O sonho é livre... é deixar voar o pensamento... é acreditar no inacreditável... é atingir o inatingível... Amar... Sofrer... Beijar... Doer...

terça-feira, 27 de fevereiro de 2018
Ao Som de Um Café
Ao som de um café
dedilho um poema
musicas já ouvidas
em estrofes esquecidas.
A chuva teima em cair
e eu, esqueço-me de sorrir
à lua que volta sempre
num vai e vem intermitente
Chuva que molha por dentro
que esfria um olhar cansado
teimoso, triste e magoado.
Lá fora ecoam os sons
de um poema dedilhado
em estrofes musicadas
na quentura de um café.
Maria Antonieta Oliveira
27-02-2018
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018
Sonho-te
Sonho na brisa do mar
No enrolar do teu corpo
No manusear das tuas mãos
No som dos teus passos
No sabor dos teus lábios
No teu sorriso de criança
No carinho do teu olhar.
Sonho-te!
Sonho na brisa do mar!
Maria Antonieta Oliveira
23-02-2018
domingo, 18 de fevereiro de 2018
Esqueci-me de Mim
Esqueci-me de mim
De ti,
sinto o sabor doce
do teu corpo suado
nas noites sonhadas.
Esqueci-me de mim
De ti,
sinto o sabor dos lábios molhados
nos beijos trocados
nas noites sonhadas
Esqueci-me de mim
De ti,
sinto o sabor dos dias felizes
em que nos amávamos
nas noites sonhadas.
Esqueci-me de mim
De ti,
sinto saudades.
Maria Antonieta Oliveira
18-02-2018
quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018
Meu Amor Lindo
Chamaste-me
“meu amor lindo”
Estremeci
e, uma lágrima teimosa
escorreu pela face
“Meu amor lindo”
É tão bom sentir
o mesmo sentir de outrora
O tempo passou
E,
é tão bom saber
que ainda sou
“o teu amor lindo”.
Maria Antonieta Oliveira
15-02-2018
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018
Amor
Para quê dizer que te amo
se este amor já tem anos?!
Éramos meninos e já nos amávamos
Crescemos nesse amor
Vivemos esse amor
E, o tempo passou
A vida mudou
Mas, o nosso amor
resistiu a ventos e marés
E hoje, muitos anos depois
esse amor ressuscitou.
Amo-te,
como te amei ontem
Amo-te, hoje
Amar-te-ei sempre
mesmo depois de morrer.
Maria Antonieta Oliveira
14-02-2018
domingo, 11 de fevereiro de 2018
Estremeço
Envolta em neblina
Sinto o torpor dos teus passos
Estremeço só de pensar
no calor dos teus abraços
e no roçar do teu corpo
na meiguice do meu
no roçar dos teus lábios
nos meus seios desnudos para ti
de prazer, estremeço.
Envolta em neblina
Sinto o torpor dos teus passos
Estremeço só de pensar
que vais embora, sem volta
contigo, levas o amor que te dei
o que vivemos a dois
e os sonhos que sonhei contigo
Deixas um coração partido
e um sonho destruído.
Envolta em neblina
Sinto o torpor dos teus passos.
Maria Antonieta Oliveira
11-02-2018
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018
Estigma
Há um poema que me escorre
pelo estigma da vida
talvez, por esta ser proibida.
Quando chego, já é tarde!
Quando encontro, já perdi!
Está na hora de sair
deixar o dia fluir
e o poema nascer
Viverei o meu estigma
nesta vida proibida
tentando amanhecer.
Maria Antonieta Oliveira
08-02-2018
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018
Corpo Dorido
Sinto a prisão tomar conta de mim
As pernas dormentes
não conseguem caminhar
sentem-se traídas, desmotivadas
o formigueiro intenso
supera a vontade.
As mãos trémulas
tentam segurar a caneta
e deixar em palavras
a tristeza e desilusão
deste sentir doloroso.
A mente atrofia o pensamento
A caneta desliza, cai
e as palavras,
ficam retidas no coração.
Maria Antonieta Oliveira
01-02-2018
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