quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Mente Baralhada





De mente baralhada
Caminho ao longo da estrada
Onde me esperam desvios e desatinos
Incertos trilhos e destinos esquecidos
Na frondosa floresta, me perco
Nem sol nem lua me acompanham
Sinto-me só, desesperadamente só
Procuro conforto no silêncio das árvores
No manto das nuvens encontro o calor
Que aquece o meu coração magoado
Sofrido e gelado na esperança vã
De um amanhecer sorridente e caloroso
De um amanhã em que me reencontre
Em que saiba como ser feliz sem sofrer.
No brilho das estrelas encontro a paz
Tão curta e ligeira como a felicidade do momento
O momento que passa e deixa saudade
Saudade traiçoeira, matreira e ingrata
Que magoa e faz chorar um coração empedernido
A chuva que cai impiedosa limpa meu ser pecador
Dos meus olhos tristes correm lágrimas de sal
E sofro, e choro, e grito, e imploro
Perdão!
Perdão, meu Deus!
Perdão!

De mente baralhada
Caminho ao longo da estrada.

Maria Antonieta Oliveira
17-11-2016



segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Sou Lua






Sou lua que parte
Para destino incerto
Sou nuvem sou sol
Sem rumo sem tecto
Sou lua escondida
Espreitando a vida
Da onda gigante
Que passa galopante
Sou lua despida
De tudo e de nada
Brilhando no mar
Deixando saudade.

Sou lua!
Sou Tua!

Maria Antonieta Oliveira
13-11-2016




domingo, 13 de novembro de 2016

Quando Eu Morrer




Quando eu morrer
Na volta da vida
Vou ser o que quero
Viver os meus sonhos
Ser livre e voar
Dançar na noite
Cantar ao luar
Caminhar ao sol
Ouvindo o teu canto
O teu marulhar

Não quero pensar
Na mente dos outros
Não quero pisar
O caminho certo
Não quero fazer
Tudo o que é correcto
Não quero, não quero
A prisão da vida
Quando eu morrer
Quero ser esquecida.

Maria Antonieta Oliveira
13-11-2016

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

Espelho






Olhei-me no espelho da alma
E vi a menina magricela de outrora
Triste e desanimada com a beleza
A menina amada pelos meninos
De olhares inocentes e puros

A menina introvertida
Sem nenhuma amizade
Sem sonhos para viver
Sem vida para sonhar
Fechada na janela aberta para a rua.

Olhei-me no espelho da alma
E fiquei triste por mim.

Maria Antonieta Oliveira
03-11-2016




Saudades Tuas





Deposito meu corpo na cama fria
Minhas mãos tateiam os lençóis alvos
Dedo a dedo, palmo a palmo, e nada encontram
Estendo os braços para o lado
E tu não estás para me abraçar

Recordo teu olhar doce e terno
Tuas mãos macias percorrendo o meu corpo
Os teus lábios carnudos beijando os meus
Recordo-te no meu imaginário
Nos meus sonhos perdidos.

Recordo-te
E sinto saudades.

Maria Antonieta Oliveira
03-11-2016


Ao Acordar




Amanhã ao acordar
Beijo os teus lábios amor
Cuido de ti com fervor
Dou-te abraços com carinho
Enamoro o teu olhar
Fico presa no teu abraço
Gozando o brilho do sol

Amanhã ao acordar
Vou sentir o teu calor
Olhar teus olhos brilhantes
Abraçar teu corpo sequioso
Pelo meu do teu desejoso
Embrenhada de prazer
Inebriada de sonhos.


Amanhã ao acordar
Vou ser feliz, amor.

Maria Antonieta Oliveira
17-04-2016


Tirem-me Daqui






Não pertenço aqui
Tirem-me deste lugar onde insisto estar
Tirem-me!

Levem-me para bem longe
Para um mundo diferente
Onde reine a paz e a alegria
Onde haja pão e amor
Onde as crianças sejam felizes
E os idosos se sintam petizes
Um mundo de eterna felicidade.

Tirem-me daqui!

Maria Antonieta Oliveira
11-11-2014


Perdida






No momento em que
Os gritos dilaceravam o coração
As lágrimas corriam quais rios à procura do mar
Desse mar sem fim, profundo e imenso
Nesse momento me senti perdida
Perdida sem ti.

