sexta-feira, 2 de março de 2012

Sou Gente


(Imagem google)



Gosto
De um carinho
De um mimo
De um abraço apertado
Preciso
Desse carinho
Desse mimo
Desse abraço

Sou gente
Sou um ser carente
Que dou carinho
Que dou mimo
Que dou abraços apertados
Dou beijos
Sou beijoqueira demais
Sou melada

Sou carente
Sou gente
Quero carinho
Quero mimo
Quero um abraço apertado
Quero beijos
Mesmo que sejam demais

Sou gente
Sou carente!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Queria Fazer um Poema


(Imagem google)







Queria fazer um poema
Mas nada me vem à mente
Queria falar de flores
Do sorriso de meus amores
Do pipilar das aves
Dos teus beijos suaves
Da água das fontes
De todas as nossas pontes
Do rio que corre p’ro mar
Do sol, da lua, do ar
Do jardim florido
Onde te amei, querido
Das estrelas à noite no céu
Desse mundo só meu
Das nuvens brancas que passam
Dos teus braços que me abraçam
Da areia que trilha meu corpo
Do nosso sentir absorto
Queria falar
Do céu e da terra
Da paz, não da guerra
Do mar, da flor
E de ti meu amor
Queria fazer um poema

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Gente Que Passa


(Imagem google)






Olho a gente que passa
Nesta rua devassa
Num vai vem incessante
O que procura esta gente?
Amor pago a patacos
Sofrido, sentido, de rastos
Outros,
Procuram o sol
Para aquecer a mente
A alma e o coração
Dando um ar decente
Calor e emoção
E há
Os que passam apenas
Passando só por passar
Aliviando suas penas
Num suave respirar
Tudo e todos se cruzam
Cada um com seu tormento
Uns em passo de corrida
Outros,
em pausa de lamento
E nesta rua com vida
Olho a gente que passa.

Cartas de Antigamente






Como estás meu doce amor?
Diz-me já por favor
Desejo que estejas bem
Te sintas como ninguém
Num bem estar iluminado
Queria-te aqui a meu lado
Mas não sendo isso possível
Nesta ânsia terrível
Te envio com todo o carinho
Um abraço e um beijinho
Desta por ti saudosa
Tua flor bem cheirosa.

Rua da Boa Vista



A saudade pousou em mim
Deitou-se no meu regaço
Penetrando se instalou
Vi as ruas estreitinhas
As portas com seus postigos
A ladeira de terra batida
A roda de saia franzida
No quintal, vi os rapazinhos
sem cheiro, mas tão docinhos
que me apeteceu chupá-los
Ao fundo era a estrumeira
Ah! e aquela lareira
que aquecia toda a casa
E também na sua brasa
a água se aquecia
Quantas coisas havia!
Três degraus para os quartos
Ambos com suas janelas
Nada eu conheci por elas
Mas vi o mundo ao nascer
Nesse doce entardecer
em que meus olhos choraram
e meus gritos bem soaram
Revivi belos momentos
nestes meus pensamentos
Quando a saudade em mim pousou
E no meu regaço se instalou.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Coração Rubro




No aconchego desta sala fria
Aqueço o meu coração
Pinto a lua de negro
para se confundir com o céu
e não aclarar o meu sono.
Salpico as estrelas de dourado
e assim, vejo o céu mais estrelado
Brilham os meus olhos tristes
Lágrimas escorreitas
dão nova cor à lua
parece prata.
No meu coração sangue rubro
falta o calor do amor
Que sinto
Que tenho
Que pressinto
Que espero
O brilho da lágrima perdida
Retornou a mim
Meu coração aqueceu
Minha lágrima correu.

sábado, 11 de fevereiro de 2012

A Outra Amiga





NATÁLIA NUNO
PESA-ME A ALMA na aldeia




Numa página em branco
escrevi uns rabiscos
Palavras simples
como simples somos tu e eu
E nessa simplicidade
nasceu a nossa amizade.
Nessa amizade partilhamos
palavras de desabafo
de viagens conseguidas
de imagens já vividas
de tristezas e alegrias
de noites e muitos dias
do marido, filhas e netos
de todos os nossos afectos
sem esquecer a poesia
pois foi nela que um dia
afinal nos encontrámos.
De tudo nós falamos
De tudo desabafamos
E nossa amizade perdurará
até que o sol se apague
no entardecer dos nossos dias.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Amantes






Com o carinho de amante
Dedilhei cada tecla do teu corpo
Toquei nele uma suave melodia
que nos envolveu loucamente
Sentimos em nós o Sol
da Clave infinda do amor
Nessa melodiosa loucura
Nos dedilhámos como amantes.

