quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Guadiana

 

Pelas águas do Guadiana

Corre um rio que vem de Espanha

Por ele mandei meu barquinho de papel

Na esperança que tu o visses

Escrevi versos de amor

E o quanto gosto de ti, Alentejo

Ai, se eu pudesse, meu Deus

Voltaria a nascer nessa terra, nesse sol

Longe ou perto do Guadiana

Mas bem pertinho do meu cante

Se eu pudesse, seria na Vidigueira

Pois já conheço as suas ruas

As janelas e estradas

As Capelas e as Igrejas

Já te conheço, minha terra

Sem nunca te conhecer

Sem nunca em ti viver

Mas em meu sangue, corre  o teu sangue

A água do Guadiana

E o vinho da talha ou o das adegas

O meu barquinho de papel

Levou-me em pensamento

Pelas águas do Guadiana

Até às minhas raízes alentejanas.

 

Maria Antonieta Bastos Alentado Oliveira

01-10-2026