A
folha branca caída no chão chamou-me a atenção, limpa, seca e sem qualquer
estrago.
Pensei,
sinceramente que pensei, que estaria à minha espera, loucura de mente demente.
Mas até parecia. Curvei-me e apanhei-a, impecável, estava impecável, quase
parecia milagre, tinha acabado de cair uma chuvada daquelas de ensopar tudo.
Era
tarde, muito tarde e o sono tinha ido de viagem com a lua que estava escondida
num céu nublado, nem sequer sonhava para ajudar a passar o tempo.
Olha
aquela estrela além, parece que me pisca o olho, serás tu? Não, tu ainda não és
estrela no céu, és sim, a minha estrela na terra que não me deixa cair, que me
dá força para continuar mesmo quando o fim me surge em pensamento.
Abri
a janela da vida na intenção de encontrar a felicidade. Tu estavas lá e pensei
jamais me sentir triste ou infeliz. Não tens culpa, amor, eu é que não sei ser
feliz. Tenho-a comigo e não a sinto, até parece que a afasto, não sei porquê,
porque eu quero ser feliz. E tu, dás-me felicidade. Encontrei em ti o caminho.
Maria Antonieta Bastos Alentado Oliveira

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