O sonho é livre... é deixar voar o pensamento... é acreditar no inacreditável... é atingir o inatingível... Amar... Sofrer... Beijar... Doer...
quinta-feira, 17 de novembro de 2011
Coração Frio
Brancura alva
Como a alvura da serra
Assim é
esta sala onde permaneço
Nem a tua foto me aquece
Nem o teu olhar penetrante
me faz companhia.
Penso-te!
Continuo só
fria e gélida
Meu coração endurecido
pela solidão da vida que vivo.
Relanço o olhar
pelas paredes nuas
despidas de pedaços de nós
perdidos nos tempos d’outrora
Em que nossos corações ardiam
de paixão, de amor, de carinho
Em que não estava só
Mas continuo só!
Nesta brancura alva
Fria e gélida
Como a alvura da serra.
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Vagueio
(Imagem google)
Vagueio sozinha
na vereda da noite
Nem a lua me ilumina
Nem uma estrela brilha
Somente o uivo distante
me acompanha.
Sigo esse uivo constante
e encontro-me só
Nem querela de amigo
Nem tu estás comigo.
Vagueio sozinha
Vagueio pelo trilho
da vida que não talhei.
terça-feira, 15 de novembro de 2011
Nossos Corpos
(Imagem google)
Côncavos ou convexos
Nossos olhares
buscam o círculo
onde nossos corpos desnudos
se deleitam
Côncavos ou convexos
Nossos corpos
se entrelaçam
se acariciam
deslizando no círculo
onde lençóis de seda alva
se enrolam
Côncavos ou convexos
Nossos corpos
se amam!
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Uma Lágrima Tua
(Imagem Google)
Condensei uma lágrima tua
no deslizar da minha face fria
Adociquei teus olhos
com um beijo meu
Aquele que te dei
no dia em que te encontrei
Trazido no desejo
daquele outro beijo
que também foi teu.
Tua lágrima gelou
Minha face branqueou
Ficámos
Perdidos no tempo.
domingo, 6 de novembro de 2011
Sorris
(Imagem google)
Olho
teu olhar perdido
como quem precisa de abrigo
Vejo-te
a correr em liberdade
como quem busca a felicidade
Essa felicidade perdida
logo no princípio da vida
Ainda eras botãozinho
cortaram-te o caminho
ficando sempre menino.
Sorris-me
teu sorriso desajeitado
de menino despreocupado
Sorrio-te
Na alegria de te ver
sempre sempre a correr
na ânsia de me abraçar
E nesse abraço carinhoso
nesse teu beijo meloso
o desejo de ficar
O teu olhar perdido
encontra em mim um abrigo
E nesse instante eu lembro
aquele outro momento
em que ao ver o teu sorriso
nele vi este poema.
Vamos Brincar
Vamos brincar Margarida
Dizes tu alegremente
É assim a tua vida
Sempre feliz e contente.
Saltas, pulas, gritas, cais
Pareces ave voando
Sem gemidos e sem ais
Vais tua vida levando.
Em teu olhar há alegria
Em teu sorriso um poema
Vais vivendo o dai a dia
Sem que haja problema.
Margarida vem brincar
Chama de novo Leonor
E naquele doce olhar
Há paz e muito amor.
sábado, 5 de novembro de 2011
Homem - Menino
O sol brilhava
num Maio já distante
A primavera floria
Tudo resplandecia
E tu, nasceste.
Teu olhar bonito
Teu sorriso feliz
À tua volta alegria
Era mais um petiz.
Teus pezinhos de lã
pisavam o mundo
E nada previa
quão traiçoeiro
o futuro seria.
Ainda pequenino
um médico falhou
E tua mente de menino
em menino ficou.
Cresceste, viveste
sempre acarinhado
Hoje já velhinho
cumpriste teu fado.
Olho-te
e em teu olhar eu vejo
um menino alegre
e em tua face
em teu sorriso
um poema.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
Teus Olhos Verdes
(Imagem google)
Verdes teus olhos
De lábios rubros
Doces teus beijos
De lágrimas quentes
Gemidos gritos vividos
Carinhos ternuras amor
Olhar parado
Sorriso triste
Coração cansado
Já nada existe.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Pinceladas
(Imagem google)
Pinceladas de matiz
colorindo meu olhar
fazem-me sentir feliz
neste doce caminhar.
Noutra tela a pastel
vejo o outono chegando
mais um traço do pincel
e as folhas vão voando.
Noutro olhar incandescente
onde brilha o colorido
vejo nele o sol nascente
vejo o mundo florido.
E nesta frondosa pintura
onde tudo é magia
eu descubro com ternura
que a arte é alegria.
terça-feira, 25 de outubro de 2011
domingo, 23 de outubro de 2011
Calceteiro
CALCETEIRO
( Homenagem ao meu pai falecido em 2009)
Tuas mãos rudes
calejadas
trilhadas
magoadas
pelo frio, chuva ou sol ardente
De pedras brutas
Calcário, granito
brancas, pretas, outras cores
tuas mãos delas fazia
grinaldas de belas flores
barcos a remos, caravelas
ziguezagues ondulantes
e tudo ficava bonito
Com tua arte e alegria
fazias o chão que pisamos
aquele que nem olhamos
e tem nele tanta magia.
