O sonho é livre... é deixar voar o pensamento... é acreditar no inacreditável... é atingir o inatingível... Amar... Sofrer... Beijar... Doer...

sábado, 29 de dezembro de 2018
Cheiro a Morte
A semente na terra depravada
Cheira a morte
Morte perpetuada na semente renegada à terra
Cheira a frio
Ao frio do calor de um estio tardio
Cheira a rosas
Com espinhos cravados na inocência de quem sofre
Cheira a lírios
Espezinhados na estrada pardacenta
Cheira a fumo
Do fogo ardente da virgem que parte
Cheira a sol
Ao calor que cai a pique na alma sofrida
Cheira a vida
Do choro nascido num parir de amor
Mas
A semente na terra depravada
Cheira a morte.
Maria Antonieta Oliveira
29-12-2018
sábado, 22 de dezembro de 2018
O Peso dos Dias
Sinto o peso dos dias
Nos meus ombros cansados
Gastos e doridos
Sinto o frio das noites
Em que os ossos não dormem
E as dores são companheiras
Nos sonhos que não nascem
Sinto a solidão
Transposta nos momentos
Em que vocês não estão
Estando
Sinto a tristeza
Por não vos ter comigo
Não vos poder abraçar
E os beijos ficarem nos lábios sedentos
Sinto falta
De abraços apertados
Sentidos
Dados com carinho e verdade
Sinto!
Sinto o peso dos dias
Que voam sem esperança.
Maria Antonieta Oliveira
22-12-2018
quarta-feira, 19 de dezembro de 2018
Chove lá Fora
(foto de Joaquim Sustelo - Horizontes da Poesia)
Chove lá fora, amor
Fica comigo no calor da lareira
Deixa que os pingos caiam
No caminho que não seguimos
Deixa que o brilho do sol
Faça renascer a lua estrelada
E o amor seque a calçada.
Mas,
Chove lá fora, amor
Não partas assim de mim
O caminho está molhado, escorregadio
Cada pingo gelado e frio
Arrefece teu corpo, tua alma
Aqui, tens o calor do meu abraço
Onde o sonho penetra o espaço.
Chove lá fora, amor.
Maria Antonieta Oliveira
19-12-2018
Chove lá fora, amor
Fica comigo no calor da lareira
Deixa que os pingos caiam
No caminho que não seguimos
Deixa que o brilho do sol
Faça renascer a lua estrelada
E o amor seque a calçada.
Mas,
Chove lá fora, amor
Não partas assim de mim
O caminho está molhado, escorregadio
Cada pingo gelado e frio
Arrefece teu corpo, tua alma
Aqui, tens o calor do meu abraço
Onde o sonho penetra o espaço.
Chove lá fora, amor.
Maria Antonieta Oliveira
19-12-2018
quarta-feira, 12 de dezembro de 2018
Pudesse Eu
(foto Joaquim Sustelo - Horizontes da Poesia)
Pudesse eu encontrar-te
Para lá desse céu em combustão
Pudesse eu sonhar-te
Para lá desse mar em calmaria
Pudesse eu aquecer-te
Para lá desse sol que parte
Pudesse eu ver-te
Para lá dessa lua enamorada
Que me confunde e ofusca
Tornando-me um felino
Divagando em sonhos humanos
Na esperança de ao longe
Ouvir o teu doce chamado
E, num afago carinhoso
Me aninhar no teu colo
Até o sono nos separar
E eu, sozinho no meu canto
Adormecer e ronronar.
Pudesse eu!
Maria Antonieta Oliveira
12-12-2018
Pudesse eu encontrar-te
Para lá desse céu em combustão
Pudesse eu sonhar-te
Para lá desse mar em calmaria
Pudesse eu aquecer-te
Para lá desse sol que parte
Pudesse eu ver-te
Para lá dessa lua enamorada
Que me confunde e ofusca
Tornando-me um felino
Divagando em sonhos humanos
Na esperança de ao longe
Ouvir o teu doce chamado
E, num afago carinhoso
Me aninhar no teu colo
Até o sono nos separar
E eu, sozinho no meu canto
Adormecer e ronronar.
Pudesse eu!
Maria Antonieta Oliveira
12-12-2018
sábado, 8 de dezembro de 2018
Os Homens Também Choram
Os homens também choram
Sim, os homens também choram
E porque não haviam de chorar?!
Se os homens também têm coração
Também sofrem
Também amam
E, choram.
E porque não haviam de chorar?!
Só porque são homens?!
São seres humanos.
São gente!
E como gente, que são
Sentem
E, choram.
Maria Antonieta Oliveira
08-12-2018
sexta-feira, 7 de dezembro de 2018
Sinto-me Só
(foto de um desafio no Horizontes da Poesia)
Sinto-me só!
Tão só!
Todos partiram, sem mim
Até o sol e a lua me deixaram
Apenas uma neblina ficou
Rosada, brilhante, cadente.
Desventrada, roída
Nem portas ou janelas
Se abrem para o dia que nasce
Ou para a noite que se avizinha
Apenas tu, velha árvore carcomida
Já sem vida
Desfolhada, perdida
Ficaste comigo
Ficaste
Porque também a ti deixaram esquecida.
Ao longe, imagino a esperança
Talvez, quem sabe,
Um dia alguém virá
E de novo a vida acontecerá
Eu e tu,
Fazendo parte de um jardim
Onde as flores se amem
E os homens se respeitem
Onde as crianças sejam felizes
E os pássaros se beijem.
Ao longe!
Apenas ao longe!
Sinto-me só!
Tão só!
Maria Antonieta Oliveira
07-12-2018
Sinto-me só!
Tão só!
Todos partiram, sem mim
Até o sol e a lua me deixaram
Apenas uma neblina ficou
Rosada, brilhante, cadente.
Desventrada, roída
Nem portas ou janelas
Se abrem para o dia que nasce
Ou para a noite que se avizinha
Apenas tu, velha árvore carcomida
Já sem vida
Desfolhada, perdida
Ficaste comigo
Ficaste
Porque também a ti deixaram esquecida.
Ao longe, imagino a esperança
Talvez, quem sabe,
Um dia alguém virá
E de novo a vida acontecerá
Eu e tu,
Fazendo parte de um jardim
Onde as flores se amem
E os homens se respeitem
Onde as crianças sejam felizes
E os pássaros se beijem.
Ao longe!
Apenas ao longe!
Sinto-me só!
Tão só!
Maria Antonieta Oliveira
07-12-2018
sábado, 1 de dezembro de 2018
No Outro Lado
(foto Joaquim Sustelo - Horizontes da Poesia)
Anoiteceu
num céu sem estrelas
e onde as nuvens pernoitam
Caminho, vagueio, tropeço
Mas prossigo
e chego ao fim
Desse lado de lá
onde nossos corpos se unem
Existe luz
a luz do nosso amor
transposto na longitude
daquela ponte.
Maria Antonieta Oliveira
01-12-2018
Anoiteceu
num céu sem estrelas
e onde as nuvens pernoitam
Caminho, vagueio, tropeço
Mas prossigo
e chego ao fim
Desse lado de lá
onde nossos corpos se unem
Existe luz
a luz do nosso amor
transposto na longitude
daquela ponte.
Maria Antonieta Oliveira
01-12-2018
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