Maria Antonieta Oliveira
14-01-2015


Quero Relaxar






Quero relaxar
Parar de sentir
As dores do teu sofrimento

Sorrir
Rir
Saltar
E gritar bem alto
A minha
A nossa alegria

Extravasar agonias
Gritar dores
Sentidas por ti
Sofridas por mim

Quero cantar vitória
E a Deus agradecer
Dias
Horas
Momentos
A vida que estou a viver.

Quero relaxar
Preciso relaxar
Quero viver.

Maria Antonieta Oliveira
03-11-2016


O Frio No Meu Peito






De novo o frio
Aperta o meu peito
Num querer e não querer
De um estar insatisfeito

Gelada trémula e triste
Caio no mundo louco onde vivo
E resisto a mais uma incerteza
Das certezas por que me motivo

E entre as pedras soltas
Que me surgem no caminho
Saltito de uma para a outra
Na busca de um quente destino

Para aquecer o meu leito
E nele adormecer contigo
Deposito pétalas de rosa vermelha
E enrosco-me num abraço amigo.

O frio que me aperta o peito
Num querer e não querer
De um estar insatisfeito
Insiste e permanece a doer.

Maria Antonieta Oliveira
03-11-2016





terça-feira, 1 de novembro de 2016

Barco dos Sonhos





No barco dos sonhos
Naveguei sozinha
Pelos mares d’outrora
Flutuei nas ondas dos ventos
Sorvi o olhar das gaivotas passantes
Num beijo salgado das lágrimas caídas
Adormeci ao luar quente
Da noite vadia passada contigo

O mar traiu o meu sentir
As vagas galgaram os meus anseios
Destruíram os meus sonhos
Destroçada fiquei na rocha sentada
Ao som das ondas batendo
E eu sofrendo, sofrendo
Acordei sob o sol radioso
Aquecendo o meu coração ansioso.

Maria Antonieta Oliveira
01-11-2016

Quisera





Quiseram meus olhos encontrar os teus
E neles se perderam e se encantaram
Quiseram meus beijos encontrar teus lábios
E neles aprenderem o verbo amar
Quiseram minhas mãos tocar as tuas
E nelas sentir o calor do teu afago

Quisera o destino
Que o destino nos perdesse
Quisera o destino
Que o destino nos encontrasse

Quisera-mos nós
E seremos felizes.
Quisera-mos nós
E amanhã o sol raiará.

Maria Antonieta Oliveira
01-11-2016

domingo, 30 de outubro de 2016

Se O Mar Me Olhasse




Se o mar me olhasse, como o olho a ele
Talvez compreendesse o que sinto em mim
Quando o fito e miro e beijo em segredo
Descobriria os meus sonhos secretos
Aqueles que só o meu coração sente
E a minha mente deseja ansiosamente
Falaria de mim em redor dos medos
Que me fazem não ser o “eu” que quero
Que me fazem perder os momentos que desejo
Falaria das minhas ambições e mitos
Dos meus trilhos escondidos
Dos caminhos jamais percorridos
Sonharia comigo os sonhos de menina
De adolescente e de mulher
Pisaria a areia movediça em que me movo
E calcaria os passos que os meus pés calcam
Descobrindo os meus caminhos secretos
.
Se o mar me olhasse, como o olho a ele
Talvez compreendesse o que sinto em mim.

Maria Antonieta Oliveira
30-10-2016





sábado, 22 de outubro de 2016

Seria Feliz





Se eu pudesse
Morava na praia
Para ver o sol nascer e se perder no horizonte longínquo
Se eu pudesse
Bebia a água do mar
Para poder viver nele e sempre navegar
Se eu pudesse
Corria atrás das nuvens
Para me sentir livre e com elas poder voar
Se eu pudesse
Plantava uma floresta
Para nela me esconder e a sós puder meditar
Se eu pudesse
Criava um museu
Para nele depositar as minhas lembranças e nelas viver
Se eu pudesse
Mergulhava no infinito
Para nele me perder e me reencontrar
Se eu pudesse
Mudava o mundo
Para ter a alegria de ver as pessoas em paz

Se eu pudesse
Ah se eu pudesse!
Tudo seria diferente
Recomeçaria a vida
Criava outro caminho
E seria feliz.

Maria Antonieta Oliveira
22-10-2016





sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Escrevo Em Silêncio







Escrevo-te em silêncio
Para que não ouças os meus passos
No restolho da vida que passa
Escrevo palavras de ontem
No hoje de um amanhã incerto.

