quarta-feira, 19 de julho de 2017

Ser Pássaro





Sentada na linha de água
por onde corre o leito do rio
onde as pedras se soltam
a caminho do mar
nelas me sento e penso.

Parto rumo ao destino que me aguarda
lá no outro lado do mundo
onde os pássaros são livres
sem gaiolas que os aprisionem
e eu,
quero ser livre como os pássaros
e voar.

Maria Antonieta Oliveira
19-07-2017

Na Laje Deitada





Na laje deitada
Solta da vida
Meu coração chora.

Não!
Não partas agora
Fica comigo
Dou-te o meu ser
Mesmo que não mo peças
Dou-te o amor
Que já é teu
Quando me roubaste o coração
Dou-te os beijos que quiseres
E aqueles que já são teus
Dou-te tudo, tudo
Do nada que tenho
Mas,
Fica comigo, amor.

Na laje deitada
Meu coração chora.

Maria Antonieta Oliveira
19-07-2017

domingo, 16 de julho de 2017

Partida






Solto-me livre no firmamento
voo mais alto que o vento
e sento-me no trono da paz
Lá longe
o dia anoitece ao amanhecer
a noite alegra o sol ao nascer
um turbilhão de pensamentos
solto abraços, agarro momentos
e caminho no rio gelado.
De coração frio, parto.

Maria Antonieta Oliveira
16-07-2017

Quadra Solta






Entre poetas e poemas
Enalteço o meu ser
Por entre palavras dispersas
Sonho um dia te ter.

Maria Antonieta Oliveira
16-07-2017

Lua Vertiginosa






Vertiginosa é a lua que passa
e me deixa nua
como pombo no pombal
sem asas para voar.

Maria Antonieta Oliveira
16-07-2017

sábado, 15 de julho de 2017

Fui Tua





Deitada na cama nua
Vestida de branca seda
Entreguei-me ao sonho do amor
E, fui tua.

Maria Antonieta Oliveira
15-07-2017

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Serei Feliz







Quero acreditar que um dia serei
Serei, sim, serei feliz!

Quero acreditar que um dia voarei
Voarei, sim, voarei
Nas asas de um anjo
Ou no bico de uma pomba branca
Que me levará ao céu azul
Onde encontrarei o caminho da luz
Aquele que a ti me conduz
E aí então, serei feliz!

Maria Antonieta Oliveira
13-07-2017


Não Penses






Não penses que falo de ti
Quando falo de amor
Não penses que falo de mim
Quando falo de sexo
Não penses que escrevo por escrever
Quando escrevo de nós
Não penses, não penses amor
Eu falo e sinto, quando escrevo dos dois.
Porque tu e eu, somos poesia.

Maria Antonieta Oliveira
13-07-2017

quarta-feira, 12 de julho de 2017

Destino ou Karma






Será destino ou karma
O que nos une?
Será amor ou sexo
O que nos une?
Será apenas amizade
O que nos une?

Qual a resposta para tanta pergunta?!

Foi o destino que nos uniu
É o karma que nos une.

E o que sentimos na realidade?!

Destino, karma, amor, sexo e amizade
Tudo isto nos une e dá felicidade.

E o que nos faz sofrer?!

O destino, o karma, o amor, o sexo
E a amizade que o tempo marcou.

Karma?!
Não! Tu não és o meu karma!
Tu és o meu passado, o meu presente, e serás o meu futuro
Porque tu és o meu destino!

Maria Antonieta Oliveira
12-07-2017

sábado, 8 de julho de 2017

Vivo a Poesia





Sonho,
E em sonho vivo a poesia
A que escrevo
A que sinto
A que digo
A que fica por dizer
A que penso
A que anseio
A que me faria feliz
A possível
A impossível
A mentira
A verdade
A que me solta
A que me faz vibrar.
A que vive em mim.

E sonho
E em sonho, vivo a poesia.