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

Ama-me


(Imagem google)



Abraça-me
Abraça-me forte
Aperta o meu corpo contra o teu
Despe-me de tudo
Quero sentir-te desnudo
Nesta noite de breu
Afaga o meu corpo
Inebriante de desejo
Afaga, acaricia, morde
Sim, morde
Com essa boca que sabe beijar
e em mim despertar
sentimentos proibidos
Beija-me
beija meu corpo carente
que anseia pelo teu
Beija-me amor
Grita
Grita bem alto que me amas
Que todo o meu ser reclamas
Grita
Grita-me ao ouvido
Grita meu nome, querido
Deixa-me louca
Deixa-me louca com o sabor da tua boca
Com a língua dos nossos segredos
Com a doçura dos teus beijos.

Ama-me, amor
Ama-me sempre!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Duvida








A dúvida entrou de mansinho
Descalça … sem pés…
Instalou-se
Sentou-se
Fez do coração sua morada
Reteve o sentir da alegria
Da confiança, do ser
Na morada roubada tudo retirou
O coração esvaziou
Em nada ficou!
A dúvida permaneceu
Continuava a batalha do ser
De ganhar ou perder
Almejou sair
Mas como sair se a dúvida existia
nada a demovia,
nem a certeza de que já nada havia!

(Este estava esquecido, foi escrito a 12-12-2010)

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Lembras-te?





Lembras-te
Do montinho de areia
onde nós brincávamos?
Dos caminhos e ladeiras
que formávamos?
Das casinhas pequeninas
formando bairros?
Lembras-te?
Éramos ainda meninas
de vestidos com folhos
e laçarotes no cabelo.
Foste a minha única amiga de brincadeiras
Sim,
foste a única e a primeira
uma amiga verdadeira.
Sangue do meu sangue
E os nossos castelos de ilusões
E o princípio das nossas paixões
Tudo nós partilhámos.
Depois
As viagens que fizemos
O Portugal que conhecemos
Tudo o que trilhámos.
E agora
Agora resta a lembrança desses momentos
Agora
Restam em mim sentimentos
Recordações
Saudade.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Sabe-me a Boca a Tabaco


(Imagem google)





Sabe-me a boca a tabaco
Mas se não cometi tal acto
Porque me sabe a boca a tabaco?!
Nem beijei tua boca
Nem saboreei o teu corpo
Será que estou louca?!
Tu nem sequer fumas
Teu cheiro não é a tabaco
Teu cheiro é amor verdadeiro
Que penetra em meu olfacto
E me inebria o sentir.
Mas sabe-me a boca a tabaco
E se não cometi tal acto
Porque me sabe a boca a tabaco?!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Imagem


(Imagem google)



Cabelos desgrenhados soltos ao vento
Olhos luz esverdeados
Estrelas, sóis
Na cama lua deitados
Madeixas caídas na face rosada
Barba de dias em desalinho
Boca saliente de beijos doados
Poesia chispa no olhar
Palavras, gritos na boca fechada
Coração quente, ardente em chama
Sangue fervente de quem ama
Brota, borbulha se perde
Na página em branco do poema por escrever.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Eco de Ti



(Imagem google)






ECO DE TI



Ecoava em mim
a tua voz meiga
Bem dentro, no fundo
sentia o teu corpo
Nossos corações
batiam em uníssono
Nossos olhares
trocavam desejos
Nossas bocas
saboreavam beijos
Teus dedos
Tuas mãos
percorriam cada milímetro
do meu corpo
Nossos dedos
Nossas mãos
se entrelaçavam
no doce afago de sermos
Nossas bocas
trocavam sabores
em beijos molhados
Carinhos
Ternuras
Meiguice
Amor
Saudade.