Escrevo-te em silêncio
Para que não ouças o meu suspirar
No espaço do meu sentir
De um coração agitado
Em imagens replectas de sonhos.

Escrevo-te em silêncio
Para que não ouças os meus passos em vão
Na procura de dias felizes
Em momentos partilhados
De um amor infinito de prazer.

Escrevo-te em silêncio
Para que não ouças este meu sonhar
Na noite da cama dormindo
Do dia da vida sentindo
Em que tu e eu passamos.

Escrevo-te em silêncio
Para que ouças o som das minhas palavras.

Maria Antonieta Oliveira
21-10-2016

Igreja Iluminada





Toca o sino
A aldeia em alvoroço
corre para a igreja
são as doze badaladas
é a missa do galo.

A igreja está engalanada
Junto ao altar
O presépio iluminado
Maria, José
E o menino Jesus
nas palhas deitado
O povo reza:
Pede paz e pão
Pede saúde e perdão
Entre abraços e beijos
Os votos são desejados
A missa termina.

A aldeia em alvoroço
mais calma e tranquila
regressa a casa
onde a mesa recheada os aguarda
para a ceia de Natal.

Maria Antonieta Oliveira
21-10-2016



quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Poemas





Ouço os teus passos
Nas batidas do meu coração
Ouço a tua voz
Nos lábios abertos ao amor
Ouço doces palavras
No som dos beijos trocados.

Momentos
Sonhos
Poemas

Continuo a sonhar
Porque,
Continuo a te amar.

Maria Antonieta Oliveira
20-10-2016

terça-feira, 18 de outubro de 2016

O Que Fui






Sinto falta de ser quem fui
De viver intensamente entre gente
De me rodear de amor
De ter liberdade e viver sem saudade
Sinto falta da minha realização
Do meu eu de antigamente
Sinto falta de ser quem fui.

Maria Antonieta Oliveira
19-09-2016



Extasiada




Extasiada
encontro o teu olhar perdido no meu
Extasiada
perco-me no teu olhar
E assim perdida
encontro-me para continuar.

Maria Antonieta Oliveira
19-09-2016

Olho o Mar





Vejo o mar
No teu olhar

Esse mar onde me quero (re)encontrar
Esses olhos que quero beijar
Esse tempo, esse amor que quero viver.


Ondulo ao som da maré
Na praia da vida onde passeio
Areias e pedras resvalam nos meus pés
Doridos, sofridos, caminham
O sol aquece o meu corpo
A mente aquece minh’alma.

Quero ser e viver
Nesse mar do teu olhar.

Maria Antonieta Oliveira
17-10-2016

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Presa Em Ti










Presa no silêncio obscuro
Dos teus lábios nos meus
Sinto-me solta de vontades
Inebriada de sonhos e paixões
Volátil de sentidas emoções

E,
Em teu corpo me perco e me encontro
Em nossa cama de alvos calores
Brincamos de longos amores
Em que tu e eu unidos
Por laços inolvidáveis no tempo
Sonhamos e amamos e sonhamos
E nos perdemos na vida do dia que passa.

Presos nesse longo silêncio
Acordamos num feliz amanhecer
E somos um só, num só ser
Para um todo sempre sem saber
Quando nosso fim virá nos acordar
Desses doces e puros momentos de magia
Em que estarrecidos vivemos nosso dia.

E,
Em teu corpo me perco e me encontro.

Maria Antonieta Oliveira
12-10-2016







segunda-feira, 10 de outubro de 2016

Quanto Amor






Ouvi tua voz ofegante
E desejei ser tua amante
Desejei sentir o calor do teu abraço
Quente e forte, meigo e terno
Como senti no outro dia
Quando bebi contigo um café
Lembras-te amor?

Quanta doçura num simples olhar
Quanto amor ainda temos para dar.

Maria Antonieta Oliveira
10-10-2016

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Sorrio Ao Luar





Atravessei a ponte que um dia nos uniu
Na esperança de te encontrar do outro lado
Caminhei na berma da estrada sem sucesso

Ao longo do rio na praia deserta
A areia escaldava e eu caminhava
No sonho de novo te poder beijar
Perdi-me no tempo
A noite caiu
E ao relento
Caminho sozinha ao longo do rio

No alto, a lua sorri à nuvem que passa
Sorrio ao luar envolvente
E,
Atravesso a ponte que um dia nos uniu.

