quinta-feira, 28 de maio de 2026

Estrela Cadente


 

 

Fui ao céu numa estrela cadente

Caí rapidamente

Tal como a estrela sem freio

Nem meio de sobreviver

Nem sol nem lua me salvaram

Na rua, despida e nua perdida

Pensei encontrar a salvação

Só vi flores pisadas destruídas

Também elas sem vida

Vi a calçada pisada e maltratada

Deambulantes, vagabundos

Sem tecto nem sobrevivência

Tal como os jardins sombrios

Onde se escondem os marginais

E as flores não nascem jamais

O mundo é triste

As ruas desertas com gente

Passaram a ser abismos de indigentes

 

Ali fiquei pousada na calçada fria

Aguardando que o sol me aquecesse o coração

E a estrela cadente me levasse de novo ao ceu.

 

Maria Antonieta Bastos Alentado Oliveira

28-05-2026

 

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