O sonho é livre... é deixar voar o pensamento... é acreditar no inacreditável... é atingir o inatingível... Amar... Sofrer... Beijar... Doer...
quinta-feira, 26 de dezembro de 2019
Branca Espuma
Branca a espuma do cetim que nos envolve
Ondulas o teu corpo no meu
Sinto-te na sofreguidão de um abraço
Neste mar que me leva e abraça
E me devolve ao sonho de te ter
Lá, onde o mar acaba e o céu começa
Onde os castelos são ilhas
E as ilhas são paraísos
Onde as algas fazem os ninhos
E as gaivotas passeiam as crias
Lá, nesse horizonte longínquo
Talvez me encontre
E seja feliz.
Maria Antonieta Oliveira
26-12-2019
sábado, 21 de dezembro de 2019
Deambulei
Deambula, deambula
A folha do pensamento
Deambula fraca ou forte
Como deambula o vento
O vento que sopra e leva
As folhas caídas pelo chão
Leva-me também contigo
Ao encontro da paixão
Leva-me para que não fique só
Apaga em mim a tristeza
Pode ser que no caminho
Encontre alegria e nobreza.
Ao meu redor nada vejo
A solidão é minha companheira
Leva-me vento para longe
Na minha viagem derradeira.
Deambulando, deambulei
Caminhando, caminhei
Em sonhos, sonhados, cresci
No vento levada, vivi.
Maria Antonieta Oliveira
21-12-2019
sexta-feira, 20 de dezembro de 2019
O Nosso Primeiro Natal
Já não sei quando foi o nosso primeiro Natal
Talvez, no século passado
Tão passado que já me esqueci
Trocámos prendas?
Já não sei
Talvez tenhamos trocado juras de amor
Sonhos com futuro
Ou futuro sem sonhos
Tantos natais já passaram
Tantos sonhos que ficaram
Nos anos que passaram
Natais tristes foram muitos
Felizes, se calhar muitos também
Foram tantos, tantos natais
Muitos dias, muitos anos
Desgostos e desenganos
Tristezas e alegrias
Família e solidão
Natais sem comunhão
Consumismo, inquietação
E os natais foram passando
Décadas e décadas de natais
Sonhos e sonhos sem natais.
Maria Antonieta Oliveira
20-12-2019
quinta-feira, 19 de dezembro de 2019
Tentei Fechar o Céu
Tentei fechar o céu
Pedir à nuvem negra e feia
Que me livrasse da dor
Não te quero perder, meu amor
Sei que sofres, sei que sentes
Sei que amas e não desistes
Sei que… já não sei
Tentei fechar o céu
Impedir que a chuva molhe
O coração de quem fica
Sofrido e angustiado
O coração de quem te ama
Tentei fechar o céu
Para que ninguém te leve
Pois, quando partires
É no céu que ficarás
Será lá o teu lugar.
Tentei fechar o céu
Mas, o céu não é meu
O céu, não me obedeceu.
Maria Antonieta Oliveira
19-12-2019
segunda-feira, 16 de dezembro de 2019
Copo de Cristal
Parti o copo de cristal
Dos estilhaços fiz quimeras
Já no chão, de cócoras
Tentei apanhá-los, um a um
Meus dedos trilhei
Ensanguentei
E não consegui
Os pequenos estilhaços
De um fino cristal
Jamais os prendi
No meu tentar
Apenas consegui
O coração magoar
Aquele que foi
Um belo ornamento
Do louceiro antigo
Não passa agora
De vidro partido.
Tal como eu, agora
Já não sou, como outrora.
Maria Antonieta Oliveira
16-12-2019
sexta-feira, 13 de dezembro de 2019
Outono da Vida
(Foto de um desafio do HP)
Calcando as folhas de um tempo vivido
Carrega no peito, saudades e sonhos
As lágrimas secas da fonte brilhante
Caem rolando pelas rugas da face crispada
Um verde ausente nas folhas caídas
De um outono percorrido
De risos e choros, degraus escalados
Um olhar perdido
Um homem esquecido
Um banco calado
Um sonho sentado
A vida fugindo, levada
Na água da fonte, regada
O vento soprando, salpicando
O coração batendo, suspirando
E a vida passando.
