O sonho é livre... é deixar voar o pensamento... é acreditar no inacreditável... é atingir o inatingível... Amar... Sofrer... Beijar... Doer...
domingo, 3 de dezembro de 2017
Grito
Grito!
Grito um grito sufocado
na garganta do sofrimento.
Grito parido
num acordar sem sorriso
Grito sentido
no olhar de uma criança
Grito de olhos vendados
tentando esquecer os meus pecados
Grito de coração partido
pela vida não fazer mais sentido.
Grito!
Grito, num grito mudo
porque não sei gritar de outro modo!
Maria Antonieta Oliveira
1-12-2017
terça-feira, 21 de novembro de 2017
Folha Branca
Na folha branca
De um papel sem brilho
Tento recriar o nosso amor
Qual poeta convencida
Em rimas feitas de dor
Já amarelecida pelo tempo
Esquecida no fundo da gaveta
Descreve os nossos caminhos
Em que amantes e meninos
Trocámos juras e beijos.
Com o mofo por perfume
Esconde odores dos nossos corpos
Em que abraçados sonhávamos
Um dia sermos um só
Num poema escrito por nós.
Maria Antonieta Oliveira
21-11-2017
terça-feira, 14 de novembro de 2017
Tentei
Despi-me dos poemas que escrevi
Despojei-me das palavras que proferi
Limpei a minha alma e a mente.
Libertei-me
Inventei-me
Desnudei-me
Tentei tudo e não consegui
Que o meu coração deixasse de bater por ti.
Maria Antonieta Oliveira
14-11-2017
Fascinação
Fascinam-me as pedras
e a água do mar
Fascina-me o sol
e o seu acordar
Fascina-me a lua
e as estrelas do céu
Fascinas-me tu
e os beijos molhados
Fascina-me a vida
e os sonhos sonhados
Fascina-me tudo
e fascina-me nada.
Maria Antonieta Oliveira
10-11-2017
domingo, 29 de outubro de 2017
Já Pus De Parte Os Sonhos
Já pus de parte os sonhos
Vou pôr de parte tudo o que já não faz parte de mim.
Sonhos!
Para quê sonhar se já nada vai acrescentar?!
Tudo o que podia fazer, já foi
Não fiz, ou fiz, não sei.
Amores!
Sim, amores!
Porquê amores se o meu coração já ama demais?!
A quem amei, a quem amo, eu sei
Quem me ama, ou amou, não sei.
Já pus de parte os sonhos!
Tudo aquilo que sonhei, já morreu
E eu, morri com os sonhos que sonhei!
Maria Antonieta Oliveira
28-10-2017
sexta-feira, 27 de outubro de 2017
Aguardo-te
Aguardo-te na esquina do tempo
no sorriso matreiro e atrevido
de miúdo reguila e convencido
Aguardo-te nos sonhos do passado
nos beijos e abraços por nós dados
entre sussurros imaginados
Aguardo-te na sombra da vida
no rodopiar dos sentidos
envelhecidos no corpo cansado
Aguardo-te na colina do além
nos dias que nos faltam viver
e nos anos que almejamos ter.
Aguardo-te!
Aguardo-te amor!
Aguardo-te na esquina do tempo!
Maria Antonieta Oliveira
27-10-2017
segunda-feira, 23 de outubro de 2017
Sinto os Lábios Melados
Sinto os lábios melados
sabem-me a ti
à doçura dos teus beijos
desses lábios quentes
que me dás e eu amo.
Sinto o calor da tua mão na minha
aquecendo o meu corpo esfriado
Sinto o teu coração colado ao meu
batendo em uníssono
Sinto que estás, não estando
no espaço que o meu olhar abrange.
Maria Antonieta Oliveira
23-10-2017
sexta-feira, 20 de outubro de 2017
Afogo-me Nas Palavras
Afogo-me nas palavras que não saem
Embargada de sonhos
Atormentada de ausências
Inebriada e adormecida
resvalo na vida.
Na garganta seca,
vazia de beijos
as palavras aprisionadas não saem
nelas, me afogo.
Maria Antonieta Oliveira
20-10-2017
Fazes-me Falta
Fazes-me falta, sabes amor?!
Beijar teu olhar
pousando na tua boca
e, de olhos nos olhos
dizer o quanto te amo
Ouvir a tua voz
acalma o meu coração
A tua mão na minha
faz-me sentir segura
És forte na minha fraqueza
Preciso de ti na minha vida
Quero-te no caminho que percorro
Sentir a tua luz na luz do meu olhar.
Fazes-me falta, sabes amor?!
Maria Antonieta Oliveira
20-10-2017
quinta-feira, 19 de outubro de 2017
Choro de Saudades
Choro de saudades
de ti,
meu pai de olhos verdes
marotos
de sorriso gaiato
por vezes atrevido
Choro de saudades
de ti,
minha mãe
de ar sereno, maternal
de olhar firme e seguro
Choro de saudades
de mim
da vida que não vivi.
