Queria
ser um fado
Mas
eu, não sou nenhum fado
Nem
sequer um, eu sei escrever
Mas
se eu escrevesse um fado
Seria
para que tu me o cantasses
Com
a tua voz rouca do tabaco
Vencida
pela dor da despedida.
Triste e magoada
Naquele
dia, à noite, de trovoada
Em
que me perdeste e te perdi
Fomos
um só em sofrimento
Numa
noite triste e derradeira
Em
que os fadistas cantavam
O
fado, que eu não sei escrever para ti.
Maria
Antonieta Bastos Alentado Oliveira
26-07-2026

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