A
saudade é traiçoeira
Hoje,
lembro.me de ti
Amanhã,
nem sei que existes
Hoje
vejo o mar a ondular
Amanhã,
lembro-me do verão a escaldar
Lembro
o passado risonho
Também
lembro o passado sofrido
Lembro
quem partiu
Uma
partida insubstituível
Uma
saudade que não tem cura
Foram
e jamais voltarão
Lembro
as ruas por onde passei
E,
se calhar, jamais lá voltarei
A
minha Vila que me viu nascer
E
onde gostava de morrer
Lembro
tudo e lembro nada
Pois
nesta vida nada somos
Hoje,
é hoje
Ontem,
foi ontem
Mas
amanhã, não sabemos se haverá
Nesta
passagem tanto vivemos
Tantas
lembranças boas e menos boas
Tantos
que já partiram
O
amor esse persiste e insiste
Numa
saudade incalculável.
A
saudade é traiçoeira.
Maria
Antonieta Bastos Alentado Oliveira
12-03-2026

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