Maria Antonieta Oliveira
13-12-2019
Calcando as folhas de um tempo vivido
Carrega no peito, saudades e sonhos
As lágrimas secas da fonte brilhante
Caem rolando pelas rugas da face crispada
Um verde ausente nas folhas caídas
De um outono percorrido
De risos e choros, degraus escalados
Um olhar perdido
Um homem esquecido
Um banco calado
Um sonho sentado
A vida fugindo, levada
Na água da fonte, regada
O vento soprando, salpicando
O coração batendo, suspirando
E a vida passando.
Maria Antonieta Oliveira
13-12-2019
terça-feira, 26 de novembro de 2019
Cheguei Tarde
Cheguei tarde
Chego sempre tarde
Mas, nunca me atraso na hora da chegada
Se é às três, eu chego às duas
Mas, chego sempre tarde
Tarde demais
Hoje deveria ter sido ontem
E assim chegaria a tempo
Não foi
E eu cheguei tarde
Quando começo, já acabou
Quando entro, a sala esvaziou
Quando chego, já é tarde.
Chego sempre tarde.
Maria Antonieta Oliveira
25-11-2019
sábado, 23 de novembro de 2019
Como?
Dizem-me para sorrir
Para seguir sem olhar
Para ser feliz sem pensar
Dizem-me
Mas não me dizem como
Como sorrir
Como seguir
Como não olhar
Como ser feliz
Como não pensar
Como?
Como esquecer
Se hoje e ontem
Ontem e hoje
Foram iguais?
Não!
Não consigo!
Maria Antonieta Oliveira
23-11-2019
segunda-feira, 11 de novembro de 2019
Espinhos Que Matam
Colhi a mais linda rosa do meu jardim
Cuidei-a com amor e carinho
Reguei-a, tratei-a a cada dia que passava
Vi-a crescer, embelezar-se
Tornar-se enorme
Aos poucos, os espinhos também cresceram
Aos poucos, fui sentindo a picada
Sem beleza, sem pureza, com maldade
E a rosa mais linda do meu jardim
Crescida, airosa, embelezada
Deixou-me perdida e sem nada
Ali plantada
Continua regada com amor e afeição
Ali plantada
Esquecida que a vida sem carinho
Não tem razão de ser
Para a rosa
A mais linda do meu jardim
Morri,
Sem querer saber de mim.
Maria Antonieta Oliveira
11-11-2019
quarta-feira, 6 de novembro de 2019
Rio Mira
Nas águas cálidas do Mira
Vagueio o pensamento
A areia solta pelo vento
Acompanha o balouçar
Do barco onde navego
Rio abaixo…
Rio acima…
O castelo altaneiro convida-me
Fico, ou parto?
Ao longe o farol alumia
O remoinho do vento na praia
Levanta suspeitas
Toalhas espalhadas
Roupas distraídas
De banhistas altruístas
Num reboliço
Qual feitiço de feiticeira
Amainou o temporal
Rio abaixo…
Rio acima…
Vagueio o pensamento.
Maria Antonieta Oliveira
06-11-2019
segunda-feira, 4 de novembro de 2019
Onde Mora a Felicidade
Sei que a felicidade está ali
Ali mesmo ao virar da esquina
Eu sei, sei que está naquele lugar
Na casa onde morei
Ou na esquina onde te encontrei
Sei, sei aonde a encontrar
Tirando o gelo do caminho
As ervas daninhas
que ornamentam a calçada
Desviando o alcatrão derretido da estrada
E as bermas poluídas de inveja
A maldade disfarçada
E as beatas espalhadas pelo chão
Sei, sim eu sei
Que está mesmo ali
Onde mora a amizade
O amor e a bondade
Aí, mora também a felicidade.
