Roubaste-me
tudo
Até
o sorriso de outrora
Roubaste-me
a vida
Em
minutos sem saber de ti
Roubaste-me
a pouca alegria que tinha
Nunca
fui uma mulher feliz
Houve
sempre algo a mudar o rumo da minha felicidade
Hoje,
com quase oitenta anos queria conseguir
Encontrar
esse rumo que me desse a felicidade
Aquela
que vocês, minha vida, me poderiam dar
Mas
não, apenas poucas são as palavras que recebo
E
apenas de uma só pessoa, para além do amor da minha vida
Que
me dá tudo, tudo o que pode e o que não pode
Esse
está sempre lá, quando preciso e até quando não preciso
Desde
que nasci que fui roubada
Roubaram-me
tudo, até a liberdade
De
ser criança, de ser adolescente
De
ser gente
Consegui
sobreviver e ser
Tenho
orgulho no que fui profissionalmente
Mas
também aí, me quiseram roubar e
conseguiram
Mas
não me destruíram, não conseguiram
Eu
sabia mais do que aquelas que me queriam dar a volta
Sempre
fui inteligente e esperta, com um QI elevado
Nem
todos nascem com esse dom, eu nasci
Talvez
por isso, muitas tivessem medo de mim
Inveja
da mulher que fui e sou.
Continuo
sendo, e, serei sempre!
Integra,
e sabedora do que me rodeia.
Sei
quem me ama e quem me finge amar por conveniência.
Mesmo
roubada
Sou
e serei sempre eu!
Maria
Antonieta Bastos Alentado Oliveira
29-10-2026

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