Maria Antonieta Oliveira
19-10-2017
sábado, 14 de outubro de 2017
Quem Me Dera
Silêncio é o que me rodeia
Na cúpula vazia
de sementes ocas, secas
no teu sémen renascia
se na liberdade me fosse permitido
o teu corpo no meu
o coração, esse, é teu
Na noite do dia em que vivemos
em quimeras renascidas
vivo o momento
de te ter sempre para mim.
Ah quem me dera!
Maria Antonieta Oliveira
14-101-2017
domingo, 8 de outubro de 2017
Sempre Em Busca
Queria ser criança
Ter nos olhos a esperança
E um sorriso sem lembrança
Queria passear no jardim
Ter-te bem junto a mim
No balouçar de um mar sem fim
Queria abraçar o mundo
E nesse abraço profundo
Sair desse poço sem fundo
Queria finalmente ser feliz!
Maria Antonieta Oliveira
08-10-2017
Olhei o Céu
Olhei o céu
e naquela estrela distante
vi o teu rosto
Olhei de novo
e de novo
vi o teu rosto brilhante
no brilho daquela estrela.
Emocionada ajoelhei
sorri e chorei
pedi a paz, em oração
pedi saúde e pedi pão.
Olhei o céu
e o teu rosto, Jesus
irradiava toda a beleza do mundo
e o teu rosto, Jesus
emanava um amor profundo.
Olhei o céu
e vi o teu rosto, Jesus.
Maria Antonieta Oliveira
08-10-2017
sexta-feira, 6 de outubro de 2017
Trago Na Memória
Na memória trago palavras
ouvidas, de momentos já passados
Trago cheiros de outros tempos
e sorrisos de outras faces
Trago olhares de jovens atrevidos
e beijos não trocados
Trago sonhos que sonhei
e outros que quisera sonhar
Trago lágrimas de solidão
e outras de eterna paixão.
Na memória tudo trago
palavras e sentimentos
e em poema vou deixando
versos de sofrimento.
Maria Antonieta Oliveira
06-10-2017
quinta-feira, 5 de outubro de 2017
O Que é o Amor
Já não sei o que é o amor
A quem amo?!
Como amo?!
Por quem borbulha meu ser?!
Por quem chora meu coração?!
Amei-te no ontem
Amo-te no hoje
Por ti, pulsa, chora e sofre meu coração
Por ti, e contigo sorrio à vida
É contigo que sonho no meu acordar.
Quero-te hoje, amanhã e sempre!
Maria Antonieta Oliveira
05-10-2017
sábado, 30 de setembro de 2017
Ao Encontro da Paz
O dia amanheceu tardio
depois de uma noite agitada
mal dormida, sem sono e sem sonhos
a estrada, o caminho esperava
e fui
Fui ao encontro da paz
Um lugar
um cheiro
uma imagem
uma prece
uma oração
uma alma renovada.
De novo a estrada
O dia adormeceu tardio.
Maria Antonieta Oliveira
30-09-2017
domingo, 24 de setembro de 2017
Fechei As Portas Ao Destino
Fechei as portas ao destino
Vesti-me de cinza
Descalça e nua, caminhei ao relento
Vesti-me de vento
Solta e livre, busquei a felicidade
Vesti-me de saudade
Perdida na ameia, tentei te encontrar
Vesti-me de mar
Mergulhei, espraiei, escondi-me no canto
Vesti-me de pranto
Lágrimas salgadas
escorriam pela face inerte
branca e fria
de tudo vazia…
Vestida de cinza
Fechei as portas ao destino.
Maria Antonieta Oliveira
24-09-2017
sábado, 23 de setembro de 2017
Outono
Mais um outono que chega
Menos um outono que chegará
Em tons ocre se vestem os campos
As folhas, atapetam as ruas nuas
O sol brilha mais baixo, escondendo-se
Os dias esmorecem nas longas noites.
Em tons ocre me visto
Na esperança de um novo outono.
Maria Antonieta Oliveira
23-09-2017
sexta-feira, 22 de setembro de 2017
Abraço Feliz
Quero encontrar um sorriso feliz
ao olhar o teu olhar.
Quero ver o brilho dos teus olhos
no castanho verde do mar.
Quero encontrar-te, encontrando-me
nesse espelho onde não me revejo
vejo apenas uma sombra de mim.
E o que me sobra da vida?!
O pouco que os outros me dão
e o muito que tu me dás.
E o que eu quero da vida?!
Tudo aquilo que não tenho.
Tu,
tens tudo na vida
no abraço de uma criança!
Maria Antonieta Oliveira
21-09-2017
segunda-feira, 18 de setembro de 2017
Voltei ao Papel
Voltei a o papel
Sim, voltei ao papel em branco
onde rabisco palavras
onde deixo pensamentos e sentimentos
Rabisco palavras soltas
de amores e beijos de outras bocas
de castelos e outros lugares belos
de sonhos e realidades
de ti, de mim, de nós.
