quarta-feira, 6 de abril de 2011

A Matemática do Presente

(Imagem google)



Mais por mais, dá mais.
Mais por menos, dá mais.
Menos por menos, dá mais.
Menos por mais, dará mais?

Não! Não pode!
Estou errada!
Tantos mais.
Nada de menos.
Tanta baralhação
nesta mente atraiçoada.
Muitos mais, sim!
Mas muitos menos,
cada vez mais.
Os que já eram mais,
são muitos mais.
Os outros, os menos
estão abaixo de menos.
E neste desnível
entre mais e menos
vivemos,
debatemos,
sofremos,
e assim morremos.

sábado, 2 de abril de 2011

Quem és Tu, Amor ?

(Imagem google)



Amo-te
sem sequer saber quem és.
Mas amo-te!

O que seria de mim,
sem ti.

Sem esse olhar semicerrado
que mexe comigo,
que aquece meu ser
no calor do teu,
nesse entrelaçar de corpos
sob lençóis resgatados ao amor.

Sem o calor dos teus beijos
na saliva quente dos meus.
Doces, suaves e meigos
Delírios nos resquícios do céu.

Ah!
O que seria de mim,
sem ti.

Amo-te!
Amo-te,
sem sequer saber quem és.

quinta-feira, 31 de março de 2011

Fazes-me Falta

(Imagem google)



O sol brilha
no calor dos meus sonhos.
A relva viçosa
torna mais verde o meu olhar.
O colorido das flores
dá outro brilho aos meus dias.
O aroma das rosas
dá outro sentido à minha vida.

Porque tudo muda
apenas porque o sol brilha?

Porque o meu coração está escuro,
negro como o breu da noite.
Precisa,
de luz que o ilumine,
da alegria do nascer da flor,
de um perfume que lhe dê aroma,
de um renascer
que faça seu sangue correr,
na veia dilatada do amor…

Preciso de ti!

domingo, 27 de março de 2011

No Fundo do Mar

(Imagem google)



Nas profundezas do mar sem fim,
mergulhei bem fundo,
no fundo de mim.
Nessa imensidão infinita
de ti me perdi.
Tentei esquecer o que não quero
Tentei lembrar o que queria
Quis desviar as teias
que emparedavam meu olhar
Purificar minha alma
na loucura de te amar.
Desanuviar sentires
Aliviar sensações
Libertar tentações
Desvendar mistérios
nesse mar retidos.
Limpar a mente
de momentos vividos.
Caminhar nesse caminho
de águas cristalinas
Desfolhar cada pétala,
das plantas sem pétalas
Caminhar
Limpar
Mergulhar
Mergulhar bem fundo
No fundo de mim!

terça-feira, 22 de março de 2011

Queria Crescer Contigo




QUERIA CRESCER CONTIGO



Queria crescer contigo
Ter-te aqui ao meu lado
E nesse abraço apertado
Sentir-te em mim, comigo.

Queria teu ombro amigo
A ouvir meus desabafos
Queria crescer contigo
Trocando nossos afagos.

Queria beijar tua boca
Nela de novo me sentir
Queria nessa mente louca
Em teu ser voltar a sorrir.

Queria crescer contigo
Nessa arte de amar
Queria segredar-te ao ouvido
A ternura de um olhar.

Queria crescer contigo
Caminharmos lado a lado
E nesse viver amigo
Irmos juntos num afago.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Poema

(Imagem google)



Soltei as palavras
nas linhas dos dedos,
deixei-as seguir…
Nos cantos da tela
de linha em linha
foram saltando…
Meus dedos, minhas mãos
foram explorando…
A tela em branco
em tons mate ficou,
palavras escritas
que a mente ditou…
Soltei as palavras
deixei-as pousar,
nos cantos da tela
letras a voar…
Voaram, pousaram
palavras escritas,
agudas ou graves
sempre benditas.
Ternas, suaves,
na tela um poema.

Viver

(Imagem google)




Olho para trás...
O tempo que vivi, sem viver...

Infância perdida no tempo
Entre adultos rígidos a me criar...
Entre brinquedos intemporais,
Minúsculos... dádivas sem pais...
Sem crianças onde me encontrar...
Nessa infância perdida no tempo...

Adolescência que passou...
Entre tabus e crenças d'outra era...
Sem gente da minha idade,
P'ra viver livre a mocidade...
Entre adultos criados noutra esfera...
Adolescência que passou...

Olho para trás...
O tempo que vivi, sem viver!...


quarta-feira, 16 de março de 2011

Amo-te ou Renego-te

(Imagem google)



Num misto de confusão
te amo e te renego.
Anos de amor e paixão.
Anos de entrega total
Anos perdidos, vividos
nas carícias e beijos,
nas ternuras e solfejos
de um amor proibido.
Anos de ilusão
em que te amei.
Um amor carnal
sentido no coração
que descomanda a mente
de quem na ilusão sente.
Num misto de confusão
te amo e te renego.

Porque me odeias?