Até tu próprio dizias
que a arte é alegria.
Poema premiado com o 2º prémio no 1º concurso de poesia promovido pela Associação Cultural DRACA - Palmela
segunda-feira, 17 de outubro de 2011
Presente
(Imagem google)
Corto o laço
a fita
Ponta por ponta
retiro o papel dourado
que envolve o teu corpo
E nele
me perco.
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Anoiteceu
(Imagem google)
Anoiteceu!
O luar circunda o meu jardim
Cada pingo de orvalho, ao olhar
mais parece uma estrela brilhante.
Cada estrela no céu
lembra uma velinha acesa
alumiando o teu caminho.
Cada traço do traço das nuvens
uma estrada de regresso ao lar esquecido
aquele que foi perdido nas agruras do tempo.
Cada salpico da chuva que cai
uma lágrima de cristal
saída de teus olhos cansados,
tristes e maltratados
pela vida da vida que passa.
O rafeiro de pêlo luzidio
pelo luar que circunda o meu jardim
uiva baixinho
na força perdida
da idade atingida.
Anoiteceu!
quinta-feira, 13 de outubro de 2011
Caminhante
(Imagem google)
Palmilhei com palmilhas
nos pés descalços
por entre caminhos, trilhos, percalços
Caminhei por entre montes e vales
Entre pedreiras e pontes
Bebi de todas as fontes
Saciei o meu saber
Iluminei o meu ser
com a luz do sol brilhante
Tornei-me um caminhante
à descoberta do mundo.
Houve Vida
(Imagem google)
Sem bater, entrei
Calmamente percorri todo o espaço
De leve fui tocando o pó
descansado no tempo
Tacteei ao encontro da luz adormecida
e nada encontrei
No alvo da parede escurecida
o espaço do teu retrato perdido
Pela frincha da porta por onde entrei sem bater
a luz ténue do sol pôr traz à lembrança
a vida sem pó
com flores e amor
naquele lugar vivida.
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Desejos
(Imagem google)
Essa tua boca
de doce loucura
Esses beijos ardentes
que saciam meu corpo
Esse teu olhar
de meiga ternura
Esse teu corpo
colado no meu.
Teu afago
Teu beijo
Nosso desejo!
Encontro-me Nas Palavras
(Imagem google)
Encontro-me nas palavras
mesmo que não seja eu!
Faço delas novelinhos
Loucuras e desatinos
Desejos e fantasias
Tristezas e alegrias.
Deixo-as voar ao vento
levando meu pensamento
e entre nuvens pousar
e numa estrela me encontrar
Nesse momento me quedo
sinto em mim tal medo
dessa estrela ser cadente
e o equilíbrio perder
e a minha mente demente
transformar para sempre
esse sonho que era viver.
Trago-as de volta à terra
numa folha vão pousar
e sem que façam guerra
logo, logo uma a uma
começam a desfilar.
Por entre o sol e a bruma
entre o lápis e o papel
faço lençóis de espuma
e romances de cordel.
Nas palavras me encontro
mesmo que não seja eu!
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
Abri a Porta à Saudade
(Imagem google)
Sem querer
abri a porta à saudade
atrevida e de mansinho
ela entrou
Acomodou-se
e no lugar de um sorriso
uma lágrima deslizou.
Molhou o teu retrato
aquele que tirámos os dois
quando ainda felizes
num olhar sorriamos.
Outra lágrima
retida no beiral de uma pestana
lembra o caminho vivido
aquele que tinha escolhido
onde tu sempre estarias.
Mas partiste
e na bagagem levaste
tudo aquilo que vivemos.
Levaste o meu amor e carinho
todo aquele que te dei,
o meu ser que te ofertei
e esse beijo onde bebemos.
Partiste!
E eu,
sem querer
abri a porta à saudade.
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Tempo
(Imagem google)
Que me interessa o tempo
se nem sequer tenho tempo
para dar pelo tempo passar?!
Vai tempo!
Corre veloz contra o tempo
que leva todo o meu tempo
no tempo da vida que passa.
Volta tempo
traz-me de volta o tempo
quero de novo ter tempo
para no tempo da vida ficar.
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Aquela Árvore
(Imagem google)
Trepei aquela árvore que fez de nós amantes
Sentei-me no tronco onde nos beijámos antes
Pensei ali te encontrar
mas tu não estavas
Teu ser partiu, voou
e noutra arvore pousou.
Tua boca, teus beijos
se perdem numa outra flor.
Saltei para outro tronco
aquele onde nos amámos com fervor
também não estavas …
Tuas mãos, teu corpo
se entregavam a um outro amor.
Carinhos e beijos
Ternuras e desejos
Tudo se perdeu de mim
E eu,
trepei aquela árvore que fez de nós amantes.
Encontrei-me ...
(Imagem google)
Encontrei-me perdida
perdida de ti
perdida da vida.
No imaginário
estávamos unidos
Nos sentimentos oprimidos
me perdi
Estagnei no tempo e no espaço
fiquei retida, perdida
perdida de ti
perdida da vida.