Rabisco palavras
nas folhas da sebenta guardada na vida.
Maria Antonieta Oliveira
18-09-2017
sábado, 16 de setembro de 2017
Talvez
Rua estreita
Casas de branco caiadas
O dia adormecido
E a criança chorava
Talvez pressentisse o destino
Talvez não quisesse sair
Do aconchego do ventre de sua mãe.
Rua estreita
Casas de branco caiadas
Os dias foram curtos
E a criança se mudava
Talvez para uma vida melhor
Talvez para ser mulher
E sair do aconchego das saias da mãe.
Ruas largas
Casas de cores pintadas
Os anos passaram
E a criança-mulher viveu
Talvez tenha sido feliz
Talvez se tenha realizado
Saindo do aconchego do seu Alentejo.
Talvez!
Sim, talvez!
Ou talvez não!
Maria Antonieta Oliveira
16-09-2017
quinta-feira, 14 de setembro de 2017
Fujo de Mim
Fujo de mim e do tempo
Sinto-me prisioneira
Quero a coragem que não tenho
Cerrar as grades que me cercam
E partir
Para onde não sei
Mas sei, que não o farei.
Sinto-me prisioneira
Fujo de mim e do tempo.
Maria Antonieta Oliveira
14-09-2017
A Loucura Invade-me
A loucura invade-me
O corpo e a mente
Perturba-me o pensamento
Enegrece-me a alma
Sinto-me perdida
Alucinada, sem vida
Exausta deste caminhar
Quero partir
A vida já não faz sentido
A loucura invade-me!
Maria Antonieta Oliveira
14-09-2017
Vida Louca
Em linhas escorreitas
Falsas de sentido
Ruas estreitas
Coração oprimido
Caminhos sinuosos
Rumos dolorosos
Sentires imperfeitos
Sonhos desfeitos
Amores distorcidos
Momentos não vividos
Tudo se amontoa
Nesta vida louca.
Maria Antonieta Oliveira
14-09-2017
terça-feira, 12 de setembro de 2017
Penso Em Ti
Penso em ti
No silêncio que envolve o meu coração
Nas sombras de um passado presente
Penso em ti e desejo-te
Desejo tudo o que sonho e não tive
Tudo o que tive e perdi.
Neste silêncio que envolve o meu coração
Penso em ti!
Maria Antonieta Oliveira
12-09-2017
quinta-feira, 7 de setembro de 2017
Procurei
Procurei o teu corpo
na sombra da lua
a estrela falou-me,
falou-me de ti
Sorri escondida
no monte da nuvem
ouvindo curiosa
o que a estrela dizia
corei, sorri,
sorri, corei
e assim fiquei
embevecida
até o sol despertar.
Procurei o teu corpo
sem mais o encontrar.
Maria Antonieta Oliveira
07-09-2017
quarta-feira, 6 de setembro de 2017
Restos de Mim
São restos de mim
que tropeças ao passar
Na rua esquecida
de pedras polidas
de tanto pisar.
Pedaços de nada
do muito que fui.
Flor ressequida
no inverno da vida.
São restos apenas
São restos de mim.
Maria Antonieta Oliveira
06-09-2017
terça-feira, 5 de setembro de 2017
O Que é o Futuro
O que é o futuro?
O futuro é o hoje
Ou será o ontem passado?!
Não!
O futuro é o amanhã!
E haverá amanhã
Ou há apenas o hoje?!
O agora, este momento
é o futuro?
Não!
O agora, este momento
é o presente.
E o que é o futuro?
O futuro não existe,
já passou,
acabou no ontem passado!
Maria Antonieta Oliveira
05-09-2017
Longos São Os Serões
São tão longos os serões sem ti
Sem ouvir a tua voz
Sem olhar o teu olhar
Sem sentir o teu afago
Sem beijar a tua boca
Sem sentir o teu corpo
Sem te ter em mim
Sem acreditar
que os sonhos são realidade.
São tão longos os serões sem ti!
Maria Antonieta Oliveira
05-09-2017
segunda-feira, 4 de setembro de 2017
Refugio-me
Refugio-me no espaço que nos separa
De ti e de mim, apenas um passado
num presente feliz.
Refugio-me nos sonhos que nos uniram
num ontem que será sempre amanhã.
Refugio-me num abraço que me abraça
e aperta um coração sentido.
Refugio-me em ti e em mim
num doce amanhecer de amor.
Refugio-me,
num refúgio só meu
Onde me encontro e desencontro
nos fracassos e nas vitórias
nos amores e nos desamores
nos dias em que vivo sem ti
e naqueles em que tu estás.
Refugio-me
num refúgio só meu!
Maria Antonieta Oliveira
04-09-2017
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