O sonho é livre... é deixar voar o pensamento... é acreditar no inacreditável... é atingir o inatingível... Amar... Sofrer... Beijar... Doer...

quarta-feira, 25 de abril de 2018
Vivo de Sonhos
Vivo de sonhos
A minha realidade é outra
Quem me conhece, não conhece
Ninguém sabe quem sou
Ninguém sabe o que quero,
o que vivo,
o que vivi.
Ninguém sabe de mim
Nem eu sei quem sou.
Vivo!
Apenas. vivo de sonhos!
Maria Antonieta Oliveira
25-04-2018
Não Sei Que Dia é Hoje
Não sei que dia é hoje
Já perdi a conta aos dias que passam sem ti
Já não sei quando te vi
Quando te olhei e te amei
Quando foi, amor?!
São tantos os dias, tantos!
E a saudade,
Onde fica a saudade?!
A saudade, amor
Fica nos dias perdidos, sem conta
E eu,
Já não sei que dia é hoje.
Maria Antonieta Oliveira
25-04-2018
sexta-feira, 20 de abril de 2018
Colhi Uma Flor
Colhi uma flor no jardim do amor
viçosa, airosa e perfumada
Olhei-a com carinho
e ela, sorriu-me
abrindo suas pétalas à brisa da manhã
Extasiada quedei-me
ouvindo a magia de uma canção
no chilrear de um pintassilgo esvoaçante
Fechei o olhar,
abri a mente
e religiosamente meditei.
Encontrei-me e perdi-me!
Perdi-me e encontrei-me!
Uma brisa suave acariciou o meu rosto
abri o olhar
e de mente aberta
aceitei a flor do amor.
Maria Antonieta Oliveira
20-04-2018
sexta-feira, 13 de abril de 2018
Cedo Demais
Seriam noventa e três
foram apenas setenta e sete
feitos no último local onde te vi sorrir
numa cama branca
numa sala fria
cinquenta e um dias de muita agonia
e, o fim chegou!
Seriam noventa e três!
Maria Antonieta Oliveira
13-04-2018
terça-feira, 10 de abril de 2018
Poema Inacabado
Teu corpo de renda vestido
em véus de tule alinhado
com xaile de linho bordado
e luvas de pelica branca
É um hino de alegria
num fado de doce magia
à alvura de um poema.
É dança de fogo ardente
É sol,
É lua,
É gente
É poema inacabado
em corpo de renda vestido.
Maria Antonieta Oliveira
10-04-2018
terça-feira, 3 de abril de 2018
Na Magia da Paz
Se o azul do céu fosse mar
eu seria gaivota na praia a pousar
Em salpicos de chuva na areia
pousaria meu corpo sedento
Banhava os olhos de sal
e escreveria o teu nome
Derramava sonhos e quimeras
em lençóis de estio ardente
e ficava desnuda ao luar.
Ah
Se o azul do céu fosse mar
eu seria uma simples estrela a brilhar
cadente, carente, solitária, vadia
No solo agreste faria morada
Sairia pelo mundo, desencantada
Caminhava ao longo do sono bravio
e na proa daquele navio
soletrava a palavra amor
na magia de um dia de paz.
Maria Antonieta Oliveira
03-04-2018
segunda-feira, 2 de abril de 2018
Sonho a Dois
Amei-te, sem te amar
Beijei-te, sem te beijar
Toquei-te, sem te tocar
Senti-te, sem te sentir
E neste sonho a dois
Tive-te, sem te ter.
Maria Antonieta Oliveira
02-04-2018
Quero Mais Palavras
Já gastei adjectivos
nos substantivos que criei
Já gastei o sol e as estrelas
nos poemas que escrevi
Até a água dos mares, dos rios
e também das fontes,
esgotei nos meus sentires
Cada grão de areia
na praia molhada
foi em versos por mim esgotado
A lua dos amantes
as veredas e os instantes
em palavras soltas,
já gastei.
Depois de tudo gastar
resta-me apenas pedir
mais palavras
para em poesia,
gastar.
Maria Antonieta Oliveira
01-04-2018
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