Dançando ao Vento



(Imagem google)




Corpos entrelaçados
Dançando ao vento
Qual andorinha
Rodopiando ao sol
Sol
Que aquece
Corações gélidos de amor
Onde não habita a luz
E as trevas se instalaram
Corações angustiados
Sofridos e magoados.
Sol
Que empresta sua luz
Que tudo faz brilhar
Que reflecte seus raios
No verde azul do mar
Que envolve enamorados
Sol
Em corpos entrelaçados
Dançando ao vento.

Amor se eu Pudesse



(Imagem google)





Ah
Amor se eu pudesse
Dormir contigo esta noite
Talvez a vida me desse
Na vida, amor, outro açoite.
Ah
Se eu pudesse amor
Ter-te sempre comigo
Transformaria minha dor
Teria em ti um abrigo.
Ah
Amor como eu queria
Nascer de novo outra vez
Em ti e contigo faria
Um ninho, um palácio, talvez.
Ah
Como eu queria amor
Tornar o sonho realidade
E viver a vida com fervor
Sorrindo à vida com felicidade.

Ah
Amor se eu pudesse!

Sou Drogada



(Imagem google)





Sou dependente
Drogada
Sinto-me angustiada
por esta droga de vida

Dependente
De um outro viver
De umas palavras escritas
na angustia de ser.
Dependente
De um sonho real
que não passa de sonho
apenas sonho, afinal.

Drogada
Com o teu sabor
Com o simples inalar de ti
Com o perfume dos teus cabelos
Com o teu corpo, amor.

Dependente
do sonho
Drogada
de ti

Sinto-me angustiada
por esta droga de vida.

Trago de Vida



(Imagem google)





Bebo a vida de um trago
na ânsia de te encontrar.
Goteja meu sangue fervente
Escorregando por teu corpo nu
Deixando nele um lençol viscoso
Onde me enrolo
e te enrolas.
Deixo fluir o coração
No tempo que corre veloz
No amor da vida que passa
Olho o pêndulo
A ampulheta
O relógio de cuco
E
Fico-me …
Bebi a vida de um trago.

A Uma Amiga



(Imagem do google)

PALMIRA RONDA





Beijei tua lágrima sofrida
Salgada e doce
Deslizando suave
na tua face fria
Queria secar tua mágoa
com o meu afago e carinho
Queria dar-te alento
e tudo o que precisasses
naquele momento.
Queria ter o poder
de aliviar tua dor
Ver um sorriso feliz
em tua face rosada.

Nesse beijo amigo
quis dar-te vida.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Livro da Vida


(Imagem google)




Abri o livro da vida
e nele me encontrei perdida.

Vi
a menina traquina
saltando e rindo à gargalhada
Vi
a menina rabina
brincando com tudo e tendo nada.
Vi
a menina atrevida
sentindo os olhares
pensando-se amada.
Vi
a adolescente jeitosa
elegante e formosa.
Vi
a adolescente crescida
sentindo-se por todos atraída.
Vi
a mulher amante
de branco vestida.
Vi
a princesa encantada
na garupa levada.
Vi
a mulher mãe
de braços estendidos.
Vi
a mãe mulher
amando seus filhos.
Vi
a filha perfeita
amando seus pais.
Vi
o carinho que lhes dava
mimando-os demais.
Vi
Vi
Vi tudo isto
E nada verdade
Minha vida é afinal
Uma outra realidade.
O inverso de tudo
Em tudo diferente.

Fechei o livro!
Abri-o de novo
No livro da vida
me encontrei perdida.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

O Teu Sabor


(Imagem google)








Sabe-me a boca a ti
Sinto o teu sabor doce e quente
entre os meus lábios.
Bebi o teu corpo
na sofreguidão do meu
Saboreei tua pele
na língua incontida de prazer
Deletei-me nos teus braços
e adormeci.
Adormeci já cansada
de tanto te amar
de tanto amor te dar
Amei-te!
Amámo-nos!
Amamo-nos!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

No Deserto


(Imagem google)


