Pelas
águas do Guadiana
Corre
um rio que vem de Espanha
Por
ele mandei meu barquinho de papel
Na
esperança que tu o visses
Escrevi
versos de amor
E
o quanto gosto de ti, Alentejo
Ai,
se eu pudesse, meu Deus
Voltaria
a nascer nessa terra, nesse sol
Longe
ou perto do Guadiana
Mas
bem pertinho do meu cante
Se
eu pudesse, seria na Vidigueira
Pois
já conheço as suas ruas
As
janelas e estradas
As
Capelas e as Igrejas
Já
te conheço, minha terra
Sem
nunca te conhecer
Sem
nunca em ti viver
Mas
em meu sangue, corre o teu sangue
A
água do Guadiana
E
o vinho da talha ou o das adegas
O
meu barquinho de papel
Levou-me
em pensamento
Pelas
águas do Guadiana
Até
às minhas raízes alentejanas.
Maria
Antonieta Bastos Alentado Oliveira
01-10-2026
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