Sou
um ponto sem nó
De
um casaco descosido
Sou
casa sem botão
E
botão sem casa
Linha
escorrida sem cor
Deslavada
sem aroma nem odor
Agulha
caída no chão da sala
Entre
mosaicos resplandecentes
O
dedal, perdi-o ao lavar as mãos
Ficou
esquecido no mármore rosado
Não
sei que volta dar a este rasgão
Que
se imaterializou no meu caminho
Sou
luz sem graça
Sou
ponto sem nó
Numa
vida sem linha.
Maria
Antonieta Bastos Alentado Oliveira
25-02-2026

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