No deserto árido e quente
me perdi de ti.
Em cada grão de areia
procurei teu rosto
Em cada pegada
procurei teus passos
No sol
quis ver teu olhar
quis ver tua boca
e teus lábios beijar.
Caminhei sem destino
perdida e sem caminho.
Já noite
chegou o luar
e eu já cansada
de tanto te procurar.
Larguei os sapatos
Despi-me de mim
Repousei o meu corpo
Carente de ti
No deserto frio
tapei o meu rosto
Nem água tinha
para lavar o desgosto.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Coração Frio



Brancura alva
Como a alvura da serra
Assim é
esta sala onde permaneço
Nem a tua foto me aquece
Nem o teu olhar penetrante
me faz companhia.
Penso-te!
Continuo só
fria e gélida
Meu coração endurecido
pela solidão da vida que vivo.
Relanço o olhar
pelas paredes nuas
despidas de pedaços de nós
perdidos nos tempos d’outrora
Em que nossos corações ardiam
de paixão, de amor, de carinho
Em que não estava só
Mas continuo só!
Nesta brancura alva
Fria e gélida
Como a alvura da serra.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Vagueio


(Imagem google)








Vagueio sozinha
na vereda da noite
Nem a lua me ilumina
Nem uma estrela brilha
Somente o uivo distante
me acompanha.
Sigo esse uivo constante
e encontro-me só
Nem querela de amigo
Nem tu estás comigo.
Vagueio sozinha
Vagueio pelo trilho
da vida que não talhei.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Nossos Corpos


(Imagem google)


Côncavos ou convexos
Nossos olhares
buscam o círculo
onde nossos corpos desnudos
se deleitam

Côncavos ou convexos
Nossos corpos
se entrelaçam
se acariciam
deslizando no círculo
onde lençóis de seda alva
se enrolam

Côncavos ou convexos
Nossos corpos
se amam!

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Uma Lágrima Tua


(Imagem Google)







Condensei uma lágrima tua
no deslizar da minha face fria
Adociquei teus olhos
com um beijo meu
Aquele que te dei
no dia em que te encontrei
Trazido no desejo
daquele outro beijo
que também foi teu.
Tua lágrima gelou
Minha face branqueou
Ficámos
Perdidos no tempo.

domingo, 6 de novembro de 2011

Sorris


(Imagem google)



Olho
teu olhar perdido
como quem precisa de abrigo
Vejo-te
a correr em liberdade
como quem busca a felicidade
Essa felicidade perdida
logo no princípio da vida
Ainda eras botãozinho
cortaram-te o caminho
ficando sempre menino.
Sorris-me
teu sorriso desajeitado
de menino despreocupado
Sorrio-te
Na alegria de te ver
sempre sempre a correr
na ânsia de me abraçar
E nesse abraço carinhoso
nesse teu beijo meloso
o desejo de ficar
O teu olhar perdido
encontra em mim um abrigo
E nesse instante eu lembro
aquele outro momento
em que ao ver o teu sorriso
nele vi este poema.

Vamos Brincar






Vamos brincar Margarida
Dizes tu alegremente
É assim a tua vida
Sempre feliz e contente.

Saltas, pulas, gritas, cais
Pareces ave voando
Sem gemidos e sem ais
Vais tua vida levando.

Em teu olhar há alegria
Em teu sorriso um poema
Vais vivendo o dai a dia
Sem que haja problema.

Margarida vem brincar
Chama de novo Leonor
E naquele doce olhar
Há paz e muito amor.

sábado, 5 de novembro de 2011

Homem - Menino



O sol brilhava
num Maio já distante
A primavera floria
Tudo resplandecia
E tu, nasceste.

Teu olhar bonito
Teu sorriso feliz
À tua volta alegria
Era mais um petiz.

Teus pezinhos de lã
pisavam o mundo
E nada previa
quão traiçoeiro
o futuro seria.

Ainda pequenino
um médico falhou
E tua mente de menino
em menino ficou.

Cresceste, viveste
sempre acarinhado
Hoje já velhinho
cumpriste teu fado.

Olho-te
e em teu olhar eu vejo
um menino alegre
e em tua face
em teu sorriso
um poema.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Teus Olhos Verdes


(Imagem google)


Verdes teus olhos
De lábios rubros
Doces teus beijos
De lágrimas quentes
Gemidos gritos vividos
Carinhos ternuras amor
Olhar parado
Sorriso triste
Coração cansado
Já nada existe.