O sonho é livre... é deixar voar o pensamento... é acreditar no inacreditável... é atingir o inatingível... Amar... Sofrer... Beijar... Doer...

domingo, 26 de abril de 2015
Flor do Jardim
Dei-te uma rosa
Pediste-me um cravo
Dei-te uma tulipa
Querias uma açucena
Dei-te todas as flores do meu jardim
Uma a uma tu negaste
O que querias de mim, afinal?
Talvez um ramo de jasmim!
Vem, escolhe tu a flor
Vem, entrega-te a mim, amor
Vem!
Vem adornar os meus canteiros
Vem ser a mais linda flor do meu jardim.
Vem!
Vem!
Maria Antonieta Oliveira
26-04-2015
Fujo de Ti
Qual gazela assustada
Subo a calçada de corrida
Fujo de ti
Dos amores e desamores
Que por ti vivi
Dos podres e ilusões
Que de ti aprendi
Dos meses passados em vão
Dos sonhos caídos no chão
Tudo por ti
Tudo de ti
Falsa juventude eu tive
Falsa adolescência eu vivi
Enganos e desenganos
Traições e desilusões
Palavras e perdões
Falsa vida eu vivi
Tudo por ti
Tudo de ti
Qual gazela assustada
Subo a calçada de corrida
Fujo de ti
Maria Antonieta Oliveira
26-04-2015
No Cimo do Monte
Espera por mim no cimo do monte
Vai adiante com passo apressado
Leva flores p’ra me ofertares
Leva amores para me dares
Leva teu sorriso matreiro
Aquele que também é traiçoeiro
Leva teu olhar de menino travesso
Leva os beijos que não me deste
Os abraços por me dar
As carícias por acabar
Leva tudo o que me deves
Carinho, ternura, paz e tranquilidade
Leva amor para me dares felicidade
Lá no cimo do monte espera por mim
Que um dia chegarei perto de ti.
Maria Antonieta Oliveira
26-04-2015
sexta-feira, 24 de abril de 2015
Era Tarde
Era tarde
A praia deserta apelava ao amor
A maré vazia silenciava o destino
A areia ainda quente, queimava os pés
De quem precisava se ausentar
Partir para um rumo sem fim
As gaivotas voavam baixinho
O vento soprava em suave melodia
Era o fim de mais um dia.
Também para ela
Era o fim de mais uma etapa
Era o fim daquele longo amor proibido
De longos dias na loucura de um beijo
De sonhos e devaneios incontidos
De tantos desejos proibidos
Era o fim de uma vida vivida
Era o fim de uma onda partilhada
Era o fim de tudo
Era tarde
A praia deserta convidava ao sono
O sono profundo do fim do amor
Era tarde!
Maria Antonieta Oliveira
24-04-2015
terça-feira, 21 de abril de 2015
Porque Voltaste
Porque voltaste?
Supostamente já não existias
Nem meus sonhos te sonhavam
Nem meus ouvidos te ouviam
Nem meus olhos te olhavam
Porque voltaste?
Meu coração desgovernado
Outrora bem magoado
Já te tinha esquecido
Eras somente o passado
Porque voltaste?
Contigo tudo voltou
As fotos de outros tempos
Recordações de momentos
Tudo o que já era cinza
Nem brasa apagada já era
Porque voltaste?
Também eu te procurei
E em nenhum lugar te encontrei
Apenas queria saber se eras feliz
Hoje tudo o que sei
É que quero recuar
Recuar e perguntar
Porque voltaste?
Maria Antonieta Oliveira
21-04-2015
segunda-feira, 20 de abril de 2015
No Tédio Dos Meus Dias
No grânulo do tédio dos meus dias
A areia desafia meu caminho
Meus pés quebram espaços
Bolinhas de espuma rebentam
Na onda que chega e que parte
Areias movediças
Pensamentos dispersos
Olhar fixo no firmamento
Além num além distante
Onde nada mais existe
Sôfrega, inspiro o ar que me rodeia
O vento em turbilhão me assola
O mar ruge sentimentos
Batendo nas rochas perdidas
Num vasto e fervoroso sentir
Não digas que não, amor
És tu quem devora meu sangue
És tu quem vagueia à deriva
E me leva nessa avalanche
Nesse mundo perdida
Onde meus pés se afundam.
Sai de mim, desta maré
Entediada de ti, estou
Leva contigo o vento que me sopra
As areias onde me enterro
O mar que não me acoita
Deixa-me, no tédio dos meus dias.
Maria Antonieta Oliveira
20-04-2015
Parei No Sufoco
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Ondas esvoaçam no meu pensamento
Marés bravias de outro tempo
Areias movediças onde escorreguei
E, passei
Passei dias ávidos de ti
Dos teus beijos atrevidos, sem sentido
E, continuei
Continuei vivendo, sofrendo
Na escassez de dias que não chegavam
E, caminhei
Caminhei ao longo dos muros
Transpus obstáculos, esmoreci
E, parei
Parei de chorar num sufoco
Parei de esperar na solidão
E, vivi
Vivi, vivo e viverei
Na paz, no amor que desejei.