Maria Antonieta Oliveira
04-11-2019
Quanta Mágoa
(Ao olhar uma foto de Alice Vieira)
No lançamento do meu mais recente livro "Os Sons do silêncio"
Quanta mágoa existe por detrás de um sorriso
Quantas lágrimas disfarçadas
Quantas bocas caladas
E olhares por transmitir
Ah…. Quanta mágoa!
Desilusões e rasteiras da vida
Mágoas sem tempo
Vidas desfeitas, por fazer
Silêncios por calar
Tanta mágoa
Em sorrisos escondidos.
Maria Antonieta Oliveira
04-11-2019
No lançamento do meu mais recente livro "Os Sons do silêncio"
Quanta mágoa existe por detrás de um sorriso
Quantas lágrimas disfarçadas
Quantas bocas caladas
E olhares por transmitir
Ah…. Quanta mágoa!
Desilusões e rasteiras da vida
Mágoas sem tempo
Vidas desfeitas, por fazer
Silêncios por calar
Tanta mágoa
Em sorrisos escondidos.
Maria Antonieta Oliveira
04-11-2019
domingo, 3 de novembro de 2019
Chuva Caindo
A chuva continua a cair
Nos lençóis molhados
Da cama desfeita
Onde cruzámos amores
Derramamos sorrisos
Trocámos orgasmos
Fomos um só ser.
Lá fora, esperas por mim
Na alameda fronteira à praia
Onde a chuva calca a areia
Apagando os nossos passos
O rasto que deixámos
Nos encontros que tivemos
E nos beijos que não demos.
Os lençóis da nossa noite de amor
Estão guardados no sótão do meu ser
Molhados, suados, amados
Tal como nós nos amámos
E suámos nos orgasmos repetidos
Nos abraços envolventes
Quando eramos inocentes.
A chuva continua caindo.
Maria Antonieta Oliveira
03-11-2019
Aquele Chá
Abri a janela, naquele dia cinzento
O vento esvoaçava nas folhas caídas
Pétalas de rosas adormecidas
Era um dia triste de outono
O sol esgueirava-se na nuvem
O tempo esfriou na madrugada
O chá fervente, arrefeceu
No escaldar da chávena partida
Adocicado com o sal da vida
Derramado na terra batida
Sem odor ou sabor
Sofregamente absorvido por mim
Naquele dia
Naquela janela
Aquele chá
Morreu
Na solidão
De mim.
Maria Antonieta Oliveira
03-11-2019
Amar
Carrego em mim o peso dos livros
Onde li e aprendi o que é o amor
Mas, não senti essa aprendizagem
Porque o amor não se aprende
O amor sente-se dentro de nós
No coração, no peito, até num simples olhar
O amor nasce em mim, em ti, em nós
Em cada um de nós habitará
Nasce quando nascemos
Mas não morre quando morremos
O amor, esse amor será eterno
De nós ficará
De nós partirá
Ai que peso carrego
E não sei o que é amar.
Maria Antonieta Oliveira
03-11-2019
sábado, 2 de novembro de 2019
Nas Asas de Um Anjo
Nas asas de um anjo, encontrei o caminho
Amplo, entre veredas bairristas
Escadarias empedradas
Janelas envidraçadas
E paredes engalanadas
A luz brilhante, no brilho do sol
Iluminava o espaço dos passos a dar
À noite, a lua cheia brilhava
Entrando de mansinho nas trevas do caminho
Até o céu se deixou estrelar
Para naquela noite poder brilhar
Pousando, voando
Caindo, levantado
Vou caminhando
No caminho encontrado
Quando nas asas de um anjo voava.
Maria Antonieta Oliveira
02-11-2019
quarta-feira, 30 de outubro de 2019
O Outro Lado
Passeio do lado errado da tela da vida
O espelho que me conduzia, partiu-se
Fiquei no obscuro sentir de ser
A luz trémula da vela, apagou-se
No instante em que passaste por mim
Algo de errado acontecia
Algo de errado fizéramos
A tela quebrou o giz com que escrevia
As cores misturaram-se no pincel
Qual cena proibida
Assim ficou nossa vida
Do outro lado
Do lado de lá da tela
Ficaste tu
Aquele que um dia, foi meu.
