deslizar nos contornos do teu corpo,
beijar cada milímetro
como o grão de areia é beijado pela água que passa.
Queria ser o sol
e acariciar tua face macia
Rolar meus lábios na nudez de ti
Aquecer teu corpo com o calor do meu.
Queria ser o sal que dá sabor à água que corre
e salpicar teu ser com o sabor do amor.
Queria deslizar suavemente
na onda invisível
e chegar a ti.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Esquina da Vida


(Imagem google)



Na esquina por onde passas
Me encontras perdida
Naquela tábua rasa deitada
Nos caminhos da vida esquecida

Passas com teus passos lentos
Não paras nem olhas sequer
Segues em teus pensamentos
Fico perdida sem vida ter.

Meu corpo inerte caído
Retido na calçada passada
Meu coração oprimido

Da vida amargurada
Do viver sempre traído
Na vida sem vida, sem nada.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Espreguicei o Olhar


(Imagem google)



ESPRIGUICEI O OLHAR



Espreguicei o meu olhar
No sono do teu
Acordei embevecida
Nos braços de Morfeu.

Olhei-te amor
Estendido a meu lado
Saboreei teu corpo
Na cama deitado.

Desnudo para mim
Desnuda também estava
Com ternura e carinho
Disse que te amava.

Sorriste com meiguice
Acariciaste o meu cabelo
Olhei teus olhos
E vi como eras belo.

Num abraço apertado
Sentimo-nos unidos
Num beijo não dado
Ficámos perdidos.

De novo espreguicei
O meu olhar no teu
Logo logo acordei
Com um doce beijo teu.

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Lágrimas Salgadas


(Imagem google)



Espraiam-se lágrimas salgadas
O sol a pique tenta secá-las
Mas não consegue!
Lágrimas trazidas na crista da onda
Lágrimas sentidas vindas de longe
do coração do mar
desse mar sem fim
desse fundo profundo
desse mar infindo

Espraiam-se lágrimas salgadas
Choradas, sentidas
De muitos olhos saídas
Sofridas, jorradas
Nas faces retraídas
Dos sentimentos mortos
Dos destinos e caminhos tortos
Lágrimas de tempos remotos
Lágrimas salgadas espraiam-se.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

No Ocaso


No ocaso
Encontrei a dor do sentimento perdido
Encontrei o desvario de um ser esquecido

No ocaso
Perco-me no profundo de mim
Perco-me num imaginário sem fim.

No ocaso
Quero estar contigo
Sentir teu abraço amigo
No ocaso
Quero entrelaçar teu cabelo
Senti-lo sedoso, macio e belo

No ocaso
Quero beijar tua boca
Beijar teus olhos, teu corpo
Quero sentir-me louca
Ter-te em mim, aqui
no ocaso.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Gostava de Ser Poeta



Gostava de ser poeta
Nem que fosse só por um dia
Deitar palavras ao vento
E fazer delas poesia.

Amor, saudade, carinho
Ternura, loucura, paixão
Todas elas com destino
Bem dentro do coração.

Gostava de ser poeta
Deitar palavras ao vento
Deixá-las livres voar
Aliviarem meu tormento.

Nem que fosse só por um dia
De ser poeta eu gostava
E em poema te diria
O quanto e tanto te amava.

Gostava de ser poeta
Nem que fosse só por um dia.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Queria Ser Criança


(imagem google)




Queria ser criança
pular, saltar
correr pelos campos
e livre brincar
Queria ser criança
estar contigo de mãos dadas
rirmos às gargalhadas
soltar gritos, emoções
vibrar com novas sensações
Queria ser criança
e brincar contigo
ver flores, passarinhos
e ter-te como amigo
Queria ser criança
Ser o que não fui.
Sim!
Queria ser criança!