Maria Antonieta Oliveira
20-04-2015
Ondas esvoaçam no meu pensamento
Marés bravias de outro tempo
Areias movediças onde escorreguei
E, passei
Passei dias ávidos de ti
Dos teus beijos atrevidos, sem sentido
E, continuei
Continuei vivendo, sofrendo
Na escassez de dias que não chegavam
E, caminhei
Caminhei ao longo dos muros
Transpus obstáculos, esmoreci
E, parei
Parei de chorar num sufoco
Parei de esperar na solidão
E, vivi
Vivi, vivo e viverei
Na paz, no amor que desejei.
Maria Antonieta Oliveira
20-04-2015
domingo, 19 de abril de 2015
Conversa
Datas, memórias, recordações
Pessoas, actos, situações
Conversa!
O som do teu sorriso
Num olhar que não vi
Conversa!
Pais, mães, filhos e netos
Passado volvido em palavras
Conversa!
Nervosismo? Talvez! Algum!
Futuro num incerto almoço
Conversa!
Até amanhã!
Até breve!
Até sempre!
Felicidades!
Maria Antonieta Oliveira
19-04-2015
sexta-feira, 17 de abril de 2015
Oito Anos
Menino de olhar meigo
Doce, terno, carinhoso
Ternura feita poema
Poema de vida pequena
Oito anos de vida vivida
No lar que Deus te deu
Olhar travesso irrequieto
Menino de doce candura
És um ser superior
És o neto que desejei
Aquele a quem tenho muito amor
Um menino feito luz
Oito anos de sorrisos e lágrimas
De tudo o que um menino sente
Oito anos de amor, muito amor
Adoro-te meu querido Rafito!
Que Deus te proteja sempre!
Maria Antonieta Oliveira
17-04-2015
quarta-feira, 15 de abril de 2015
Som da Poesia
Dedilhei palavras, sílabas soltas
Voaram por entre os dedos
No céu azul de sonhos cantado
Libertei-as de amarras
Dei-lhes voz e sentimento
Dei-lhes som e movimento
Deixei-as cantar à lua
Ouvindo o murmurar do amor
Deixei-as cantar ao sol
Ouvindo a marulhar das ondas
Deixei-as cantar ao vento
Ouvindo suspiros e lamentos
Deixei-as soltas cantar
Soletraram palavras de louvor
Cantaram
E ao som de seu cante
Surgiu um poema de amor
Maria Antonieta Oliveira
15-04-2015
segunda-feira, 13 de abril de 2015
Dormitas
Dormitas!
Intranquilamente dormitas!
E eu,
Olho para ti, menino grande na ânsia de te ver sorrir
Sorrir para mim
Com a satisfação de quem tem o amor a seu lado
E eu estou!
Estou sempre contigo, amor
Dou-te o que tenho sorrindo
Mesmo que o meu coração chore em silêncio
E tu, dormitas!
Nos sonhos inconstantes de quem sonha sofrendo
Dormitas!
Na Fé de quem crê que Deus é o Salvador
E te protegerá em todo o momento
Livrando-te deste rebelde sofrimento
Dormitas!
Acordas!
Sorris!
E eu,
Olho-te sorrindo com amor!
Maria Antonieta Oliveira
10-04-2015
Há Treze Anos
Era sábado
O sol brilhava num calor primaveril
Uma orquídea lembrava o teu aniversário
Num lugar inóspito que seria a tua ultima casa
Sorriste!
Sorriste feliz ao veres-te rodeada de amor
Talvez tenha sido o teu último sorriso feliz
Mas era o teu aniversário, mais um, o último
Hoje,
Recordo com saudade esse dia já longínquo
Esse sorriso feliz, esse olhar, esse jeito de ser
Ah, se eu pudesse voltar atrás!
Saudades de ti, minha mãe!
Maria Antonieta Oliveira
13-04-2015
(Faria hoje 90 anos)
quarta-feira, 8 de abril de 2015
Fome de Nós
Tenho fome
Fome de ti e de mim
Do tempo em que passeávamos de mão na mão
Pelos campos de pinheiros e eucaliptos
Pelas terras de areia pinhas e folhas caídas
Tenho fome
Fome de ti e de mim
Do tempo em que passeávamos lado a lado
À beira rio ou mar de águas cristalinas
Naquela praia que sempre nos acolheu
Tenho fome
Fome de ti e de mim
Do tempo em que passeávamos os dois
Nos caminhos que Deus nos deu
Para juntos partilharmos a vida
Tenho fome
Fome de ti e de mim
De nós nos tempos idos vividos
Com saúde, com vida, sem lamentos
De nós, nós noutros tempos.
Maria Antonieta Oliveira
08-04-2015
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