Maria Antonieta Oliveira
30-10-2019
terça-feira, 29 de outubro de 2019
Sinto Sono
Sinto sono
Muito sono
Um sono angustiante
Que me consome e ofusca a mente
De repente, os olhos cansados
Semicerrados, adormecem
Um sono profundo
Bem fundo
Tão fundo, que não querem mais voltar
Acordar para quê?!
Deixa-te estar tranquila
Nesse sono, adormecida
Para quê voltar à vida
Se a vida já se perdeu
E no sono
No teu sono
Sonhas a felicidade
De uma vida de igualdade
Onde abunda o amor
Não acordes, por favor
Descansa o teu olhar
No cansaço que é viver.
Maria Antonieta Oliveira
29-10-2019
Sonhos Desfeitos
Sinto em mim um aperto
Neste peito já sofrido
De viver em sofrimento
Sonhando sem ter um leito
Onde repousar meu corpo
Sonhos desvanecidos
Por demais convencidos
De um dia diferente
Em que tu e toda a gente
Sorrissem de felicidade
Mas, é triste a realidade
Sem pão, habitação
Ou amor e aconchego
Sem um riso de criança
Sem paz em abundância
Jamais o sol brilhará
No teu ser entrará
Uma réstia de felicidade.
Sonhos desfeitos
Pela própria humanidade.
Maria Antonieta Oliveira
29-10-2019
Olho-te
Olho-te sem te ver
És semente do meu ser
Desconhecido este meu sentir
Que sinto amando
E amo sentindo
Ah como queria regressar
Ao tempo das flores renascidas
Dos campos verdejantes
E pastagens refrescantes
Dos caminhos percorridos
E dos sonhos convencidos
Voltar a sentir o aroma dos teus beijos
O calor dos teus desejos
O teu corpo humedecido no meu
Voltar sim
Voltar a ser criança
Noutro tempo de mudança
E olhar de novo
Esse olhar enternecido
Que me olhava amando
Que me amava olhando.
Maria Antonieta Oliveira
29-10-2019
segunda-feira, 21 de outubro de 2019
Era
Era, conjugação verbal, difícil
Nem sempre satisfaz
Era, passado, foi ontem
E o ontem, foi feliz?
E o ontem existiu?
Foi vivido, conseguido?
Era
Foi
Já não é
Terá sido?
Maria Antonieta Oliveira
21-10-2019
sábado, 19 de outubro de 2019
Já Esqueci
Já não me lembro dos teus gritos
Nem do tom da tua voz
Já esqueci a força da tua mão
Os teus medos de mim:
Que me perdesse
Que me perdessem
Que mal me fizessem
Era a tua única menina
A filha do teu amor
Já esqueci tanta coisa, mãe.
A saudade é muita
A cada dia é maior
Olho ao céu e vejo-te
Na sombra da nuvem
Ou na lonjura do sol
Lá, onde te encontrares
Sabes o que foste e és
O quanto te amo
A falta que me fazes
Mesmo que nada disséssemos.
Maria Antonieta Oliveira
19-10-2019
Vi-te
Nem chuva, nem vento
Frio ou tempestade
Nada me demoveu
Nada me perturbou
A vontade era muita
E fui
Vi-te, meu amor
Ora na baliza
Ora a médio esquerdo
Defendeste com bravura
Na tua ainda pequena estatura
Quase sem treinos
Só agora começaste
E já és um herói
Sim, para mim, sempre o serás
És o meu eterno menino
Tive-te de pequenino
Dei-te e dou-te o meu carinho
Amo-te, meu príncipe.
Maria Antonieta Oliveira
19-10-2019
quinta-feira, 17 de outubro de 2019
Valei-me
Faz anos, muitos anos
Mais de cinco décadas
Pedi-te ajuda, Mãe
Atendeste-me
Muitos anos depois
Voltei a pedir-te ajuda
E tu, Mãe
Atendeste-me
Hoje, volto a pedir-te
Ouve-me de novo
Que a minha Rosinha
Volte a ter vida
Mãe, ouve-me por favor.
