domingo, 26 de julho de 2026

Escrever Um Fado


 

 

Queria ser um fado

Mas eu, não sou nenhum fado

Nem sequer um, eu sei escrever

Mas se eu escrevesse um fado

Seria para que tu me o cantasses

Com a tua voz rouca do tabaco

Vencida pela dor da despedida.

Triste e magoada

Naquele dia, à noite, de trovoada

Em que me perdeste e te perdi

Fomos um só em sofrimento

Numa noite triste e derradeira

Em que os fadistas cantavam

O fado, que eu não sei escrever para ti.

 

Maria Antonieta Bastos Alentado Oliveira

26-07-2026

 

quinta-feira, 23 de julho de 2026

Perdão

 

Neste momento, e, não sei explicar porquê, quero pedir desculpa a todos os que ofendi, mesmo que no fundo pense que tenho razão no que disse, no que fiz, ou até no que escrevi. Todos temos direito a opiniões diferentes, a ideias distintas, a sentimentos distintos, e a sermos cada um, um ser único.

O facto de pedir desculpa não significa que esqueci determinados acontecimentos e pontos de vista opostos, sentires e feitios que não aceito como certos.

Amo quem sempre amei, sou amiga de quase todas as mesmas pessoas e, tenho algumas pessoas que são conhecidas ou simplesmente, desconhecidas.

A vida muda, e nós mudamos com ela. Até por vezes surge uma doença que nos faz mudar o pensar, o sentir, o analisar, e por aí fora. O que ontem nos fazia sorrir, hoje pode fazer-nos chorar, e vice-versa. Nenhum de nós tem culpa destas mudanças, elas surgem porque assim tinha que ser, para nos pôr à prova, para nos testar e até para descobrirmos qual o nosso melhor caminho, o nosso verdadeiro EU.

 

Amo-te, meu marido

Amo-te, minha filha

Amo-te, meu neto

Amo-te, minha neta

 

A todos incluindo os amigos verdadeiros, desejo que Deus vos proteja sempre; vos dê paz no coração. Que sigam o vosso caminho saltando em harmonia as pedras que forem surgindo no vosso caminhar.

 

Paz!

Luz!

Protecção!

Amor!

 

quarta-feira, 22 de julho de 2026

Parabéns Mestre Manel


 

 

Obreiro perfeito

Em todas as obras

Mãos calejadas de pedras rasgadas

Depois sem olhar, pisadas

Simples, simpático, resiliente

Inteligente sem canudos

Ordeiro, amigo e fiel

Olhos verdes mar

Olhar de pureza e beleza

Amante com amor sem visão

Era assim o meu primeiro amor masculino

Aquele em que sobrava um olhar

Para que nos compreendêssemos

 

Era assim!

 

Hoje farias cento e quatro anos

E daríamos uma festinha

Com o bolinho feito pela mãe

Que nunca falhava.

 

Era assim!

 

Amo-te tanto, meu pai

E a cada dia a saudade aumenta.

 

Aí, onde te encontras

Apaga as velas e pede paz

Recebe o meu beijinho repenicado.

 

Maria Antonieta Bastos Alentado (Oliveira)

22-07-2026