Quero
ser forte mas não consigo
Quero
obedecer ao que me aconselham
Mas
é superior a mim
O
meu pensamento
O
meu ser
Está
sempre contigo
Quero
seguir em frente
O
pouco tempo que ainda tenho
Mas
tu, estás sempre no meu caminho
E
quero ajudar-te
Mas
não sei como fazer
Desta
vez não te sei ajudar
Tens
outras vozes que te falam
E
ficas sem saber quais as mais verdadeiras
Um
sim, contra um não
Sim,
quero sair deste limbo
Não,
não sei como sair sem ferir
Luto
comigo própria
Luto
sozinha comigo
Luto
por ti.
Arranjei
uma ampulheta
Que
marca o tempo perdido entre nós
A
areia desce, eu volto-a
Ela volta a descer, eu de novo a volto
De nada vale, o tempo passa por
entre os grãos da fina areia
E eu, fico à espera que tu chegues
Maria Antonieta Bastos Alentado
Oliveira
04-10-2026

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