Maria Antonieta Oliveira
23-09-2016




Queria Querer-te





Queria poder querer-te por inteiro
Chamar-te meu, apenas meu
De igual modo ser tua, apenas tua

Queria passear ao luar
Ver-te no cântico da lua
Sentir o som do mar
O doce-amargo areal
Deitada na cama do céu
Sob a manta estrelar
Ser apenas e só tua.

Queria poder querer-te por inteiro
Ser livre e voar na vida
Ao encontro da vida perdida.

Maria Antonieta Oliveira
23-09-2016


sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Amanhã






Amanhã acordarei a sorrir
O sol brilhará só para mim
E eu correrei feliz pela areia molhada

Amanhã o telefone tocará
Do outro lado ouvirei a tua voz
E eu ficarei feliz por ter sido acordada

Amanhã será outro dia
Com sol, chuva, frio ou calor
E eu acordarei para um outro viver.

Amanhã caminharei contigo
De mão na mão
Ao encontro de um novo amanhecer.

Maria Antonieta Oliveira
16-09-2016

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Talvez Exista






Talvez existe um outro caminho
Um outro destino
Que me conduza à felicidade
À luz e à realidade
Talvez exista um outro ser
Dentro deste meu ser
Que me indique a luz
Que me alumie o caminho
Me tire das trevas
E me dê a paz infinita

Talvez!

Talvez exista uma estrada
Sem declive ou encruzilhada
E um rio calmo e tranquilo
Onde possa navegar sem destino
Entre o sol e a lua sonhar
De noite e dia navegar
Ver os peixes a saltitar
Entre golfinhos a brincar
E ser alegre e feliz
Com o doce sorriso de um petiz.

Talvez!

Talvez exista um rumo diferente
Uma vida para além desta vida
Onde a paz reine
E a felicidade seja uma eternidade.

Maria Antonieta Oliveira
15-09-2016

Vida Sem Vida







De que me serve viver
Se a vida já passou?!
Tudo vivi sem viver
E a vida foi passando
Já nada me resta na vida
A vida já nada me dá
Sou vida sem vida
E sem vida,
Não quero mais viver.

E a vida rodopia e passa
E hoje será ontem
E amanhã não chegará
E eu perdida
Nesta vida sem vida
Na vida que me acompanha
Sem me acompanhar
E sem vida.
Não quero mais viver.

Vivendo esta vida
Fui passando na vida

Maria Antonieta Oliveira
15-09-2016

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Vesti-me de Negro





Vesti-me de negro
Para superar meu sofrer
Minha dor amarga
Meu triste sentir
Meus sonhos desfeitos
Meus amores perdidos
Meus entes já partidos
Minha angustia de ser
Meu desejo de viver
Meu desgosto de não ter

Vesti-me de negro
Para superar meu sofrer!

Maria Antonieta Oliveira
12-09-2016

domingo, 11 de setembro de 2016

Sei Que Sei





Sei que o sol acorda a madrugada
E a lua vem das estrelas acompanhada
Sei que vivo de sonhos e ilusões
Num mundo só meu
Onde vivo as minhas paixões

Sei tanto e tão pouco
Mas sei que sei
Sei amar-te em segredo
Sei roçar meus lábios em teu corpo sedento
Sei tocar teus olhos num beijo longo
Sei acariciar tua mente com pensamentos loucos
Sei entrelaçar desejos incontidos
E saborear tuas palavras de loucura e paixão
Sei que te quero e me queres também
Sei que ontem, hoje e amanhã
Seremos sempre e só o mesmo saber.

Sei que quero ser feliz!

Maria Antonieta Oliveira
11-09-2016

quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Apenas Um Sonho





Esta noite, já era madrugada
Sonhei contigo, amor
Tua mão direita
Deslizava suavemente pelo meu seio
Timidamente disse – não
Com a tua honestidade costumeira, paraste
De novo, timidamente disse – sim
Senti então a tua mão por inteiro
Acariciando o meu seio endurecido
E teus lábios nos meus
Deleitavam-se em beijos apaixonados
Éramos um só ser em felicidade
Éramos um só amor realizado
Mas, como sonho que era
Terminou num acordar entristecido.
.
Tu e eu neste lindo sonho,
Sonhado!
 


Maria Antonieta Oliveira
07-09-2016