Obreiro
perfeito
Em
todas as obras
Mãos
calejadas de pedras rasgadas
Depois
sem olhar, pisadas
Simples,
simpático, resiliente
Inteligente
sem canudos
Ordeiro,
amigo e fiel
Olhos
verdes mar
Olhar
de pureza e beleza
Amante
com amor sem visão
Era
assim o meu primeiro amor masculino
Aquele
em que sobrava um olhar
Para
que nos compreendêssemos
Era
assim!
Hoje
farias cento e quatro anos
E
daríamos uma festinha
Com
o bolinho feito pela mãe
Que
nunca falhava.
Era
assim!
Amo-te
tanto, meu pai
E
a cada dia a saudade aumenta.
Aí,
onde te encontras
Apaga
as velas e pede paz
Recebe
o meu beijinho repenicado.
Maria
Antonieta Bastos Alentado (Oliveira)
22-07-2026

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