Maria Antonieta Oliveira
08-07-2017

Águas Cálidas






Banho-me nas águas cálidas do teu corpo
Sentada em ti e contigo em mim
Sou a deusa enfeitiçada do amor
Nesse feitiço vivo, de carne com carne
Sinto-me mulher de bem com a vida
Sinto-me humana, realizada
Amada.

Banho-me nas águas cálidas do teu corpo.
E sou feliz!

Maria Antonieta Oliveira
08-07-2017

Se O Mar Me Levasse





Se o mar me levasse
Numa embarcação de cristal
Transformaria as ondas bravias
Em algodão espumando-se na areia
Cada molécula seria uma pérola perdida
Das algas, faria colares multicores
Que daria a todos os meus amores
Ajoelharia ao sol nascente
E ungindo a testa de sal, nas águas límpidas
Pedia perdão, paz, saúde e pão
Pedia amor e Fé no coração
Pedia caridade, amizade e verdade
Pedia tudo o que bom a vida tem
Ajoelhada até ao sol se pôr
Daria graças ao Senhor.

Ai,
Se o mar me levasse
Numa embarcação de cristal!

Maria Antonieta Oliveira
08-07-2017




quinta-feira, 6 de julho de 2017

Ida À Praia





Num cacilheiro carcomido pelo sal da vida
Passeei o esqueleto da minha infância
Para lá e para cá entre as margens do Tejo
Nos verões quentes ou frios, tanto fazia
A camioneta já gasta pelo tempo
Acolhia o meu corpo franzino levando-o
Até o largo onde o chafariz brotava água pura
Com passos ligeiros percorria aquela rua
Que me levava ao imenso areal da Costa
Aí ficava ancorada na sombra de um barco
Que descansava da sua faina nocturna
E o dia passava entre sandes e molhar os pés
Tinha medo do mar, era bravio e ondulante
De novo a Rua dos Pescadores percorria
A camioneta até a Trafaria ou até Cacilhas
E, num cacilheiro carcomido pelo sal da vida
Regressava a casa quase bronzeada.

Maria Antonieta Oliveira
06-07-2017

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Embalo-me






Embalo-me na dança das nuvens
Na chama da vela que se apaga
Na escuridão da noite tardia
Embalo-me ao som do vento
Na lacuna do meu sentimento
De um coração vadio
Embalo-me nos braços do amor
No sonho da noite perdida
No dia, de um amanhã
Embalo-me nas velas da nau
Ondulantes pelas marés
Num vai e vem inconstante
Embalo-me esquecida de mim
Numa dança incoerente
Onde fico retida, parada
Sem a luz da vela que passa.

Embalo-me ao som da música cantante
Saída do meu coração arfante.

Maria Antonieta Oliveira
05-07-2017


Vencer Os Medos





Quero vencer os meus medos
Os obstáculos da vida
Os temores de outros amores
Quero vencer os dias e as horas
Que a vida me trás
Quero vencer a tristeza
Que me invade a mente
E atormenta o coração
Quero vencer as emoções
Dos minutos só nossos
Entregando-me a ti
Quero vencer os meus medos
E ser feliz uma vez.

Maria Antonieta Oliveira
05-07-2017

Orgasmo





Na doçura de um beijo
Me sinto envolvida
Languidamente me envolvo
Em teu corpo apetecido
Saboreio o suor do teu rosto
Na sofreguidão de um orgasmo
E relaxo no teu abraço.

Maria Antonieta Oliveira
05-07-2017


Parti Sem Ti






Percorro o corredor que me leva ao quarto
Onde medito e penso em ti
Recuo e avanço e caio no espaço onde não estás
Sentada no chão, aguardo que regresses
Daquele outro tempo em que ficámos um dia
Adormeço com um som vitorioso
E ouço-te, e sonho-te e vivo contigo aquele doce momento
Em que fomos um só num eterno abraço.

Partiste!
Cansada de esperar, parti sem ti!

Maria Antonieta Oliveira
05-07-2017