No Tempo


(Imagem google)



Nos socalcos da noite
trazida p’lo vento
chegaste!
Numa outra noite
levada no tempo
partiste!
Num curto espaço
Num triste lamento
Chegaste e partiste
perdida no tempo.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Só Com Deus


(Imagem google)




Por entre silvados
caminhaste ao vento
Perdida entre labirintos
Perdida em pensamentos
Caminhaste só
Só, contigo e com Deus
Tentaste abrigar-te
nos braços Seus
Estavas carente
triste, desesperada
precisavas um colo
sentir-te acarinhada
E nesse torpor
caíste cansada
a noite se findou
já era madrugada
Por entre silvados
caminhaste ao vento
Só, mas com Deus
superaste o lamento.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Cada Estrela um Beijo Teu




Na calada da noite
quando tudo adormecia
dei comigo a pensar:
Quantas recordações
Quantos momentos passados
Tantas emoções
Nostalgias e tristezas
Alegrias e certezas
Gentes minhas que partiram
e meu coração feriram
nessa ausência sentida.
Tempos atrás vividos
Marejados de lembranças
meus olhos logo ficaram
Tentei secá-los ao sol
mas a noite já caíra
então buscando a lua
olhei o céu e que vi?!
Estrelas muitas estrelas
e em cada uma encontrei
um carinho e um beijo teu.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Meus Pés Cansados


(Imagem google)


Caminhei na areia molhada
ao longo do rio
Meus pés descalços, cansados
de tantos caminhos trilhados
sentiram-se libertos
Calcaram a areia
Pisaram conchas perdidas
trazidas pela corrente
quando o mar empurrava o rio
e este se enchia
galgando a areia em maré cheia.
Saltaram rochedos
Sentiram-se queimados na areia quente
Ardendo de desejo
ao encontro dos teus
Perderam-se nesse caminho
de areia molhada
ao longo do rio.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Por Onde Anda o Amor


(Imagem google)



Por onde anda o amor
alguém o viu?
Parece-me que partiu!
Gritou alguém ao longe
Para onde ele fugiu?
Quem o deixou partir só?!
Partiu triste, mete dó
Deixou para trás saudade
Deixou lágrimas no olhar
nesse amor que ao só ficar
se tornou triste lamento.
Abalou ninguém o viu
noutro caminho seguiu
noutro coração entrou
e nele por lá ficou.
Esqueceu a lágrima perdida
daquele tempo vivida
no olhar que tanto amou.
Esqueceu o coração
que por ele palpitou
foi-se e não voltou.
Por onde anda o amor?

Ouvi-te em segredo


(Imagem google)



Ouvi-te em segredo
e tu quase a medo
falaste de ti.
Dos tempos de outrora
dos que vives agora,
de saudade e lembrança
dum tempo de esperança
do sol que nasceu
da lua que se desvaneceu
da rosa em botão
de amor e paixão
de dias tristes
de momentos felizes
de tudo um pouco
um pouco de tudo.
E eu,
Ouvi-te em segredo
e tu quase a medo
falaste de ti.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Deixei Rolar o Destino




Não tracei um caminho
deixei rolar o destino.

Sonhos foram muitos:
sonhei ser princesa
sem ser da realeza
Sonhei ser professora
ensinar o que sabia
ser alguém por um dia
Sonhei da janela
ter uma vida bela
Sonhei com grandeza
com amor e beleza
Sonhava, sonhava
mas sempre acordava
e tudo o que tinha
de pouco passava.

Deixei rolar o destino
Degrau a degrau fui caminhando

Pequenas foram as quedas
grandes as conquistas
Minha pequenez
deixei de sentir
parei de sonhar
comecei a sorrir
Tenho mais do que queria
Tenho mais do que sonhava
Tenho fé e alegria
Tenho paz e muito amor
Tenho a dádiva do Senhor.

Não tracei um caminho
Deixei rolar o destino.

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Porque me visto assim



Porque me visto assim
se tu já não vens?!
Porque te sinto em mim
se tu já não estás?!

Porque te vejo sem ver
te tenho sem ter
te beijo sem beijar
te acaricio sem acariciar
te sinto sem sentir
te ouço sem ouvir
Porquê?

Porque me visto assim?!