No amanhã
No clarear do dia
Me encontrei … perdida!
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Hoje Fui Visitar-vos
Foto tirada em Fátima no mês de Outubro de 1966
Hoje fui visitar-vos
Receberam-me com a paz
do vosso olhar tranquilo e sereno.
Conversámos sobre o passado
aquele em que não vos dei o que mereciam
Se fosse hoje
quanto mais carinho eu vos daria.
Uma lágrima fugidia
rolou na minha face.
Saudade!
Ah! Quanta saudade!
Do vosso sorriso
Do vosso olhar
Das vossas palavras afectuosas
Até dos vossos “ Nãos “ sinto saudade.
O tempo passa
e aos poucos
caminho para junto de vós.
Como vai ser bom o reencontro.
Hoje fui visitar-vos.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Palavras
(Imagem google)
Usa-as de qualquer modo
Desde que saibas usá-las.
Abre mentes
Cala gentes
Grita à fome
À guerra
À morte fria.
Escreve-as ensinando
Dita-as cantando
Faz delas sentimentos
Alegres, dor, lamento.
Faz flores
Sem jardim
Noites sendo dia
Faz sonhos acordada
Versos e poesia.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Me Perco de Ti
Além,
onde o rio e o mar se fundem
dando outra magia ao movimento da água
Além,
onde imagino encontrar-te
ávido de mim
Além,
onde quero renascer para ti,
nada há…
para além de águas remexidas,
renovadas,
perdidas e encontradas
num vaivém incessante
E eu,
perdida no velho mirante
me perco de ti.
Nas Ondas
Quase invisíveis,
as ondas deslizam suavemente
uma a uma
e eu,
penso em ti.
Queria como elas
deslizar nos contornos do teu corpo,
beijar cada milímetro
como o grão de areia é beijado pela água que passa.
Queria ser o sol
e acariciar tua face macia
Rolar meus lábios na nudez de ti
Aquecer teu corpo com o calor do meu.
Queria ser o sal que dá sabor à água que corre
e salpicar teu ser com o sabor do amor.
Queria deslizar suavemente
na onda invisível
e chegar a ti.
terça-feira, 26 de julho de 2011
Esquina da Vida
(Imagem google)
Na esquina por onde passas
Me encontras perdida
Naquela tábua rasa deitada
Nos caminhos da vida esquecida
Passas com teus passos lentos
Não paras nem olhas sequer
Segues em teus pensamentos
Fico perdida sem vida ter.
Meu corpo inerte caído
Retido na calçada passada
Meu coração oprimido
Da vida amargurada
Do viver sempre traído
Na vida sem vida, sem nada.
segunda-feira, 25 de julho de 2011
Espreguicei o Olhar
(Imagem google)
ESPRIGUICEI O OLHAR
Espreguicei o meu olhar
No sono do teu
Acordei embevecida
Nos braços de Morfeu.
Olhei-te amor
Estendido a meu lado
Saboreei teu corpo
Na cama deitado.
Desnudo para mim
Desnuda também estava
Com ternura e carinho
Disse que te amava.
Sorriste com meiguice
Acariciaste o meu cabelo
Olhei teus olhos
E vi como eras belo.
Num abraço apertado
Sentimo-nos unidos
Num beijo não dado
Ficámos perdidos.
De novo espreguicei
O meu olhar no teu
Logo logo acordei
Com um doce beijo teu.
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Lágrimas Salgadas
(Imagem google)
Espraiam-se lágrimas salgadas
O sol a pique tenta secá-las
Mas não consegue!
Lágrimas trazidas na crista da onda
Lágrimas sentidas vindas de longe
do coração do mar
desse mar sem fim
desse fundo profundo
desse mar infindo
Espraiam-se lágrimas salgadas
Choradas, sentidas
De muitos olhos saídas
Sofridas, jorradas
Nas faces retraídas
Dos sentimentos mortos
Dos destinos e caminhos tortos
Lágrimas de tempos remotos
Lágrimas salgadas espraiam-se.
quarta-feira, 6 de julho de 2011
No Ocaso
No ocaso
Encontrei a dor do sentimento perdido
Encontrei o desvario de um ser esquecido
No ocaso
Perco-me no profundo de mim
Perco-me num imaginário sem fim.
No ocaso
Quero estar contigo
Sentir teu abraço amigo
No ocaso
Quero entrelaçar teu cabelo
Senti-lo sedoso, macio e belo
No ocaso
Quero beijar tua boca
Beijar teus olhos, teu corpo
Quero sentir-me louca
Ter-te em mim, aqui
no ocaso.
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Gostava de Ser Poeta
Gostava de ser poeta
Nem que fosse só por um dia
Deitar palavras ao vento
E fazer delas poesia.
Amor, saudade, carinho
Ternura, loucura, paixão
Todas elas com destino
Bem dentro do coração.
Gostava de ser poeta
Deitar palavras ao vento
Deixá-las livres voar
Aliviarem meu tormento.
Nem que fosse só por um dia
De ser poeta eu gostava
E em poema te diria
O quanto e tanto te amava.
Gostava de ser poeta
Nem que fosse só por um dia.
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