quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Dedal Perdido

  

Sou um ponto sem nó

De um casaco descosido

Sou casa sem botão

E botão sem casa

Linha escorrida sem cor

Deslavada sem aroma nem odor

Agulha caída no chão da sala

Entre mosaicos resplandecentes

O dedal, perdi-o ao lavar as mãos

Ficou esquecido no mármore rosado

Não sei que volta dar a este rasgão

Que se imaterializou no meu caminho

 

Sou luz sem graça

Sou ponto sem nó

Numa vida sem linha.

 

Maria Antonieta Bastos Alentado Oliveira

25-02-2026


Sem comentários:

Enviar um comentário