Alma Impura


(Imagem google)



Para além da vida existes!
És
alma perdida sem guarida
asas voando ao vento
remoendo seu lamento.
Pureza impura
perdida na loucura da terra onde viveste.
Na negridão do caminho que traçaste.
De nuvem em nuvem te perdes
nesses caminhos escuros
onde na vida te perdeste.
Caminhas voando, deambulando
sem encontrares teu rumo
sem luz que te ilumine
sem caminho delineado
pagando duro teu fado.

Alma perdida sem guarida.
Para além da vida, és!

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Ningém saberá de mim




Ninguém saberá de mim
Meu segredo comigo morrerá
Aquele amor que jamais terá fim
Em mim e em ti permanecerá.

Ninguém saberá de mim
Procurem-me para lá do horizonte
Procurem o que restar de mim
Nada encontrarão, nem minha fonte.

Fonte onde matava a sede
Onde buscava minha energia
Fonte onde desfiava a rede
Aquela onde sempre vivia.

Mas ninguém saberá de mim
Esconder-me-ei de tudo
Esse meu triste fim
Será como o acabar do mundo.

Ninguém saberá de mim!

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Em tudo te encontro


(Imagem google)




Ouço-te
no chilrear de uma ave
Vejo-te
no rebentar de uma flor
Encontro-te
no caminho verdejante onde não estás
Sinto
teu palpitar
no riacho que passa a meus pés
teu perfume
no jardim florido que me cerca
teu calor
no sol que aquece meu ser
teu corpo
aquele abraço que rodeia meu corpo
no entrelaçar dos ramos das árvores.

Ouço-te
Vejo-te
Sinto-te

Na natureza que cerca meus dias.

sábado, 14 de maio de 2011

Ainda?!




Busco-te dentro de mim
na esperança de já teres partido
mas sempre te encontro.
E meu coração ressentido
chora lágrimas de sangue.
Vermelho escarlate
rubras, quentes, sentidas.

Quero-te longe!
Sai de mim!

Deixa meu coração livre
Livre para de novo amar
Para de novo sorrir
e poder livre respirar
livre caminhar e ter outro sentir.

Mas tu não partes!
E contigo continuarei a viver.
Até quando?!
Não sei!

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Sou Feliz


(Imagem google)




No âmago da paixão
me deleito.
No teu colo
na tua cama
me deito.
Em ti
tudo sou
tudo quero
tudo sinto.
Em ti e contigo
Sou feliz!

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Roseira do Amor




Na raiz de uma roseira
escrevi teu nome
para que crescesse e fecundasse
o nosso amor.
Reguei com o sabor dos beijos
dei-lhe o carinho dos desejos
estrumei com o meu sentir.
Ela despontou e floresceu
e uma bela rosa logo nasceu
cheirosa e com pétalas de todas as cores
cada uma trazia um dos nossos segredos
aqueles que contávamos baixinho
nos abraços e desejos
no carinho e nos beijos
nos silêncios e nos solfejos
no cântico das nossas almas em sintonia
nas loucuras do dia a dia
em que nos amávamos
em que nos tocávamos
em que ambos sonhávamos
em ritmos acelerados de alegria.

E outra rosa
e outra foram nascendo
e o nosso dia a dia
foi-se desvanecendo.
E aquilo que poderia ser
um enorme roseiral
foi apenas uma flor
que nasceu, viveu
e morreu, afinal.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Atirei uma pedra


(Imagem google)


Atirei uma pedra
no charco lamacento,
no fundo ficou.
Com ela transportou
tudo o que era lixo
e no lixo ficou.

Pus-me a Escutar

(Imagem Google)


Pus-me a escutar
escutei-te a ti
falavas, falavas,
falavas de mim.

Dizias que me amavas
que eras feliz
que teu coração saltava
que te sentias um petiz.

Tentei acreditar
no que estava a ouvir,
mas pus-me a pensar,
como ele sabe mentir!

A tua conversa
para me iludir
era só uma treta
p’ra me ver sorrir.

Amar nunca amaste
apenas fingiste
depois te fartaste
e logo partiste.