Fui
ao céu numa estrela cadente
Caí
rapidamente
Tal
como a estrela sem freio
Nem
meio de sobreviver
Nem
sol nem lua me salvaram
Na
rua, despida e nua perdida
Pensei
encontrar a salvação
Só
vi flores pisadas destruídas
Também
elas sem vida
Vi
a calçada pisada e maltratada
Deambulantes,
vagabundos
Sem
tecto nem sobrevivência
Tal
como os jardins sombrios
Onde
se escondem os marginais
E
as flores não nascem jamais
O
mundo é triste
As
ruas desertas com gente
Passaram
a ser abismos de indigentes
Ali
fiquei pousada na calçada fria
Aguardando
que o sol me aquecesse o coração
E
a estrela cadente me levasse de novo ao ceu.
Maria
Antonieta Bastos Alentado Oliveira
28-05-2026

Sem comentários:
Enviar um comentário