(Imagem google)




Porque me odeias
depois de tanto me amares?
Será que me amaste?
Porque me odeias
depois de tanto me dares?
Será que me deste?
Porque me odeias
depois de tanta entrega?
Será que te entregaste?
Porque me odeias

depois do carinho que me deste?
Será que deste?
Porque me odeias
depois dos beijos trocados?
Será que trocámos?
Porque me odeias, amor?
Será amor?

O Sono do Sonho

(Imagem google)


Depois de uma noite tranquila
em que o sono transpôs o sonho,
acordaste serena.
Uma paz interior sentida em ti,
fez-te sorrir.
Agradeceste
mais este acordar,
mais este dia,
mais este viver,
em que o sono
transpôs o sonho!

sexta-feira, 11 de março de 2011

Descanso

(Imagem google)




Descanso
neste cansaço que me consome.
Descanso
no dormir de quem não dorme.
Descanso
neste dia que já é noite.
Descanso
no limiar de um açoite.
Descanso
neste cansaço descansado.
Descanso
no ter-te, sem ti a meu lado.
Descanso!
Aqui, agora e sempre!

quinta-feira, 10 de março de 2011

Lixo

(Imagem google)





Ah!
Se eu pudesse
Vasculhar no lixo,
o que foi lixo,
e encontrar-te de novo…
Ter-te meu somente.
Despoluir teu corpo,
tua mente
e tornar-te perfeito.
Mas o lixo é lixo
e nele tu foste…
Deitado ao lixo,
do lixo que eras.
Vasculhar para quê?
Despoluir porquê?
Jamais serás gente,
lixo tu és…
Lixo serás sempre!


Também Minto

(Imagem google)



Não sei em que dia nasceste,
a que horas,
em que lugar…
Sei apenas que trouxeste,
outro modo
de te amar…
Não sei sequer onde vives,
onde estás
neste momento.
Sei sim, que em mim resides,
dando-me carinho
e muito alento.
Serás tu aquele outro,
que ocupou meu coração?!
Ou serás aquele que
hoje mora com paixão?!

Nada sei!
Nada sinto!
Apenas sei,
que também minto!

terça-feira, 1 de março de 2011

Partiste

(Imagem google)


Teu olhar insípido
na claridade que parte
de ti
O sol esconde-se envergonhado
As estrelas tentam brilhar
ainda no dia em que partiste…
A noite não surge!
Surgiu para ti
e teus olhos insípidos
ficaram na claridade do dia.

Tejo




Na janela gradeada onde me encontro
deleito-me ao ver-te, Tejo.
Tuas águas correm tranquilas para o mar.
Gaivotas esvoaçam no céu
Cacilheiros, navios, veleiros
percorrem teu leito…
Nas margens sedentas de ti
acolhem-te nos braços
dos teus braços
Faróis iluminam-te a noite
de estrelas e luares acompanhada.
O odor a maresia vais deixando
no trajecto que vais percorrendo.
E eu,
na janela gradeada
deleito-me.

Embelezei-me para ti

(Imagem google)



Embelezei-me
como se te fosse encontrar.
Escovei o cabelo,
Pintei as unhas e os lábios
aqueles que irias beijar.
Vesti-me a rigor e a teu gosto
Pus meus sapatos de salto
Olhei o espelho
e gostei do que vi.
A imagem da felicidade
numa mentira inventada
no desejo da realidade.

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Teus Beijos

(Imagem google)


Rochas, rochedos,
teus beijos…
Transpostos,
interpostos,
em nós.
Lábios
sugando sabores,
aromas,
silêncios,
ardores…
Calores criando
suores,
ardentes,
quentes…
Teus beijos
amor.

Desmancho

(Imagem google)


Desmancho feito no tempo
do tempo em que não pensava,
desmancho no tempo perdido
do tempo em que não amava.

Desmanchada no tempo fiquei
esse desmancho marcou
e jamais esquecerei
o tudo, do nada que ficou.

Através do tempo recordo,
esse desmancho havido,
esse momento que reprovo
desse meu tempo perdido.

Desmanchado dentro de mim
desmanchei o meu caminho…
E nesse fato desmanchado,
me vesti e despi sem tino.

Rasguei, desmanchei meu ventre
rasguei, desmanchei meu fato,
e esse desmanchar premente
me trouxe outro sentir, outro tacto.

Ah desmancho traidor
que desmanchou minha vida…
Se não fosse esse desmancho
desse tempo havia vida.


P.S.- Mera e só ficção

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Lindo Olhar

(Imagem google)


Lindo este olhar
que me acompanha.
Doce e terno
De alma serena
De coração puro.
Ávido de amor
da vida flor…
da noite alegria…
do dia folia…
Suave e meigo.
Lindo este olhar!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Venda

(Imagem google)


Vinha da venda cansado
nos bolsos apenas tostões
Entrei na venda e bebi
para matar os desgostos
na venda fiquei falando
do pouco que a venda deu
bebendo fiquei esquecendo.
Já tarde ainda na venda
pensei na venda do dia…
Levantei-me cambaleante
caminhei para a porta
e da venda eu saí
Tremeliques no andar
caminhei sempre a pensar
na venda de amanhã
chorei ao caminhar
os olhos ficaram turvados,
parecia quase que tinha
uma venda nos olhos
a tapar minha tristeza.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Meditei !

