segunda-feira, 2 de março de 2026

Quero Uma Faca


 

Quero uma faca

Suja de manteiga ou de geleia

Uma faca de inox

Que consiga partir o tempo

O que já passou em duas partes

E, o que há de vir multiplicado por dois

Quero uma faca afiada

Que raspe bem o passado

Deixando apenas os momentos felizes

Uma faca com doce de morango

Para adoçar os dias que faltam a dobrar

Quero uma faca amanteigada

Para deslizar na vida da vida que ainda temos

Quero uma faca de brincar

Para sermos dois miúdos felizes

Brincando aos petizes

Na espera dos dias ou anos

Que deus ainda nos vai dar

Para unidos continuarmos

Esta história de amor.

 

Quero uma faca benzida de felicidade.

 

Maria Antonieta Bastos Alentado Oliveira

02-03-2026

 

Sangue do Meu Sangue


 

 

Sou carne de gente sadia

Gente de carácter

Gente de amor presente

Gente de trabalho digno

Gente com brilho no olhar

Gente de sinceridade e amizade

Gente de bondade e caridade

Gente honrada e acarinhada

Orgulho-me de ter sangue deste sangue

Orgulho-me de ser filha destes pais

Gostava de ser como eles

Gostava de conseguir transmitir este sangue

A outros sangues que deveriam ser iguais

Ah como eu queria mudar o mundo que me rodeia

Queria tanto um encontro de amor

Com o sangue do  meu sangue,

 

Maria Antonieta Bastos Alentado Oliveira

02-03-2926

 

 

Falta Pouco


 

Falta pouco

Para as carpideiras chegarem

As flores murcharem

E tudo, nada ter sentido

Lágrimas de crocodilo

Agradecimentos por parecer bem

Palavras ocas e sem sentido

Apenas porque sim

Terás que suportar os abraços que não gostas

Mas, parece bem

Muita coisa farás, porque, parece bem

Ou porque sim

Depois

Virá o vazio e quem sabe conseguirás sentir arrependimento         

Virão as surpresas

E quem sabe, ouvirás o que nunca pensaste ouvir…

Para quê as flores que murcham?

Para quê as lágrimas soltas sem sentimento?

Para quê?

Ou serei eu que estou enganada?!

Espera um pouco mais, porque

Falta pouco…

 

Maria Antonieta _Bastos Alentado Oliveira

02-03-2026

 

 

 

 


 

Nada a Fazer


 

 

Tenho pena

Muita pena

De não ter um abraço teu

Um carinho

Um mimo

És fria, gelo do ártico

Dizes só ter esta família

E como a tratas?!

Será que és bruxa?!

Já nada duvido

Apenas sei que não sei

Quando eu partir

Gostava de poder ver o que se vai seguir

Arrependimentos?! Não!

De ninguém

Saíram todos iguais

De sangue frio e amor vadio

 

Tenho pena

Da falta do que não me dás

Nem que seja no último minuto

Um abraço de adeus.

 

Ai seu eu pudesse voltar atrás…

 

Maria Antonieta Bastos Alentado Oliveira

02-03-2026