Só tu, Mãe, me podes valer
E outro milagre
Fazer acontecer.
Sempre grata, Mãe!
Maria Antonieta Oliveira
17-10-2019
quarta-feira, 16 de outubro de 2019
A Luz do Caminho
Surgiu uma luz no fim do caminho
O escuro da noite
O sol do dia
Os corpos, aquecia
O gelo, o frio
O terror, o tremor
O menino, a menina
O idoso, a criança
O céu, a terra
O mar, o rio
Água, frio
O sol, a luz
O calor, o amor
A praia, o campo
O menino caindo
O idoso sorrindo
E a luz
A luz surgiu
No fim do caminho.
Maria Antonieta Oliveira
16-10-2019
terça-feira, 15 de outubro de 2019
Rainha da Podridão
Como esquecer um passado de podridão?!
Se um dia, todos falassem
Numa reunião de doidos
Em que se encontrassem
Aqueles com quem andaste
Que loucura seria
Quanta nojice contariam
Imundície em que viveste
E quantos, quantos seriam?
A sala bem atulhada
Novos, velhos, meia idade
Louros, morenos, gordos ou magros
Tudo te serviu
Com todos tu reinaste
Rainha da podridão!
Maria Antonieta Oliveira
15-10-2019
Naquela Noite
Naquela noite
As estrelas não se iluminaram
A lua escondeu-se por detrás da nuvem
A noite foi longa
A manhã tardava
E eu, não adormecia
Aquela noite
Teve muitas horas
Queria ir correndo à rua
Trazê-lo para comigo passar o dia
Talvez fosse o último
Só Deus o saberia
A noite estava fria
E ele coitado, sem agasalho
Batia o dente, estremecia
E sonhava com o amanhã
A mesa estaria recheada e ela
Viria busca-lo
Mas aquela noite
A noite daquele Natal
Foi para ele fatal
Enquanto Jesus, sem nada, nascia
Ele, naquela noite,
Sem nada, morria.
Maria Antonieta Oliveira
15-10-2019
segunda-feira, 14 de outubro de 2019
As Portas Eram de Chita
As portas eram de chita
Floridas, lisas ou riscadas
Franzidas, por vezes garridas
Guarnecidas ou não
Mas todas sem excepção
Eram firmes e seguras
Ninguém por elas ousava
Entrar sem autorização
Fossem do quarto ou da cozinha
Pois quem salão já tinha
Outras portas as guardavam.
Eram de chita as portas
Respeitadas, nada ousadas
Recatavam os olhares
Por vezes, desejosos de entrar
Mas as portas, que eram de chita
Protegiam quem lá morava
Pois na casa só entrava
Quem fosse de confiança
Agora, as portas são outras
Meu Deus, quanta mudança
Na chita das minhas portas.
Maria Antonieta Oliveira--
domingo, 6 de outubro de 2019
Fui Timoneira
Fui timoneira
Timoneira do meu barco
Encalhado no cais da vida
Perdido no caminho da memória
Fui timoneira
Tentei salvar a vida
Da vida que outrora foi
Remei, remei, tentei
Vagueei sem rumo
Na crista das ondas rasantes
Imponentes e arrepiantes
Batalhei com o mar
Esse mar que assusta gigantes
Fui navegante
E
Naveguei.
Fui timoneira
E continuei perdida.
Falhei!
Maria Antonieta Oliveira
06-10-2019
sábado, 5 de outubro de 2019
Sé
Na minha Sé
A Sé da minha infância
Cujos sinos tocaram para mim
Na inocência de uma criança
Fui um dia crismada
Na minha Sé
Nos sinos que tocavam para mim
Noutros tempos, noutros sonhos
Na Sé da minha infância
Segui outros caminhos
E os sinos
Que tocavam para mim
Na Sé da minha infância
Tocam agora para ti
Que tens a minha inocência.
Na minha Sé
Os sinos deixaram de tocar.
Maria Antonieta Oliveira
05-10-2019
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