(Imagem google)



Sozinha na praia,
despertei o meu sentir…
Sentada na areia,
meditei…
Concentrei-me,
na linha imaginária do horizonte.
Fixei-a
em tons de azul…
relaxei
meu corpo deitado ao sol…
Vesti-me
de algas marinhas…
Bronzeei a mente
com raios solares de várias cores,
vários círculos e odores…
Meditei!
Sentada na areia,
sozinha,
Despertei o meu sentir!

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Mente Demente

(Imagem google)


Nos teus olhos descalços de luz,
uma estrela cadente
cai a pique.
Na tua boca ávida de saliva,
nem uma gota
jorra da fonte…
No teu corpo desnudo de sentimentos,
projectam-se
relâmpagos estridentes…
Em ti, que nada és,
cai granizo,
partindo sentires…

Desventra-te!
Solta amarras!
Liberta fobias!
Ama os que te amam!

Janela Vazia

(Imagem google)


Através da janela que não tenho
pressinto o teu olhar,
mas não te vejo…
O telefone toca sem som,
falo contigo,
mas não te ouço…
A tua voz diz que me amas.
mas não falas…
Ouço os teus passos na escada
que não existe,
mas tu não vens…
Corro para te abraçar
nos braços inertes…
Quero o teu beijo
dos lábios doces e meigos,
que não são meus…
Olho de novo a janela
que não está
e vejo-a vazia…
De ti e de mim!

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

... agora ...

(Imagem google)


Gostava de ouvir a tua voz
meiga e sensual
de outrora,
agora…
Gostava de sentir o teu beijo
doce e gostoso
de outrora,
agora…
Gostava de ter o teu abraço
apertado e carinhoso
de outrora,
agora…
Gostava de ter o teu corpo
desnudo e quente
de outrora,
agora…
Gostava de te ter
como outrora,
agora…

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Solidão Envergonhada

(Imagem google)



Oh solidão envergonhada,
que me persegues…
Sou por ti maltratada
Sinto-me angustiada
nesta vil tristeza
de estar só…
Olho ao redor…
Tanta gente eu vejo
acompanhados, sorridentes,
felizes por serem
e estarem…
Também eu,
sou e estou
sozinha, acompanhada
p’la solidão envergonhada.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Medo

(Imagem google)


Tudo o que me rodeia
é inóspito e sem graça…
Sinto-me reduzida
à ínfima espécie de mim.
A alegria partiu
sem nada dizer…
Parece que tudo ruiu,
já não sei o que fazer.
Olho sem ver
o caminho a seguir…
Quero fugir!...
Sim!
Quero fugir de mim!
Mas tenho medo!
Medo de sair de mim
e deixar de ser eu.
Medo de me perder
no caminho que não encontro.
Medo de continuar
a ser, sem ser.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Prisioneira

(Imagem google)


Prendi-me de novo.
Deixei a liberdade
de ser eu na verdade…
Tenho-te sempre a meu lado,
a cada minuto, segundo…
Não sei andar…
Não sei viver…
Não sei sentir…
Quero voltar a ser livre
Correr atrás da vida,
na vida que me foge…
Quero sorrir ao dia,
que outra vida anuncia…
Quero fugir à prisão
que impus a mim mesma.
Quero deixar de ser,
prisioneira de mim.

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Nanny e Jimmy




- Bom dia D. Nany, como vai a cadela?
- Olá Sr. Jimmy, e o gatão como está?
- Vou andando, de janela em janela, viajando da cidade
para a aldeia, mas sempre de olho na minha Rosinha.
- Pois eu farto-me de arreliar a avozita. Estrago o jardim
que ela gosta, desarrumo o quintal, mas vivo em liberdade.
- Olhe que também não sou um santinho. Salto e pulo por
tudo o que é sítio e também arrelio a Rosinha.
- Sabes Jimmy, gostava que me viesses visitar. Passávamos
um dia aqui no quintal da avozita, com sol, ar puro, liberdade,
muita brincadeira e amizade.
- Já tinha pensado nisso, Nany. Como seria bom conhecermo-nos
e sermos amigos-irmãos, como são as nossas donas.


Nem sempre os desejos são realidade,
mas há que viver a vida na esperança da felicidade.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Solidão Desesperada

(Imagem google)

Desespera-me a solidão
de estar acompanhada.
Os dias passam, na solidão de existir,
Sempre contigo a meu lado…
Meus devaneios…
Meus outros sentires…
Meus segredos encobertos…
Meus sonhos secretos…
Meus pensamentos em ti,
Sem ti,
neste recanto
onde minhas lágrimas caem
uma a uma,
solitárias,
acompanhadas,
como eu…
Desespera-me a solidão
de estar acompanhada!...